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2010/03/22

Câmara de Guimarães negoceia compra do histórico Teatro Jordão



Esta noticia vem, finalmente, dar razão à JSD, mais de 10 anos depois de termos feito do Teatro Jordão a ca(u)sa da cultura vimaranense. Como é evidente e salta aos olhos, tínhamos razão, uns miúdos visionários que olhavam para esta sala de espectáculos como uma plataforma multicultural, sede da cultura, casa da cultura, causa da cultura de Guimarães.

Apesar de tudo o que então a mesma administração da CMG disse sobre o assunto, dos milhões que entretanto gastou no CCVF, pretende agora avançar com a compra e instalação de actividades cénicas e culturais no mítico espaço - dando o dito pelo não dito e dando razão às CPC's da JSD presididas pelo César Teixeira que trouxeram o problema para a ribalta - o problema mas também a solução que, tantos anos depois, parece ir ser implementada finalmente!

Já então marcávamos a diferença na forma de encarar a política. Não faziamos política de juventude, faziamos política geral na visão da juventude - por isso fomos dos primeiros em Guimarães a falar de ambiente, cultura, descentralização, acessibilidades a deficientes motores, segurança nas estradas e outros temas que só muito mais tarde os "adultos" pegaram neles - o caderno "Vale do Ave 2000" que entregamos a governantes, imprensa e cidadãos era uma plataforma que analisava problemas na Bacia do Ave e indicava soluções para os mesmos, divididos por vários titulos. Um dia destes tenho de disponibilizar esse caderno na net... E falavamos neles não apenas apontando problemas mas tambem indicando soluções a implementar.
E isso fazia toda a diferença.

Obrigado à CMG por estar prestes a concluir a aquisição do histórico Teatro Jordão. Porque ao fazer isso não está a dar razão à JSD de 1997. Está a solucionar mais um problema da cidade em 2010, cuja solução a JSD deu nesse já longinquo ano... E do qual tenho o orgulho de ter sido um dos co-autores e activistas dessa solução.

2008/06/01

Manuela?

Manuela? Quer dizer, a surpresa não é grande, conheço bem o partido que foi o meu durante alguns anos. Sei o peso que a senhora tem dentro do partido e do aparelho. Sei como o aparelho gosta de seguir o rumo daquele que aparentemente vai vencer, cata-ventos dos lugares e posições.

Felizmente, nunca fui alinhado. Fui apoiante de Barroso quando o partido era marcelista. Fui apoiante de Marques Mendes quando o partido era santanista. Agradava-me que tivesse vencido o Pedro Passos Coelho quando o partido virou manelista.

Por quanto tempo? Creio, e adorava estar enganado mais uma vez, mas por pouco mais de um ano. Em 2009, como estes primeiros perdedores depois foram vencedores, Pedro Passos Coelho terá o partido a seus pés, se quiser.

O importante é reflectir o tipo de escolha que os militantes fizeram. 37% na vencedora. 31% no futuro. E quase 30% no mais estranho e caricato primeiro-ministro da democracia moderna portuguesa - às vezes ainda consigo ser simpático... Há um PSD dividido, que ainda há um ano apoiava massivamente o populismo ináudito de Menezes & friens e que agora, depois de perceber, finalmente, que essa via era para o abismo procura no seu nome mais forte internamente a desesperada vitória de 2009. Que não vai acontecer, porque se há coisa que a população eleitoral tem feito desde sempre é insistir no erro e vai entregar a vitória ao PS novamente, porque se a principal fragilidade do Pedro Passos Coelho é não ser ex-nada que não seja presidente da JSD (e reconhecidamente o melhor de sempre de uma estrutura juvenil, apesar da sua posição na questão da imposição das propinas da então ministra da educação Manuela Ferreira Leite) já a senhora que agora ganhou tem muitos calcanhares de aquiles e muitos anti-corpos na população em geral - os alunos dos anos 90 com a questão das propinas, os pequenos e médios empresários com o pagamento por conta, a contenção em nome do défice que não equilibrou, não ter enfrentado Durão e Santana na luta pelo lugar de Primeiro-Ministro mesmo não sendo presidente do PSD e ter abandonado os lugares políticos e públicos nessa altura...

A senhora desistiu de lutar quando mais foi preciso, não ajudou a tentar (o impossivel, eu sei) credibilizar o governo de Pedro Santana Lopes, ajudou a colocar o partido no ponto que está hoje ao não enfrentar com o peso interno que tinha no PSD a "mania" de Durão Barroso em colocar Lopes nos seus lugares, e agora regressa em nome da credibilidade! Qual, minha senhora?

Ainda bem que já não sou militante. Continuo a não me reconhecer neste partido que perdeu a visão estratégica e de futuro, que se submete ao medo e à solução óbvia e fácil, que não enfrenta o futuro de peito aberto. Este, apesar de melhor que há 2 meses atrás, ainda não é o PSD onde militei e ocupei cargos juvenis e "séniores", concelhios e distritais, congressista e militante honorário da JSD eleito em Congresso na Póvoa de Varzim. Ainda não é...

2008/02/02

O Engenheiro Arquitecto Deputado Secretário de Estado Ministro, Sua Excelência o Primeiro Ministro

Ora cá está a cereja do Cerejo em cima do bolo.

Depois das dúvidas sobre a licenciatura, agora sabemos que enquanto Deputado da nação em regime de exclusividade assinava projectos de arquitectura, engenharia e era consultor técnico de uma firma de construções. Ora aí está um caso típico de dupla personalidade.

O problema nem está quanto a mim, na real autoria ou não dos projectos. O problema está na ética associada a assinar projectos de colegas que trabalham em autarquias e que por isso, se a tempo inteiro, não podem exercer e muito menos dentro do concelho onde está a autarquia para a qual trabalha. O problema está em apresentar facturas/recibos dos trabalhos executados. O problema está na alegação que era Deputado com exclusividade e ao mesmo tempo manter actividade laboral na função privada, com provavel fuga aos impostos visto que se apresentasse rendimentos na parte privada com quase a certeza absoluta seria-lhe retirado o estatuto de exclusividade na AR.

Conforme comentei ontem, esta situação não me é estranha e tenho a noção que nos próximos anos vamos ouvir falar de coisas similares com regularidade. Eu andei 8 anos na política, depois de me licenciar entrei para a JSD onde estive 4 anos e passei para o PSD onde permaneci outros 4, sempre com cargos concelhios e distritais. Conheço muitos "carreiristas", hoje adultos que nunca fizeram mais nada que não fosse política e sempre viveram desse expediente e que subiram na escala social e profissional à custa da política, cujos currículos se resumem a actividades políticas e nunca, mas nunca, verdadeiramente trabalharam! Hoje alguns são deputados, vereadores e afins. Não tarda nada, serão secretários de estado, ministros. E o passado deles será, mais dia menos dia, visto à lupa e a verdade virá à tona. E José Sócrates, que começou na JSD e passou para a JS e subiu ao PS e sempre esteve envolvido na vida partidária e teve passagens muito pouco notórias na vida privada e fora da esfera política, é um destes casos de carreirista político.

Pode não ser ilegal, podia até ser um mal menor por necessário em função das condições locais de falta de pessoal técnico qualificado. Mas é eticamente inadmissível e reprovável e é típico da situação que grasou Portugal nos anos 80 e 90.

Sobre a qualidade estética não me pronuncio. Para já, porque não comento trabalho de arquitectura desenvolvido por engenheiros (e na época, julgo que engenheiro técnico) como não gosto que eles comentem o meu. Depois, porque sei o que é trabalhar com orçamentos reduzidos e clientes que não querem e não aceitam as sugestões que lhes damos, apenas olham para os técnicos qualificados como o mal e o meio necessário para obterem a licença de obra para construirem a casa/anexo/garagem/muro que tanto necessitam.

2007/09/29

Desfiliação

Ex.mo Senhor Secretário Geral, Miguel Macedo,
Caro companheiro,
num processo longamente amadurecido, venho pelo presente solicitar a minha desfiliação partidária do PSD, partido onde milito activamente há mais de 10 anos, tendo por empenho e dedicação ocupado diversos cargos partidários na estrutura juvenil e no PSD de Guimarães, secção onde milito e na secção distrital. Representei o PSD em diversas eleições e referendos, fui membro de Juntas de Freguesia e Assembleias Municipais. Sou, inclusivamente, militante honorário da JSD.
Sou, fui sempre, simpatizante da social-democracia e não será por me desvincular do partido que perderei essa ligação.
O que me move neste momento a sair do partido é o oposto do que me moveu a entrar. No momento em que solicitei a minha filiação, movia-me um desejo de ajudar o partido a reconstruir-se do golpe que foi a eleição do Eng. Guterres e do final do "Cavaquismo". Trabalhei arduamente para reconstruir o PSD em Guimarães, no distrito de Braga e no levar o PSD até às vitórias nacionais. Servi o partido com muitos sacrificios pessoais, profissionais, familiares e até financeiros. Tenho como maior mágoa nunca ter conseguido ajudar a derrotar o Partido Socialista na Camara de Guimarães.
Mas neste momento não encontro razões para ser militante e defender um partido em cujas estruturas directivas não me revejo e das quais discordo nas suas linhas de rumo e actuação política. Já muito me custou uma vez ter de representar o partido, por inerência do cargo que então ocupava, com uma liderança que apesar de breve e transitória do Dr. Pedro Santana Lopes causou mais estragos que algumas vitórias do PS dentro do próprio PSD.
Não me revejo numa JSD liderado pelo companheiro Pedro Rodrigues. Não me revejo num partido liderado pelo Dr. Luis Filipe Menezes. Este já não é o meu PSD.
Aos meus amigos da concelhia de Guimarães, uma palavra de apoio e incentivo e a certeza que poderão contar comigo para lutar pela obtenção da vitória no Municipio, que merecemos pela equipa que temos lá. Espero poder contribuir, mais modestamente agora que me encontro a trabalhar no estrangeiro, para essa vitória. Mas por fora, como independente.
Um abraço amigo, quem sabe se não será um até já,
Nuno Henriques de Carvalho da Silva Leal

PSD: o meu final de caminhada

A vitória do populismo, dos resquicios do "menino guerreiro", da ala esquerda do partido, não me deixa outra alternativa.

Da mesma forma que entrei, há 12 anos atrás, agora saio.

Naturalmente. Entrei porque senti que era um espaço político onde havia diversidade, credibilidade, ideias, pessoas sérias e responsáveis. Hoje ainda as há, como é evidente. E muitas. Mas acontece que ao contrário do que então acontecia, hoje essas pessoas são reservas morais para um futuro cheio de amanhãs radiosos e a liderança do partido volta a descer a níves que poucos pensariam voltar um dia a ver.

O PSD é hoje um partido que ainda vive a recuperar dos maus tempos do santanismo. E agora levar com os santanistas novamente poderá ser a machadada final no partido.

Eu já tinha decidido deixar o partido há alguns meses atrás, com a eleição do inenarrável actual líder nacional da JSD, Pedro Rodrigues. Teria muito a falar sobre ele, mas não lhe dou esse gosto de protagonismo. O que tinha a dizer sobre esse vulto da política vimaranense toda a gente já me ouviu dizer nos locais próprios. Se não o fiz naquele momento, tal deveu-se ao pedido de vários amigos meus que continuavam (continuam?) empenhados em lutar por dentro para regenerar o PSD.

Mas hoje de manhã, depois de dormir sobre o assunto, as coisas não mais podem ficar na mesma. Não vou, não posso, não quero compactuar com 2 lideranças nas quais não me revejo, não me identifico. E pior ainda do que os líderes em muitos casos, são as equipas que os rodeiam.

É por isso o fim de um ciclo.

Quem sabe se um dia regresso? O futuro está cheio de incógnitas...

2007/09/27

Lindo espectáculo, meus senhores!

É impressionante como tem baixado a qualidade dos políticos em Portugal a cada ano que passa. Quem tem andado na política, como eu andei 8 anos consecutivos, nota isso bem. Parte do meu afastamento deveu-se à saturação desta actividade que, quando vivida da forma como eu fiz, chega a ser muito cansativa - não falando no dispendioso que se pode tornar. Mas outra parte teve a ver com a sensibilidade que começei a ter em relação à linha de rumo do partido.

Neste momento, com um líder de oposição populista e do calibre de um Santana Lopes (aliás, apoiado por grande parte da sua "entourage") e com um líder partidário como Marques Mendes, com um líder da JSD do calibre do derrotado Pedro que sucedeu ao inenarrável , nunca tantos e tão fracos políticos andaram no PSD nacional.

Estou triste. Não me reconheço nem é este o PSD que ajudei a reconstruir depois do "desastre" de 1996. Cada vez sinto menos ligação ao partido, talvez ajudado pela distancia a que estou de Portugal, mas com toda a certeza muito mais pelos homens que o lideram. É tudo pequeno, mesquinho, ambicioso, com vistas curtas e ideias sem rasgo nem brilho. São re-activos e não pró-activos. São egoistas no pensamento da sobrevivência política, são apoiantes de um ou de outro consoante vejam que os ventos e as marés empurrem numa determinada direcção.

Sá Carneiro, agora que recebeu a companhia de Magalhães Mota, deve revoltar-se cada vez que estes senhores falam nesta campanha eleitoral interna, cada vez que alteram normas de funcionamento do partido, cada vez que fazem política!

2006/04/13

Irresponsáveis

É o mínimo que se pode dizer dos Deputados que ontem deram a oportunidade a todo o país de dizerem o pior possível deles.

Demonstraram cabalmente que metade deles seriam mais do que suficientes para produzirem o trabalho que os 230 actualmente produzem - e a hipotese de deles se falarem mal seria muito inferior!

Fica para comigo a ideia que em 2002, quando fui indicado pela JSD em Assembleia Distrital como suplente para a lista do Distrito de Deputados do PSD pelo círculo de Braga que algo de estranho se terá passado para o meu nome não ter constado na lista final. Veto? Não sei, posso ter muitos e variados defeitos, mas se há coisa em que me orgulho é que cumpro os meus deveres e que só aceito fazer aquilo que me julgo capaz, pelo que esse não terá sido o motivo da exclusão com toda a certeza. E com toda a certeza também ontem não teria faltado ou, pelo menos, nunca assinaria o livro de ponto de manhã para me ir embora logo de seguida... Não é o meu feitio...

Vou tentar saber a lista completa dos "faltosos" para aqui a colocar. Para memória futura. Porque não estou de acordo com este género de comportamento.

2005/09/10

Convenção da JSD

A 2ª Convenção Autárquica da JSD de Guimarães (eu fui um dos organizadores da 1ª, há 4 anos atrás, juntamente com o Bruno, César e André, entre outros elementos da JSD à época) decorreu hoje muito bem, com excelentes intervenções e a apresentação de uma boa base programática naquilo que será a proposta para a Juventude do PSD de Guimarães, conforme o PSD assumiu que faria com a estrutura juvenil, reconhecendo nela bons quadros e bom trabalho que mereceu este prémio.

Ao Rui Armindo e a toda a equipa, os meus parabéns.

Agenda para hoje...

...passa pela Convenção Autárquica da JSD no Hotel de Guimarães, a partir das 15h00 e pelo Estádio do Dragão, às 19h30, onde o FC Porto recebe o líder do campeonato Rio Ave. Também de algum interesse poderá ser o jogo entre os dois da segunda circular, para ver se um mantém o bom ritmo nacional e o outro se confirma que este ano vai lutar para não descer, o que poderia ter acontecido o ano passado se não houvesse colinho de árbitros e comissões disciplinares!

Também hoje poderá passar por aqui o visitante 10.000 segundo o contador da Bravenet. Ao "felizardo", agradeço que deixe aqui mensagem a dizer "fui eu!"...

2005/05/30

PSD - Bruno Fernandes avança para S. Torcato

Já é oficial, o meu amigo Bruno Fernandes, antigo presidente da JSD de Guimarães e anterior Adjunto do Governador Civil de Braga, num acto de desprendimento e de amor à freguesia onde nasceu e reside, S. Torcato, decidiu encabeçar a candidatura do PSD à Junta de Freguesia.

Esta é uma forte aposta do PSD de Guimarães para conquistar esta vila do norte do concelho e que não tenho dúvidas que a vila de S. torcato terá muito a ganhar com este jovem e muito promissor quadro do PSD de Guimarães a liderar aquela Junta de Freguesia, trazendo sangue novo, novas ideias e novas formas de fazer política a S. Torcato, de forma a catapultá-la novamente para uma posição que tem vindo a perder ao longo dos últimos anos.

Bruno, força! Tu mereces e, mais importante ainda, S. Torcato merece!

2005/04/12

27º Congresso do PSD - Dia 2

Sábado de manhã lá seguimos para o congresso, ainda a tempo de ouvir o António Borges - nova desilusão! Porque se a moção já era vaga, o discurso confirmou-o e, pior ainda, foi um mero leitor, sem chama nem convicção... Não levanta o congresso, o silêncio com que se fez ouvir demonstrou que o congresso quis ouvir o homem que a comunicação social quer "vender" como o "prometido" mas que não caiu no goto...

O almoço foi bom, em Leiria, no Tromba Rija, com os companheiros da secção de Braga que, conhecedores da nossa fama de bons "gourmets" preferiram acompanhar Guimarães em vez de Barcelos...

Depois do almoço, regressamos novamente ao congresso onde nos inscrevemos para falar - direito do qual abdiquei em favor do Pedro Passos Coelho - e lá fomos ouvindo os diversos congressistas que iam falando, tendo-se notado que a maior parte apoiava Marques Mendes mas que os observadores eram claramente favoráveis ao Filipe Menezes.

Jantamos em Pombal num rodizio e depois de assistirmos ao espectáculo da casa (pancadaria entre clientes, com cadeiras a voar, como já não via desde os meus tempos de universitário...) regressamos ao congresso novamente para assistirmos à parte mais "quente" na sucessão de intervenções que culminaram com os dois candidatos à liderança.
Entre as várias intervenções ao longo do dia, queria destacar pela negativa as de Manuela Ferreira Leite e António Borges (não anunciaram o apoio, anunciaram a venda temporária do apoio, uma especie de "renting") e a do novo presidente da JSD nacional, Daniel Fangueiro, que se na apresentação da sua moção na sexta à noite esteve mal mas que na sua intervenção de sábado esteve simplesmente péssimo, vaiado pelo congresso em peso (e não, não eram só os novos, eram os velhos também) com pateada e tudo! Eu de tão indignado em ver (e ouvir) um tão fraco presidente da JSD já pedia a demissão dele... perante o olhar estupefacto dos meus companheiros!!! É que não concebo ver alguém tão fraco a representar esta estrutura para a qual muito suor entreguei para ajudar a credibilizar...

E assim lá terminou o 2º dia, não sem antes o Sr. Belmiro de Vizela ter sido a atracção do dia (desta vez o Salsinha de Lisboa não apareceu...) com uma intervenção de levar o congresso às lágrimas... de tanto rir! O que vale é que apoiava o Menezes...

2005/03/20

Congresso da JSD no Fundão

Terminou com a vitória do candidato da lista B, que derrotou o até agora presidente, Jorge Nuno Sá.

Este foi um presidente que começou mal. Logo na sua eleição, uma reportagem da TVI em que este era entrevistado demonstrava claramente o défice de preparação deste dirigente para ocupar um cargo que já foi de pessoas como Carlos Coelho, Pedro Passos Coelho ou Jorge Moreira da Silva. O declinio começou com a liderança de Pedro Duarte e - sei do que falo - em especial por causa da sua equipa e de alguns dirigentes que não tinham (provavelmente não têm ainda) qualquer categoria.

Jorge Nuno Sá foi lá colocado por uma questão de gestão de sensibilidades, tenho para mim que por uma questão de vaidade de quem lá estava antes em decidir quem para lá ia depois e de assim ouvir dizer aquele célebre ditado "depois de mim virá quem de mim bom fará"!

Agora, não sei como vai ser a JSD dos próximos tempos, mas creio que o meu amigo Rui Armindo terá a vida dificultada por causa da lealdade que sempre manifestou aos seus presidentes (de distrital e de nacional), mas sei que saberá dar a volta por cima e ainda acredito que o poderei ver, talvez daqui a dois anos, subir ao lugar mais alto da JSD nacional... porque merece, porque é uma pessoa que começou "de baixo" na estrutura de Guimarães e sempre se soube impor através da sua competencia e categoria. Rui, o futuro é teu!

Quanto ao novo presidente, Daniel Fangueiro, espero que possa e saiba honrar esta estrutura partidária e não se rodeie de maus elementos, que os há sempre em todos os lados, de forma a dar um novo impulso à JSD.

2005/02/21

Em choque!

É como eu me sinto. Sempre tive a esperança que não fosse correr assim tão mal, mas o que é facto é que o pressentimento de que fui dando conta aqui neste blog de que Santana Lopes não era a melhor opção para o PSD e acima de tudo, para o Governo, foi esmagadoramente confirmada hoje, da forma mais dolorosa possivel para o país ao entregar de mão beijada aos ex-ministros do guterrismo uma maioria absoluta e inequivoca como disse muitas vezes o futuro primeiro ministro!

Não esperava ficar abaixo dos 30%.

De quem é a responsabilidade?

Claramente, apenas e só de Santana Lopes e da "clique" que o alcandorou ao lugar que ocupa, que inclui Miguel Relvas, Morais Sarmento, Arnaut, Rui Gomes da Silva, todos os presidentes das distritais que o apoiaram e os conselheiros nacionais que o elegeram! Estes são os maiores culpados do PSD.
Mas não serão os únicos, já que os que não avançaram no momento do último congresso de Barcelos também terão uma quota parte das culpas, embora muito mais pequenas...

Por isso, para mim, os maiores responsáveis que atrás citei deveriam demitir-se de todos os cargos que ocupam no partido e sair durante uns bons e longos anos da actividade partidária. Deveriam abrir espaço para a regeneração do partido, para novos quadros entrarem e mostrarem serviço e se preparem para em 2009 derrotar Sócrates. Porque não quero ver as mesmas caras a apresentarem-se em 2009 que agora e há 3 anos concorreram às eleições. Isso inclui, por exemplo, o meu presidente de distrital e agora deputado, Virgilio Costa, que deveria sair do cargo partidário imediatamente e também não deveria assumir o cargo de deputado!

Pessoalmente, tenho já um nome para o futuro do PSD. Do qual já ouvi uns "zum-zuns" mas que não sei qual o verdadeiro significado. Foi, talvez, o último grande presidente da JSD nacional.
Pedro Passos Coelho.
Era um nome que gostava de ver avançar e dependente das pessoas que o rodeassem, poderia com bastante facilidade recolher o meu apoio...

2005/01/07

A revolta da JSD

Mais uma "bronca" nas listas.

Depois de vários dias de negociações, de votações em Conselho Nacional e de "cheques em branco" para alterar listas votadas, o presidente da JSD nacional, Jorge Nuno Sá, decidiu sair da lista de deputados no último dia útil para o fazer, juntamente com mais alguns elementos de outras distritais.

Motivo?

O óbvio, o desbaratar do capital político acumulado junto de jovens, o desrespeito pela estrutura ao enviar os seus candidatos para lugares secundários (e muitos não elegiveis).

De quem é a culpa?

Minha não é que eu nunca apoiei, em momento algum, o "Pedro". Como militante disciplinado que sou, acato a votação e orientação definida nos órgãos máximos do meu partido e irei dar o meu melhor na campanha eleitoral, até pelo cargo que ocupo na concelhia vimaranense. Mas não me podem obrigar a concordar com esta solução que, conforme aqui fui escrevendo nestes últimos meses, não era aquela que eu defendi como a melhor.
Mas a própria estrutura da JSD tem muita culpa (ainda mais a do anterior Presidente) porque a JSD sempre foi um "feudo" dos "santanistas"...

Bem, seja o que Deus quiser...

2004/11/06

A nova JSD de Guimarães...

...tomou ontem posse num "mega"-jantar para cerca de 200 pessoas no Hotel das Termas, nas Taipas.

Foi um momento de força política juntar 200 militantes quando nesta altura ser "laranja" é uma coisa que está na mó de baixo! Mas isso é uma das forças da JSD e do PSD: fazer das dificuldades as forças que impulsionam e fazem mover o partido.

Mas se falo aqui nisso é por dois motivos.

Primeiro porque gosto de ver os "míudos" com quem ainda cheguei a trabalhar e cujo surgimento ajudei a "patrocinar" a desenvolverem um excelente trabalho, coroado com o 3º mandato, este de dois anos, em lista única. Sinto, sempre que vejo o Rui Armindo Freitas, o Francisco Coelho Lima, o Alexandre (Xana, para nós...) da Cunha Pereira e a restante equipa a fazerem política, que estão ainda hoje a fazer crescer o edíficio assente sobre as fundações que eu ajudei a construir. Como ainda ontem foi recordado, quando começamos sob a presidência do César Teixeira eramos cerac de 80 militantes e nem nos conheciamos todos uns aos outros. Hoje a JSD de Guimarães é a 3ª maior concelhia do país com mais de 1200 miltantes...

Depois porque ontem foi homenageado pela JSD de Guimarães um dos mais destacados e importantes militantes (agora ex...) e com o seu trabalho muito ajudou a implementar e crescer a JSD: o André Coelho Lima. O André, que foi um dos membros da 1ª comissão política do César, como eu, e que eu não conhecia, é hoje um grande amigo, para lá da política e do partido. Porque esta JSD de Guimarães foi uma escola de vida, onde ganhei muito em amizades (não vou enumerar aqui, mas o César, o Bruno, o André, a Sara, o Luís Pires, o Ricardo Lobo, o Rui Armindo, o Quico, o Xana ou a Ana são hoje mais do que companheiros, são amigos). E por isso a homenagem que fizeram ao André é muito justa e inteiramente merecida.

Felizmente, a JSD em Guimarães sabe reconhecer o trabalho de cada um em cada momento. Foi assim comigo, no momento em que completei os 30 anos e me presentearam com as duas melhores coisas que a política já me deu: a distinção em Congresso Nacional da JSD como militante honorário e uma pequena, mas imensamente grande de simbolismo, placa de homenagem similar à que o André ontem merecidamente recebeu. É por isso que quando ouço ou leio dizerem que as "jotas" são só escolas de carreiristas é porque não conhecem "esta" JSD de Guimarães. Aliás, se assim não fosse, os "míudos" não nos tinham homenageado, ao César, André, Bruno e a mim, com a atribuição do nome de "Sala Geração Guimarães" à sala da JSD na sede do partido. Mais uma vez, da minha parte, o meu mais elevado agradecimento por esse acto que tenho a certeza que terá tocado fundo também aos meus três amigos como me tocou a mim...

2004/07/16

Linha de Rumo n.º 62 - Mau Ambiente

Mau ambiente?
 
Que o ambiente é um parente pobre na política deste país, já não é novidade.
Mas que as próprias autarquias, a quem compete licenciar e fiscalizar alguns dos atentados ambientais se demita dessa responsabilidade, ainda para mais quando tem um quadro de fiscais e de polícias municipais relativamente grande, é que já não será aceitável.
Talvez o problema não seja da lei. Talvez o problema não seja dos funcionários municipais. Ma muito provavelmente, o problema é dos políticos que deviam fomentar e consciencializar os munícipes para as vantagens de um ambiente mais saudável. Só que quem pede aos vereadores da oposição para retirarem uma proposta de execução de um Plano Director do Ambiente, ainda no ano de 2002, pois estava a preparar algo para colmatar essa grave lacuna do concelho de Guimarães, não tem desculpas – pois ainda hoje continuamos todos a aguardar este plano, cada vez mais urgente e necessário para que o dinheiro que tem sido aplicado em questões ambientais (e quase sempre da responsabilidade da “defunta” AMAVE) não o seja de uma forma casuística.
Estarei a falar de uma forma muito genérica? Então vou concretizar!
Em 28 de Agosto de 1998, foi publicado o Decreto-Lei n.º 268/98, que visa disciplinar a localização dos parques de sucata e o licenciamento da instalação e ampliação de depósitos de ferro-velho e de veículos em fim de vida. Este diploma dava então duas opções aos “sucateiros”: ou licenciavam e cumpriam o estipulado na lei, ou teriam de fechar portas!
Ainda segundo esta lei, a responsabilidade de licenciamento (art. 7º) cabe às autarquias, que apenas deverá licenciar aquela actividade quando se situar em Parques de Sucata de iniciativa camarária ou Parques Industriais previstos em PMOT (art. 6º). Este Decreto-Lei previa ainda um período de transição para os depósitos existentes sem qualquer tipo de licença se poderem adaptar à lei (art. 21º), após o qual ter decorrido deveriam ser encerrados pelos proprietários de forma voluntária ou coercivamente pela Câmara Municipal (n.º 4 e n.º 5 do art. 21º).
Pois bem, até aqui, apresentei argumentos (o “mau” ambiente e o Decreto-Lei n.º 268/98). E a seguir apresento o facto: em Guimarães, na freguesia de Figueiredo, por exemplo, funciona há vários anos uma sucata que não segue qualquer tipo de precaução ambiental e – duvido – tenha qualquer tipo de licenciamento! Aliás, a população do local tem-se insurgido contra este atentado ambiental, mas para além de serem poucos (votos…) estão muito longe do centro de Guimarães para se fazerem ouvir convenientemente!
Compete à Câmara Municipal actuar, fiscalizar. Compete proceder ao encerramento do espaço se este não se enquadrar na lei. Compete zelar pelo bem-estar ambiental dos vimaranenses, morem eles na rodovia de Covas (onde a sucata lá existente foi reconvertida e julgo cumprir agora a legislação) ou morem eles na periférica freguesia de Figueiredo. Porque não deve haver vimaranenses de primeira e de segunda!
Este é o mal do actual executivo camarário. Não faz (neste caso, o Plano Director do Ambiente) nem deixa fazer… E enquanto o Plano Director do Ambiente não é feito, enquanto a própria Câmara Municipal não promove a execução de um Parque de Sucatas (que Braga já fez…) onde num espaço criado, pensado e infra-estruturado para o efeito se juntariam os diversos industriais do sector de Guimarães, com benefícios para as populações e para o ambiente – para o qual o próprio Decreto-Lei n.º 268/98 prevê, no seu art. 23º, formas de financiamento – não poderemos confiar no “ambiente” da Câmara Municipal. Até porque a JSD já falou nisto em 1999. E o PSD insistiu em 2002 com uma proposta clara e perfeitamente viável dos seus vereadores em sede de Reunião do Executivo Municipal. De ambas as vezes fez-se ouvir um silêncio ensurdecedor de quem detém o poder.
Talvez o ambiente ande tão mau, que o executivo tenha ficado surdo com o excesso de ruído nos corredores de Santa Clara, o que poderia ser confirmado pelo Mapa de Ruídos do concelho – que, já agora, de acordo com o Decreto-Lei n.º 292/2000, que rege o regime legal sobre a poluição sonora, mais conhecido pelo seu anexo “Regulamento Geral do Ruído”, Mapa de Ruídos esse que deverá ser feito… pela Câmara Municipal (n.º 5 do art. 4º) – mas que continua, também, por executar em 2004!

2004/01/24

Eleições no PSD-Guimarães

São hoje, das 16H00 até às 22H00 e eu sou candidato na lista única, tendo sido convidado pelo Rui Vitor Costa (o actual presidente e candidato a novo mandato) para agora desempenhar o cargo de Secretário. Aliás, começa a ser norma: sou Secretário da Direcção do Forum Vimaranis, fui Secretário da Mesa da JSD do distrito de Braga, fui Secretário da Assembleia de Freguesia de S. Sebastião...

De resto, este será o culminar de um trabalho iniciado em Abril de 2002 e cujo objectivo final passa, como é natural, pela vitória política nas eleições autárquicas de 2005.

Quanto ao mais, gostaria de agradecer a deferência do multifacetado comentador-político-sociólogo-ex-delfim-do-presidente-da-câmara em dizer que tenho menos de 30 anos e ainda sou da JSD no seu programa da Rádio Fundação hoje de manhã, que casualmente escutei. De facto, este ano farei 32 anos, o que significa que desde 2002 já não pertenço à JSD. O meu único laço que me mantém ligado à JSD, para além das relações de amizade com muitos dos seus (ainda) militantes, o que julgo ser natural, é que no XVI Congresso Nacional da JSD foi-me atribuida a distinção de Militante Honorário da JSD, de acordo com o artigo 108º dos Estatutos daquela estrutura. O que não faz de mim um militante activo da JSD, qualidade que perdi há quase dois anos...
E já agora, não sou advogado, sou arquitecto...

2004/01/22

Linha de Rumo n.º 57 - 2003 de A a Z

António Magalhães – Foi um ano difícil: muitos problemas a surgirem em cada coisa que tocava. Uma espécie de Rei Midas, mas ao contrário! Com diversos processos judiciais pendentes e outros que se avizinham em função dos últimos desenvolvimentos, prevê-se que 2004 não vá ser um ano muito melhor...
Bruno Fernandes – O adjunto do Governador Civil demonstra que tão importante como ter o número 1 é ter um excelente adjunto! O trabalho que está a desenvolver tem sido excelente.
Concursos – A polémica dos concursos da empresa municipal de águas e saneamento ainda está para durar. Afinal, foram anulados ou não? E foi a lei que a isso obrigou ou o bom senso? E foram adjudicados ou não aos mesmos concorrentes que a lei proibia de entregar por concurso? E se foi por metade do preço, foram os empreiteiros que baixaram o preço ou foi a obra que diminui de tamanho? Com tantas perguntas por responder, muita tinta (e água e esgotos...) ainda vai correr!
Durão Barroso – Prossegue a hercúlea tarefa de reconstruir o que seis anos de guterrismo destruíram. O rigor orçamental, a confiança dos investidores estrangeiros, as diversas reformas que ficaram adiadas, enfim, um país que se encontrava paralisado no estado de graça dialogante do engenheiro! A governação não tem sido fácil, por vezes até poderá tomar algumas decisões discutiveis, mas de facto o país está a entrar na senda da retoma: internacional com a recuperação da credibilidade externa, económica com os dados que são positivos para os próximos anos e com a análise ao último semestre de 2003 do Banco de Portugal, e, por fim com a entrada em vigor de algumas das reformas já concluídas.
Executivo Municipal – O desgaste que tem sofrido é enorme, com a agravante que não pode ser remodelado! Já os vereadores sem pelouro, particularmente os do PSD, têm cumprido o seu papel muito bem, não dando tréguas a quem de direito.
Futebol – O ópio do povo, foi assim chamado em tempos. Agora, também é o ópio do poder: se as coisas corressem bem, o estádio remodelado para o Euro2004 dava votos, assim, ainda pode vir a dar perda de mandato!
Governo Civil – Ainda não acabou (até porque o PS não quer fazer uma grande revisão constitucional) mas Guimarães, apesar de ter perdido um número um, conseguiu lá deixar um excelente adjunto!
Horror – Os atentados suicidas que alguns movimentos islâmicos insistem em utilizar como forma de combate. No Iraque, na Indonésia, em Israel ou noutros cantos do mundo, o 3º mundismo que é usar pessoas como “kamikazes” por uma causa faz perder a razão que lhes poderá assistir na proporção directa do horror que causa!
Inácio – De bestial a besta foi meia época. Pessoalmente, considero-o um dos melhores treinadores em Portugal, a seguir ao Mourinho e Pacheco. E demonstrou-o também aqui em dois anos e meio. Mas desde a “crise do saco azul” que o VSC apresenta debilidades que explicam bem os resultados da equipa.
JSD – Continua a ser a única força política-partidária de juventude no concelho...
Lisboa – Pode muito descentralizar este país, que vai ser por muitos anos ainda Lisboa e o resto à volta não conta grande coisa... Será preciso mais do que uma geração para recompor muitos anos de uma política centralista.
Miguel Relvas – Pai da Lei da Descentralização que enterrará a regionalização num futuro próximo. Veio a Guimarães tentar convencer das virtudes da GAMM e terá saído convencido que as vontades locais são diferentes do que Lisboa acha que deveriam ser...
Notícias de Guimarães – Aos 72 anos, ainda sabe por onde crescer e evoluir. Agora também na internet, com uma página excelente. Parabéns!
Oposição – Tem dado água pelas barbas ao poder: na Vereação e na Assembleia Municipal. Cada vez mais se acentua o autismo do poder e a capacidade regeneradora e de marcação de agenda da oposição, com especial destaque para o PSD.
PEC – A besta negra da Ministra das Finanças. E o défice. E o PIB. Tudo estava sem controlo algum, tudo heranças do guterrismo.
Quem tudo quer – Tudo perde! O adágio pode vir a servir como uma luva para o PS de Guimarães... Em 2002 quis passar à viva força a imagem que o PSD atacava só para caluniar. Em 2003 manteve a toada. Como as acusações vão e voltam, já em 2003 o Tribunal de Contas e a Procuradoria-geral da República começaram a dizer que afinal os ataques tinham algum fundamento...
Rui Vítor Costa – O incontornável líder do PSD em Guimarães. Soube imprimir um ritmo de campanha eleitoral à sua comissão política e ao seu trabalho de vereador. A sementeira de 2003 foi excelente, a colheita para os próximos dois anos antevê-se boa...
Sede do Euro2004 – A esperança dos comerciantes. Felizmente não veio cá ter a Inglaterra e apesar dos italianos não serem lá muito gastadores (como os portugueses) talvez os nórdicos possam dar uma ajudinha.
Transito – Caótico, cada vez mais! E mais não digo...
União no PSD – Esteve quase a acontecer de facto, para desespero do PS. Mas houve uma clara aproximação e apesar do acordo não ser total, o partido está muito mais pacífico e concentrado no seu grande objectivo: Guimarães 2005!
Vitória – Por mais que se lute, este ano é para esquecer. Derrotas atrás de derrotas, mau futebol, mudança de treinador, más contratações, casos de polícia...
Xadrez político – O Presidente da Câmara está a ver as suas pedras no tabuleiro muito apertadas e o PSD vai fazendo o “cheque ao rei”...
– O famoso “Zé” lá vai seguindo apertado a sua vida, mas pelo menos o Euro está aí à porta...

Guimarães, 20 de Janeiro de 2004

2004/01/20

Levantar Guimarães

É um novo blogue que está a ser criado em conjunto por mim e mais algumas pessoas.

É despretencioso, apenas pretende dar a oportunidade a alguns jovens de exprimirem opiniões sobre diversos assuntos. Não será politicamente correcto! Será politicamente orientado e geracional. Em comum, todos os autores foram ou são da JSD.

E porquê "Levantar Guimarães"?
Porque este é o slogan actual da JSD. E porque cada vez mais é actual! Guimarães precisa de um novo folego para o novo século e milénio que ainda agora começou. Novas caras, novas políticas, novos políticos. Esta geração não é a geração rasca nem é uma geração ausente dos problemas da sua terra. Cada um dos autores irá assim demonstrar o seu ponto de vista sobre os problemas que Guimarães enfrenta.

Mas para já, ainda estamos na fase dos convites. Mais para a frente, darei novas sobre o blogue.

2003/08/06

Direita-Esquerda

É engraçado que o fenómeno dos blogues seja tão marcado pela dicotomia esquerda-direita e ainda não tenha chegado verdadeiramente a outros fenómenos tipo norte-sul, Porto-Lisboa, FCP-SLB-SCP ou outras "guerras" do quotidiano de cada português.

Assim, numa primeira análise a este facto, diria que a maior parte dos "bloguistas" são pessoas relacionadas com a política. E os seus leitores/frequentadores também...

Numa segunda análise diria que os "futebolistas" e os "regionalistas", por exemplo, não usam a internet e menos ainda os blogues...

Esta breve introdução serve para balizar esta Linha de Rumo.

A Linha de Rumo não é apolítica! É ligada à política, local e nacional! Sou do PSD, faço parte da Comissão Política Concelhia, sou militante honorário da JSD, tenho opinião e não me escondo atrás de falsos anonimatos políticos para a defender.
A Linha de Rumo é regionalista! Defendo Guimarães e o Norte. Não gosto do Distrito de Braga, pois acho que em mais 150 anos de vida dos distritos Guimarães perdeu mais do que ganhou com essa organização territorial. Vejo com bons olhos a legislação que visa criar as Áreas Metropolitanas em todo o país e veria com bons olhos uma Comunidade Urbana do Ave e que tendencialmente acabará com os Governos Civis, essas extensões de subserviência ao poder instalado em Lisboa. Não gosto do Sul, em especial de Lisboa e da sua centralidade que absorve - para alimentar maioritariamente "parasitas" - uma enormidade dos recursos que o país - todo - produz.
A Linha de Rumo está claramente identificada com o centro-direita e a ala liberal do PSD. Que querem, nunca gostei muito da esquerda... Desde cedo me incutiram que votar no então PPD é que era bom para o país. Mais tarde comecei a ler jornais e descobri que havia, claramente, diferenças entre o PPD e os outros partidos. Comecei a ler livros sobre política e descobri que era contra a maior parte das coisas que a esquerda (e em especial a extrema-esquerda) defendia. Quero menos Estado. Quero mais iniciativa privada. Quero o Estado como regulador e não como interventor. Aceito que promova, não aceito que execute. Cada macaco no seu galho e acredito que os privados estão claramente mais vocacionados para executar melhor com os mesmos meios do que o Estado.
A Linha de Rumo defende a "classe" dos Arquitectos. Não por interesse. Mas por convicção. Não por interesse, pois cada vez tenho trabalhado menos nessa área, já que profissionalmente estou cada vez mais orientado/vocacionado para a gestão de projectos, num patamar diferente do patamar onde a arquitectura pura se enquadra. Por convicção, pois cada vez mais reconheço que a "classe" dos arquitectos foi menosprezada durante largos anos neste país e à custa dos quais floresceram imensos "patos-bravos" que se aproveitaram disso para enriquecer e deixar Portugal no caos urbanístico e arquitectónico em que se encontra.
A Linha de Rumo tem clubes. É do Vitória - por adopção - e do FC Porto - por devoção! Vivo em Guimarães quase desde que nasci e desde cedo que vou "à bola" aqui no burgo, mas as minhas raízes familiares ligam-me ao Porto e ao clube dos dragões, pelo que não renego nesta terra de vitorianos a paixão que nutro pelo FCP! Detesto o Benfica - porque simboliza todo o centralismo que Lisboa exerce sobre o restante país - e porque ainda me lembro em 1984 na final da Taça das Taças em Basileia e em 1987 na final da Taça dos Campeões em Viena de muitos benfiquistas a puxarem pela Juventus e pelo Bayern! E se há traumas que perduram são aqueles que nos ficam da infância... Desde então, algo que me dá quase tanto prazer quanto ver o Porto e o Vitória a fazerem boa figura é, sem dúvidas, ver o Benfica a fazer figuras tristes - e os últimos anos têm sido profícuos em ambas as matérias...
A Linha de Rumo gosta do Primeiro Ministro, Dr. José Manuel Durão Barroso. Aliás Linha de Rumo foi o nome de uma das suas moções num dos congressos do PSD. E gosto dele desde 1995, quando fiquei a assistir ao famoso Congresso do Coliseu de Lisboa até às tantas da manhã e onde vi o espirito de luta do candidato que entrou como "out-sider" e quase saí líder do PSD. E reforcei a minha admiração por ele em 1997, aqui mesmo em Guimarães, quando veio a um mega-jantar que a JSD promoveu no âmbito da campanha contra a regionalização. E mais ainda quando aceitou o que ninguém queria - tomar conta do PSD depois da trágica cena Marcelo-Portas com a coligação falhada! Sou barrosista! Assumo-o com clareza...

É assim a Linha de Rumo. Os artigos que foram publicados no Noticias de Guimarães têm reflectido estas minhas posições. E vão continuar, talvez já para a semana nas páginas do jornal, novamente...