Afinal, de irrevogável passou a promovível. Portas, dando o dito por não dito, acaba não só por ficar no Governo, segundo vão dizendo os jornais, como ainda é promovido a Vice-Primeiro Ministro e da Economia.
Passos Coelho surpreendeu tudo e todos quando veio na sua declaração dizer que não só não aceitava a demissão de Portas como, ainda por cima, não se demitia nem "desistia do país".
Inverteu aí a tendência do processo e soube arranjar caminho para salvar a coligação.
Portas, na sua já tradicional imitação de Pimenta Machado (o célebre o que é verdade hoje, é mentira amanhã) vai continuar no Governo mesmo que a ministra da Finanças não mude.
Disto tudo, algumas conclusões: PPC tem mais força do que aquela que aparenta, Portas perdeu a face e boa parte do prestigio (até interno, muitos dos seus colegas no partido não compreenderam que na noite anterior ao pedido de demissão nada tivesse dito numa reunião do partido sobre o assunto) e a coligação vai se manter em funções governativas pelo menos para já e por mais algum tempo.
Por outro lado, esta confusão veio criar condições para uma verdadeira remodelação - se bem que não tenho muitas certezas sobre a capacidade de atrair novas pessoas para o elenco governativo neste momento, pois só com espírito de missão ainda maior do que o de Passos Coelho é que a coisa vai...
Fico satisfeito por saber que o entendimento foi possível ser atingido e mais ainda se conseguirmos evitar eleições antecipadas, que a maioria da população moderada não queria, por um lado, e evitou-se um período turbulento de gestão, eleições que conduziriam inevitavelmente a um vazio politico governativo de novas coligações e a uma certa nova intervenção externa, por outro lado, que talvez desta forma possa ainda ser evitada - única forma de garantir que, de facto, daqui a um ano recuperámos a independência financeira.
Mudar Portugal implicará, sempre, um entendimento entre os dois líderes do PSD e CDS. E só é pena o líder do PS estar mais próximo dos radicais da extrema-esquerda e situacionistas do que das forças democráticas e progressistas que estão no Governo, porque era importante que esta remodelação permitisse a entrada de um certo PS moderado e anti-socrático na salvação do país. Assim a insegurança pueril do seu líder compreendesse que nunca chegará a governar se continuar próximo da extrema-esquerda.
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2013/07/04
2013/07/02
Está o caldo entornado...
...e deitados dois anos de esforços fora de um momento para o outro.
A demissão de Portas, na sequência da demissão de Gaspar e da nomeação de Maria Luís Albuquerque, agudizou a situação que já há algum tempo ameaçava acontecer, numa coligação pouco unida e coesa (ao contrário do que acontece em Guimarães, onde boa parte dos quadros de ambos os partidos são amigos e conhecidos de longa data e têm aprofundado o relacionamento ao longo desta campanha, na coligação nacional eram pessoas que não só não tinham laços de amizade como nem sequer os queriam aprofundar) e mostrou que Passos Coelho perdeu a capacidade de liderança do processo governativo.
O país, que se vai afundar novamente do ponto de vista financeiro e ficar numa situação parecida com a Grécia, mas para pior, fica nas mãos de Cavaco e da possibilidade do caos surgir uma espécie de governo de salvação nacional tri-partido entre PSD, CDS e PS. Ou então, não sei o que será do futuro mais próximo. Triste sina a nossa...
Apesar de alguns radicais festejarem (lá está, a esquerda caviar e o champanhe...) tenho para mim que ainda vão amargar muito estes acontecimentos dos princípios de Julho de 2013...
A demissão de Portas, na sequência da demissão de Gaspar e da nomeação de Maria Luís Albuquerque, agudizou a situação que já há algum tempo ameaçava acontecer, numa coligação pouco unida e coesa (ao contrário do que acontece em Guimarães, onde boa parte dos quadros de ambos os partidos são amigos e conhecidos de longa data e têm aprofundado o relacionamento ao longo desta campanha, na coligação nacional eram pessoas que não só não tinham laços de amizade como nem sequer os queriam aprofundar) e mostrou que Passos Coelho perdeu a capacidade de liderança do processo governativo.
O país, que se vai afundar novamente do ponto de vista financeiro e ficar numa situação parecida com a Grécia, mas para pior, fica nas mãos de Cavaco e da possibilidade do caos surgir uma espécie de governo de salvação nacional tri-partido entre PSD, CDS e PS. Ou então, não sei o que será do futuro mais próximo. Triste sina a nossa...
Apesar de alguns radicais festejarem (lá está, a esquerda caviar e o champanhe...) tenho para mim que ainda vão amargar muito estes acontecimentos dos princípios de Julho de 2013...
2011/09/15
Finalmente!
Segundo o i de hoje, Lisboa e Luanda assinam acordo para vistos de trabalho em Angola, conseguindo o ministro Paulo Portas em pouco mais de 80 dias aquilo que José Sócrates com a sua política de corridas na marginal de Luanda não conseguiu em 6 anos.
Ou seja, desde 2007 que há uma enorme pressão para melhorar o protocolo bi-lateral de concessão de vistos de permanência e trabalho entre Portugal e Angola. Mas durante esse período, apesar de visitas a Angola de Sócrates e muitos dos membros do seu Governo, não se conseguiu progresso nenhum - diria mais, conseguiu-se alguns retrocessos... E agora Paulo Portas anuncia que os vistos de trabalho passarão a ser de 3 anos. Só eu, e quem lá está ou esteve, sei como isso é importante.
Está, por isso, de parabéns o Governo que resolver o problema de mais de 100 mil portugueses que por lá ainda andam.
Menos positivo é o facto de ainda nada ter sido dito sobre os recentes e preocupantes acontecimentos em Angola. Há progressos do Presidente ao aceitar as manifestações, mas o condicionamento às mesmas e a forte repressão policial não são ainda a forma como gostaríamos, todos, de ver o problema a ser abordado pelas autoridades. Espero que o Presidente de Angola perceba que a repressão apenas serve para colocar mais pessoas com vontade de ir para a rua, no lado oposto. E isto é preocupante porque estando lá mais de 100 mil portugueses, se a situação se deteriorar pode obrigar ao abandono massivo do país e regresso a Portugal -o que causaria grandes transtornos também em Portugal, como é evidente. Aguardemos serenamente e esperemos que José Eduardo dos Santos tenho o bom senso de entender os desígnios das modernas democracias e perceber que tudo tem o seu tempo - e este é um tempo de mudanças, como se viu na "primavera árabe"....
2011/06/14
Mudar Portugal: Responsabilidade

Segundo noticiam neste momento os telejornais, o PSD e o CDS já terão chegado a um entendimento político e programático para o futuro Governo de coligação saído das eleições do passado dia 5 de Junho.
E há uma coisa que se destaca neste processo negocial: a excelente forma como nada do que se passa tem transpirado cá para fora, o sentido de responsabilidade que os partidos e as pessoas envolvidas puseram no assunto, o que é um excelente prenuncio para o futuro.
Porque o momento em que o país se encontra, implica que se abandone de vez o estilo propagandista usado pelo anterior Governo e se passe a aplicar um estilo mais sóbrio e responsável. Assim queira o agora principal partido da oposição entrar neste jogo em parceria com os partidos do Governo, porque assim o exige o estado em que o País está.
Estou confiante, cada vez mais confiante, que o futuro Governo será uma pedrada no charco político que se instalou em Portugal há muitos anos. Portugal já está a mudar...
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