Afinal, de irrevogável passou a promovível. Portas, dando o dito por não dito, acaba não só por ficar no Governo, segundo vão dizendo os jornais, como ainda é promovido a Vice-Primeiro Ministro e da Economia.
Passos Coelho surpreendeu tudo e todos quando veio na sua declaração dizer que não só não aceitava a demissão de Portas como, ainda por cima, não se demitia nem "desistia do país".
Inverteu aí a tendência do processo e soube arranjar caminho para salvar a coligação.
Portas, na sua já tradicional imitação de Pimenta Machado (o célebre o que é verdade hoje, é mentira amanhã) vai continuar no Governo mesmo que a ministra da Finanças não mude.
Disto tudo, algumas conclusões: PPC tem mais força do que aquela que aparenta, Portas perdeu a face e boa parte do prestigio (até interno, muitos dos seus colegas no partido não compreenderam que na noite anterior ao pedido de demissão nada tivesse dito numa reunião do partido sobre o assunto) e a coligação vai se manter em funções governativas pelo menos para já e por mais algum tempo.
Por outro lado, esta confusão veio criar condições para uma verdadeira remodelação - se bem que não tenho muitas certezas sobre a capacidade de atrair novas pessoas para o elenco governativo neste momento, pois só com espírito de missão ainda maior do que o de Passos Coelho é que a coisa vai...
Fico satisfeito por saber que o entendimento foi possível ser atingido e mais ainda se conseguirmos evitar eleições antecipadas, que a maioria da população moderada não queria, por um lado, e evitou-se um período turbulento de gestão, eleições que conduziriam inevitavelmente a um vazio politico governativo de novas coligações e a uma certa nova intervenção externa, por outro lado, que talvez desta forma possa ainda ser evitada - única forma de garantir que, de facto, daqui a um ano recuperámos a independência financeira.
Mudar Portugal implicará, sempre, um entendimento entre os dois líderes do PSD e CDS. E só é pena o líder do PS estar mais próximo dos radicais da extrema-esquerda e situacionistas do que das forças democráticas e progressistas que estão no Governo, porque era importante que esta remodelação permitisse a entrada de um certo PS moderado e anti-socrático na salvação do país. Assim a insegurança pueril do seu líder compreendesse que nunca chegará a governar se continuar próximo da extrema-esquerda.
Mostrar mensagens com a etiqueta Mudar Portugal. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Mudar Portugal. Mostrar todas as mensagens
2013/07/04
2013/07/02
Está o caldo entornado...
...e deitados dois anos de esforços fora de um momento para o outro.
A demissão de Portas, na sequência da demissão de Gaspar e da nomeação de Maria Luís Albuquerque, agudizou a situação que já há algum tempo ameaçava acontecer, numa coligação pouco unida e coesa (ao contrário do que acontece em Guimarães, onde boa parte dos quadros de ambos os partidos são amigos e conhecidos de longa data e têm aprofundado o relacionamento ao longo desta campanha, na coligação nacional eram pessoas que não só não tinham laços de amizade como nem sequer os queriam aprofundar) e mostrou que Passos Coelho perdeu a capacidade de liderança do processo governativo.
O país, que se vai afundar novamente do ponto de vista financeiro e ficar numa situação parecida com a Grécia, mas para pior, fica nas mãos de Cavaco e da possibilidade do caos surgir uma espécie de governo de salvação nacional tri-partido entre PSD, CDS e PS. Ou então, não sei o que será do futuro mais próximo. Triste sina a nossa...
Apesar de alguns radicais festejarem (lá está, a esquerda caviar e o champanhe...) tenho para mim que ainda vão amargar muito estes acontecimentos dos princípios de Julho de 2013...
A demissão de Portas, na sequência da demissão de Gaspar e da nomeação de Maria Luís Albuquerque, agudizou a situação que já há algum tempo ameaçava acontecer, numa coligação pouco unida e coesa (ao contrário do que acontece em Guimarães, onde boa parte dos quadros de ambos os partidos são amigos e conhecidos de longa data e têm aprofundado o relacionamento ao longo desta campanha, na coligação nacional eram pessoas que não só não tinham laços de amizade como nem sequer os queriam aprofundar) e mostrou que Passos Coelho perdeu a capacidade de liderança do processo governativo.
O país, que se vai afundar novamente do ponto de vista financeiro e ficar numa situação parecida com a Grécia, mas para pior, fica nas mãos de Cavaco e da possibilidade do caos surgir uma espécie de governo de salvação nacional tri-partido entre PSD, CDS e PS. Ou então, não sei o que será do futuro mais próximo. Triste sina a nossa...
Apesar de alguns radicais festejarem (lá está, a esquerda caviar e o champanhe...) tenho para mim que ainda vão amargar muito estes acontecimentos dos princípios de Julho de 2013...
2012/09/16
Que Portugal queremos?
Tenho resistido a comentar, de cabeça quente, os desenvolvimentos dos últimos dias, da última semana, em Portugal após mais uma positiva avaliação dos nossos credores ao nosso programa de assistência financeira.
Tudo porque eu próprio me sinto confuso e dividido com o que se passa.
Primeiro porque não sei, não vejo alternativa credível para o que actualmente se passa quanto à contenção financeira que vivemos e necessidade de alterar estruturalmente o nosso país, de mudar hábitos de vida e de consumo. Por mais que as pessoas não queiram perceber ou se tenham esquecido, Portugal viveu durante os 6 anos do consulado de Sócrates do crédito: a nossa economia não produzia nem crescia o suficiente para gerar receitas para o Governo fazer todas as obras que fez nesse período de tempo, tendo para isso recorrido a várias formas de crédito (de empréstimos obrigacionistas a negociação directa de dívida com outros países) que fez com que o país, no seu todo, tivesse ficado a dever muito mais dinheiro do que aquele que alguma vez conseguiria gerar para pagar de volta os credores - para quem não se lembrar, a dívida pública era em 2004 de 90 mil milhões e em 2011 de 175 mil milhões - ou seja, quase duplicou nesse período de governação... Ora, como todos sabemos, quando pedimos emprestado temos de pagar de volta sob pena de perdermos os bens adquiridos (e até outros se estes entretanto se desvalorizarem) mas como neste caso os bens não são móveis nem sequer transportáveis (trata-se de escolas, estradas, hospitais, coisas assim) tudo se complicou. Mais ainda quando se sabe do tipo de negócio (as famigeradas PPP's e a Parque Escolar e outras coisas que tais) que foram utilizadas para se investir - coisas que não geram receitas, que não se pagam nem são auto-sustentáveis. E negociadas da maneira que sabemos...
Depois, porque não vendo alternativa, também não sei se esta é a melhor maneira de o fazer. Daí perceber bem as manifestações de ontem - mais do que outra coisa qualquer, foi o perder a esperança que muita gente ontem manifestou (outros, os mascarados dos petardos, tomates e garrafas atiradas às autoridades, foi o renascer da esperança de pela força fazerem a tão sonhada "revolução"...) e foi abrir a válvula da pressão acumulada neste último ano de tantos sacrificios feitos por todos - como dizia já Sá Carneiro, algures no pós-revolução, os "homens só se determinam e animam quando sabem o porquê e para quê dos sacrifícios que lhes pedem" - e também uma mensagem ao Governo sobre as últimas medidas tomadas.
Sim, porque aquilo que mais quebrou psicologicamente os portugueses - e por mim também falo - foi pedir mais sacrifícios a uns e liberar outros desses sacrifícios, isto é, a questão do aumento dos descontos da segurança social para os trabalhadores e a diminuição da TSU para as empresas. Percebo ambas as ideias, mas discordo de uma delas. Sei que a taxa da segurança social tem de aumentar para os trabalhadores (é matemática simples e pura: somos cada vez menos a trabalhar por diminuição de emprego e de população activa com idade para isso, há cada vez mais apoios sociais como reformas, subsídios de desemprego e RSI's a pagar, logo é evidente que cada um tem que contribuir com mais) mas o momento não é o ideal, menos ainda no valor proposto (mais 60% de uma vez). Por outro lado, percebendo a ideia que está por trás da proposta das empresas pagarem menos TSU, julgo que no momento em que se pede sacrifícios a todos não se pode dizer a um grupo em particular que esses não têm de fazer sacrifícios e até recebem um bónus. Isso foi o choque. Felizmente, do que vou percebendo das várias declarações dos membros do Governo, há espaço para em Concertação Social os empresários abdicarem dessa baixa de valor e dessa forma os trabalhadores "apenas" terem de contribuir com a diferença daí resultante.
Mas como entretanto o mal está feito, agora será preciso mais para "adoçar" a boca de todos para se sentirem mais satisfeitos. Para encontrarem novamente determinação de realizar os sacrifícios pedidos e necessários.
Daí a minha pergunta: que Portugal queremos?
Aquele que Mário Soares, Manuela Ferreira e todos os dessas gerações nos trouxeram até aqui? São esses os sábios e experientes que nos vão ajudar a sair deste buraco onde nos meteram? Não brinquem comigo...
Ou queremos um diferente, que esteja a mudar estruturalmente o país, apesar da Constituição que temos? É experimental, sim. Pode não resultar, é verdade. Mas entre as experiências de 1974-2011 e isto, eu ainda prefiro isto. O Estado tem e está a emagrecer. Ainda não está tudo feito, mas este Governo tem apenas um ano de vida! Esperavam resolver os problemas conjunturais e estruturais de mais de 30 anos de má governação e opções com um ano de Governo? São utópicos ou lunáticos, então. Já li e ouvi várias pessoas dizerem que isto não se resolve numa legislatura, nem numa década e só muito dificilmente se resolverá numa geração (ou seja, 25 anos) e concordo em absoluto. A questão é que em 37 anos de Governos as coisas só pioraram. E este Governo, para o bem ou para o mal, teve a coragem de iniciar cortes onde a factura era mais pesada: nos ordenados que paga aos seus mais de 700 mil funcionários, nas áreas cujo peso é maior na factura anual (saúde, educação, obras públicas) e apesar de ainda ter muito caminho a percorrer, a verdade é que já conseguiu mais que todos os anteriores fizeram que apenas engordaram e aumentaram "o monstro" do défice..
Este é o Portugal que quero do futuro - com menos Estado, com mais regulação. Por exemplo, ainda hoje discutia no Facebook sobre o facto de não haver regulação nas vagas dos cursos das universidades, ao constatar que na minha área há mais de 20 mil arquitectos inscritos na Ordem e que o sector da construção está numa crise de tal forma que primeiro que o mercado absorva todos estes profissionais, vai demorar anos e anos. O Governo tem condições de regular ou de ter organismos que o façam o número de vagas desta profissão, por exemplo, pois é o Ministério que autoriza o funcionamento dos cursos, ou poderá criar um organismo que faça esse tipo de trabalho. É uma irresponsabilidade as universidades estarem a abrir tantas vagas de arquitectura. Ou de ensino. Ou de advogados. Porque são quadros, são cérebros, que ou emigram ou só uma pequena parte tem emprego na sua área garantido, pois não há emprego no país para todos.
Eu, por mim, ainda dou a este Governo tolerância. Acredito que Passos Coelho saberá ler e ouvir o que escrevem e dizem os cidadãos e os próprios militantes do seu partido. E que saberá fazer as correcções necessárias à sua proposta, mantendo a austeridade e cortes necessários, mas mudando a incidência sobre quem estes recaem e sobre a forma como os aplica.
Acima de tudo, como bem disse hoje Paulo Portas, cair o Governo agora era deitar fora todos os sacrifícios feitos até ao momento. E pior, era abrir portas aos irresponsáveis socráticos que ainda aí andam e que nos puseram neste estado - a alternativa que Seguro propõe é voltar à política de incentivos e apoios do Estado que Sócrates e os anteriores praticaram e que, como sabemos, não produziram crescimento económico (nos últimos dez anos raramente passou o 1% de crescimento) e aumentaram a nossa dependência dos credores externos ao ponto de obrigar à actual humilhante assistência externa dos credores corporizada na "Troyka" e que no fundo nos retira muito da nossa soberania, devolvida exame após exame e num espaço de tempo que não deve aumentar nem num montante que não deverá ser maior que o já negociado - sob pena de estarmos mais tempo sob o jugo da Troyka e de dependermos ainda mais deles financeiramente! Por isso é que eu entendo a "obstinação" do Governo em cumprir no prazo e no montante previsto o acordo de assistência: é que quanto mais depressa o for feito e dentro dos limites contratados, mais depressa seremos autónomos e nos veremos livres deles...
A questão que fica é se teremos desta vez aprendido a lição que não aprendemos nas duas anteriores vezes de assistência externa financeira e se mudamos a estrutura do orçamento português ou se tudo continuará na mesma rumo a nova intervenção cíclica... eu que estou prestes a fazer 40 anos e que assisto à primeira assistência externa financeira em adulto mas a 3ª na minha vida, gostaria que esta fosse de vez e a última... É preciso mudar Portugal, mesmo!
Tudo porque eu próprio me sinto confuso e dividido com o que se passa.
Primeiro porque não sei, não vejo alternativa credível para o que actualmente se passa quanto à contenção financeira que vivemos e necessidade de alterar estruturalmente o nosso país, de mudar hábitos de vida e de consumo. Por mais que as pessoas não queiram perceber ou se tenham esquecido, Portugal viveu durante os 6 anos do consulado de Sócrates do crédito: a nossa economia não produzia nem crescia o suficiente para gerar receitas para o Governo fazer todas as obras que fez nesse período de tempo, tendo para isso recorrido a várias formas de crédito (de empréstimos obrigacionistas a negociação directa de dívida com outros países) que fez com que o país, no seu todo, tivesse ficado a dever muito mais dinheiro do que aquele que alguma vez conseguiria gerar para pagar de volta os credores - para quem não se lembrar, a dívida pública era em 2004 de 90 mil milhões e em 2011 de 175 mil milhões - ou seja, quase duplicou nesse período de governação... Ora, como todos sabemos, quando pedimos emprestado temos de pagar de volta sob pena de perdermos os bens adquiridos (e até outros se estes entretanto se desvalorizarem) mas como neste caso os bens não são móveis nem sequer transportáveis (trata-se de escolas, estradas, hospitais, coisas assim) tudo se complicou. Mais ainda quando se sabe do tipo de negócio (as famigeradas PPP's e a Parque Escolar e outras coisas que tais) que foram utilizadas para se investir - coisas que não geram receitas, que não se pagam nem são auto-sustentáveis. E negociadas da maneira que sabemos...
Depois, porque não vendo alternativa, também não sei se esta é a melhor maneira de o fazer. Daí perceber bem as manifestações de ontem - mais do que outra coisa qualquer, foi o perder a esperança que muita gente ontem manifestou (outros, os mascarados dos petardos, tomates e garrafas atiradas às autoridades, foi o renascer da esperança de pela força fazerem a tão sonhada "revolução"...) e foi abrir a válvula da pressão acumulada neste último ano de tantos sacrificios feitos por todos - como dizia já Sá Carneiro, algures no pós-revolução, os "homens só se determinam e animam quando sabem o porquê e para quê dos sacrifícios que lhes pedem" - e também uma mensagem ao Governo sobre as últimas medidas tomadas.
Sim, porque aquilo que mais quebrou psicologicamente os portugueses - e por mim também falo - foi pedir mais sacrifícios a uns e liberar outros desses sacrifícios, isto é, a questão do aumento dos descontos da segurança social para os trabalhadores e a diminuição da TSU para as empresas. Percebo ambas as ideias, mas discordo de uma delas. Sei que a taxa da segurança social tem de aumentar para os trabalhadores (é matemática simples e pura: somos cada vez menos a trabalhar por diminuição de emprego e de população activa com idade para isso, há cada vez mais apoios sociais como reformas, subsídios de desemprego e RSI's a pagar, logo é evidente que cada um tem que contribuir com mais) mas o momento não é o ideal, menos ainda no valor proposto (mais 60% de uma vez). Por outro lado, percebendo a ideia que está por trás da proposta das empresas pagarem menos TSU, julgo que no momento em que se pede sacrifícios a todos não se pode dizer a um grupo em particular que esses não têm de fazer sacrifícios e até recebem um bónus. Isso foi o choque. Felizmente, do que vou percebendo das várias declarações dos membros do Governo, há espaço para em Concertação Social os empresários abdicarem dessa baixa de valor e dessa forma os trabalhadores "apenas" terem de contribuir com a diferença daí resultante.
Mas como entretanto o mal está feito, agora será preciso mais para "adoçar" a boca de todos para se sentirem mais satisfeitos. Para encontrarem novamente determinação de realizar os sacrifícios pedidos e necessários.
Daí a minha pergunta: que Portugal queremos?
Aquele que Mário Soares, Manuela Ferreira e todos os dessas gerações nos trouxeram até aqui? São esses os sábios e experientes que nos vão ajudar a sair deste buraco onde nos meteram? Não brinquem comigo...
Ou queremos um diferente, que esteja a mudar estruturalmente o país, apesar da Constituição que temos? É experimental, sim. Pode não resultar, é verdade. Mas entre as experiências de 1974-2011 e isto, eu ainda prefiro isto. O Estado tem e está a emagrecer. Ainda não está tudo feito, mas este Governo tem apenas um ano de vida! Esperavam resolver os problemas conjunturais e estruturais de mais de 30 anos de má governação e opções com um ano de Governo? São utópicos ou lunáticos, então. Já li e ouvi várias pessoas dizerem que isto não se resolve numa legislatura, nem numa década e só muito dificilmente se resolverá numa geração (ou seja, 25 anos) e concordo em absoluto. A questão é que em 37 anos de Governos as coisas só pioraram. E este Governo, para o bem ou para o mal, teve a coragem de iniciar cortes onde a factura era mais pesada: nos ordenados que paga aos seus mais de 700 mil funcionários, nas áreas cujo peso é maior na factura anual (saúde, educação, obras públicas) e apesar de ainda ter muito caminho a percorrer, a verdade é que já conseguiu mais que todos os anteriores fizeram que apenas engordaram e aumentaram "o monstro" do défice..
Este é o Portugal que quero do futuro - com menos Estado, com mais regulação. Por exemplo, ainda hoje discutia no Facebook sobre o facto de não haver regulação nas vagas dos cursos das universidades, ao constatar que na minha área há mais de 20 mil arquitectos inscritos na Ordem e que o sector da construção está numa crise de tal forma que primeiro que o mercado absorva todos estes profissionais, vai demorar anos e anos. O Governo tem condições de regular ou de ter organismos que o façam o número de vagas desta profissão, por exemplo, pois é o Ministério que autoriza o funcionamento dos cursos, ou poderá criar um organismo que faça esse tipo de trabalho. É uma irresponsabilidade as universidades estarem a abrir tantas vagas de arquitectura. Ou de ensino. Ou de advogados. Porque são quadros, são cérebros, que ou emigram ou só uma pequena parte tem emprego na sua área garantido, pois não há emprego no país para todos.
Eu, por mim, ainda dou a este Governo tolerância. Acredito que Passos Coelho saberá ler e ouvir o que escrevem e dizem os cidadãos e os próprios militantes do seu partido. E que saberá fazer as correcções necessárias à sua proposta, mantendo a austeridade e cortes necessários, mas mudando a incidência sobre quem estes recaem e sobre a forma como os aplica.
Acima de tudo, como bem disse hoje Paulo Portas, cair o Governo agora era deitar fora todos os sacrifícios feitos até ao momento. E pior, era abrir portas aos irresponsáveis socráticos que ainda aí andam e que nos puseram neste estado - a alternativa que Seguro propõe é voltar à política de incentivos e apoios do Estado que Sócrates e os anteriores praticaram e que, como sabemos, não produziram crescimento económico (nos últimos dez anos raramente passou o 1% de crescimento) e aumentaram a nossa dependência dos credores externos ao ponto de obrigar à actual humilhante assistência externa dos credores corporizada na "Troyka" e que no fundo nos retira muito da nossa soberania, devolvida exame após exame e num espaço de tempo que não deve aumentar nem num montante que não deverá ser maior que o já negociado - sob pena de estarmos mais tempo sob o jugo da Troyka e de dependermos ainda mais deles financeiramente! Por isso é que eu entendo a "obstinação" do Governo em cumprir no prazo e no montante previsto o acordo de assistência: é que quanto mais depressa o for feito e dentro dos limites contratados, mais depressa seremos autónomos e nos veremos livres deles...
A questão que fica é se teremos desta vez aprendido a lição que não aprendemos nas duas anteriores vezes de assistência externa financeira e se mudamos a estrutura do orçamento português ou se tudo continuará na mesma rumo a nova intervenção cíclica... eu que estou prestes a fazer 40 anos e que assisto à primeira assistência externa financeira em adulto mas a 3ª na minha vida, gostaria que esta fosse de vez e a última... É preciso mudar Portugal, mesmo!
2011/08/07
EN103
Hoje fui à praia (a primeira vez este ano, que diferença para Angola!) e esteve um dia fantástico.
Mas o que me agradou foi ter ido pela "velha" Estrada Nacional 103, graças às portagens na A28, pelo que pude recordar uma estrada que tem um trecho, entre os km's 8 e 15, que é dos mais bonitos que tenho memória: uma série de "túneis" de vegetação, árvores imponentes e talvez centenárias, que dão um ar bucólico àquele percurso que eu não fazia há, talvez, uns 10 anos. Mas esta estrada atravessa ainda o Gerês em direcção a Chaves e passa por Vinhais antes de chegar ao extremo NE do país.

Imagem da barragem da Caniçada desde a EN103
A EN103 é a estrada que liga o litoral, Neiva, a Trás-os-montes, em Bragança. As nossas estradas nacionais têm percursos por vezes fantásticos, lembro-me de há uns 6 ou 7 anos atrás ter ido até Almeida pelas estradas da beira-rio, ao subindo o Douro até Foz do Côa. Há tanto e tão bonito para ver em Portugal...
Mas o que me agradou foi ter ido pela "velha" Estrada Nacional 103, graças às portagens na A28, pelo que pude recordar uma estrada que tem um trecho, entre os km's 8 e 15, que é dos mais bonitos que tenho memória: uma série de "túneis" de vegetação, árvores imponentes e talvez centenárias, que dão um ar bucólico àquele percurso que eu não fazia há, talvez, uns 10 anos. Mas esta estrada atravessa ainda o Gerês em direcção a Chaves e passa por Vinhais antes de chegar ao extremo NE do país.

Imagem da barragem da Caniçada desde a EN103
A EN103 é a estrada que liga o litoral, Neiva, a Trás-os-montes, em Bragança. As nossas estradas nacionais têm percursos por vezes fantásticos, lembro-me de há uns 6 ou 7 anos atrás ter ido até Almeida pelas estradas da beira-rio, ao subindo o Douro até Foz do Côa. Há tanto e tão bonito para ver em Portugal...
2011/07/29
Promessa cumprida

Foi pouco tempo que foi necessário para cumprir uma das mais emblemáticas promessas do Governo, a colocação num site da internet de todas as nomeações do Governo.
E cá está ele. No site do Governo, em Nomeações. Anunciado em pleno debate parlamentar em resposta, bem malandra, ao líder a dias do PS, António José Seguro...
É claro que aqui não estão as mais de 200 nomeações que a CGD fez entre o dia 5 de Junho e a tomada de posse deste Governo, conforme ontem denunciou Marques Mendes no TVI24, porque serão da responsabilidade do anterior Governo, em gestão... Seria bem interessante fazer agora um trabalho de sapa reverso, ou seja, criar uma página onde fossem colocadas todas as nomeações do anterior Governo. Seria, também, um trabalho colossal, mas muito interessante, sem dúvidas...
2011/06/18
Mudar Portugal: um Governo de Maioria para a Mudança
Um bom inicio deste Governo.

Primeiro, porque Passos Coelho foi indigitado na quarta-feira à hora do almoço e a meio da tarde de sexta, pouco mais de 48 horas depois, já tinha o Governo formado e estava a entregar o mesmo ao Presidente da República.
Em segundo, porque quase nada transpirou para a comunicação social, que falhou muitos dos nomes, quase não acertou nenhum. Exemplar a condução do processo.
Em terceiro lugar, porque seguiu os trâmites que é suposto seguir: concertação de um programa político entre os partidos, apresentação do programa ao Presidente, indigitação, convites para formação do Governo. Não queimou etapas e fez todas elas num tempo quase recorde. Tudo feito de forma responsável, digna, de estadista. Sem comentários e à partes, quer pelo PSD, quer pelo CDS.
Em quarto porque, finalmente, há um corte geracional e são novos nomes e sem experiência política - afinal de contas, quem tem experiência política de Governo ajudou a chegarmos ao ponto onde estamos. Eu gosto disso. A audácia e o arrojo de colocar pessoas como Álvaro Santos Pereira, Vítor Gaspar ou Assunção Cristas é de enorme capacidade de visão. Apostar em gente nova, com capacidade técnica elevada e comprovada.
Fica a composição do XIX Governo Constitucional liderado por Pedro Passos Coelho:
Finanças - Vítor Gaspar
Economia - Álvaro Santos Pereira
Negócios Estrangeiros - Paulo Portas
Justiça - Paula Teixeira da Cruz
Administração Interna - Miguel Macedo
Assuntos Parlamentares, Autarquias e Desporto - Miguel Relvas
Educação e Ensino Superior - Nuno Crato
Segurança Social - Pedro Mota Soares
Agricultura, Ambiente e Território - Assunção Cristas
Saúde - Paulo Macedo
Defesa - Aguiar-Branco
É uma equipa que acredito vir a ser muito coesa, muito boa tecnicamente, que se bem gerida politicamente poderá ser, de facto, a tábua de salvação deste país.
Estou muito optimista neste Governo, confesso. Aliás, nota-se... Mas pela primeira vez, serei mais velho que alguns ministros, sou de idade aproximada dos principais ministros. Desde o 25 de Abril, este é o primeiro Governo que cortou com os políticos dos anos 70 e 80, os mais antigos são, para além de Pedro Passos Coelho, Paulo Portas e Miguel Relvas - todos eles aparecidos nos anos 90 na política.

Primeiro, porque Passos Coelho foi indigitado na quarta-feira à hora do almoço e a meio da tarde de sexta, pouco mais de 48 horas depois, já tinha o Governo formado e estava a entregar o mesmo ao Presidente da República.
Em segundo, porque quase nada transpirou para a comunicação social, que falhou muitos dos nomes, quase não acertou nenhum. Exemplar a condução do processo.
Em terceiro lugar, porque seguiu os trâmites que é suposto seguir: concertação de um programa político entre os partidos, apresentação do programa ao Presidente, indigitação, convites para formação do Governo. Não queimou etapas e fez todas elas num tempo quase recorde. Tudo feito de forma responsável, digna, de estadista. Sem comentários e à partes, quer pelo PSD, quer pelo CDS.
Em quarto porque, finalmente, há um corte geracional e são novos nomes e sem experiência política - afinal de contas, quem tem experiência política de Governo ajudou a chegarmos ao ponto onde estamos. Eu gosto disso. A audácia e o arrojo de colocar pessoas como Álvaro Santos Pereira, Vítor Gaspar ou Assunção Cristas é de enorme capacidade de visão. Apostar em gente nova, com capacidade técnica elevada e comprovada.
Fica a composição do XIX Governo Constitucional liderado por Pedro Passos Coelho:
Finanças - Vítor Gaspar
Economia - Álvaro Santos Pereira
Negócios Estrangeiros - Paulo Portas
Justiça - Paula Teixeira da Cruz
Administração Interna - Miguel Macedo
Assuntos Parlamentares, Autarquias e Desporto - Miguel Relvas
Educação e Ensino Superior - Nuno Crato
Segurança Social - Pedro Mota Soares
Agricultura, Ambiente e Território - Assunção Cristas
Saúde - Paulo Macedo
Defesa - Aguiar-Branco
É uma equipa que acredito vir a ser muito coesa, muito boa tecnicamente, que se bem gerida politicamente poderá ser, de facto, a tábua de salvação deste país.
Estou muito optimista neste Governo, confesso. Aliás, nota-se... Mas pela primeira vez, serei mais velho que alguns ministros, sou de idade aproximada dos principais ministros. Desde o 25 de Abril, este é o primeiro Governo que cortou com os políticos dos anos 70 e 80, os mais antigos são, para além de Pedro Passos Coelho, Paulo Portas e Miguel Relvas - todos eles aparecidos nos anos 90 na política.
2011/06/16
Maioria para a Mudança

Já está disponível o acordo político entre o PSD e o CDS intitulado "Maioria para a Mudança" que advém das negociações entre os partidos após a vitória no passado dia 5 de Junho nas urnas.
Aborda assim os desafios, "pesados e complexos", a que estaremos sujeitos nos próximos anos. Em particular nos próximos dois anos, que como Pedro Passos Coelho já afirmou, serão duríssimos, de forma a que Portugal se apresente então, em 2013, aos mercados novamente possuidor de credibilidade e respeitabilidade por cumprir os acordos firmados. Por ser, novamente, um país na rota do crescimento e aproximação aos indices dos países da frente da Europa.
Este documento traça assim, em 4 capitulos, aquilo que vai nortear o próximo Governo de Portugal, espera-se que por 4 anos.
No primeiro e mais importante para mim, discorre-se sobre a formação e a orientação programática do Governo. Esta é para mim a mais importante porque é aqui que se faz a aproximação entre dois partidos tão diferentes e que, no fundo, sempre que necessário no país ou nas autarquias, são capazes de encontrar pontos de confluência para governarem em conjunto. E é no ponto 6 que consta o fundamental, em 10 alíneas que são o fundamental do programa de Governo. Onde, resumidamente, se fala de como ultrapassar a crise económica, restaurar a credibilidade, gerar emprego, garantir o Estado Social sustentável, estruturar o Estado diminuindo as despesas com estruturas e dirigentes em todos os níveis do Estado e sector empresarial, gerar uma nova política de juventude que a prepare para o futuro, aumentar a poupança e reduzir o endividamento externo, proceder às reformas do mercado de trabalho, viabilizando a empregabilidade e a contratação, do mercado de arrendamento, promovendo a mobilidade, a reabilitação urbana e a diminuição do endividamento das famílias, do sistema fiscal, valorizando nomeadamente o trabalho, a família e a poupança; da Segurança Social, garantindo a
sua sustentabilidade, a solidariedade inter-geracional e a progressiva liberdade de escolha, nomeadamente dos mais jovens, da justiça, promover o desenvolvimento humano e social e garantir o exercício da liberdade.
O segundo capitulo versa a colaboração no plano parlamentar, ou seja, fala dos termos em que ambos os partidos devem colaborar na Assembleia da República e como suportaram o Governo.
O terceiro capítulo, muito curto, fala sobre a colaboração extra-parlamentar, ou seja, sobre o que ambos os partidos devem fazer no seu dia a dia e na preparação dos futuros actos eleitorais. Destaco apenas isto: "No respeito pela identidade própria de cada partido, a cooperação e a mobilização das respectivas estruturas e responsáveis, em todos os escalões da sua organização interna"...
O último capítulo nada acrescenta, mas coloca as partes em situação de igualdade de direitos e deveres, de lealdade para com o outro.
É este acordo que permitiu, num tempo muito curto para os prazos dilatados existentes, que Portugal disponha ainda esta semana, muito provavelmente, um Governo formalmente constituído.
Mudar Portugal, dizia o slogan de campanha do PSD. Maioria para a Mudança, de Portugal, acordaram os partidos que irão suportar e constítuir o Governo. Os dados estão lançados...
2011/06/14
Mudar Portugal: Responsabilidade

Segundo noticiam neste momento os telejornais, o PSD e o CDS já terão chegado a um entendimento político e programático para o futuro Governo de coligação saído das eleições do passado dia 5 de Junho.
E há uma coisa que se destaca neste processo negocial: a excelente forma como nada do que se passa tem transpirado cá para fora, o sentido de responsabilidade que os partidos e as pessoas envolvidas puseram no assunto, o que é um excelente prenuncio para o futuro.
Porque o momento em que o país se encontra, implica que se abandone de vez o estilo propagandista usado pelo anterior Governo e se passe a aplicar um estilo mais sóbrio e responsável. Assim queira o agora principal partido da oposição entrar neste jogo em parceria com os partidos do Governo, porque assim o exige o estado em que o País está.
Estou confiante, cada vez mais confiante, que o futuro Governo será uma pedrada no charco político que se instalou em Portugal há muitos anos. Portugal já está a mudar...
2011/06/06
Liberdade!

5 de Junho de 2011 foi um dia histórico, o Dia da Libertação, como ontem escrevi, porque finalmente Portugal conseguiu ver-se livre do pior governante que a história de Portugal registou nos seus anais.
E foi histórico também por vários outros motivos.
Porque pela primeira vez em Portugal um opositor derrotou um Primeiro Ministro em funções (excluindo o caso atípico de Santana Lopes que foi um PM cooptado e com poucos meses de funções) e chegou assim, da forma mais difícil, à eleição.
Porque foi um vitória clara e arrasadora - apesar de não ter chegado à maioria por si só - pois ganhou todo o país (com as habituais excepções dos distritos "vermelhos") por vezes com votações que dobravam a do PS, mas ganhando em vários concelhos desses distritos difíceis.
Porque, como muito bem disse Henrique Raposo no Expresso, "o PSD vence com um programa claro, ideologicamente separado da esquerda. A CDU não tem razão: o programa do PSD foi discutido. Ninguém pode dizer que "não sabia"" e porque "Passos vence contrariando os manuais do "comentário político português", isto é, Passos vence dizendo coisas complicadas e duras. Disse que era preciso acabar com feriados e ganhou de forma clara, disse que era preciso mudar a lei laboral e a TSU, e venceu de forma clara, disse que era preciso mexer na CGD e ganhou de forma clara, disse que não podia prometer nada e ganhou de forma clara. É por isso que a sua vitória representa um governo forte, porque disse o que ia fazer antes das eleições. Dentro da nossa III República, isto é uma novidade." E isto é fundamental, porque o Programa de Governo foi claramente anunciado e discutido, pelo que se espera que a esquerda seja DEMOCRÁTICA e aceite o claro veredicto do Povo português...
E foi uma vitória clara porque o PSD por si só quase chegava à maioria absoluta - que foi dada como possível nas sondagens à boca da urna da RTP e TVI. Durante semanas andaram a apresentar-nos empates técnicos, que eram claramente desditos pela realidade do dia a dia, mas que faziam parecer que não havia uma clara reprovação e rejeição das politicas do Governo. Como se viu, e conforme previ, o PS nem aos 30% chegou e o PSD andou boa parte da noite acima dos 40%, tendo só na recta final da contagem caído até aos 38%. Também a esquerda radical foi claramente chumbada, reprovada, bem como as suas propostas radicais - o nosso caminho é na Europa, no Euro, no cumprimento dos acordos e tratados internacionais que subscrevemos. Outro grande derrotado foi Carlos César, que perdeu estrondosamente os Açores, o que lhe deveria fazer reflectir sobre o seu futuro como governante, ainda mais após os disparates que disse durante a campanha eleitoral...
Derrotado foi também um certo PSD que viu assim que a forma de ganhar não é o populismo, o discurso fácil. Ganhou o outro PSD, de Marques Mendes e Manuela Ferreira Leite, que apelavam à responsabilidade e verdade.
E agora que Sócrates se afasta da vida política nos próximos tempos - estará ele a pensar nas Europeias do próximo ano? - o país respira melhor, cheira melhor, camminha melhor.
Gostei, também, foi da festa contida que em todo o país se fez. Porque ontem à noite não havia muita coisa a comemorar, o estado em que o País está não é para comemorar. Houve contentamento e alegria, como é evidente, mas sem entrar em euforias. Porque, como bem disse Pedro Passos Coelho (e Paulo Portas), este momento é de arregaçar mangas e trabalhar muito para reconstruir o país...
E unidos e mais fortes depois do resultado claro de ontem, vamos à obra!
2011/05/31
Faltam 4 dias...
...para mudar Portugal!
Está cada vez mais perto o momento de, como bem disse Manuela Ferreira Leite, colocar Sócrates fora do Governo e até fora da oposição - tal como ela, também eu não fico descansado com ele na oposição!

Conforme a sondagem da média ponderada dos últimos dias da SIC/Expresso notícia, volta a dar vantagem e mais alargada ao PSD, deixando o PS a uns claros 3,3% de distância. E repare-se que como é uma média ponderada de 4 dias, as respostas do dia de ontem são bem superiores aos indicados 35,5%, porque o dia 30 de Maio só representa 40% desse valor e os dias anteriores são inferiores, já que este é o 4º dia de subida consecutiva do PSD.
Claramente que o eleitorado se está a decidir. Para além dos 30% que o PSD tem normalmente, há neste momento uma clara adesão de eleitorado do centro-esquerda, os descontentes com a governação de Sócrates e que o querem longe do poder - repartindo os votos entre o CDS e o PSD. O eleitorado de esquerda pura irá votar nos partidos radicais da extrema esquerda ou irá alternar entre a abstenção e o voto em branco/nulo.
A minha ideia é que no dia 5 as urnas vão-nos dar os seguintes resultados:
PSD - 37-40%
PS - 29-31%
CDS - 12-15%
CDU - 7-9%
BE - 5-7%
Acho que, tal como em 2005 e nas presidenciais, vai haver muitos votos em branco e nulos. Mas o fundamental é a sensação que o país, felizmente, já decidiu sobre retirar Sócrates e eleger Pedro Passos Coelho.
Por último, vejam onde devem exercer o direito de voto na página do MAI para o efeito. AQUI.
Está cada vez mais perto o momento de, como bem disse Manuela Ferreira Leite, colocar Sócrates fora do Governo e até fora da oposição - tal como ela, também eu não fico descansado com ele na oposição!

Conforme a sondagem da média ponderada dos últimos dias da SIC/Expresso notícia, volta a dar vantagem e mais alargada ao PSD, deixando o PS a uns claros 3,3% de distância. E repare-se que como é uma média ponderada de 4 dias, as respostas do dia de ontem são bem superiores aos indicados 35,5%, porque o dia 30 de Maio só representa 40% desse valor e os dias anteriores são inferiores, já que este é o 4º dia de subida consecutiva do PSD.
Claramente que o eleitorado se está a decidir. Para além dos 30% que o PSD tem normalmente, há neste momento uma clara adesão de eleitorado do centro-esquerda, os descontentes com a governação de Sócrates e que o querem longe do poder - repartindo os votos entre o CDS e o PSD. O eleitorado de esquerda pura irá votar nos partidos radicais da extrema esquerda ou irá alternar entre a abstenção e o voto em branco/nulo.
A minha ideia é que no dia 5 as urnas vão-nos dar os seguintes resultados:
PSD - 37-40%
PS - 29-31%
CDS - 12-15%
CDU - 7-9%
BE - 5-7%
Acho que, tal como em 2005 e nas presidenciais, vai haver muitos votos em branco e nulos. Mas o fundamental é a sensação que o país, felizmente, já decidiu sobre retirar Sócrates e eleger Pedro Passos Coelho.
Por último, vejam onde devem exercer o direito de voto na página do MAI para o efeito. AQUI.
2011/05/30
Está quase...
...a Mudar Portugal.
No próximo domingo, a esta hora, estaremos a comemorar o fim de um pesadelo de 6 anos, longo e infindável período de desgovernação de Sócrates que nos afundou até onde ninguém imaginou ser possível.
Ontem, sábado, a campanha do PSD passou pelo distrito de Braga com enorme sucesso e adesão das pessoas às iniciativas da campanha.

Logo de manhã, começou em Guimarães, ou mais propriamente na feira de Pevidém, um reduto comunista e que Pedro Passos Coelho ultrapassou bravamente, enfrentando a surpresa das pessoas por ver o líder num local tão dificil em vez de ir para uma mais simples visita ao centro histórico, por exemplo.

A presença da JSD distrital sentiu-se com muita força em todo o dia, um excelente trabalho da juventude do partido a mostrar o apoio dos jovens do mais novo distrito de Portugal a apoiar o PSD.

Em Amares o almoço foi uma enorme enchente, com mais pessoas do que bilhetes, nem os deputados (candidatos) tinham mesa para estar. Cabeceiras (antes do almoço) e Esposende (antes do jantar) foram, ao que me disseram, duas enchentes tão grandes que quando os últimos carros da caravana pararam já Passos Coelho estava a sair das arruadas!
Mas o ponto alto do dia foi, sem dúvidas, a arruada de Braga. Com centenas, talvez mais de mil pessoas a aguardarem e acompanharem Passos Coelho pelas ruas de Braga naquela que foi a maior acção do PSD desde, talvez, 1991, quando Cavaco Silva ganhou o país com a 2ª maioria.
À noite, o jantar em Barcelos foi também um excelente momento, mas acho que o PSD perdeu uma boa oportunidade de realizar um "verdadeiro" comicio no distrito - teria sido um enorme sucesso e moralizaria ainda mais o partido e o candidato para os últimos dias de campanha.
Porque é preciso Mudar Portugal. E está na hora de o fazer com o PSD.
No próximo domingo, a esta hora, estaremos a comemorar o fim de um pesadelo de 6 anos, longo e infindável período de desgovernação de Sócrates que nos afundou até onde ninguém imaginou ser possível.
Ontem, sábado, a campanha do PSD passou pelo distrito de Braga com enorme sucesso e adesão das pessoas às iniciativas da campanha.

Logo de manhã, começou em Guimarães, ou mais propriamente na feira de Pevidém, um reduto comunista e que Pedro Passos Coelho ultrapassou bravamente, enfrentando a surpresa das pessoas por ver o líder num local tão dificil em vez de ir para uma mais simples visita ao centro histórico, por exemplo.

A presença da JSD distrital sentiu-se com muita força em todo o dia, um excelente trabalho da juventude do partido a mostrar o apoio dos jovens do mais novo distrito de Portugal a apoiar o PSD.

Em Amares o almoço foi uma enorme enchente, com mais pessoas do que bilhetes, nem os deputados (candidatos) tinham mesa para estar. Cabeceiras (antes do almoço) e Esposende (antes do jantar) foram, ao que me disseram, duas enchentes tão grandes que quando os últimos carros da caravana pararam já Passos Coelho estava a sair das arruadas!
Mas o ponto alto do dia foi, sem dúvidas, a arruada de Braga. Com centenas, talvez mais de mil pessoas a aguardarem e acompanharem Passos Coelho pelas ruas de Braga naquela que foi a maior acção do PSD desde, talvez, 1991, quando Cavaco Silva ganhou o país com a 2ª maioria.
À noite, o jantar em Barcelos foi também um excelente momento, mas acho que o PSD perdeu uma boa oportunidade de realizar um "verdadeiro" comicio no distrito - teria sido um enorme sucesso e moralizaria ainda mais o partido e o candidato para os últimos dias de campanha.
Porque é preciso Mudar Portugal. E está na hora de o fazer com o PSD.
Subscrever:
Mensagens (Atom)