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2011/02/21

Revolução dos Jasmins - Parte III

E aí vão três.

Tunisia, Ben Ali, deposto.
Egipto, Mubarak, demitido.

E agora, segundo o DE, na Líbia, Kadhafi, fugido para a Venezuela.



A Revolução dos Jasmins continua a sua saga, ameaçando agora o Bahrein, onde o circo da Formula 1 está quase a chegar, se lá chegar com o que lá se tem passado.

Esta nova ordem mundial continua a inquietar-me. Não sei até que ponto é que as facções radicais árabes não vão conseguir aproveitar estes momentos para se fortalecer e tomarem posições nestes países tão próximos da Europa. Os primeiros sinais de perigo chegam do Egipto, com a autorização para os barcos de guerra do Irão estacionarem no Suez. O próximo passo será deixar que eles entrem no Mediterrâneo...

2011/02/11

Revolução dos Jasmins - Parte II



A revolução continua. Depois da Tunísia cair sob os protestos da população que não arredou pé das ruas e praças, agora foi o Povo do Egipto a conseguir derrubar o regime de Mubarak após 18 dias de protestos nas ruas, contra tudo e contra todos, e que agora festejam largamente o abandono deste ditador.

Apesar de partilhar da felicidade destes povos que conseguiram assim abrir portas a um futuro que se quer melhor, continuo altamente apreensivo sobre esse mesmo futuro, pois não é ainda certo que após estes ditadores caírem venha algo mais democrático e melhor do que eles. Os radicais islâmicos, como o provam declarações dos líderes iranianos, continuam a olhar para estes territórios do norte de África como pontos ideais para alargar a sua influência e aproximarem-se da Europa.

Espero que o Povo da Tunísia e do Egipto possam saber levar até às últimas consequências estas quedas dos ditadores, conseguindo impor as democracias nesses países.

E, já agora, que sirva de lição também a países democráticos sobre o que andam a fazer aos seus cidadãos, não vá um dia destes começar um levantamento destes numa cidade próxima de si...

2011/02/02

Revolução dos Jasmins



Não sei o que irá dar esta chamada "Revolução dos Jasmins" que se está a dar e proliferar nos países islâmicos do norte de África nas últimas semanas.

Começou na Tunísia e aparentemente irá resultar num governo democrático e de pendor moderado. Agora estendeu-se ao Egipto (à maneira antiga, o Acordo que se dane!) e aqui ainda não é possível concluir o que irá acontecer, sendo que para já Mubarak diz que não se recandidata às presidenciais mas que fica até Setembro no poder. E entretanto já se fala de movimentações semelhantes em muitos outros países como a Jordânia, Síria, Mali, Yemen...

Muito sinceramente, tenho algum receio destas mudanças. Porque em muitos destes países há grupos muito fortes de radicais islâmicos, próximos do Irão e de grupos terroristas e a mim não me agrada nada ter países radicais islâmicos à porta da Europa.

Estou muito apreensivo quanto ao futuro próximo de alguns países muçalmanos e espero que este singelo jasmim não se venha a transformar numa espinhosa rosa...