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2013/07/04

A reviravolta?

Afinal, de irrevogável passou a promovível. Portas, dando o dito por não dito, acaba não só por ficar no Governo, segundo vão dizendo os jornais, como ainda é promovido a Vice-Primeiro Ministro e da Economia.

Passos Coelho surpreendeu tudo e todos quando veio na sua declaração dizer que não só não aceitava a demissão de Portas como, ainda por cima, não se demitia nem "desistia do país".

Inverteu aí a tendência do processo e soube arranjar caminho para salvar a coligação.

Portas, na sua já tradicional imitação de Pimenta Machado (o célebre o que é verdade hoje, é mentira amanhã) vai continuar no Governo mesmo que a ministra da Finanças não mude.

Disto tudo, algumas conclusões: PPC tem mais força do que aquela que aparenta, Portas perdeu a face e boa parte do prestigio (até interno, muitos dos seus colegas no partido não compreenderam que na noite anterior ao pedido de demissão nada tivesse dito numa reunião do partido sobre o assunto) e a coligação vai se manter em funções governativas pelo menos para já e por mais algum tempo.

Por outro lado, esta confusão veio criar condições para uma verdadeira remodelação - se bem que não tenho muitas certezas sobre a capacidade de atrair novas pessoas para o elenco governativo neste momento, pois só com espírito de missão ainda maior do que o de Passos Coelho é que a coisa vai...

Fico satisfeito por saber que o entendimento foi possível ser atingido e mais ainda se conseguirmos evitar eleições antecipadas, que a maioria da população moderada não queria, por um lado, e evitou-se um período turbulento de gestão, eleições que conduziriam inevitavelmente a um vazio politico governativo de novas coligações e a uma certa nova intervenção externa, por outro lado, que talvez desta forma possa ainda ser evitada - única forma de garantir que, de facto, daqui a um ano recuperámos a independência financeira.

Mudar Portugal implicará, sempre, um entendimento entre os dois líderes do PSD e CDS. E só é pena o líder do PS estar mais próximo dos radicais da extrema-esquerda e situacionistas do que das forças democráticas e progressistas que estão no Governo, porque era importante que esta remodelação permitisse a entrada de um certo PS moderado e anti-socrático na salvação do país. Assim a insegurança pueril do seu líder compreendesse que nunca chegará a governar se continuar próximo da extrema-esquerda.

2013/07/02

Está o caldo entornado...

...e deitados dois anos de esforços fora de um momento para o outro.

A demissão de Portas, na sequência da demissão de Gaspar e da nomeação de Maria Luís Albuquerque, agudizou a situação que já há algum tempo ameaçava acontecer, numa coligação pouco unida e coesa (ao contrário do que acontece em Guimarães, onde boa parte dos quadros de ambos os partidos são amigos e conhecidos de longa data e têm aprofundado o relacionamento ao longo desta campanha, na coligação nacional eram pessoas que não só não tinham laços de amizade como nem sequer os queriam aprofundar) e mostrou que Passos Coelho perdeu a capacidade de liderança do processo governativo.

O país, que se vai afundar novamente do ponto de vista financeiro e ficar numa situação parecida com a Grécia, mas para pior, fica nas mãos de Cavaco e da possibilidade do caos surgir uma espécie de governo de salvação nacional tri-partido entre PSD, CDS e PS. Ou então, não sei o que será do futuro mais próximo. Triste sina a nossa...

Apesar de alguns radicais festejarem (lá está, a esquerda caviar e o champanhe...) tenho para mim que ainda vão amargar muito estes acontecimentos dos princípios de Julho de 2013...

2012/06/05

1º aniversário da vitória eleitoral

Faz hoje precisamente um ano que o PSD, com Pedro Passos Coelho, venceu as eleições legislativas derivadas da saída de Sócrates pela porta baixa.

Deixou o país em pantanas, quase na falência, sujeito à intervenção financeira externa de salvação e delapidado para muitos e muito anos - talvez para uma geração.

Este primeiro ano não foi fácil, como não serão os seguintes. Há a clara noção que ou se aproveita o MoU com o FMI e a UE e se endireita, de base, muitos dos problemas crónicos estruturais do país ou mais vale desistir já. O caminho é duro e muito pedregoso, mas tem de ser trilhado por esta via pois, por mais que algumas vozes derrotadas e que nos puseram neste estado digam, não há outra alternativa.

A primeira parte do trabalho foi implementar muitas das mudanças acordadas e outras que eram necessárias. A segunda parte, agora que os indicadores mostram que há melhorias em relação ao passado mais recente, é preciso reconstruir a economia e diminuir a taxa de desemprego, de forma a relançar o país novamente e estancar a espiral psicológica depressiva dos cidadãos - quando se perde a crença num futuro melhor, perde-se a crença no país.

Força, Portugal!

2012/03/17

O Povo parece que não é tolo...

Sondagem Expresso de 16.3.2012
...e parece que os jornalistas e comentadores não são nada representativos do Povo!

Senão, como se explica os telejornais e jornais com pelas editoriais e comentadores a malharem consecutivamente no Governo e sempre "à cata" de "lapsos" e confusões e, afinal, depois publicam-se as sondagens e que temos nós? Os partidos que suportam o Governam continuam com votações na ordem da proximidade dos 50% (ou seja, continuam na maioria absoluta) e os partidos de esquerda e extrema esquerda continuam remetidos a valores semelhantes aos obtidos nas eleições de Junho de 2011.

Sendo que o principal partido da oposição continua remetido a valores inferiores a 30%, demonstrando cabalmente que não recuperou credibilidade nenhuma e que o "modus operandi" que tem tido é catastrófico (para o país e para o próprio partido em si mesmo) e diria que até irresponsável - mas também, que outra coisa seria de esperar de um partido que apenas teve coragem de colocar um rosto diferente no mesmo corpo do "socratismo"?

Em resumo, o Povo, na sua sabedoria, apesar de poder ser levado ao engano pelas greves que se querem fazer grandes, pelos protestos sempre dos mesmos que nunca estão satisfeitos com nada, pelos políticos que ontem estavam no Governo e hoje têm o descaramento e a lata de falarem como se não tivessem nada a ver com o momento que atravessámos hoje, o Povo percebe que é para cortar, para acabar com direitos que não podemos suportar e que é preciso criar um novo paradigma de Estado. E que isso é um processo doloroso. Mas que o Estado Social que na realidade nunca o foi (era próximo, isso sim, de um Estado Socialista, mas isso é outra conversa...) tem de o ser, de facto. E nunca, como neste momento, houve condições para o fazer, contra os situacionistas da esquerda e extrema-esquerda que não querem o progresso de uma sociedade - antes a querem matar a sociedade actual para criar a revolta e da luta, dessa luta "de classes", como é apanágio deles, conseguirem o poder pela força e pelo sangue, se preciso for! Mas, usando uma frase que lhes é carismática, para compreenderem melhor, só lhes digo: eles "no passarán"!

E só espero que o Governo actual tenha a coragem de concretizar algumas reformas que me parece começar a hesitar em fazer, nomeadamente a Reforma Administrativa em Portugal. Ainda ninguém me conseguiu convencer que um Portugal organizado no tempo dos carros de bois e coches do séc. XIX funciona melhor que qualquer outra organização que se possa fazer modernamente, pensada para os tempos do e-governo, do e-cidadão, do país com milhares de km's de estradas e autoestradas, do país com mais de um telemóvel por cidadão, do país onde a proximidade virtual nunca foi tão próxima da proximidade real como hoje.

Mudar Portugal. É o mote do Governo. E ainda bem... Que desta crise financeira, mas também de valores de Estado, saia um novo Portugal, moderno e com novas mentalidades. O Povo já está a mudar e está de parabéns. E tu, já estás a mudar?

2011/09/26

Reforma da Administração Local

O Governo apresentou hoje a muito esperada Reforma da Administrativa Local que está prometida no acordo da "troyka" e que tanto necessitamos.

Não tendo assistido ao discurso e apenas tendo lido algumas notícias de jornais, parece-me que ela corresponde ao que se esperava - será um instrumento que vai, por um lado, arrumar a casa nas autarquias, nomeadamente na área das empresas locais, e por outro lado vem modernizar a eleição, o governo e o financiamento das autarquias - sim, 37 anos depois de Abril de 74 era necessário modernizar muita coisa, sob pena de uma das maiores conquistas caírem por terra.

Quem me conhece e lê com alguma regularidade sabe que sou totalmente a favor de rever a forma de eleição das autarquias. E esta Lei vem propor a forma que eu defendo como mais válida - elege-se a Assembleia Municipal, sendo o candidato mais votado nomeado Presidente de Câmara, e escolherá os seus vereadores a partir da lista de candidatos à AM. Não haverá vereadores da oposição, como não há ministros da oposição. A AM passará a fiscalizar as actividades do executivo camarário, tal e qual o Parlamento faz ao Governo, sendo assim dignificada no seu papel. Não sei ainda se os Presidentes de Junta deixam a AM - mas deveriam deixar, não faz sentido a sua presença lá, pelo menos com direito de voto, visto que isso condiciona a sua atitude e papel de representante do Povo aos grupos parlamentares municipais.

Por outro lado, esta reforma vai mexer com freguesias e até concelhos, procurando que se fundam e criem novas entidades territoriais com mais massa critica, fundamental para a sua gestão eficaz e financeiramente viável. E pretende também deitar abaixo a velha lei do financiamento local e dos seus escombros encontrar novas formas de financiamento local, dando mais ênfase às CIM e menos ao poder central.

Muito sinceramente, em menos de 100 dias, este Governo poderá ter nesta reforma a sua pedra de toque! Se conseguir regulamentar de boa forma esta Lei, poderá já ter valido a pena a sua eleição!

ACTUALIZAÇÃO - Entretanto, já está disponível o Documento Verde da Reforma da Administração Local e respectivos anexos. Ver na página do Governo:


  • Documento Verde da Reforma da Administração Local (PDF, 40 páginas, 1419 KB)
  • Documento Verde da Reforma da Administração Local - Anexos (PDF, 88 páginas, 2555 KB)
  • Resolução do Conselho de Ministros sobre a Reforma da Administração Local

  • Existe ainda um link para os contributos que os cidadãos queiram dar para a discussão pública que vai agora decorrer com base neste documento.

    2011/09/15

    Finalmente!

    Segundo o i de hoje, Lisboa e Luanda assinam acordo para vistos de trabalho em Angola, conseguindo o ministro Paulo Portas em pouco mais de 80 dias aquilo que José Sócrates com a sua política de corridas na marginal de Luanda não conseguiu em 6 anos.

    Ou seja, desde 2007 que há uma enorme pressão para melhorar o protocolo bi-lateral de concessão de vistos de permanência e trabalho entre Portugal e Angola. Mas durante esse período, apesar de visitas a Angola de Sócrates e muitos dos membros do seu Governo, não se conseguiu progresso nenhum - diria mais, conseguiu-se alguns retrocessos... E agora Paulo Portas anuncia que os vistos de trabalho passarão a ser de 3 anos. Só eu, e quem lá está ou esteve, sei como isso é importante.

    Está, por isso, de parabéns o Governo que resolver o problema de mais de 100 mil portugueses que por lá ainda andam.

    Menos positivo é o facto de ainda nada ter sido dito sobre os recentes e preocupantes acontecimentos em Angola. Há progressos do Presidente ao aceitar as manifestações, mas o condicionamento às mesmas e a forte repressão policial não são ainda a forma como gostaríamos, todos, de ver o problema a ser abordado pelas autoridades. Espero que o Presidente de Angola perceba que a repressão apenas serve para colocar mais pessoas com vontade de ir para a rua, no lado oposto. E isto é preocupante porque estando lá mais de 100 mil portugueses, se a situação se deteriorar pode obrigar ao abandono massivo do país e regresso a Portugal -o que causaria grandes transtornos também em Portugal, como é evidente. Aguardemos serenamente e esperemos que José Eduardo dos Santos tenho o bom senso de entender os desígnios das modernas democracias e perceber que tudo tem o seu tempo - e este é um tempo de mudanças, como se viu na "primavera árabe"....

    2011/08/01

    Menos um sorvedouro, menos duas heranças socialistas

    Num dia, matam-se duas heranças socialistas pesadas para os bolsos do Estado português, que é como quem diz, para os contribuintes. Finalmente!



    Com a venda do BPN ao Banco BIC, por mais barato que tenho sido o valor arrecado, o Estado livra-se - finalmente! - deste sorvedouro que foi o BPN para os cofres nacionais, onde foram aplicados mais de 2 mil milhões de Euros sabe-se lá porquê! É melhor pouco recebido do que continuar a injectar muitos milhões lá... E é menos uma herança socialista, das más, muito más, que Sócrates deixou.



    Já com a abolição da tradicional "borla" de Agosto na ponte 25 de Abril, o Estado poupa quase 50 milhões até 2019 (só num mês!) e mata outra herança ao fim de 15 anos. Não há, nunca houve, razões para esta "borla". Porque há praias em Lisboa, na linha do Estoril/Cascais. Não precisam de ir para o outro lado do Tejo para isso. Vai quem quer, quem quer, pague!

    Hoje é um dia bom! Esteve bem o Governo, esteve bem Pedro Passos Coelho.

    Editado às 21h00.

    2011/07/29

    Promessa cumprida


    Foi pouco tempo que foi necessário para cumprir uma das mais emblemáticas promessas do Governo, a colocação num site da internet de todas as nomeações do Governo.

    E cá está ele. No site do Governo, em Nomeações. Anunciado em pleno debate parlamentar em resposta, bem malandra, ao líder a dias do PS, António José Seguro...

    É claro que aqui não estão as mais de 200 nomeações que a CGD fez entre o dia 5 de Junho e a tomada de posse deste Governo, conforme ontem denunciou Marques Mendes no TVI24, porque serão da responsabilidade do anterior Governo, em gestão... Seria bem interessante fazer agora um trabalho de sapa reverso, ou seja, criar uma página onde fossem colocadas todas as nomeações do anterior Governo. Seria, também, um trabalho colossal, mas muito interessante, sem dúvidas...

    2011/07/01

    50%?

    É engraçado como uma frase bem dita pode ser mal interpretada de forma maldosa.

    Na apresentação do Programa de Governo, foi anunciado um imposto único a recair sobre o 13º mês que seria de "50% sobre o valor acima do salário mínimo". No entanto, desde logo começou a circular a noticia, que faz capa hoje de alguns jornais, que o imposto seria de 50% do 13º mês.

    Ora eu estive a olhar rapidamente para o que se vai passar e cheguei à conclusão que quem receber um salário de 2.500,00€ ainda só irá pagar 40%, como se pode ver no quadro abaixo:



    A forma como a imprensa transmite as noticias deve ser, no mínimo mais rigorosa. Porque pode causar alarme social. Por exemplo, quando o CM diz que "os mais afectados serão os que ganham entre 1000 e 2500 Euros" também não é rigoroso, pois o imposto é progressivo e serão tanto mais afectados quanto maior for o salário base, pelo que não é objectivo o que eles dizem. Que os sindicalistas, vivendo no mundo paralelo e irreal, digam estas coisas, é normal e nem eu esperava outra coisa, mas dos jornais e jornalistas esperava, no mínimo, um pouco mais de exactidão no que é dito.

    Por último, em relação à medida em si.

    Preferia muito mais que não tivesse sido tomada. Mas acredito que se foi, é porque foi necessária. Como se sabe, ela derivou do conhecimento do mau desempenho do défice dos primeiros meses do ano. Se foi ou não uma promessa quebrada, depende da leitura que se queira fazer. Se quiserem ler apenas as declarações que fez numa escola, sem contextualizar com outras, podem dizer que foi quebrada uma promessa; mas se for olhada no âmbito do que foi dito ao longo da campanha eleitoral, se calhar não quebrou nada, porque foi prometido é que ia atacar o combate ao défice não só pela via dos impostos mas também do combate às despesas, o que está a ser feito; foi dito que não se sabendo exactamente qual a situação real das contas públicas, não se poderia prometer que não tivessem de ser tomadas medidas adicionais e gravosas - como está a acontecer. E a forma como o imposto foi pensado protege, claramente, quem tem menores rendimentos - e 1/3 dos trabalhadores e 2/3 dos pensionistas recebem o salário mínimo (ou menos) e a progressividade com que é aplicado defende quem tem menores rendimentos.

    2011/06/28

    O programa do Governo


    E depois de toda a equipa ter sido apresentada, a nível do Governo, foi apresentado o Programa de Governo que será submetido à votação ainda esta semana.

    A máquina, apesar de apelidada de inexperiente, está a trabalhar com força.

    De uma leitura rápida, guiada apenas por algumas palavras chave, retenho e destaco os seguintes trechos, que me dizem mais em relação àquilo que tenho defendido.

    "No âmbito de uma nova abordagem da política de cidades, o Governo irá combater o crescimento assimétrico das cidades e os graves desequilíbrios no ordenamento do território e promover o agravamento da penalização em sede de IMI para fogos e edifícios devolutos; a dedução aos rendimentos prediais das despesas de reparação de edifícios; a simplificação dos procedimentos para o licenciamento de obras de reabilitação urbana; o estímulo à constituição de Fundos Imobiliários de Reabilitação Urbana; o aperfeiçoamento da Política de Reabilitação Urbana, para que seja socialmente mais justa, bem como ao repovoamento dos centros urbanos; a simplificação do regime da reabilitação urbana, no que se refere à criação e delimitação das Áreas de Reabilitação Urbana (ARU); a inclusão no regime da reabilitação urbana das “operações de reabilitação urbana isoladas”; e a promoção de um quadro fiscal, tanto quanto possível, favorável ao arrendamento"


    ou

    "Revisão dos mecanismos de prevenção e controlo que impeçam deslizamentos de custos e prazos inaceitáveis, na concepção, contratação e execução das obras públicas, acima de um determinado montante."


    ou ainda

    "O Governo propõe uma agenda reformista e inovadora para o Poder Local assente nos seguintes eixos: proximidade com os cidadãos e descentralização administrativa. Essa agenda comporta quatro vectores estratégicos destinados a substituir o paradigma centralista e macrocéfalo por um paradigma de responsabilidade que valorize a eficiência na afectação de recursos destinados ao desenvolvimento social, económico, cultural e ambiental das várias regiões do País de acordo, também com o princípio da subsidiariedade: a descentralização e a reforma administrativa, o aprofundamento do municipalismo, o reforço das competências das Associações de Municípios, a promoção da coesão e competitividade territorial através do poder local."


    Já agora, "redução de custos" aparece 5 vezes no documento, a "descentralização" aparece 3 vezes, "crescimento" 31 vezes e "eficiência" 41 vezes. Ou seja, é mais do que pensar na redução de custos e do défice, é um orçamento que visa proporcionar o crescimento e a eficiência de Portugal.

    2011/06/27

    Porquê tantos independentes?

    Da notícia da restante equipa governativa, ou seja, os Secretários de Estado, fica-me apenas uma questão, que dá titulo a este post. Porquê tantos independentes indicados pelo PSD? Ao contrário do CDS, que apenas indicou militantes seus para os vários cargos.

    Não quero que me entendam mal, aceito perfeitamente que é necessário alguns independentes num Governo, nomeadamente em áreas onde é necessário algum saber mais especializado e que, normalmente mas não sempre, só se encontra na área da investigação e fora dos círculos partidários.

    No entanto, este Governo tem 4 ministros independentes (tantos como do PSD e apenas mais um que o CDS) e 14 Secretários de Estado independentes (contra 7 do CDS e 15 do PSD) naquilo que parece ter sido uma aposta clara de Pedro Passos Coelho em encontrar fora do partido a equipa de governação.

    Ora a minha questão vem por um motivo. Se a nossa democracia é parlamentar e representativa, através dos partidos, se os eleitores votam nos partidos para governarem, porque é que há, hoje em dia, uma fobia tão grande aos "militantes"?

    Em parte, julgo eu, a resposta encontra-se nos tempos mais recentes dos elencos governativos de Guterres e Sócrates, o primeiro famoso pelo "no jobs for the boys" e o segundo por espalhar muitos "boys" por todas as estruturas do aparelho de estado e das empresas estatais. Desta forma, a opinião pública foi moldando uma ideia que havia um certo preenchimento de vagas políticas por pessoas sem curriculo ou capacidade adequada para tal, aparentando ser um "favor" partidário.

    O problema é que essa noção, essa ideia que está a fazer escola em Portugal, levada ao exagero pode por vezes ser contraproducente e em vez de vermos pessoas como Pedro Duarte, por exemplo, no Governo, vemos as pastas que lhe poderiam caber ocupadas por independentes. Que trazem sempre alguma desconfiança no partido.

    Para além disso, há uma clara divergência entre o que fez o PSD e o CDS. O primeiro colocou 18 independentes no Governo, o segundo não escolheu nenhum. E era o CDS que estava preocupado com o PSD indicar "boys" para os lugares políticos...

    Esta opção de Pedro Passos Coelho tem um lado bom e outro mau. Por um lado, vai de encontro àquilo que parte da sociedade esperava dele na constituição do Governo, o que é bom. Por outro lado, cria algum distanciamento entre a estrutura de base do partido e o Governo, o que é mau - afinal, quem andou a fazer a campanha, quem deu o peito às balas socialistas de norte a sul do país, foram os militantes. E a única forma que há de ultrapassar tal situação é colocar rapidamente o Governo no terreno a ir aos concelhos do país explicar a situação do país, o que está a ser feito e como pode o PSD ajudar.

    Mas esta jogada de colocar tantos independentes pode ser também em favor do partido. Provavelmente, os membros governativos que estão a entrar em funções vão ter um enorme desgaste nestes 3 primeiros anos de mandato onde será necessário cumprir o rigoroso calendário da "troyka". Assim, ao escolher tantos independentes agora, estará a abrir a possibilidade de numa segunda fase do Governo, já mais liberto do espartilho do acordo, poder colocar então mais alguns militantes na equipa governativa.

    Em todo o caso, com ou sem independentes, estou plenamente confiante no trabalho que o Governo vai desenvolver. Aliás, os primeiros sinais que tem dado são extremamente positivos, como eu esperava.

    2011/06/19

    Há esperança novamente!

    Tenho reparado, nomeadamente nos comentários que se fazem no Facebook, que há uma corrente de esperança que varre o país. Esperança mesmo naqueles que não são das cores do Governo em que o grupo que se voluntariou a tomar conta do país neste momento consiga, de facto, dar a volta à situação.

    Nota-se essa esperança em particular na educação. Nuno Crato foi o melhor nome que Pedro Passos Coelho podia ter escolhido - tudo o que nas últimas 24 tem saído sovre ele, na TV e na net, com velhas entrevistas e conferências, mostra que com ele virá uma nova era educativa. O fim do facilitismo. O fim dos novos oportunismos... transformadas em Novas Oportunidades. Virá maior rigor e aprendizagem integrada.

    Mas também em áreas como as finanças, em que quanto mais se vai sabendo do currículo de Vítor Gaspar, mais as pessoas confiam que é o homem certo no momento certo no lugar certo.

    É bom ver que as pessoas estão, novamente, com uma centelha de esperança que é possível cumprir Portugal. Só por isto, já valeu a pena a queda de Sócrates!

    2011/06/18

    Mudar Portugal: um Governo de Maioria para a Mudança

    Um bom inicio deste Governo.



    Primeiro, porque Passos Coelho foi indigitado na quarta-feira à hora do almoço e a meio da tarde de sexta, pouco mais de 48 horas depois, já tinha o Governo formado e estava a entregar o mesmo ao Presidente da República.

    Em segundo, porque quase nada transpirou para a comunicação social, que falhou muitos dos nomes, quase não acertou nenhum. Exemplar a condução do processo.

    Em terceiro lugar, porque seguiu os trâmites que é suposto seguir: concertação de um programa político entre os partidos, apresentação do programa ao Presidente, indigitação, convites para formação do Governo. Não queimou etapas e fez todas elas num tempo quase recorde. Tudo feito de forma responsável, digna, de estadista. Sem comentários e à partes, quer pelo PSD, quer pelo CDS.

    Em quarto porque, finalmente, há um corte geracional e são novos nomes e sem experiência política - afinal de contas, quem tem experiência política de Governo ajudou a chegarmos ao ponto onde estamos. Eu gosto disso. A audácia e o arrojo de colocar pessoas como Álvaro Santos Pereira, Vítor Gaspar ou Assunção Cristas é de enorme capacidade de visão. Apostar em gente nova, com capacidade técnica elevada e comprovada.

    Fica a composição do XIX Governo Constitucional liderado por Pedro Passos Coelho:
    Finanças - Vítor Gaspar
    Economia - Álvaro Santos Pereira
    Negócios Estrangeiros - Paulo Portas
    Justiça - Paula Teixeira da Cruz
    Administração Interna - Miguel Macedo
    Assuntos Parlamentares, Autarquias e Desporto - Miguel Relvas
    Educação e Ensino Superior - Nuno Crato
    Segurança Social - Pedro Mota Soares
    Agricultura, Ambiente e Território - Assunção Cristas
    Saúde - Paulo Macedo
    Defesa - Aguiar-Branco

    É uma equipa que acredito vir a ser muito coesa, muito boa tecnicamente, que se bem gerida politicamente poderá ser, de facto, a tábua de salvação deste país.
    Estou muito optimista neste Governo, confesso. Aliás, nota-se... Mas pela primeira vez, serei mais velho que alguns ministros, sou de idade aproximada dos principais ministros. Desde o 25 de Abril, este é o primeiro Governo que cortou com os políticos dos anos 70 e 80, os mais antigos são, para além de Pedro Passos Coelho, Paulo Portas e Miguel Relvas - todos eles aparecidos nos anos 90 na política.

    2011/06/14

    Mudar Portugal: Responsabilidade



    Segundo noticiam neste momento os telejornais, o PSD e o CDS já terão chegado a um entendimento político e programático para o futuro Governo de coligação saído das eleições do passado dia 5 de Junho.

    E há uma coisa que se destaca neste processo negocial: a excelente forma como nada do que se passa tem transpirado cá para fora, o sentido de responsabilidade que os partidos e as pessoas envolvidas puseram no assunto, o que é um excelente prenuncio para o futuro.

    Porque o momento em que o país se encontra, implica que se abandone de vez o estilo propagandista usado pelo anterior Governo e se passe a aplicar um estilo mais sóbrio e responsável. Assim queira o agora principal partido da oposição entrar neste jogo em parceria com os partidos do Governo, porque assim o exige o estado em que o País está.

    Estou confiante, cada vez mais confiante, que o futuro Governo será uma pedrada no charco político que se instalou em Portugal há muitos anos. Portugal já está a mudar...