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2012/06/03

Leituras [65]: Império, de Steven Saylor

Império, de Steven Saylor
Em dia de ida (tradicional) à Feira do Livro, no Porto, aproveito para actualizar o que ando a ler, pois já umas duas ou três semanas que terminei o excelente livro de Steven Saylor (já disse que é um dos meus autores favoritos, de quem tenho seguramente mais de 10 livros...) sobre Roma e o seu "Império", o 2º volume de uma trilogia que está a publicar.

E espero ansiosamente pelo 3º volume...

Entretanto, neste 2º volume, acompanhamos as aventuras ao longo de mais de 100 anos de uma das mais tradicionais e antigas famílias romanas, que remontam até a antes da fundação da mítica cidade eterna, os Pinário.

Mostrando assim os altos e baixos da família, conta-nos as loucuras dos imperadores, de Nero a Cláudio, de Trajano a Vespasiano, entre tantos outros que se sucederam naqueles loucos anos do Império que atingiu o máximo - toda a Europa, norte de África, Médio Oriente até às portas da Ásia, conta-nos os usos e costumes e como evoluíram. São romances mas são também livros de história, não fosse o autor também um conceituado historiador! Um must read, evidentemente!

E agora, depois da folga que me concedi hoje, de regresso aos estudos que o mês vai ser duro e longo!


Sinopse

Dando continuidade à narrativa épica iniciada com o seu romance Roma, um best-seller do New York Times, Steven Saylor traça os destinos da aristocrática família Pinário, desde o reinado de Augusto ao ponto mais alto do Império Romano. Os Pinário, geração após geração, são testemunhas do maior império do mundo antigo e dos imperadores que o governaram: das maquinações de Tibério à loucura de Calígula, da decadência de Nero à Idade de Ouro de Trajano e Adriano.
Império está repleto de momentos dramáticos que definiram toda uma era, incluindo o Grande Incêndio de 64 d.C., a perseguição de Nero aos cristãos e os espantosos jogos de abertura do Coliseu. Mas o coração do romance são as escolhas e as tentações com que se depara cada geração dos Pinário. Um torna-se o brinquedo da famosa Messalina. Outro o amante de uma virgem Vestal. Um cai sob o feitiço de Nero, enquanto outro é arrastado para o estranho culto novo daqueles que se autointitulam cristãos.
Steven Saylor volta a dar vida ao mundo antigo num romance que narra a história de uma cidade e de um povo que perduraram na imaginação mundial como nenhum outro.

Críticas de imprensa

«O conhecimento enciclopédico Saylor e o seu cuidado com o pormenor estão em exposição ampla, assim como a sua impressionante capacidade de tecer séculos de história numa narrativa de entretenimento. [Saylor consegue] proeza magnífica de contar histórias.»
Historical Fiction Review

«Saylor é um excelente guia através deste submundo fascinante. Uma ficção histórica soberba.»
Booklist

«Saylor descreve vividamente o modo como a família sobrevive à destruição de Pompeia, ao incêndio de Roma e à perseguição de judeus e cristãos. O final [pode] ser sinal para outro volume desta série grandiosa.»
Publishers Weekly 

2011/09/07

Leituras [62] - Lustrum, de Robert Harris



Lustrum, de Robert Harris, é o 2º livro de uma trilogia que este escritor do meu agrado está a fazer sobre o Império Romano (o primeiro livro foi "Imperium" e o último ainda não foi publicado, está em preparação, talvez em 2012 venha à estampa) e extremamente interessante pela forma como vivemos, pelo narrador Tirão (secretário pessoal de Cícero) o seu apogeu e declinio no império romano ao tempo de Catilina e do triunvirato de César, Pompeu e Crasso.

A política romana (seria assim tão diferente da actual?), as pequenas e as grandes intrigas, as alianças pontuais e as traições entre os grandes personagens da maior civilização da época são o constante de cada página deste romance ficticio, mas baseado em factos históricos, tão ao meu agrado e que este autor (4º livro dele que leio, depois de Pátria, Imperium e Pompei) e Steven Saylor tão bem retratam.

Agrada-me porque não só aprendo história quando leio, como ainda tiro lições para a vida, actual e futura, destas histórias...

Sinopse:

"Cego pela Ambição, Seduzido pelo Poder, Destruído por Roma
Lustrum é o segundo volume desta soberba trilogia sobre a vida de Cícero, o político e orador brilhante que viveu durante um dos períodos mais conturbados da história de Roma. O narrador é Tirão, secretário pessoal de Cícero ao longo de quase quatro décadas, e é através do seu olhar astuto que entramos nos meandros políticos da Roma Antiga e na labiríntica teia de intrigas que, sob a capa da traição, serve ambições cruéis. Com uma fundamentação histórica irrepreensível e um virtuosismo literário exuberante, Lustrum evoca a Roma de Cícero com uma vivacidade raramente conseguida.
"

2011/05/09

Roma: Museu de Arte Moderna do Vaticano

Fiquei surpreendido com a quantidade de obras de arte, sacra e não sacra, que o Museu do Vaticano detém. Talvez seja uma imagem que construímos ao longo dos tempos, mas supomos que a "igreja" só tem obras de arte sacras antigas. O que é, obviamente, falso. E, bem pelo contrário, encontramos lá obras pictóricas e escultóricas de muitos artistas dos ultimos 100 anos, alguns ainda vivos, uns mais conhecidos que outros.

De entre os conhecidos, realce para George Braque, Salvador Dali, Henri Moore ou Picasso, entre tantos outros.

E destaque ainda para uma ala dedicada a Matisse, um dos meus impressionistas favoritos, mas que lamentavelmente estava fechada para restauro.

Ficam aqui alguns, pouquíssimos, exemplos do que lá se encontra:


Natureza Morte, de Le Corbusier (arquitecto suiço fundador do movimento moderno na arquitectura), 1939


O Martírio de Santo Estevão, de José Clemente Orozco, 1949


O Coliseu, de Renato Guttuso, 1972


Do Triunfo da Morte, de Renato Guttuso, 1957


Cristo e o Pintor, de Marc Chagall, 1951


O Anúncio (A Trindade), de Salvador Dali, 1960


Ideia para escultura da Crucificação, de Henri Moore, 1954


Pietá Vermelha, de Marc Chagall, 1956

2011/05/08

Roma: candeeiros urbanos

Como disse anteriormente, os candeeiros nas cidades são outros dos "temas" que gosto de fotografar, sejam em grande plano ou enquadrados na paisagem urbana. Aqui ficam alguns de Roma.









Roma: janelas

Podem ser em Roma ou noutra cidade qualquer. Acima de tudo, é um "tema" que me agrada, as janelas. Gosto de fotografar janelas, os diferentes tipos, acabamentos, materiais, contrastes de cores, estados de conservação. Aliás, são as janelas e os candeeiros urbanos, que serão alvo de um outro post a seguir.

Aqui ficam algumas janelas de Roma.









2011/05/07

Roma: basílica de S. Pedro

Esta é a mais importante igreja de Roma, quer no seu valor espiritual (local onde se encontra enterrado um dos 12 apóstolos de Cristo, Pedro, e primeiro Papa), quer no seu valor arquitectonico (é unanimemente considerada a obra maior da sua época ao longo dos seus mais de 100 anos que levou a construir.

Tendo sido iniciada a sua construção em 1506 sob comando de Bramante numa planta simples de cruz grega, foi evoluindo e crescendo conforme os vários Papas iam dando o seu toque pessoal à obra.


A planta original de Bramante (fonte: Wikipedia)

Foi derivado do Concilio de Trento e das alterações que este introduziu nas liturgias que já depois de 1600 foi pedido a Carlos Maderno que ampliasse para nascente a basílica em cruz grega e deu origem à planta actual em cruz latina.


A planta e corte esquemático finais de Maderno (fonte: Wikipedia)

Foram ainda arquitectos importantes na obra Miguel Angelo e Bernini, entre outros (como Maderno ou Rafael). O primeiro foi o autor da cúpula da igreja e o segundo terminou a fachada como a conhecemos hoje e desenhou ainda a praça e colunata que a caracteriza.

No interior, obras fantásticas de escultura e pintura. Bem como pavimentos de mármore fabulosos. E um baldaquino com a cadeira de Pedro (ambos de Bernini) de uma grandeza e graciosidade tremendas. É, de facto, uma obra fantástica!


A cúpula de Miguel Angelo



O baldaquino e cadeira de Pedro, de Bernini


A Piettá, de Miguel Angelo






Pormenores diversos do interior


A praça de S. Pedro, com a fachada e colunata de Bernini e a cúpula de Miguel Angelo

Roma: santinhos nos edifícios

Outra coisa se vê em Roma desde tempos de longa memória, são os santinhos de devoção nos edifícios, normalmente em esquinas. Há uns mais "pobres", pequenas estátuas ou imagens esculpidas, mas também os há de grande valor, desde frescos até pinturas sobre madeira com algumas centenas de anos, uns expostos à natureza, outros protegidos por um simples vidro e outros ainda emoldurados em talha dourada.













2011/05/06

Roma: igrejas

Roma é a cidade das mil igrejas. Ao virar de uma esquina, no meio das ruelas apertadas, há sempre um igreja. Na pequena ilha Tiberina no Tibre, há duas! Não há coisa igual...

Umas, de grande valor na história das artes, seja na arquitectura, seja nas artes plásticas como pintura ou escultura. Outras, sem registo na história. Mas todas elas, quase sem excepção, belíssimas.

Ficam aqui alguns exemplos. As não identificadas nem sei quais são, por vezes nem nos mapas estão identificadas...








Igreja de Santa Maria Maggiore






Igreja de Sant'Angenese in Agone, Piazza Navona (de Borromini)




Basílica de S. Pedro


2011/05/05

Roma: estatuária

Há estátuas para todos os gostos, de todos os tipos e de muitas eras em Roma. Desde as cópias dos grandes (e menos grandes) originais gregos que os romanos gostavam de imitar até ao bronze, passando pelas grandes obras de arte do renascimento, há estátuas sacras e estátuas pagãs. E há restos de estátuas e de colossos que, como o nome o diz, eram estátuas de dimensão "colossal". E há estátuas por si próprias e relevos em edifícios de valor inestimável.
Um património fabuloso...


Estátua de bronze de Marco António, única restante do período do império romano



A estátua da Loba a amamentar Rómulo e Rémulo, os gémeos fundadores da cidade de Roma


Fonte da Piazza Navonna, de Bernini



Cópia de estátua grega de Afrodite (Museu do Palatino, Casa de Augusto)



Cópia de uma estátua grega (museu do Palatino, Casa de Augusto)



Estátua na Basílica de S. Pedro, Vaticano



Uma das melhores obras escultóricas de sempre: Piettá, de Miguel Angelo (Basílica de S. Pedro, Vaticano)

Alto-relevos no arco de Settimio Severo (Forum)



Fontana de Trevi


Se este é o dedo mindinho do pé, com cerca de meio metro, qual o tamanho deste colosso? (Casa de Augusto, Palatino)