A coligação Juntos por Guimarães é mais do que apenas um candidato. Ou mais do que apenas uma equipa. É uma coligação, de facto. Que se apresenta com 3 partidos que habitualmente concorrem isolados - e que até poderiam ter sido mais, caso o interesse demonstrado por pelo menos mais uma força política tivesse sido concretizado.
É positivo perceber que 3 partidos, normalmente oponentes, conseguiram encontrar uma plataforma comum de entendimento e apoiar o candidato André Coelho Lima na corrida à Câmara Municipal.
É, sem dúvidas, o candidato da abrangência. E isto explica porque só agora os partidos surgem nos cartazes da coligação - a coligação, desde o principio, foi um processo em crescimento e movimento, que não se fechou em si mesma e concretizou-se com a junção recente do Movimento Partido da Terra, após o CDS-PP ter sido o primeiro a formar a coligação com o PSD.
Juntos por Guimarães cada vez mais se assume como tal, não só do ponto de vista retórico do slogan, mas do ponto de vista factual: são vários partidos que se juntam, por Guimarães, em torno do melhor candidato, André Coelho Lima.
Conheço o André há 16 anos. Vi-o completar o curso, dar os primeiros passos como dirigente desportivo do Vitória, crescer nas estruturas da JSD e depois do PSD, desenvolver diversas actividades e cargos em várias associações de Guimarães. Participei, com ele e na mesma equipa, em muitas destas actividades. Sei bem da sua preparação, carinho pela sua terra, dedicação sem esperar nada em troca, apenas pelo prazer de ajudar a sua terra, as suas associações, as suas pessoas.
Sei bem das pontes e da abrangência que consegue construir nos projectos onde se envolve, da competência com que desempenha as suas funções, do estudo exaustivo que faz de cada assunto que tem de tratar, das profundas reflexões que faz para cada tema que tem em mãos. Por isso não me admira que tenha conseguido abranger 3 partidos tão diferentes entre si, na sua candidatura. Por isso, apoio o André e a coligação "Juntos por Guimarães"!
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2013/08/14
2013/07/15
As dívidas escondidas com o rabo de fora...
...da Câmara de Municipal de Guimarães, que o gestor financeiro dos últimos 12 anos, e candidato à presidência pelo PS, nos lega para o futuro.
Só a empresa municipal VIMÁGUA tem, segundo o "Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses 2011 e 2012", em 2011 uma dívida superior a 30 milhões de Euros. Isto é dívida dos municípios que, através do "artificio" SEL consegue desorçamentar daquilo que é publicamente aprovado na Assembleia Municipal. Ou seja, a Câmara deve mais de 70 milhões, aos quais se junta, pelo menos, a 11ª empresa pública local do país mais endividada, que deve só ela quase metade do valor da dívida da própria CMG. Aliás, durante os 3 anos em análise, a média da dívida foi de 30.001.753€. Uma barbaridade!
Ou seja, o município de Guimarães deve mais de 100 milhões de Euros, entre dívidas directas e indirectas! Que equivale a um orçamento anual da CMG, grosso modo. Ou seja, para pagar tudo o que deve, a CMG tinha de durante um ano apenas usar as suas receitas para pagar as suas novas dívidas, não pagar despesas correntes, não pagar ordenados, não fazer obras de reparação e manutenção, não lançar novas obras, não gastar um cêntimo em nada que não fossem os 100 milhões de dívidas que acumulou...
Este é o legado da gestão financeira do Dr. Domingos Bragança.
E é por isso é que vou votar no André Coelho Lima e na Coligação Juntos por Guimarães no próximo dia 29 de Setembro - quero mudar este estado de coisas, esta pré falência anunciada, mudar Guimarães.
Só a empresa municipal VIMÁGUA tem, segundo o "Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses 2011 e 2012", em 2011 uma dívida superior a 30 milhões de Euros. Isto é dívida dos municípios que, através do "artificio" SEL consegue desorçamentar daquilo que é publicamente aprovado na Assembleia Municipal. Ou seja, a Câmara deve mais de 70 milhões, aos quais se junta, pelo menos, a 11ª empresa pública local do país mais endividada, que deve só ela quase metade do valor da dívida da própria CMG. Aliás, durante os 3 anos em análise, a média da dívida foi de 30.001.753€. Uma barbaridade!
Ou seja, o município de Guimarães deve mais de 100 milhões de Euros, entre dívidas directas e indirectas! Que equivale a um orçamento anual da CMG, grosso modo. Ou seja, para pagar tudo o que deve, a CMG tinha de durante um ano apenas usar as suas receitas para pagar as suas novas dívidas, não pagar despesas correntes, não pagar ordenados, não fazer obras de reparação e manutenção, não lançar novas obras, não gastar um cêntimo em nada que não fossem os 100 milhões de dívidas que acumulou...
Este é o legado da gestão financeira do Dr. Domingos Bragança.
E é por isso é que vou votar no André Coelho Lima e na Coligação Juntos por Guimarães no próximo dia 29 de Setembro - quero mudar este estado de coisas, esta pré falência anunciada, mudar Guimarães.
2013/07/13
No topo do ranking...
...onde não queria que Guimarães estivesse!
Depois de ontem ter falado dos juros que a CM Guimarães paga anualmente, um dos 20 municípios do país que mais pagou juros em 2012, hoje temos um quadro que explica a razão desses juros.
A CM Guimarães é, tão só, o 15º município do país com maior endividamento liquido, em 2012, tendo no período de 2007 a 2012 um endividamento médio de 71.032.317,50€...
Este é, repito o que já disse ontem, o legado que o gestor financeiro do município vai deixar ao seus sucessores, à próxima geração. Resta, por isso, aos vimaranenses, uma de duas opções: ou manter o actual estado de coisas ou apostar no André Coelho Lima para inverter estas politicas de pouco rigor orçamental, despesismo e gestão de merceeiro.
A 29 de Setembro, eu vou votar JUNTOS POR GUIMARÃES, vou votar ANDRÉ COELHO LIMA. Por um futuro melhor!
Depois de ontem ter falado dos juros que a CM Guimarães paga anualmente, um dos 20 municípios do país que mais pagou juros em 2012, hoje temos um quadro que explica a razão desses juros.
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| Fonte: Anuário dos Municípios Portugueses 2011 e 2012 |
A CM Guimarães é, tão só, o 15º município do país com maior endividamento liquido, em 2012, tendo no período de 2007 a 2012 um endividamento médio de 71.032.317,50€...
Este é, repito o que já disse ontem, o legado que o gestor financeiro do município vai deixar ao seus sucessores, à próxima geração. Resta, por isso, aos vimaranenses, uma de duas opções: ou manter o actual estado de coisas ou apostar no André Coelho Lima para inverter estas politicas de pouco rigor orçamental, despesismo e gestão de merceeiro.
A 29 de Setembro, eu vou votar JUNTOS POR GUIMARÃES, vou votar ANDRÉ COELHO LIMA. Por um futuro melhor!
2012/12/05
O Futuro somos nós. E começa já no Outono de 2013!
O PSD de Guimarães organizou o seu já tradicional convívio de Briteiros, onde anualmente se reúne para confraternizar e conviver com os seus militantes e simpatizantes.
Normalmente estão presentes cerca de 200 a 300 pessoas.
Mas não este ano.
Porque este ano elevou-se a fasquia e atingiu-se o patamar do meio milhar de pessoas, motivadas que estão com a apresentação da candidatura de André Coelho Lima à presidência da Câmara Municipal de Guimarães. E foi com a presença também do CDS, o parceiro da coligação "Juntos por Guimarães" que o recinto da Quinta do Forno foi pequeno para acolher todos aqueles que quiseram naquela tarde confraternizar e comemorar o lançamento da candidatura.
Fica um video-resumo do discursos, para poderem partilhar também:
2012/11/06
Juntos por Guimarães: Programa Participativo
Quando na passada sexta foi apresentada a plataforma "Programa Participativo - Repensar Guimarães com os Vimaranenses" pela coligação Juntos por Guimarães, não foram apenas meras palavras de circunstancia que alo foram ditas.Nós acreditamos muito na participação e colaboração das pessoas e entidades na realização do nosso programa político. E, na verdade, ainda antes de instituirmos esta plataforma publicamente temos tido já muitas pessoas e entidades a participarem porque já andamos no terreno há muito tempo, a visitar freguesias e instituições para sentir o pulsar da terra, das comunidades - olhar para o futuro para construir o presente, sentir o presente para delinear estratégias de futuro!
Mas como queremos mais participação ainda, mais envolvimento da comunidade local, deixo aqui o link directo onde podem deixar a vossa ideia, questão, vontade de participar. Esse é o meu objectivo. É aqui, no Programa Participativo. Ou então na página da coligação no Facebook, como é evidente. E também vos convido a "gostarem" desta página caso queiram ir-se mantendo a par das actividades que se vão desenrolar daqui para a frente.
Porque todos nós podemos ter uma palavra a dizer no "nosso" programa que irá levar o André Coelho Lima até à presidência da Câmara Municipal em 2013.
2012/11/02
Plataforma "Programa Participativo - Repensar Guimarães com os Vimaranenses"
E a primeira iniciativa é, nada mais, nada menos, que a apresentação de uma plataforma que visa desenhar, de forma participativa, o futuro de Guimarães, repensando o concelho e cidade em conjunto com todos os Vimaranenses que o queiram fazer também neste novo ciclo governativo que se vai abrir em 2013.
Porque em 2013 será preciso um novo paradigma de governação autárquica - como se tem vindo a perceber, até pelo que se passa no país, o modelo de governação dos últimos 23 anos extinguiu-se por si próprio: não há dinheiro para grande investimentos públicos e o concelho está já dotado de inúmeros equipamentos públicos da mais variada ordem, cujo problema principal será nos próximos anos garantir a sua sustentabilidade. Isso exige novas formas de abordar a governação, coisa que os actuais responsáveis não querem admitir fazer - querem mais do mesmo. O Governo autárquico precisa de ser mais pro-activo na busca de investidores para o concelho, precisa neste momento de dar melhores condições fiscais a quem investe, como forma de aumentar o emprego e a competitividade. Precisa de criar uma cidade inteligente e mais verde. Precisamos de uma geração nova que dê sangue novo a este concelho e o transporte para o futuro de forma sustentada. E precisamos de todos os que queiram participar e contribuir com as suas ideias e perspectivas para esse programa, independentemente da sua filiação partidária.
Por isso, como membro da equipa da coligação "Juntos por Guimarães", venho convidar os meus leitores a participar também. Juntos, construímos o futuro de Guimarães!
2012/08/01
Eurico de Melo, 1925-2012
Foi também um importante nome na criação das várias concelhias do distrito de Braga, nomeadamente a de Guimarães (onde julgo, se não estou em erro, que chegou a ser militante) com Fernando Alberto Ribeiro da Silva, António Xavier e outros vimaranenses que aqui então tomaram o assunto em mãos.
Hoje, o país ficou mais pobre.
Homens como este são de uma estatura moral que já não existe. Basta dizer que, juntamente com o actual presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, Eurico de Melo é o único político que conheço que abdicou das reformas a que tinha direito pela sua carreira política. Adeus, engenheiro Eurico de Melo, que a sua alma descanse em paz que o seu serviço por Portugal foi claramente reconhecido por quem cá ficou ainda. A minha singela homenagem. Obrigado.
2012/07/17
Juntos, vamos vencer, por Guimarães!
Dois meus grandes amigos, um desde tenra infância, o outro há uns bons 15 anos, são o rosto da candidatura conjunta do PSD e do CDS às autárquicas de 2013. Desde que ando na política que participei activamente e acreditei em muitos projectos, de âmbito nacional e local - uns com mais sucesso do que outros, uns ganhei, outros perdi. Mas este é diferente - este, de tudo o que participei, é o mais importante e o que mais me diz porque extravasou o mero pensamento ideológico e matriz politica para passar a algo pessoal.
Conheço-os a ambos, o André e o Rui Miguel, para saber que este projecto é credível, capaz e orientado para o serviço dos vimaranenses com um novo e diferente paradigma de governação. Nunca, como hoje, tive a certeza que se perderem não são eles, nem eu, que perderemos - será Guimarães que tem neles o rosto da mudança geracional que tanto necessita! Por isso acredito que vamos vencer.
Juntos, vamos vencer, por Guimarães!
Conheço-os a ambos, o André e o Rui Miguel, para saber que este projecto é credível, capaz e orientado para o serviço dos vimaranenses com um novo e diferente paradigma de governação. Nunca, como hoje, tive a certeza que se perderem não são eles, nem eu, que perderemos - será Guimarães que tem neles o rosto da mudança geracional que tanto necessita! Por isso acredito que vamos vencer.
Juntos, vamos vencer, por Guimarães!
2012/04/20
Objectivo 2017
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| Foto Guimarães Digital |
A lista, encabeçada pelo actual líder, André Coelho Lima, e da qual muito humilde mas orgulhosamente faço parte, é marcada pelo excelente trabalho desenvolvido no mandato anterior e pela expectativa que a candidatura agora assumida por André Coelho Lima às eleições na CMG em 2013 seja vencedora e traga uma mudança política à forma de gestão do concelho, com novas mentalidades e ideias - uma mudança geracional.
Daí eu dizer no título que o objectivo não é 2012, nem 2013. É 2017! Porque nesse ano termina o mandato da próxima CMG que iremos liderar e que será esse o ano da avaliação do trabalho realizado que a anterior comissão política iniciou.
Acredito que esta equipa, uma mescla de gente (muito) jovem com alguns conceituados "veteranos" para dar corpo a uma excelente equipa de trabalho que irá ainda ter oportunidade de dar muito a Guimarães no futuro mais próximo. "Começa hoje um caminho de afirmar Guimarães como uma cidade líder no contexto nacional e muito particularmente no norte de Portugal, um caminho com uma linha de rumo, com uma visão de futuro, com planificação, com concertação de actuações e orientação estratégica." Começa hoje, pois então, o futuro!
As eleições decorrem na sede do Largo do Toural, das 18h até às 23h.
2011/06/27
Porquê tantos independentes?
Da notícia da restante equipa governativa, ou seja, os Secretários de Estado, fica-me apenas uma questão, que dá titulo a este post. Porquê tantos independentes indicados pelo PSD? Ao contrário do CDS, que apenas indicou militantes seus para os vários cargos.
Não quero que me entendam mal, aceito perfeitamente que é necessário alguns independentes num Governo, nomeadamente em áreas onde é necessário algum saber mais especializado e que, normalmente mas não sempre, só se encontra na área da investigação e fora dos círculos partidários.
No entanto, este Governo tem 4 ministros independentes (tantos como do PSD e apenas mais um que o CDS) e 14 Secretários de Estado independentes (contra 7 do CDS e 15 do PSD) naquilo que parece ter sido uma aposta clara de Pedro Passos Coelho em encontrar fora do partido a equipa de governação.
Ora a minha questão vem por um motivo. Se a nossa democracia é parlamentar e representativa, através dos partidos, se os eleitores votam nos partidos para governarem, porque é que há, hoje em dia, uma fobia tão grande aos "militantes"?
Em parte, julgo eu, a resposta encontra-se nos tempos mais recentes dos elencos governativos de Guterres e Sócrates, o primeiro famoso pelo "no jobs for the boys" e o segundo por espalhar muitos "boys" por todas as estruturas do aparelho de estado e das empresas estatais. Desta forma, a opinião pública foi moldando uma ideia que havia um certo preenchimento de vagas políticas por pessoas sem curriculo ou capacidade adequada para tal, aparentando ser um "favor" partidário.
O problema é que essa noção, essa ideia que está a fazer escola em Portugal, levada ao exagero pode por vezes ser contraproducente e em vez de vermos pessoas como Pedro Duarte, por exemplo, no Governo, vemos as pastas que lhe poderiam caber ocupadas por independentes. Que trazem sempre alguma desconfiança no partido.
Para além disso, há uma clara divergência entre o que fez o PSD e o CDS. O primeiro colocou 18 independentes no Governo, o segundo não escolheu nenhum. E era o CDS que estava preocupado com o PSD indicar "boys" para os lugares políticos...
Esta opção de Pedro Passos Coelho tem um lado bom e outro mau. Por um lado, vai de encontro àquilo que parte da sociedade esperava dele na constituição do Governo, o que é bom. Por outro lado, cria algum distanciamento entre a estrutura de base do partido e o Governo, o que é mau - afinal, quem andou a fazer a campanha, quem deu o peito às balas socialistas de norte a sul do país, foram os militantes. E a única forma que há de ultrapassar tal situação é colocar rapidamente o Governo no terreno a ir aos concelhos do país explicar a situação do país, o que está a ser feito e como pode o PSD ajudar.
Mas esta jogada de colocar tantos independentes pode ser também em favor do partido. Provavelmente, os membros governativos que estão a entrar em funções vão ter um enorme desgaste nestes 3 primeiros anos de mandato onde será necessário cumprir o rigoroso calendário da "troyka". Assim, ao escolher tantos independentes agora, estará a abrir a possibilidade de numa segunda fase do Governo, já mais liberto do espartilho do acordo, poder colocar então mais alguns militantes na equipa governativa.
Em todo o caso, com ou sem independentes, estou plenamente confiante no trabalho que o Governo vai desenvolver. Aliás, os primeiros sinais que tem dado são extremamente positivos, como eu esperava.
Não quero que me entendam mal, aceito perfeitamente que é necessário alguns independentes num Governo, nomeadamente em áreas onde é necessário algum saber mais especializado e que, normalmente mas não sempre, só se encontra na área da investigação e fora dos círculos partidários.
No entanto, este Governo tem 4 ministros independentes (tantos como do PSD e apenas mais um que o CDS) e 14 Secretários de Estado independentes (contra 7 do CDS e 15 do PSD) naquilo que parece ter sido uma aposta clara de Pedro Passos Coelho em encontrar fora do partido a equipa de governação.
Ora a minha questão vem por um motivo. Se a nossa democracia é parlamentar e representativa, através dos partidos, se os eleitores votam nos partidos para governarem, porque é que há, hoje em dia, uma fobia tão grande aos "militantes"?
Em parte, julgo eu, a resposta encontra-se nos tempos mais recentes dos elencos governativos de Guterres e Sócrates, o primeiro famoso pelo "no jobs for the boys" e o segundo por espalhar muitos "boys" por todas as estruturas do aparelho de estado e das empresas estatais. Desta forma, a opinião pública foi moldando uma ideia que havia um certo preenchimento de vagas políticas por pessoas sem curriculo ou capacidade adequada para tal, aparentando ser um "favor" partidário.
O problema é que essa noção, essa ideia que está a fazer escola em Portugal, levada ao exagero pode por vezes ser contraproducente e em vez de vermos pessoas como Pedro Duarte, por exemplo, no Governo, vemos as pastas que lhe poderiam caber ocupadas por independentes. Que trazem sempre alguma desconfiança no partido.
Para além disso, há uma clara divergência entre o que fez o PSD e o CDS. O primeiro colocou 18 independentes no Governo, o segundo não escolheu nenhum. E era o CDS que estava preocupado com o PSD indicar "boys" para os lugares políticos...
Esta opção de Pedro Passos Coelho tem um lado bom e outro mau. Por um lado, vai de encontro àquilo que parte da sociedade esperava dele na constituição do Governo, o que é bom. Por outro lado, cria algum distanciamento entre a estrutura de base do partido e o Governo, o que é mau - afinal, quem andou a fazer a campanha, quem deu o peito às balas socialistas de norte a sul do país, foram os militantes. E a única forma que há de ultrapassar tal situação é colocar rapidamente o Governo no terreno a ir aos concelhos do país explicar a situação do país, o que está a ser feito e como pode o PSD ajudar.
Mas esta jogada de colocar tantos independentes pode ser também em favor do partido. Provavelmente, os membros governativos que estão a entrar em funções vão ter um enorme desgaste nestes 3 primeiros anos de mandato onde será necessário cumprir o rigoroso calendário da "troyka". Assim, ao escolher tantos independentes agora, estará a abrir a possibilidade de numa segunda fase do Governo, já mais liberto do espartilho do acordo, poder colocar então mais alguns militantes na equipa governativa.
Em todo o caso, com ou sem independentes, estou plenamente confiante no trabalho que o Governo vai desenvolver. Aliás, os primeiros sinais que tem dado são extremamente positivos, como eu esperava.
2011/06/21
Faltou Nobreza...
...na eleição do Presidente da Assembleia da República.
Nobre fez o que tinha de fazer - desistir da candidatura - mas tarde de mais. Expôs-se desnecessariamente ao ridículo de não conseguir ser eleito. Desnecessariamente porque já se sabia que o PS e o CDS tinham dado indicação para os seus deputados votarem em branco e do BE do PCP só se podia esperar um voto contra.
Assim, a desistência deveria ter acontecido na reunião do Grupo Parlamentar antes da eleição. Dessa forma, Pedro Passos Coelho teria cumprido a sua promessa de o apresentar e ele teria saído com o mesmo discurso que fez ao final da tarde de não ter condições para o poder fazer. A votação foi só um pró-forma porque antes disso ele já o sabia - ele e todos nós.
Aliás, se houve alguém responsável pelo mau resultado do episódio foi ele o maior de todos. A começar pelas infelizes declarações após o convite a dizer que se não fosse eleito Presidente da AR abdicava do cargo, passando pela altivez e sobranceria que sempre demonstrou sobre os demais deputados (eleitos e a eleger).
Ninguém pode negar o excelente trabalho cívico que produziu ao longo da sua vida. Que se traduziu inclusive num excelente resultado presidencial. Mas isso não é por si só o suficiente para se eleger Presidente da AR - precisava para tal do apoio de um partido, que o PSD deu, mas também da maioria dos deputados - e isso ele não soube conquistar, claramente. E oportunidades não lhe faltaram, ao longo da campanha, para o fazer.
Agora deixa o problema nas mãos de Passos Coelho.
Que não é de fácil resolução.
Fala-se assim nos nomes de Mota Amaral (eterna referência e Presidente da AR entre 2002 e 2005) mas também do madeirense Guilherme Silva e da Teresa Morais. Acredito a escolha venha a recair no açoreano, mas não me desagradava a ideia de ter a Teresa Morais a presidir à AR. Era, no mínimo, uma lufada de ar fresco ter uma mulher com 51 anos, outro corte geracional...
Nobre fez o que tinha de fazer - desistir da candidatura - mas tarde de mais. Expôs-se desnecessariamente ao ridículo de não conseguir ser eleito. Desnecessariamente porque já se sabia que o PS e o CDS tinham dado indicação para os seus deputados votarem em branco e do BE do PCP só se podia esperar um voto contra.
Assim, a desistência deveria ter acontecido na reunião do Grupo Parlamentar antes da eleição. Dessa forma, Pedro Passos Coelho teria cumprido a sua promessa de o apresentar e ele teria saído com o mesmo discurso que fez ao final da tarde de não ter condições para o poder fazer. A votação foi só um pró-forma porque antes disso ele já o sabia - ele e todos nós.
Aliás, se houve alguém responsável pelo mau resultado do episódio foi ele o maior de todos. A começar pelas infelizes declarações após o convite a dizer que se não fosse eleito Presidente da AR abdicava do cargo, passando pela altivez e sobranceria que sempre demonstrou sobre os demais deputados (eleitos e a eleger).
Ninguém pode negar o excelente trabalho cívico que produziu ao longo da sua vida. Que se traduziu inclusive num excelente resultado presidencial. Mas isso não é por si só o suficiente para se eleger Presidente da AR - precisava para tal do apoio de um partido, que o PSD deu, mas também da maioria dos deputados - e isso ele não soube conquistar, claramente. E oportunidades não lhe faltaram, ao longo da campanha, para o fazer.
Agora deixa o problema nas mãos de Passos Coelho.
Que não é de fácil resolução.
Fala-se assim nos nomes de Mota Amaral (eterna referência e Presidente da AR entre 2002 e 2005) mas também do madeirense Guilherme Silva e da Teresa Morais. Acredito a escolha venha a recair no açoreano, mas não me desagradava a ideia de ter a Teresa Morais a presidir à AR. Era, no mínimo, uma lufada de ar fresco ter uma mulher com 51 anos, outro corte geracional...
2011/06/16
Maioria para a Mudança

Já está disponível o acordo político entre o PSD e o CDS intitulado "Maioria para a Mudança" que advém das negociações entre os partidos após a vitória no passado dia 5 de Junho nas urnas.
Aborda assim os desafios, "pesados e complexos", a que estaremos sujeitos nos próximos anos. Em particular nos próximos dois anos, que como Pedro Passos Coelho já afirmou, serão duríssimos, de forma a que Portugal se apresente então, em 2013, aos mercados novamente possuidor de credibilidade e respeitabilidade por cumprir os acordos firmados. Por ser, novamente, um país na rota do crescimento e aproximação aos indices dos países da frente da Europa.
Este documento traça assim, em 4 capitulos, aquilo que vai nortear o próximo Governo de Portugal, espera-se que por 4 anos.
No primeiro e mais importante para mim, discorre-se sobre a formação e a orientação programática do Governo. Esta é para mim a mais importante porque é aqui que se faz a aproximação entre dois partidos tão diferentes e que, no fundo, sempre que necessário no país ou nas autarquias, são capazes de encontrar pontos de confluência para governarem em conjunto. E é no ponto 6 que consta o fundamental, em 10 alíneas que são o fundamental do programa de Governo. Onde, resumidamente, se fala de como ultrapassar a crise económica, restaurar a credibilidade, gerar emprego, garantir o Estado Social sustentável, estruturar o Estado diminuindo as despesas com estruturas e dirigentes em todos os níveis do Estado e sector empresarial, gerar uma nova política de juventude que a prepare para o futuro, aumentar a poupança e reduzir o endividamento externo, proceder às reformas do mercado de trabalho, viabilizando a empregabilidade e a contratação, do mercado de arrendamento, promovendo a mobilidade, a reabilitação urbana e a diminuição do endividamento das famílias, do sistema fiscal, valorizando nomeadamente o trabalho, a família e a poupança; da Segurança Social, garantindo a
sua sustentabilidade, a solidariedade inter-geracional e a progressiva liberdade de escolha, nomeadamente dos mais jovens, da justiça, promover o desenvolvimento humano e social e garantir o exercício da liberdade.
O segundo capitulo versa a colaboração no plano parlamentar, ou seja, fala dos termos em que ambos os partidos devem colaborar na Assembleia da República e como suportaram o Governo.
O terceiro capítulo, muito curto, fala sobre a colaboração extra-parlamentar, ou seja, sobre o que ambos os partidos devem fazer no seu dia a dia e na preparação dos futuros actos eleitorais. Destaco apenas isto: "No respeito pela identidade própria de cada partido, a cooperação e a mobilização das respectivas estruturas e responsáveis, em todos os escalões da sua organização interna"...
O último capítulo nada acrescenta, mas coloca as partes em situação de igualdade de direitos e deveres, de lealdade para com o outro.
É este acordo que permitiu, num tempo muito curto para os prazos dilatados existentes, que Portugal disponha ainda esta semana, muito provavelmente, um Governo formalmente constituído.
Mudar Portugal, dizia o slogan de campanha do PSD. Maioria para a Mudança, de Portugal, acordaram os partidos que irão suportar e constítuir o Governo. Os dados estão lançados...
2011/06/14
Mudar Portugal: Responsabilidade

Segundo noticiam neste momento os telejornais, o PSD e o CDS já terão chegado a um entendimento político e programático para o futuro Governo de coligação saído das eleições do passado dia 5 de Junho.
E há uma coisa que se destaca neste processo negocial: a excelente forma como nada do que se passa tem transpirado cá para fora, o sentido de responsabilidade que os partidos e as pessoas envolvidas puseram no assunto, o que é um excelente prenuncio para o futuro.
Porque o momento em que o país se encontra, implica que se abandone de vez o estilo propagandista usado pelo anterior Governo e se passe a aplicar um estilo mais sóbrio e responsável. Assim queira o agora principal partido da oposição entrar neste jogo em parceria com os partidos do Governo, porque assim o exige o estado em que o País está.
Estou confiante, cada vez mais confiante, que o futuro Governo será uma pedrada no charco político que se instalou em Portugal há muitos anos. Portugal já está a mudar...
2011/06/06
Liberdade!

5 de Junho de 2011 foi um dia histórico, o Dia da Libertação, como ontem escrevi, porque finalmente Portugal conseguiu ver-se livre do pior governante que a história de Portugal registou nos seus anais.
E foi histórico também por vários outros motivos.
Porque pela primeira vez em Portugal um opositor derrotou um Primeiro Ministro em funções (excluindo o caso atípico de Santana Lopes que foi um PM cooptado e com poucos meses de funções) e chegou assim, da forma mais difícil, à eleição.
Porque foi um vitória clara e arrasadora - apesar de não ter chegado à maioria por si só - pois ganhou todo o país (com as habituais excepções dos distritos "vermelhos") por vezes com votações que dobravam a do PS, mas ganhando em vários concelhos desses distritos difíceis.
Porque, como muito bem disse Henrique Raposo no Expresso, "o PSD vence com um programa claro, ideologicamente separado da esquerda. A CDU não tem razão: o programa do PSD foi discutido. Ninguém pode dizer que "não sabia"" e porque "Passos vence contrariando os manuais do "comentário político português", isto é, Passos vence dizendo coisas complicadas e duras. Disse que era preciso acabar com feriados e ganhou de forma clara, disse que era preciso mudar a lei laboral e a TSU, e venceu de forma clara, disse que era preciso mexer na CGD e ganhou de forma clara, disse que não podia prometer nada e ganhou de forma clara. É por isso que a sua vitória representa um governo forte, porque disse o que ia fazer antes das eleições. Dentro da nossa III República, isto é uma novidade." E isto é fundamental, porque o Programa de Governo foi claramente anunciado e discutido, pelo que se espera que a esquerda seja DEMOCRÁTICA e aceite o claro veredicto do Povo português...
E foi uma vitória clara porque o PSD por si só quase chegava à maioria absoluta - que foi dada como possível nas sondagens à boca da urna da RTP e TVI. Durante semanas andaram a apresentar-nos empates técnicos, que eram claramente desditos pela realidade do dia a dia, mas que faziam parecer que não havia uma clara reprovação e rejeição das politicas do Governo. Como se viu, e conforme previ, o PS nem aos 30% chegou e o PSD andou boa parte da noite acima dos 40%, tendo só na recta final da contagem caído até aos 38%. Também a esquerda radical foi claramente chumbada, reprovada, bem como as suas propostas radicais - o nosso caminho é na Europa, no Euro, no cumprimento dos acordos e tratados internacionais que subscrevemos. Outro grande derrotado foi Carlos César, que perdeu estrondosamente os Açores, o que lhe deveria fazer reflectir sobre o seu futuro como governante, ainda mais após os disparates que disse durante a campanha eleitoral...
Derrotado foi também um certo PSD que viu assim que a forma de ganhar não é o populismo, o discurso fácil. Ganhou o outro PSD, de Marques Mendes e Manuela Ferreira Leite, que apelavam à responsabilidade e verdade.
E agora que Sócrates se afasta da vida política nos próximos tempos - estará ele a pensar nas Europeias do próximo ano? - o país respira melhor, cheira melhor, camminha melhor.
Gostei, também, foi da festa contida que em todo o país se fez. Porque ontem à noite não havia muita coisa a comemorar, o estado em que o País está não é para comemorar. Houve contentamento e alegria, como é evidente, mas sem entrar em euforias. Porque, como bem disse Pedro Passos Coelho (e Paulo Portas), este momento é de arregaçar mangas e trabalhar muito para reconstruir o país...
E unidos e mais fortes depois do resultado claro de ontem, vamos à obra!
2011/05/31
Faltam 4 dias...
...para mudar Portugal!
Está cada vez mais perto o momento de, como bem disse Manuela Ferreira Leite, colocar Sócrates fora do Governo e até fora da oposição - tal como ela, também eu não fico descansado com ele na oposição!

Conforme a sondagem da média ponderada dos últimos dias da SIC/Expresso notícia, volta a dar vantagem e mais alargada ao PSD, deixando o PS a uns claros 3,3% de distância. E repare-se que como é uma média ponderada de 4 dias, as respostas do dia de ontem são bem superiores aos indicados 35,5%, porque o dia 30 de Maio só representa 40% desse valor e os dias anteriores são inferiores, já que este é o 4º dia de subida consecutiva do PSD.
Claramente que o eleitorado se está a decidir. Para além dos 30% que o PSD tem normalmente, há neste momento uma clara adesão de eleitorado do centro-esquerda, os descontentes com a governação de Sócrates e que o querem longe do poder - repartindo os votos entre o CDS e o PSD. O eleitorado de esquerda pura irá votar nos partidos radicais da extrema esquerda ou irá alternar entre a abstenção e o voto em branco/nulo.
A minha ideia é que no dia 5 as urnas vão-nos dar os seguintes resultados:
PSD - 37-40%
PS - 29-31%
CDS - 12-15%
CDU - 7-9%
BE - 5-7%
Acho que, tal como em 2005 e nas presidenciais, vai haver muitos votos em branco e nulos. Mas o fundamental é a sensação que o país, felizmente, já decidiu sobre retirar Sócrates e eleger Pedro Passos Coelho.
Por último, vejam onde devem exercer o direito de voto na página do MAI para o efeito. AQUI.
Está cada vez mais perto o momento de, como bem disse Manuela Ferreira Leite, colocar Sócrates fora do Governo e até fora da oposição - tal como ela, também eu não fico descansado com ele na oposição!

Conforme a sondagem da média ponderada dos últimos dias da SIC/Expresso notícia, volta a dar vantagem e mais alargada ao PSD, deixando o PS a uns claros 3,3% de distância. E repare-se que como é uma média ponderada de 4 dias, as respostas do dia de ontem são bem superiores aos indicados 35,5%, porque o dia 30 de Maio só representa 40% desse valor e os dias anteriores são inferiores, já que este é o 4º dia de subida consecutiva do PSD.
Claramente que o eleitorado se está a decidir. Para além dos 30% que o PSD tem normalmente, há neste momento uma clara adesão de eleitorado do centro-esquerda, os descontentes com a governação de Sócrates e que o querem longe do poder - repartindo os votos entre o CDS e o PSD. O eleitorado de esquerda pura irá votar nos partidos radicais da extrema esquerda ou irá alternar entre a abstenção e o voto em branco/nulo.
A minha ideia é que no dia 5 as urnas vão-nos dar os seguintes resultados:
PSD - 37-40%
PS - 29-31%
CDS - 12-15%
CDU - 7-9%
BE - 5-7%
Acho que, tal como em 2005 e nas presidenciais, vai haver muitos votos em branco e nulos. Mas o fundamental é a sensação que o país, felizmente, já decidiu sobre retirar Sócrates e eleger Pedro Passos Coelho.
Por último, vejam onde devem exercer o direito de voto na página do MAI para o efeito. AQUI.
2011/05/30
Está quase...
...a Mudar Portugal.
No próximo domingo, a esta hora, estaremos a comemorar o fim de um pesadelo de 6 anos, longo e infindável período de desgovernação de Sócrates que nos afundou até onde ninguém imaginou ser possível.
Ontem, sábado, a campanha do PSD passou pelo distrito de Braga com enorme sucesso e adesão das pessoas às iniciativas da campanha.

Logo de manhã, começou em Guimarães, ou mais propriamente na feira de Pevidém, um reduto comunista e que Pedro Passos Coelho ultrapassou bravamente, enfrentando a surpresa das pessoas por ver o líder num local tão dificil em vez de ir para uma mais simples visita ao centro histórico, por exemplo.

A presença da JSD distrital sentiu-se com muita força em todo o dia, um excelente trabalho da juventude do partido a mostrar o apoio dos jovens do mais novo distrito de Portugal a apoiar o PSD.

Em Amares o almoço foi uma enorme enchente, com mais pessoas do que bilhetes, nem os deputados (candidatos) tinham mesa para estar. Cabeceiras (antes do almoço) e Esposende (antes do jantar) foram, ao que me disseram, duas enchentes tão grandes que quando os últimos carros da caravana pararam já Passos Coelho estava a sair das arruadas!
Mas o ponto alto do dia foi, sem dúvidas, a arruada de Braga. Com centenas, talvez mais de mil pessoas a aguardarem e acompanharem Passos Coelho pelas ruas de Braga naquela que foi a maior acção do PSD desde, talvez, 1991, quando Cavaco Silva ganhou o país com a 2ª maioria.
À noite, o jantar em Barcelos foi também um excelente momento, mas acho que o PSD perdeu uma boa oportunidade de realizar um "verdadeiro" comicio no distrito - teria sido um enorme sucesso e moralizaria ainda mais o partido e o candidato para os últimos dias de campanha.
Porque é preciso Mudar Portugal. E está na hora de o fazer com o PSD.
No próximo domingo, a esta hora, estaremos a comemorar o fim de um pesadelo de 6 anos, longo e infindável período de desgovernação de Sócrates que nos afundou até onde ninguém imaginou ser possível.
Ontem, sábado, a campanha do PSD passou pelo distrito de Braga com enorme sucesso e adesão das pessoas às iniciativas da campanha.

Logo de manhã, começou em Guimarães, ou mais propriamente na feira de Pevidém, um reduto comunista e que Pedro Passos Coelho ultrapassou bravamente, enfrentando a surpresa das pessoas por ver o líder num local tão dificil em vez de ir para uma mais simples visita ao centro histórico, por exemplo.

A presença da JSD distrital sentiu-se com muita força em todo o dia, um excelente trabalho da juventude do partido a mostrar o apoio dos jovens do mais novo distrito de Portugal a apoiar o PSD.

Em Amares o almoço foi uma enorme enchente, com mais pessoas do que bilhetes, nem os deputados (candidatos) tinham mesa para estar. Cabeceiras (antes do almoço) e Esposende (antes do jantar) foram, ao que me disseram, duas enchentes tão grandes que quando os últimos carros da caravana pararam já Passos Coelho estava a sair das arruadas!
Mas o ponto alto do dia foi, sem dúvidas, a arruada de Braga. Com centenas, talvez mais de mil pessoas a aguardarem e acompanharem Passos Coelho pelas ruas de Braga naquela que foi a maior acção do PSD desde, talvez, 1991, quando Cavaco Silva ganhou o país com a 2ª maioria.
À noite, o jantar em Barcelos foi também um excelente momento, mas acho que o PSD perdeu uma boa oportunidade de realizar um "verdadeiro" comicio no distrito - teria sido um enorme sucesso e moralizaria ainda mais o partido e o candidato para os últimos dias de campanha.
Porque é preciso Mudar Portugal. E está na hora de o fazer com o PSD.
2011/04/01
5 de Junho

Calendário adaptado a partir de High Closet
Estão marcadas. As Legislativas serão a 5 de Junho. Por mim, demasiado tarde, não encontro razões para não serem em Maio, é uma semana perdida...
Mas o que interessa é que faltam 64 dias para o momento do Povo dizer da sua justiça, sobre o que pretende para o futuro próximo.
Há duas mais uma opção.
A primeira opção é mais do mesmo. Manter Sócrates, Teixeira dos Santos e Pedro Silva Pereira na gestão (danosa) do país que o trouxe até ao ponto de pré-falência em que se encontra hoje, describilizado perante os mercados, sem dinheiro nos cofres.
A segunda opção é mudar para a equipa do Pedro Passos Coelho, que há muito vem a denunciar e apontar que o caminho seguido pelo desGoverno nos levaria a este ponto e que sabe, pelo menos, que as coisas não podem ser feitas da forma como o foram nos últimos anos.
A opção extra é fazer o voto de protesto e votar nos partidos pequenos ou até votar branco ou nulo. Ou abster-se e nem votar. É tudo igual, no actual momento do país, que precisa da força do voto de todos os eleitores para poder decidir o que fazer neste momento tão grave.
Da primeira opção já nem tenho mais palavras para falar dela. A máquina de propaganda continua a carborar, mas muita imprensa já abriu os olhos e não lhes dá margem de publicidade. As mentiras do desGoverno têm sido muitas, nos últimos meses nem se fala. Mas acima de tudo, falhou todas as previsões e promessas: lembrem-se dos 150 mil empregos, dos PEC1, PEC2 e PEC3 que resolviam tudo, dos crescimentos fantásticos que afinal eram recessões (a 2ª em dois anos) ou dos défices excelentes que afinal foram todos agora revistos e são catastróficos, das promessas de não subir impostos e em 6 anos o IVA passou de 19% para 23% e o IRS aumentou e o IRC aumentou e cobram IRS aos reformados e nada do que foi prometido foi feito. Já para não falar da diplomacia comercial que nos levou a ser parceiros preferenciais de gente como Chavez, Khadafi, Ben Ali ou Eduardo dos Santos - eu não gosto dessa fotografia...
Da segunda opção apenas posso dizer que há muitos anos que acredito em PPC, na sua qualidade de líder. Ainda líder da JSD, teve a coragem de afrontar o PSD de Cavaco Silva, votando contra medidas do próprio partido e governo em defesa dos jovens e da política da JSD. Sei que tem ideias e tem uma extensa e qualificada equipa a trabalhar em soluções para o país a partir do estado em que se encontra. Poderão não resultar ou ser as melhores. Mas alguém que tem coragem de lutar para ser Governo num momento destes, merece algum crédito. E mais ainda quando já afirmou que mesmo que o PSD ganhe com maioria, o que não é ainda certo que possa acontecer, ele irá procurar pessoas fora do partido - noutros partidos e sociedade civil.
5 de Junho. Para mudar Portugal?
2011/03/31
Regionalização, sim ou não?

Esta é uma questão que me deixa dividido e para a qual não encontrei ainda uma (boa) resposta.
Por um lado, acho que o país precisa de uma reforma do sistema administrativo, onde se diminuam as freguesias e concelhos do país, onde se extingam os Governos-Civis, onde se ajuste a forma de eleição dos deputados a circulos que os aproximem dos eleitores, onde se ajuste a eleição dos autarcas de forma a dar maior liberdade de escolha do elenco governativo, onde se descentralize os poderes excessivamente centralizados.
Por outro lado, a experiência política portuguesa diz-me que essas tentativas de descentralização e reformas acabam por funcionar ao contrário do pretendido, criando mais centralização e as reformas por serem inconsequentes e, por vezes, deixando as coisas piores que antes.
Ainda em relação à regionalização, não tenho a certeza qual o melhor mapa para fazer esta reforma. Porque não há "verdadeiras" regiões em Portugal (com excepção das ilhas por geografia) como há em Espanha (antigos reinos/países) ou na Bélgica e Suiça (diferentes línguas) resta a regionalização "a régua e esquadro". E aqui já vi de tudo, desde as micro-regiões (tipo área metropolitana do Porto) até às macro-regiões (todo o norte, todo o centro, todo o sul a sul do Tejo...), passando pelas intermédias (as antigas províncias). Sou levado a pensar que as macro-regiões funcionarão melhor por agregarem mais massa critica, maior dimensão e peso - mas por norma quanto maior, mais distantes estão das suas periferias e mais centradas na sua capital se tornam, à imagem do que se passa no país e nos concelhos...
Daí que não sei o que pensar por o PSD nada dizer, nas linhas de orientação que saíram do último Conselho Nacional, sobre o assunto. Por um lado, o PSD diz que é preciso fazer a "reforma do Sistema Político, nomeadamente do sistema de representação eleitoral e do reforço do regime de responsabilidade de titulares de cargos públicos" mas não sei se só isso será o necessário para o efeito pretendido.
É urgente mudar.
Mas o proverbial receio que as mudanças trazem inibem-me de dizer se incluir a Regionalização será o melhor para o país. Porque, convenhamos, um país com a nossa dimensão (que basicamente é da dimensão de certas regiões de alguns países europeus) se tivesse políticos mais preocupados com as populações dos locais onde são eleitos não precisava de regionalização para nada. E isso poderá ser alcançado com a criação dos circulos uninominais pequenos, onde os eleitores votam nos candidatos mais do que nos partidos e podem sempre, em eleições posteriores, penalizar ou beneficiar os mesmos em função dos seus desempenhos.
A forma executiva da Regionalização também me deixa algo indeciso, entre um modelo mais descentralizado onde o Governo do país abdica de várias pastas em detrimento das regiões fazerem essa mesma gestão política-técnica e entre um modelo mais "soft" onde as regiões são, acima de tudo, um parlamento onde se discutem as necessidades e planificam as actividades que o Governo central deverá executar na zona.
Também a questão financeira é mais uma razão para me perguntar da validade desta proposta, pois a criação de mais um órgão político implica um orçamento próprio e muitos lugares públicos, quer de eleição, quer de nomeação, quer políticos, quer administrativos. E o estado financeiro do país actualmente não comporta isso, antes requer uma drástica diminuição de todos estes cargos com parlamentos, governos, ministérios, direcções gerais e institutos públicos bem mais leves.
Voltando assim à pergunta inicial: Regionalização, sim ou não? Neste momento, diria que NIM...
2010/03/27
Ontem, mudar o PSD, amanhã, mudar o país...
A vitória eleitoral de ontem, por mais de 60% dos votos expressos pelos militantes, foi o primeiro passo de Passos Coelho para Mudar Portugal.
Ontem ganhou, expressivamente, o partido. Demonstrando o erro de Manuela Ferreira Leite não chamando o novo líder para as listas de deputados há bem poucos meses atrás - apenas mais um erro de casting da ex-líder, como vários outros que cometeu ao longo do seu mandato.
Agora Pedro Passos Coelho tem a possibilidade, porque ganhou com expressiva maioria, de fazer a sua equipa interna e trabalhar para as eleições que se avizinham, como é evidente o Governo já pensa nelas e toda a gente sente que elas vão acontecer, mais mês, menos mês.
Não sei se estará rodeado das melhores pessoas. Há muitos ex-barrosistas e ex-santanistas no seio da sua "entourage" mais próxima. Daqueles a quem acho que não têm mais-valias. Espero que ele saiba encontrar o contra-peso para eles e não vá usar as figuras dos anteriores "regimes", antes saiba "mudar Porttugal" mudando as caras e as ideias - está comprovado que as caras antigas e as ideias até agora defendidas não levaram Portugal a nenhum lado de jeito...
Ainda acredito neste líder, de quem espero muito há muitos anos. Espero não me desiludir (mais uma vez) com este político. Porque, como já aqui disse, é a minha ultima esperança.
2010/03/19
A última esperança?

Esta será, porventura, a última esperança que tenho dos políticos e da política em Portugal. Quem me lê, vê e sente a descrença com que tenho vivido cada escândalo, cada falhanço, cada problema que os políticos nos têm arranjado.
Deixei de acreditar que ainda vale a pena acreditar que Portugal será alguma coisa. A última centelha está no Pedro. Cresci com ele a presidente dos laranjinhas, dos jotas, a mostrar um dinamismo, ideias e independencia política do Governo, a rever-me nele.
Ainda me lembro do primeiro e longinquo encontro com o César Teixeira num intervalo de uma AM de Guimarães, onde ele me convidou para integrar a CPS da JSD (sim, isto algures em 1997 ou 98, já nem me lembro bem!) e eu estar a falar nas esperanças que depositava no Pedro, que um dia pudesse ser o líder do PSD e do País.
Esse dia está a chegar. O PSD preferiu o discurso da Manuela, no que foi um erro crasso, como seria de esperar. Agora, tem a hipótese de se redimir, não sei é se o país ainda vai a tempo da redenção.
E não sei se algumas pessoas que acompanham a candidatura do Pedro são as mais indicadas. Vejo muitos (maus) ex-barrosistas e muitos (maus) ex-santanistas, muito próximos dele, no centro das decisões.
Pedro Passos Coelho, que soube estar na política e sair e agora voltar é, ainda, a última esperança que tenho para Portugal. Já não sou militante e dificilmente voltarei a ser - nunca digo desta água não beberei - mas tenho a mais absoluta certeza que ele é um dos poucos capazes de me fazer voltar. Se o programa liberal que defende e se as pessoas que o executem forem as indicadas. Porque está na altura de mudar.
Mudar Portugal. Mudar o PSD.
E mudar para melhor, porque para pior já basta assim.
No dia 26 vou esperar, com esperança, que ele ganhe as eleições no PSD, de preferência com maioria. E depois esperar que o país saiba mudar com ele, mais cedo ou mais tarde.
Sendo que quanto mais tarde, pior.
Fica o link da candidatura dele em Guimarães.
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