Afinal, de irrevogável passou a promovível. Portas, dando o dito por não dito, acaba não só por ficar no Governo, segundo vão dizendo os jornais, como ainda é promovido a Vice-Primeiro Ministro e da Economia.
Passos Coelho surpreendeu tudo e todos quando veio na sua declaração dizer que não só não aceitava a demissão de Portas como, ainda por cima, não se demitia nem "desistia do país".
Inverteu aí a tendência do processo e soube arranjar caminho para salvar a coligação.
Portas, na sua já tradicional imitação de Pimenta Machado (o célebre o que é verdade hoje, é mentira amanhã) vai continuar no Governo mesmo que a ministra da Finanças não mude.
Disto tudo, algumas conclusões: PPC tem mais força do que aquela que aparenta, Portas perdeu a face e boa parte do prestigio (até interno, muitos dos seus colegas no partido não compreenderam que na noite anterior ao pedido de demissão nada tivesse dito numa reunião do partido sobre o assunto) e a coligação vai se manter em funções governativas pelo menos para já e por mais algum tempo.
Por outro lado, esta confusão veio criar condições para uma verdadeira remodelação - se bem que não tenho muitas certezas sobre a capacidade de atrair novas pessoas para o elenco governativo neste momento, pois só com espírito de missão ainda maior do que o de Passos Coelho é que a coisa vai...
Fico satisfeito por saber que o entendimento foi possível ser atingido e mais ainda se conseguirmos evitar eleições antecipadas, que a maioria da população moderada não queria, por um lado, e evitou-se um período turbulento de gestão, eleições que conduziriam inevitavelmente a um vazio politico governativo de novas coligações e a uma certa nova intervenção externa, por outro lado, que talvez desta forma possa ainda ser evitada - única forma de garantir que, de facto, daqui a um ano recuperámos a independência financeira.
Mudar Portugal implicará, sempre, um entendimento entre os dois líderes do PSD e CDS. E só é pena o líder do PS estar mais próximo dos radicais da extrema-esquerda e situacionistas do que das forças democráticas e progressistas que estão no Governo, porque era importante que esta remodelação permitisse a entrada de um certo PS moderado e anti-socrático na salvação do país. Assim a insegurança pueril do seu líder compreendesse que nunca chegará a governar se continuar próximo da extrema-esquerda.
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2013/07/04
2013/07/02
Está o caldo entornado...
...e deitados dois anos de esforços fora de um momento para o outro.
A demissão de Portas, na sequência da demissão de Gaspar e da nomeação de Maria Luís Albuquerque, agudizou a situação que já há algum tempo ameaçava acontecer, numa coligação pouco unida e coesa (ao contrário do que acontece em Guimarães, onde boa parte dos quadros de ambos os partidos são amigos e conhecidos de longa data e têm aprofundado o relacionamento ao longo desta campanha, na coligação nacional eram pessoas que não só não tinham laços de amizade como nem sequer os queriam aprofundar) e mostrou que Passos Coelho perdeu a capacidade de liderança do processo governativo.
O país, que se vai afundar novamente do ponto de vista financeiro e ficar numa situação parecida com a Grécia, mas para pior, fica nas mãos de Cavaco e da possibilidade do caos surgir uma espécie de governo de salvação nacional tri-partido entre PSD, CDS e PS. Ou então, não sei o que será do futuro mais próximo. Triste sina a nossa...
Apesar de alguns radicais festejarem (lá está, a esquerda caviar e o champanhe...) tenho para mim que ainda vão amargar muito estes acontecimentos dos princípios de Julho de 2013...
A demissão de Portas, na sequência da demissão de Gaspar e da nomeação de Maria Luís Albuquerque, agudizou a situação que já há algum tempo ameaçava acontecer, numa coligação pouco unida e coesa (ao contrário do que acontece em Guimarães, onde boa parte dos quadros de ambos os partidos são amigos e conhecidos de longa data e têm aprofundado o relacionamento ao longo desta campanha, na coligação nacional eram pessoas que não só não tinham laços de amizade como nem sequer os queriam aprofundar) e mostrou que Passos Coelho perdeu a capacidade de liderança do processo governativo.
O país, que se vai afundar novamente do ponto de vista financeiro e ficar numa situação parecida com a Grécia, mas para pior, fica nas mãos de Cavaco e da possibilidade do caos surgir uma espécie de governo de salvação nacional tri-partido entre PSD, CDS e PS. Ou então, não sei o que será do futuro mais próximo. Triste sina a nossa...
Apesar de alguns radicais festejarem (lá está, a esquerda caviar e o champanhe...) tenho para mim que ainda vão amargar muito estes acontecimentos dos princípios de Julho de 2013...
2013/04/06
Macau, 2h28 da manhã
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| Ainda chega a PM antes de eu chegar a Portugal... |
Vou dormir na certeza que Pedro Passos Coelho ainda é o Primeiro-Ministro.
Mas tenho a ligeira sensação que amanhã, quando acordar, não será. E algo me diz que como Cavaco (e, já agora, os patrões) é contra novas eleições, como o Seguro é um palhaço e como a Troyka ainda deve mandar alguma coisa neste país, com a bênção do PSD (em parte) e do CDS (em maior parte) e de Cavaco (na totalidade) e da Troyka teremos ainda na próxima semana um novo Governo liderado por Rui Rio...
Ou então, mais uma vez, deve ser do sono... Vou dormir e amanhã quando acordar vejo se o mundo mudou ou ainda é o mesmo de sempre...
2012/06/05
1º aniversário da vitória eleitoral
Faz hoje precisamente um ano que o PSD, com Pedro Passos Coelho, venceu as eleições legislativas derivadas da saída de Sócrates pela porta baixa.
Deixou o país em pantanas, quase na falência, sujeito à intervenção financeira externa de salvação e delapidado para muitos e muito anos - talvez para uma geração.
Este primeiro ano não foi fácil, como não serão os seguintes. Há a clara noção que ou se aproveita o MoU com o FMI e a UE e se endireita, de base, muitos dos problemas crónicos estruturais do país ou mais vale desistir já. O caminho é duro e muito pedregoso, mas tem de ser trilhado por esta via pois, por mais que algumas vozes derrotadas e que nos puseram neste estado digam, não há outra alternativa.
A primeira parte do trabalho foi implementar muitas das mudanças acordadas e outras que eram necessárias. A segunda parte, agora que os indicadores mostram que há melhorias em relação ao passado mais recente, é preciso reconstruir a economia e diminuir a taxa de desemprego, de forma a relançar o país novamente e estancar a espiral psicológica depressiva dos cidadãos - quando se perde a crença num futuro melhor, perde-se a crença no país.
Força, Portugal!
Deixou o país em pantanas, quase na falência, sujeito à intervenção financeira externa de salvação e delapidado para muitos e muito anos - talvez para uma geração.
Este primeiro ano não foi fácil, como não serão os seguintes. Há a clara noção que ou se aproveita o MoU com o FMI e a UE e se endireita, de base, muitos dos problemas crónicos estruturais do país ou mais vale desistir já. O caminho é duro e muito pedregoso, mas tem de ser trilhado por esta via pois, por mais que algumas vozes derrotadas e que nos puseram neste estado digam, não há outra alternativa.
A primeira parte do trabalho foi implementar muitas das mudanças acordadas e outras que eram necessárias. A segunda parte, agora que os indicadores mostram que há melhorias em relação ao passado mais recente, é preciso reconstruir a economia e diminuir a taxa de desemprego, de forma a relançar o país novamente e estancar a espiral psicológica depressiva dos cidadãos - quando se perde a crença num futuro melhor, perde-se a crença no país.
Força, Portugal!
2012/03/17
O Povo parece que não é tolo...
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| Sondagem Expresso de 16.3.2012 |
Senão, como se explica os telejornais e jornais com pelas editoriais e comentadores a malharem consecutivamente no Governo e sempre "à cata" de "lapsos" e confusões e, afinal, depois publicam-se as sondagens e que temos nós? Os partidos que suportam o Governam continuam com votações na ordem da proximidade dos 50% (ou seja, continuam na maioria absoluta) e os partidos de esquerda e extrema esquerda continuam remetidos a valores semelhantes aos obtidos nas eleições de Junho de 2011.
Sendo que o principal partido da oposição continua remetido a valores inferiores a 30%, demonstrando cabalmente que não recuperou credibilidade nenhuma e que o "modus operandi" que tem tido é catastrófico (para o país e para o próprio partido em si mesmo) e diria que até irresponsável - mas também, que outra coisa seria de esperar de um partido que apenas teve coragem de colocar um rosto diferente no mesmo corpo do "socratismo"?
Em resumo, o Povo, na sua sabedoria, apesar de poder ser levado ao engano pelas greves que se querem fazer grandes, pelos protestos sempre dos mesmos que nunca estão satisfeitos com nada, pelos políticos que ontem estavam no Governo e hoje têm o descaramento e a lata de falarem como se não tivessem nada a ver com o momento que atravessámos hoje, o Povo percebe que é para cortar, para acabar com direitos que não podemos suportar e que é preciso criar um novo paradigma de Estado. E que isso é um processo doloroso. Mas que o Estado Social que na realidade nunca o foi (era próximo, isso sim, de um Estado Socialista, mas isso é outra conversa...) tem de o ser, de facto. E nunca, como neste momento, houve condições para o fazer, contra os situacionistas da esquerda e extrema-esquerda que não querem o progresso de uma sociedade - antes a querem matar a sociedade actual para criar a revolta e da luta, dessa luta "de classes", como é apanágio deles, conseguirem o poder pela força e pelo sangue, se preciso for! Mas, usando uma frase que lhes é carismática, para compreenderem melhor, só lhes digo: eles "no passarán"!
E só espero que o Governo actual tenha a coragem de concretizar algumas reformas que me parece começar a hesitar em fazer, nomeadamente a Reforma Administrativa em Portugal. Ainda ninguém me conseguiu convencer que um Portugal organizado no tempo dos carros de bois e coches do séc. XIX funciona melhor que qualquer outra organização que se possa fazer modernamente, pensada para os tempos do e-governo, do e-cidadão, do país com milhares de km's de estradas e autoestradas, do país com mais de um telemóvel por cidadão, do país onde a proximidade virtual nunca foi tão próxima da proximidade real como hoje.
Mudar Portugal. É o mote do Governo. E ainda bem... Que desta crise financeira, mas também de valores de Estado, saia um novo Portugal, moderno e com novas mentalidades. O Povo já está a mudar e está de parabéns. E tu, já estás a mudar?
2011/09/26
Reforma da Administração Local
O Governo apresentou hoje a muito esperada Reforma da Administrativa Local que está prometida no acordo da "troyka" e que tanto necessitamos.
Não tendo assistido ao discurso e apenas tendo lido algumas notícias de jornais, parece-me que ela corresponde ao que se esperava - será um instrumento que vai, por um lado, arrumar a casa nas autarquias, nomeadamente na área das empresas locais, e por outro lado vem modernizar a eleição, o governo e o financiamento das autarquias - sim, 37 anos depois de Abril de 74 era necessário modernizar muita coisa, sob pena de uma das maiores conquistas caírem por terra.
Quem me conhece e lê com alguma regularidade sabe que sou totalmente a favor de rever a forma de eleição das autarquias. E esta Lei vem propor a forma que eu defendo como mais válida - elege-se a Assembleia Municipal, sendo o candidato mais votado nomeado Presidente de Câmara, e escolherá os seus vereadores a partir da lista de candidatos à AM. Não haverá vereadores da oposição, como não há ministros da oposição. A AM passará a fiscalizar as actividades do executivo camarário, tal e qual o Parlamento faz ao Governo, sendo assim dignificada no seu papel. Não sei ainda se os Presidentes de Junta deixam a AM - mas deveriam deixar, não faz sentido a sua presença lá, pelo menos com direito de voto, visto que isso condiciona a sua atitude e papel de representante do Povo aos grupos parlamentares municipais.
Por outro lado, esta reforma vai mexer com freguesias e até concelhos, procurando que se fundam e criem novas entidades territoriais com mais massa critica, fundamental para a sua gestão eficaz e financeiramente viável. E pretende também deitar abaixo a velha lei do financiamento local e dos seus escombros encontrar novas formas de financiamento local, dando mais ênfase às CIM e menos ao poder central.
Muito sinceramente, em menos de 100 dias, este Governo poderá ter nesta reforma a sua pedra de toque! Se conseguir regulamentar de boa forma esta Lei, poderá já ter valido a pena a sua eleição!
ACTUALIZAÇÃO - Entretanto, já está disponível o Documento Verde da Reforma da Administração Local e respectivos anexos. Ver na página do Governo:
Documento Verde da Reforma da Administração Local (PDF, 40 páginas, 1419 KB)
Documento Verde da Reforma da Administração Local - Anexos (PDF, 88 páginas, 2555 KB)
Resolução do Conselho de Ministros sobre a Reforma da Administração Local
Existe ainda um link para os contributos que os cidadãos queiram dar para a discussão pública que vai agora decorrer com base neste documento.
ACTUALIZAÇÃO - Entretanto, já está disponível o Documento Verde da Reforma da Administração Local e respectivos anexos. Ver na página do Governo:
Existe ainda um link para os contributos que os cidadãos queiram dar para a discussão pública que vai agora decorrer com base neste documento.
2011/08/01
Menos um sorvedouro, menos duas heranças socialistas
Num dia, matam-se duas heranças socialistas pesadas para os bolsos do Estado português, que é como quem diz, para os contribuintes. Finalmente!


Com a venda do BPN ao Banco BIC, por mais barato que tenho sido o valor arrecado, o Estado livra-se - finalmente! - deste sorvedouro que foi o BPN para os cofres nacionais, onde foram aplicados mais de 2 mil milhões de Euros sabe-se lá porquê! É melhor pouco recebido do que continuar a injectar muitos milhões lá... E é menos uma herança socialista, das más, muito más, que Sócrates deixou.

Já com a abolição da tradicional "borla" de Agosto na ponte 25 de Abril, o Estado poupa quase 50 milhões até 2019 (só num mês!) e mata outra herança ao fim de 15 anos. Não há, nunca houve, razões para esta "borla". Porque há praias em Lisboa, na linha do Estoril/Cascais. Não precisam de ir para o outro lado do Tejo para isso. Vai quem quer, quem quer, pague!
Hoje é um dia bom! Esteve bem o Governo, esteve bem Pedro Passos Coelho.
Editado às 21h00.

Com a venda do BPN ao Banco BIC, por mais barato que tenho sido o valor arrecado, o Estado livra-se - finalmente! - deste sorvedouro que foi o BPN para os cofres nacionais, onde foram aplicados mais de 2 mil milhões de Euros sabe-se lá porquê! É melhor pouco recebido do que continuar a injectar muitos milhões lá... E é menos uma herança socialista, das más, muito más, que Sócrates deixou.
Já com a abolição da tradicional "borla" de Agosto na ponte 25 de Abril, o Estado poupa quase 50 milhões até 2019 (só num mês!) e mata outra herança ao fim de 15 anos. Não há, nunca houve, razões para esta "borla". Porque há praias em Lisboa, na linha do Estoril/Cascais. Não precisam de ir para o outro lado do Tejo para isso. Vai quem quer, quem quer, pague!
Hoje é um dia bom! Esteve bem o Governo, esteve bem Pedro Passos Coelho.
Editado às 21h00.
2011/07/29
Promessa cumprida

Foi pouco tempo que foi necessário para cumprir uma das mais emblemáticas promessas do Governo, a colocação num site da internet de todas as nomeações do Governo.
E cá está ele. No site do Governo, em Nomeações. Anunciado em pleno debate parlamentar em resposta, bem malandra, ao líder a dias do PS, António José Seguro...
É claro que aqui não estão as mais de 200 nomeações que a CGD fez entre o dia 5 de Junho e a tomada de posse deste Governo, conforme ontem denunciou Marques Mendes no TVI24, porque serão da responsabilidade do anterior Governo, em gestão... Seria bem interessante fazer agora um trabalho de sapa reverso, ou seja, criar uma página onde fossem colocadas todas as nomeações do anterior Governo. Seria, também, um trabalho colossal, mas muito interessante, sem dúvidas...
2011/06/21
Faltou Nobreza...
...na eleição do Presidente da Assembleia da República.
Nobre fez o que tinha de fazer - desistir da candidatura - mas tarde de mais. Expôs-se desnecessariamente ao ridículo de não conseguir ser eleito. Desnecessariamente porque já se sabia que o PS e o CDS tinham dado indicação para os seus deputados votarem em branco e do BE do PCP só se podia esperar um voto contra.
Assim, a desistência deveria ter acontecido na reunião do Grupo Parlamentar antes da eleição. Dessa forma, Pedro Passos Coelho teria cumprido a sua promessa de o apresentar e ele teria saído com o mesmo discurso que fez ao final da tarde de não ter condições para o poder fazer. A votação foi só um pró-forma porque antes disso ele já o sabia - ele e todos nós.
Aliás, se houve alguém responsável pelo mau resultado do episódio foi ele o maior de todos. A começar pelas infelizes declarações após o convite a dizer que se não fosse eleito Presidente da AR abdicava do cargo, passando pela altivez e sobranceria que sempre demonstrou sobre os demais deputados (eleitos e a eleger).
Ninguém pode negar o excelente trabalho cívico que produziu ao longo da sua vida. Que se traduziu inclusive num excelente resultado presidencial. Mas isso não é por si só o suficiente para se eleger Presidente da AR - precisava para tal do apoio de um partido, que o PSD deu, mas também da maioria dos deputados - e isso ele não soube conquistar, claramente. E oportunidades não lhe faltaram, ao longo da campanha, para o fazer.
Agora deixa o problema nas mãos de Passos Coelho.
Que não é de fácil resolução.
Fala-se assim nos nomes de Mota Amaral (eterna referência e Presidente da AR entre 2002 e 2005) mas também do madeirense Guilherme Silva e da Teresa Morais. Acredito a escolha venha a recair no açoreano, mas não me desagradava a ideia de ter a Teresa Morais a presidir à AR. Era, no mínimo, uma lufada de ar fresco ter uma mulher com 51 anos, outro corte geracional...
Nobre fez o que tinha de fazer - desistir da candidatura - mas tarde de mais. Expôs-se desnecessariamente ao ridículo de não conseguir ser eleito. Desnecessariamente porque já se sabia que o PS e o CDS tinham dado indicação para os seus deputados votarem em branco e do BE do PCP só se podia esperar um voto contra.
Assim, a desistência deveria ter acontecido na reunião do Grupo Parlamentar antes da eleição. Dessa forma, Pedro Passos Coelho teria cumprido a sua promessa de o apresentar e ele teria saído com o mesmo discurso que fez ao final da tarde de não ter condições para o poder fazer. A votação foi só um pró-forma porque antes disso ele já o sabia - ele e todos nós.
Aliás, se houve alguém responsável pelo mau resultado do episódio foi ele o maior de todos. A começar pelas infelizes declarações após o convite a dizer que se não fosse eleito Presidente da AR abdicava do cargo, passando pela altivez e sobranceria que sempre demonstrou sobre os demais deputados (eleitos e a eleger).
Ninguém pode negar o excelente trabalho cívico que produziu ao longo da sua vida. Que se traduziu inclusive num excelente resultado presidencial. Mas isso não é por si só o suficiente para se eleger Presidente da AR - precisava para tal do apoio de um partido, que o PSD deu, mas também da maioria dos deputados - e isso ele não soube conquistar, claramente. E oportunidades não lhe faltaram, ao longo da campanha, para o fazer.
Agora deixa o problema nas mãos de Passos Coelho.
Que não é de fácil resolução.
Fala-se assim nos nomes de Mota Amaral (eterna referência e Presidente da AR entre 2002 e 2005) mas também do madeirense Guilherme Silva e da Teresa Morais. Acredito a escolha venha a recair no açoreano, mas não me desagradava a ideia de ter a Teresa Morais a presidir à AR. Era, no mínimo, uma lufada de ar fresco ter uma mulher com 51 anos, outro corte geracional...
2011/06/19
Há esperança novamente!
Tenho reparado, nomeadamente nos comentários que se fazem no Facebook, que há uma corrente de esperança que varre o país. Esperança mesmo naqueles que não são das cores do Governo em que o grupo que se voluntariou a tomar conta do país neste momento consiga, de facto, dar a volta à situação.
Nota-se essa esperança em particular na educação. Nuno Crato foi o melhor nome que Pedro Passos Coelho podia ter escolhido - tudo o que nas últimas 24 tem saído sovre ele, na TV e na net, com velhas entrevistas e conferências, mostra que com ele virá uma nova era educativa. O fim do facilitismo. O fim dos novos oportunismos... transformadas em Novas Oportunidades. Virá maior rigor e aprendizagem integrada.
Mas também em áreas como as finanças, em que quanto mais se vai sabendo do currículo de Vítor Gaspar, mais as pessoas confiam que é o homem certo no momento certo no lugar certo.
É bom ver que as pessoas estão, novamente, com uma centelha de esperança que é possível cumprir Portugal. Só por isto, já valeu a pena a queda de Sócrates!
Nota-se essa esperança em particular na educação. Nuno Crato foi o melhor nome que Pedro Passos Coelho podia ter escolhido - tudo o que nas últimas 24 tem saído sovre ele, na TV e na net, com velhas entrevistas e conferências, mostra que com ele virá uma nova era educativa. O fim do facilitismo. O fim dos novos oportunismos... transformadas em Novas Oportunidades. Virá maior rigor e aprendizagem integrada.
Mas também em áreas como as finanças, em que quanto mais se vai sabendo do currículo de Vítor Gaspar, mais as pessoas confiam que é o homem certo no momento certo no lugar certo.
É bom ver que as pessoas estão, novamente, com uma centelha de esperança que é possível cumprir Portugal. Só por isto, já valeu a pena a queda de Sócrates!
2011/06/16
Maioria para a Mudança

Já está disponível o acordo político entre o PSD e o CDS intitulado "Maioria para a Mudança" que advém das negociações entre os partidos após a vitória no passado dia 5 de Junho nas urnas.
Aborda assim os desafios, "pesados e complexos", a que estaremos sujeitos nos próximos anos. Em particular nos próximos dois anos, que como Pedro Passos Coelho já afirmou, serão duríssimos, de forma a que Portugal se apresente então, em 2013, aos mercados novamente possuidor de credibilidade e respeitabilidade por cumprir os acordos firmados. Por ser, novamente, um país na rota do crescimento e aproximação aos indices dos países da frente da Europa.
Este documento traça assim, em 4 capitulos, aquilo que vai nortear o próximo Governo de Portugal, espera-se que por 4 anos.
No primeiro e mais importante para mim, discorre-se sobre a formação e a orientação programática do Governo. Esta é para mim a mais importante porque é aqui que se faz a aproximação entre dois partidos tão diferentes e que, no fundo, sempre que necessário no país ou nas autarquias, são capazes de encontrar pontos de confluência para governarem em conjunto. E é no ponto 6 que consta o fundamental, em 10 alíneas que são o fundamental do programa de Governo. Onde, resumidamente, se fala de como ultrapassar a crise económica, restaurar a credibilidade, gerar emprego, garantir o Estado Social sustentável, estruturar o Estado diminuindo as despesas com estruturas e dirigentes em todos os níveis do Estado e sector empresarial, gerar uma nova política de juventude que a prepare para o futuro, aumentar a poupança e reduzir o endividamento externo, proceder às reformas do mercado de trabalho, viabilizando a empregabilidade e a contratação, do mercado de arrendamento, promovendo a mobilidade, a reabilitação urbana e a diminuição do endividamento das famílias, do sistema fiscal, valorizando nomeadamente o trabalho, a família e a poupança; da Segurança Social, garantindo a
sua sustentabilidade, a solidariedade inter-geracional e a progressiva liberdade de escolha, nomeadamente dos mais jovens, da justiça, promover o desenvolvimento humano e social e garantir o exercício da liberdade.
O segundo capitulo versa a colaboração no plano parlamentar, ou seja, fala dos termos em que ambos os partidos devem colaborar na Assembleia da República e como suportaram o Governo.
O terceiro capítulo, muito curto, fala sobre a colaboração extra-parlamentar, ou seja, sobre o que ambos os partidos devem fazer no seu dia a dia e na preparação dos futuros actos eleitorais. Destaco apenas isto: "No respeito pela identidade própria de cada partido, a cooperação e a mobilização das respectivas estruturas e responsáveis, em todos os escalões da sua organização interna"...
O último capítulo nada acrescenta, mas coloca as partes em situação de igualdade de direitos e deveres, de lealdade para com o outro.
É este acordo que permitiu, num tempo muito curto para os prazos dilatados existentes, que Portugal disponha ainda esta semana, muito provavelmente, um Governo formalmente constituído.
Mudar Portugal, dizia o slogan de campanha do PSD. Maioria para a Mudança, de Portugal, acordaram os partidos que irão suportar e constítuir o Governo. Os dados estão lançados...
2011/06/14
Mudar Portugal: Responsabilidade

Segundo noticiam neste momento os telejornais, o PSD e o CDS já terão chegado a um entendimento político e programático para o futuro Governo de coligação saído das eleições do passado dia 5 de Junho.
E há uma coisa que se destaca neste processo negocial: a excelente forma como nada do que se passa tem transpirado cá para fora, o sentido de responsabilidade que os partidos e as pessoas envolvidas puseram no assunto, o que é um excelente prenuncio para o futuro.
Porque o momento em que o país se encontra, implica que se abandone de vez o estilo propagandista usado pelo anterior Governo e se passe a aplicar um estilo mais sóbrio e responsável. Assim queira o agora principal partido da oposição entrar neste jogo em parceria com os partidos do Governo, porque assim o exige o estado em que o País está.
Estou confiante, cada vez mais confiante, que o futuro Governo será uma pedrada no charco político que se instalou em Portugal há muitos anos. Portugal já está a mudar...
2011/06/06
Liberdade!

5 de Junho de 2011 foi um dia histórico, o Dia da Libertação, como ontem escrevi, porque finalmente Portugal conseguiu ver-se livre do pior governante que a história de Portugal registou nos seus anais.
E foi histórico também por vários outros motivos.
Porque pela primeira vez em Portugal um opositor derrotou um Primeiro Ministro em funções (excluindo o caso atípico de Santana Lopes que foi um PM cooptado e com poucos meses de funções) e chegou assim, da forma mais difícil, à eleição.
Porque foi um vitória clara e arrasadora - apesar de não ter chegado à maioria por si só - pois ganhou todo o país (com as habituais excepções dos distritos "vermelhos") por vezes com votações que dobravam a do PS, mas ganhando em vários concelhos desses distritos difíceis.
Porque, como muito bem disse Henrique Raposo no Expresso, "o PSD vence com um programa claro, ideologicamente separado da esquerda. A CDU não tem razão: o programa do PSD foi discutido. Ninguém pode dizer que "não sabia"" e porque "Passos vence contrariando os manuais do "comentário político português", isto é, Passos vence dizendo coisas complicadas e duras. Disse que era preciso acabar com feriados e ganhou de forma clara, disse que era preciso mudar a lei laboral e a TSU, e venceu de forma clara, disse que era preciso mexer na CGD e ganhou de forma clara, disse que não podia prometer nada e ganhou de forma clara. É por isso que a sua vitória representa um governo forte, porque disse o que ia fazer antes das eleições. Dentro da nossa III República, isto é uma novidade." E isto é fundamental, porque o Programa de Governo foi claramente anunciado e discutido, pelo que se espera que a esquerda seja DEMOCRÁTICA e aceite o claro veredicto do Povo português...
E foi uma vitória clara porque o PSD por si só quase chegava à maioria absoluta - que foi dada como possível nas sondagens à boca da urna da RTP e TVI. Durante semanas andaram a apresentar-nos empates técnicos, que eram claramente desditos pela realidade do dia a dia, mas que faziam parecer que não havia uma clara reprovação e rejeição das politicas do Governo. Como se viu, e conforme previ, o PS nem aos 30% chegou e o PSD andou boa parte da noite acima dos 40%, tendo só na recta final da contagem caído até aos 38%. Também a esquerda radical foi claramente chumbada, reprovada, bem como as suas propostas radicais - o nosso caminho é na Europa, no Euro, no cumprimento dos acordos e tratados internacionais que subscrevemos. Outro grande derrotado foi Carlos César, que perdeu estrondosamente os Açores, o que lhe deveria fazer reflectir sobre o seu futuro como governante, ainda mais após os disparates que disse durante a campanha eleitoral...
Derrotado foi também um certo PSD que viu assim que a forma de ganhar não é o populismo, o discurso fácil. Ganhou o outro PSD, de Marques Mendes e Manuela Ferreira Leite, que apelavam à responsabilidade e verdade.
E agora que Sócrates se afasta da vida política nos próximos tempos - estará ele a pensar nas Europeias do próximo ano? - o país respira melhor, cheira melhor, camminha melhor.
Gostei, também, foi da festa contida que em todo o país se fez. Porque ontem à noite não havia muita coisa a comemorar, o estado em que o País está não é para comemorar. Houve contentamento e alegria, como é evidente, mas sem entrar em euforias. Porque, como bem disse Pedro Passos Coelho (e Paulo Portas), este momento é de arregaçar mangas e trabalhar muito para reconstruir o país...
E unidos e mais fortes depois do resultado claro de ontem, vamos à obra!
2011/06/05
Dia da libertação!
Ontem foi o anacrónico dia de reflexão.
Hoje, mais que o dia de eleições, é o prometido dia da libertação! Finalmente! Custou, mas demos Passos rápidos, de Coelho, até aqui.
Hoje, estamos a mudar Portugal. Amanhã, é um novo Portugal!
Hoje, mais que o dia de eleições, é o prometido dia da libertação! Finalmente! Custou, mas demos Passos rápidos, de Coelho, até aqui.
Hoje, estamos a mudar Portugal. Amanhã, é um novo Portugal!
2011/04/11
Nobre decisão?

Antes de mais, uma declaração de posição.
Pessoalmente não gosto muito do político Fernando Nobre, porque acho que é mais uma pessoa, como tantos independentes que aí andam, que só querem os lugares da política sem estarem nos partidos que é onde a política é feita.
Mas reconheço que o trabalho que desenvolveu na AMI e o seu espírito de independente, verdadeiramente independente como prova ter declarado simpatia pela causa monárquica, ter apoiado Durão Barroso em 2002, Soares em 2006, o Bloco de Esquerda em 2009 e ter sido candidato a PR em 2010 o comprovam, são de facto uma matriz de alguém que não estará no nível partidário mas sim no nível da cidadania.
Assim, posta a minha posição sobre o homem, comentarei agora o convite que lhe foi feito e aceite ontem para integrar e liderar a lista de Lisboa do PSD nas próximas eleições de Junho e ser o seu candidato a Presidente da nova AR.
Em primeiro, parece-me que foi uma excelente mas arriscada jogada política de PPC. Excelente porque conseguiu o apoio de uma pessoa que tem uma boa base eleitoral e que captará sempre muitos votos, nem que seja um quarto ou um quinto dos votos que obteve nas presidenciais - e que eram votos de descontentes e abstencionistas crónicos, bem como de socialistas descontentes - e que será sempre positivo, demonstrando já que de facto, o PSD pretende ter e formar um governo abrangente, não limitado à sua cor politica. Mas é também arriscado porque pelo sua característica de independente que cultiva, poderá vir a trazer alguns amargos de boca ao PSD e a PPC, já que ele não se irá "segurar" quando falar dissonantemente da orientação do partido sobre vários assuntos - talvez em campanha ele seja mais moderado, mas na AR e já como deputado e possivelmente presidente da AR, não me acredito que se contenha de todo.
Desde já, encontro uma coisa positiva neste anuncio. Colocou a esquerda "à nora" por perder uma das suas vozes e por ter recolocado o debate político na campanha eleitoral, depois de ligados à maquina partidária do PS com o comício, perdão, congresso do nacional socialismo, perdão socialista, deste fim de semana.
É triste ver o ponto a que chegou o PS. A aclamação encenada de Sócrates não corresponde nem à realidade do país nem, provavelmente, à realidade socialista, que no "day after" irá reclamar a pele de cordeiro que Sócrates vestiu este fim de semana. Faz-me lembrar, em certo sentido, o que se passou no PSD com Santana e Menezes, em que o aparelho foi mobilizado para dar a ideia de grandes lideranças apenas contestada esporadicamente por um outro militante e que, após algum tempo e derrotas eleitorais, foram amplamente criticadas e demitidas.
Acho que foi preciso coragem para avançar com o convite, que provavelmente será alvo de criticas internas, por parte de PPC. E acho que foi preciso coragem aceitar o convite, por ser do partido menos previsível e por, evidentemente, arrastar para si um coro de criticas de toda uma esquerda incapaz de aceitar a independência que traz nos seus genes. Percebo ter aceite o convite quando lhe é prometido ser mais que deputado, porque quando lhe dá a hipótese de ser o próximo presidente da AR, figura n.º 2 da hierarquia do Estado, está-lhe a ser oferecido o palco para ele poder continuar a sua luta de "cidadania" de que se auto-proclama ser a voz representante de tantos descontentes com a política e os políticos. E, sejamos coerentes, depois da sua candidatura derrotada em Janeiro passado, não lhe restavam grandes alternativas se queria continuar a ser uma voz activa - porque as próximas presidenciais são só em 2016 e porque não lhe ficava bem criar um partido ou ser militante em qualquer outro, só através de uma candidatura como independente poderia manter um palco. O PSD teve a clareza de ver que ao cargo de deputado teria de juntar algo mais - coisa que, pelo visto, mais ninguém viu porque sabe-se já que Fernando Nobre manteve contactos e convites de outros partidos e optou por aceitar este...
Por isso, não sei se foi Nobre a decisão, mas sei que foi corajosa!
2011/04/07
Ajuda. Ajuda?
O Público usa hoje um fundo negro com a palavra AJUDA para dar a conhecer o pedido de ajuda financeira que o Governo, mesmo que de gestão, finalmente resolveu realizar à Comissão Europeia.
Mas o cenário não ficou negro agora com o pedido de ajuda, antes pelo contrário.
Negro estava até então, em que o Governo foi fazendo asneira atrás de asneira e derrubando a esperança e a credibilidade de Portugal e dos portugueses. Deixando prolongar a agonia, deixando que as agências de rating fossem descendo as notações até ao "lixo", deixando as taxas de juro subir até valores insuportáveis e continuando a repetir pedidos de mais empréstimos, aumentando os impostos todos, duplicando o défice externo no seu período de governação de 80 mil para 170 mil milhões de Euros, relacionando-se cordial e afectuosamente com ditadores e congelando ou diminuindo ordenados e pensões mas nada ou muito pouco fazendo em matéria de diminuição de despesas próprias. Isso sim, foi um cenário bem negro que o Governo montou e prolongou até à exaustão - e não fossem os bancos fecharem a torneira e ele teimosa e orgulhosamente não teria tomado a atitude que tomou, finalmente, ontem à noite.
É consensual e generalizado entre os entendidos, desde ex-ministros das finanças a professores de economia, passando por jornalistas de economia, que o pedido já devia ter sido feito há mais tempo, muito mais tempo. Entre Outubro de 2010 e Março de 2011, o pedido deveria ter sido feito.
Porque nessa altura nem os juros eram estes actuais, nem os ratings eram estes, nem nós estávamos com a corda na garganta em vias de ter empresas públicas ou o próprio Estado a não pagar ordenados por falta de liquidez na tesouraria.
Daí eu continuar a achar que esta atitude da dupla José Sócrates e Teixeira dos Santos dever ser criminalmente estudada. Porque foi com dolo e contra todos os indicadores que o fizeram e custam agora, a Portugal e aos portugueses, muitos milhões de Euros em juros a mais e nas más condições negociais perante as entidades que nos vão emprestar o dinheiro. Estes dois senhores nem para governantes de gestão servem, se querem a minha modesta opinião!
Por isso, julgo que mais apropriado seria uma noticia do tipo E AGORA?
Porque como muito bem acentuou Passos Coelho ontem, este não é o momento de encontrar culpados de termos chegado a esta situação - até porque, sejamos sinceros, não é preciso ser um detective para encontrá-los - e é antes o momento de trabalharmos sobre a forma de sair deste buraco, deste sufoco.
Sabemos, desde já, que o apoio financeiro virá de dois sítios: da UE (cerca de 75%) e do FMI (cerca de 25%) e que ambas entidades vão negociar com Portugal um pacote de medidas adicionais para resolver o nosso problema principal, que é o défice oriundo das despesas a mais que temos. Por isso, sabemos de antemão que terão de haver cortes em muitas coisas que temos por adquiridas, umas temporariamente e outras em definitivo. O chamado e tão querido da esquerda "Estado Social" tem de ser revisto e os "almoços grátis" também, ou seja, não há estradas nem pontes nem caminhos de ferro nem aeroportos grátis e tudo tem um custo para o Estado que o deve repercutir nos utilizadores. Sabemos de antemão que alguns impostos, nomeadamente os de consumo, deverão ter de ser temporariamente aumentados. Sabemos que a "treta" da educação grátis tem de acabar, todos têm de comparticipar e dar um contributo adequado que seja aos rendimentos que têm. Sabemos ainda que o nosso país tem excesso de funcionários públicos ou dependentes de empresas públicas e que terão de ser redimensionados e colocados no sector privados - através de acordos, parcerias ou despedimentos, mas não é suportável para um país ter quase 15% (800 mil em 6 milhões) da sua força de trabalho ao serviço do Estado ou de empresas públicas.
Sei bem que os próximos 3 anos serão muito complicados a todos os níveis. Tenho plena consciência que vai haver alguma revolta social por parte de uma esquerda aguerrida e radicalista que vai acenar com as conquistas de Abril. Mas é preciso cortar despesas do Estado, é preciso perceber que muitas conquistas são para países que têm superavit e não défice crónico, que só é possível manter essas regalias se houver dinheiro para as pagar. E esse dinheiro é o nosso, dos nossos impostos e não chega, neste momento, para cobrir tudo isso.
Confio que o novo Governo saído das eleições de 5 de Junho saberá levar a cabo as medidas de aperto durante dois ou três anos para, depois de controlado o despesismo, poder começar a tomar novas medidas de expansão económica sob novos moldes, de maior supervisão e menor intervenção directa, de forma a que Portugal possa ser, novamente, um país saudável economicamente. E confio que o Governo em causa será liderado pelo Pedro Passos Coelho e abrangente externamente ao PSD. Eu acredito!
2011/03/25
Será o FMI o demónio?
Sejamos claros: NÃO!
É evidente que era melhor não ser necessário recorrer ao FMI. Mas, como bem disse Pedro Passos Coelho esta noite na SIC, "tem-se diabolizado a questão do FMI porque o primeiro-ministro a tornou uma questão de honra do Estado" sendo que "Portugal faz parte do FMI" e que o organismo "existe para ajudar os países a superar crises de financiamento".
Aliás, como sabemos, já por outras vezes o nosso país precisou desse apoio e só após esse apoio ter sido concretizado Portugal conseguiu entrar em fases de crescimento efectivo - porque disciplinou contas públicas, acabou com certas despesas sem nexo e permitiu que o Governo se concentrasse na governação efectiva.
Assim sendo, a mim, como pelo visto ao PPC, não me causa nenhum problema o FMI entrar em Portugal novamente. As coisas, como estão, claramente que não são para resolvermos por meios próprios - e desconfio que nem conhecemos da missa a metade, basta ver o que se está a passar com o défice de 2010 que em vez de ser inferior a 7% segundo indicações da UE deverá ser superior a 8%...
Aliás, é possível encontrar pessoas que concordam com esta posição de aceitar o FMI, como por exemplo José Soromenho-Ramos ou Medina Carreira. Pessoas que, evidentemente, estão longe de precisar ou estar dependente de politiquices.
Tenho gostado da calma e ponderação que PPC tem dado provas nestes últimos meses. Enquanto a máquina de propagando do Governo/PS (já nem se distingue onde acaba um e começa outro) e os partidos radicais de esquerda urram, ele tem sido a voz da razão. E está a colher benefícios disso mesmo, como demonstra a sondagem de hoje da TSF que lhe dá o limiar da maioria e, coligado com o PP, cerca de 53% dos votos.
Estou razoavelmente optimista quanto ao futuro. Porque reconheço, cada vez mais, mas de há muito, em PPC um líder, para o PSD e para Portugal. E da actual gesta de políticos disponíveis, claramente que ele é um dos mais positivos e preparados para o cargo.
Fica aqui o registo da entrevista:
É evidente que era melhor não ser necessário recorrer ao FMI. Mas, como bem disse Pedro Passos Coelho esta noite na SIC, "tem-se diabolizado a questão do FMI porque o primeiro-ministro a tornou uma questão de honra do Estado" sendo que "Portugal faz parte do FMI" e que o organismo "existe para ajudar os países a superar crises de financiamento".
Aliás, como sabemos, já por outras vezes o nosso país precisou desse apoio e só após esse apoio ter sido concretizado Portugal conseguiu entrar em fases de crescimento efectivo - porque disciplinou contas públicas, acabou com certas despesas sem nexo e permitiu que o Governo se concentrasse na governação efectiva.
Assim sendo, a mim, como pelo visto ao PPC, não me causa nenhum problema o FMI entrar em Portugal novamente. As coisas, como estão, claramente que não são para resolvermos por meios próprios - e desconfio que nem conhecemos da missa a metade, basta ver o que se está a passar com o défice de 2010 que em vez de ser inferior a 7% segundo indicações da UE deverá ser superior a 8%...
Aliás, é possível encontrar pessoas que concordam com esta posição de aceitar o FMI, como por exemplo José Soromenho-Ramos ou Medina Carreira. Pessoas que, evidentemente, estão longe de precisar ou estar dependente de politiquices.
Tenho gostado da calma e ponderação que PPC tem dado provas nestes últimos meses. Enquanto a máquina de propagando do Governo/PS (já nem se distingue onde acaba um e começa outro) e os partidos radicais de esquerda urram, ele tem sido a voz da razão. E está a colher benefícios disso mesmo, como demonstra a sondagem de hoje da TSF que lhe dá o limiar da maioria e, coligado com o PP, cerca de 53% dos votos.
Estou razoavelmente optimista quanto ao futuro. Porque reconheço, cada vez mais, mas de há muito, em PPC um líder, para o PSD e para Portugal. E da actual gesta de políticos disponíveis, claramente que ele é um dos mais positivos e preparados para o cargo.
Fica aqui o registo da entrevista:
2010/03/27
Ontem, mudar o PSD, amanhã, mudar o país...
A vitória eleitoral de ontem, por mais de 60% dos votos expressos pelos militantes, foi o primeiro passo de Passos Coelho para Mudar Portugal.
Ontem ganhou, expressivamente, o partido. Demonstrando o erro de Manuela Ferreira Leite não chamando o novo líder para as listas de deputados há bem poucos meses atrás - apenas mais um erro de casting da ex-líder, como vários outros que cometeu ao longo do seu mandato.
Agora Pedro Passos Coelho tem a possibilidade, porque ganhou com expressiva maioria, de fazer a sua equipa interna e trabalhar para as eleições que se avizinham, como é evidente o Governo já pensa nelas e toda a gente sente que elas vão acontecer, mais mês, menos mês.
Não sei se estará rodeado das melhores pessoas. Há muitos ex-barrosistas e ex-santanistas no seio da sua "entourage" mais próxima. Daqueles a quem acho que não têm mais-valias. Espero que ele saiba encontrar o contra-peso para eles e não vá usar as figuras dos anteriores "regimes", antes saiba "mudar Porttugal" mudando as caras e as ideias - está comprovado que as caras antigas e as ideias até agora defendidas não levaram Portugal a nenhum lado de jeito...
Ainda acredito neste líder, de quem espero muito há muitos anos. Espero não me desiludir (mais uma vez) com este político. Porque, como já aqui disse, é a minha ultima esperança.
2010/03/19
A última esperança?

Esta será, porventura, a última esperança que tenho dos políticos e da política em Portugal. Quem me lê, vê e sente a descrença com que tenho vivido cada escândalo, cada falhanço, cada problema que os políticos nos têm arranjado.
Deixei de acreditar que ainda vale a pena acreditar que Portugal será alguma coisa. A última centelha está no Pedro. Cresci com ele a presidente dos laranjinhas, dos jotas, a mostrar um dinamismo, ideias e independencia política do Governo, a rever-me nele.
Ainda me lembro do primeiro e longinquo encontro com o César Teixeira num intervalo de uma AM de Guimarães, onde ele me convidou para integrar a CPS da JSD (sim, isto algures em 1997 ou 98, já nem me lembro bem!) e eu estar a falar nas esperanças que depositava no Pedro, que um dia pudesse ser o líder do PSD e do País.
Esse dia está a chegar. O PSD preferiu o discurso da Manuela, no que foi um erro crasso, como seria de esperar. Agora, tem a hipótese de se redimir, não sei é se o país ainda vai a tempo da redenção.
E não sei se algumas pessoas que acompanham a candidatura do Pedro são as mais indicadas. Vejo muitos (maus) ex-barrosistas e muitos (maus) ex-santanistas, muito próximos dele, no centro das decisões.
Pedro Passos Coelho, que soube estar na política e sair e agora voltar é, ainda, a última esperança que tenho para Portugal. Já não sou militante e dificilmente voltarei a ser - nunca digo desta água não beberei - mas tenho a mais absoluta certeza que ele é um dos poucos capazes de me fazer voltar. Se o programa liberal que defende e se as pessoas que o executem forem as indicadas. Porque está na altura de mudar.
Mudar Portugal. Mudar o PSD.
E mudar para melhor, porque para pior já basta assim.
No dia 26 vou esperar, com esperança, que ele ganhe as eleições no PSD, de preferência com maioria. E depois esperar que o país saiba mudar com ele, mais cedo ou mais tarde.
Sendo que quanto mais tarde, pior.
Fica o link da candidatura dele em Guimarães.
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