2005/02/17

Nada disto aconteceu

Quem o diz é o comentador político Nuno Rogeiro no Jornal de Noticias.

E tem toda a razão no que diz... Menos numa coisa... É que não foi um sonho, foi um PESADELO! E no domingo podemos votar no regresso não do sonho mas do pesadelo!!

Como diria o outro: que Deus nos livre e guarde...

2005/02/16

Para Memória Futura - Posições Sobre as Áreas Metropolitanas: finalmente, o livro!

A Direcção do Fórum Vimaranis vai apresentar publicamente no próximo sábado, dia 19 de Fevereiro de 2005, o livro “Para Memória Futura – Posições Sobre as Áreas Metropolitanas”, o qual decorrerá no Salão Nobre da Sociedade Martins Sarmento, pelas 15H00.

A iniciativa compreenderá uma apresentação do livro e breve explicativo acerca do seu teor e ainda a oferta de exemplares aos diversos autores.

Este livro foi pensado para culminar as actividades que o Forum Vimaranis dedicou à temática das Áreas Metropolitanas que acompanhou, debateu e tomou posição ao longo dos anos de 2003 e 2004. Este é o testemunho comum de 16 personalidades vimaranenses que deixam assim, “para memória futura” dos vindouros, aquilo que pensam sobre uma das mais importantes medidas respeitantes às mais fundamentais medidas estruturantes do concelho de Guimarães nos próximos anos.

O livro é prefaciado pelo Governador Civil do Distrito de Braga, Dr. José António Araújo. Os restantes autores são todos representativos da sociedade Vimaranense, deputados de Guimarães à Assembleia da República, Presidente da Câmara Municipal e todos os antigos Presidentes de Câmara ainda vivos, representantes dos partidos políticos com assento na Assembleia Municipal de Guimarães e a sociedade civil com textos dos representantes de uma instituição da área económica (ACIG) e de uma instituição da área cultural (Sociedade Martins Sarmento). Todos estes são aqueles que, no nosso entender, poderão responder “para memória futura” pelas opções que Guimarães tomou no actual desenho das Áreas Metropolitanas.

Deste modo, aqueles cujas opiniões sobre esta temática constam no livro são então os seguintes: Luís Cirilo Carvalho, Rui Miguel Ribeiro, Sónia Fertuzinhos, António Magalhães, António Xavier, Manuel Ferreira, Edmundo Campos, Domingos Bragança, Rui Vítor Costa, Cândido Capela Dias, Pedro Carvalho, António Teixeira, Luciano Baltar e Joaquim Santos Simões. O último texto do livro é o texto opinativo do Forum Vimaranis, escrito pelo seu vice-presidente, André Coelho Lima.

Saliente-se ainda o facto de esta ter sido uma das últimas participações do malogrado Presidente da Sociedade Martins Sarmento, Dr. Joaquim Santos Simões, motivo pelo qual escolhemos, em sua homenagem, a Sociedade Martins Sarmento para proceder a esta apresentação. Para homenagear um homem que se caracterizou pela defesa intransigente de Guimarães e das suas causas.

2005/02/14

Links (I)

Novo blog de Guimarães, este da autoria do Cineclube de Guimarães, onde se vai falando da actividade cinéfila.

Em http://cineclubeguimaraes.blogspot.com.

Grande comicio! (II)

Eu bem o disse e o site do PSD confirmou-o nesta noticia sobre o comicio: o maior da campanha do PSD até ao momento, em grande!

Ficam aqui algumas fotos retiradas do site do PSD:




2005/02/13

Grande comicio!

Devo dizer que o comicio superou as minhas melhores expectativas, tendo sido o maior comicio do PSD em Guimarães desde o mítico comicio na Mumadona no tempo das maiorias absolutas do Prof. Cavaco.



O pavilhão do Francisco de Holanda estava cheio, à pinha como se costuma dizer, com pessoas de fora na rua por já não conseguir entrar mais ninguém.

A própria comitiva de Santana Lopes estava impressonada... Afinal, Guimarães, como o Vale do Ave, é um território "de esquerda" e dominado pelo PS.

Há algo no ar...
Um espirito de mudança, de voltar a acreditar no PSD, de fazer surgir uma nova "onda laranja"...

Comicio do PSD no Pavilhão Francisco de Holanda

É hoje à tarde, aqui em Guimarães, às 17h00.

Com a presença do líder do partido, Pedro Santana Lopes e dos candidatos a deputados pela lista de Braga.

Depois do enorme sucesso do jantar-comicio de sexta-feira, com cerca de 1000 pessoas presentes, naquele que foi o maior jantar-comicio de sempre da história do PSD em Guimarães, as expectativas são boas.

2005/02/12

Mais blog's eleitorais

Descobri agora que Luis Filipe Menezes (o cabeça de lista de Braga) e Nuno Morais Sarmento (o cabeça de lista de Castelo Branco) mantêm um blog de campanha. Mais actualizado o segundo do que o primeiro...

2005/02/11

Campanha eleitoral para as Legislativas 2005

Este vai ser um fim de semana em cheio em Guimarães.

Hoje o programa é intenso, sempre com a presença todo o dia de diversos candidatos da lista de Braga, nomeadamente o cabeça de lista Dr. Luís Filipe Menezes e que começa com uma visita ao mercado às 9h30 da manhã seguido de visita à feira de Guimarães.

De tarde visitam uma série de instituições da freguesia de Urgezes.

Às 20h00 grandioso jantar-comicio para (com...) mais de 1000 pessoas no Pavilhão Francisco de Holanda e com a presença do autor do Programa Eleitoral do PSD, o Dr. António Mexia, bem como de diversos candidatos da lista de Braga, incluíndo o "nosso" futuro deputado Emidio Guerreiro.

O dia (ou a noite...) termina muito tarde com uma Festa Laranja na discoteca Século XIX, como começa a ser tradição nestas alturas.

Sábado teremos diversas visitas a feiras (S. Torcato e Pevidém) entre outras actividades.

Domingo é o dia grande com novo comício, novamente no Pavilhão Francisco de Holanda, mas com a presença do Presidente do PPD-PSD e candidato a primeiro-ministro, Dr. Pedro Santana Lopes, às 17h00.

Linha de Rumo n.º 67 - Centésimo décimo segundo!

Há pouco mais de três anos atrás, em Novembro de 2001, um mês antes das eleições autárquicas, aqui mesmo nesta tribuna do Noticias de Guimarães falei sobre o facto do concelho de Guimarães surgir colocado em 93º lugar no ranking nacional do poder de compra.
Agora, imaginem o meu espanto quando leio esta semana o novo ranking e Guimarães, neste mais recente mandato autárquico, surge 19 posições abaixo, fora do “top 100”!
Em 2001 o estudo dava um poder de compra de 70,7 pontos a Guimarães. Hoje temos uma pontuação pouco melhor, na ordem dos 71,9, ainda claramente abaixo da média nacional de 100. Só para comparação, em 2001 os concelhos de Ílhavo (72,8) ou Grândola (72) estavam ao nosso nível, mas estávamos bem abaixo de concelhos como Horta (77,7), Loulé (106,8) ou Braga (103,6). Hoje esses mesmos concelhos estão assim classificados: Ílhavo (82,6), Grândola (74,2), Horta (87,7), Loulé (120,7) e Braga (98,6). Conclusão: perdemos poder de compra para todos os concelhos, tal como Braga. Mais palavras para quê?
Como é evidente, isto demonstra um total e rotundo falhanço das políticas municipais que nestes quatro anos fizeram regredir a qualidade de vida dos vimaranenses – aliás, estes números são apenas a confirmação estatística daquilo que todos nós sentimos no dia a dia.
E exemplo paradigmático da inércia e falta de visão no executivo é o caso do (des)emprego neste concelho.
O PSD em Guimarães trouxe o assunto para a ribalta no 1º semestre de 2004. Disse-se então que se “o desemprego é o problema principal do concelho, o emprego deve ser a preocupação principal da Câmara Municipal”. Dedicando esse período a esta temática, reuniu-se com sindicatos (os que quiseram…), associações industriais e comerciais, escolas profissionais e diversas pessoas que com o PSD quiseram discutir esse assunto. De seguida, trabalhou-se a nível distrital e preparou-se um programa de intervenção nesta “zona deprimida”, como lhe chamou António Bessa (ex-ministro da Economia de António Guterres), e que culminou com a publicação, no passado dia 28 de Janeiro, da Portaria 113/2005 que regulamenta o PIAVE – Plano de Investimentos no Vale do Ave, um instrumento que vai permitir (conforme o programa do PSD de Guimarães pedia) criar um conjunto de mecanismos que permitam melhorar competências nos desempregados, incentivar à contratação e apoiar a mobilidade profissional, no sentido de “almofadar” o desemprego e criar condições para um melhor futuro – mas o que mais interessa salientar é que o PIAVE está dotado de uma verba de 60 milhões de Euros para distribuir nos próximos dois anos nestes programas; cabe agora à sociedade civil saber aproveitar esta janela de oportunidade que se abriu.
Nesse período de tempo, o que fez a Câmara Municipal?
Disse que esse assunto não é da competência dela mas do Governo central. Acabou por, no final de 2004, decidir elaborar um inquérito às empresas sobre o assunto. Medidas? Nenhuma! Acções concretas? Nenhuma.
Esta é a grande diferença entre o PSD e o PS em Guimarães!
O PSD detecta o problema, ouve as “forças vivas” sobre o assunto, procura criar e tomar medidas programáticas que mais do que remediar a situação presente tentem acautelar o futuro para que o problema seja efectivamente debelado. O PSD é pro-activo!
O PS não vê o que se passa senão quando já muitos são afectados por um problema e não toma medidas sobre os problemas pois não lhes compete a eles tomar – isso é de quem está mais acima na hierarquia do Estado. O PS é reactivo!
Porque Guimarães é um concelho com imensos problemas de cariz social, de cariz ecológico, de cariz urbanístico, de cariz industrial, de cariz educativo ou de cariz da mobilidade, por exemplo, porque Guimarães não é um concelho que “já tem tudo” como uma vez o mais alto responsável do PS afirmou, por esses motivos e muitos mais é que é necessário renovar a forma de se governar na Câmara Municipal.
É necessária uma nova e diferente atitude de quem governa para com os munícipes.
Sob o risco de em 2009 estar aqui a escrever sobre o concelho de Guimarães ter novamente descido no ranking nacional do poder de compra, esse excelente indicador do estado de saúde e da qualidade de vida dos concelhos em Portugal.
Centésimo décimo segundo!

2005/02/10

E finalmente, ao terceiro dia, as desculpas!

Já tardavam, as desculpas. Mas chegaram hoje numa Nota da Direcção do Público na capa da edição de hoje.

Mas mesmo assim, para mim não são desculpas sinceras, não dão o braço a torcer quanto ao rotundo falhanço...

Deixam, pelo menos, duas frases importantes e muito significativas.
Uma:
"A direcção editorial do PÚBLICO reconhece que fez uma má escolha do título de capa ao optar pela expressão "aposta em", expressão ambígua a meio caminho entre o "prevê" e o "apoia"."

A outra:
"Deste caso também retira que se devem respeitar os silêncios dos políticos: as convicções jornalísticas sobre as suas intenções ou desejos, mesmo as melhor fundamentadas, devem ser apenas objecto de textos de análise ou de comentário."


Isso e a assumpção de que é "verdade, como se lê na nota enviada pelo antigo primeiro-ministro à Agência Lusa, que este não fez "qualquer declaração ou comentário sobre o processo eleitoral em curso" pelo que "ao falar das intenções de Cavaco Silva sem que este tivesse tomado qualquer posição pública, a notícia permitia um desmentido nos termos do de ontem".

Só é pena é quererem dar uma de moralistas ao dizer que a
"notícia do PÚBLICO, que procurava enquadrar a recusa de seu envolvimento nesta disputa eleitoral relacionando-a com as eventuais ambições presidenciais, vinha a ser trabalhada há várias semanas e resultou do cruzamento de várias fontes. Foi paginada naquele dia porque o tema das presidenciais entrara na véspera na campanha eleitoral"

que se percebe ser claramente uma desculpa de mau pagador...

Ex-primeiro Ministro Incomodado com Notícia do PÚBLICO

Este título também não é meu, é desta noticia de hoje do Público e que tenta justificar e desviar daquilo que ontem tentou dizer e que me indignou e levou a escrever ao Provedor do Público que, infelizmente, já não é Joaquim Furtado (e mais infelizmente ainda nem sequer sei quem agora é).

E esta noticia é trágica porque as jornalistas (?) em vez de se penitenciarem pelo erro tremendo que cometeram na véspera, reincidem e usam o facto que criaram na véspera para justificar a nova noticia, com direito a capa e a citar uma fonte que sabe o que o Prof. Cavaco pensa (será a Maya?) e tudo!

Se isto não é um claro favorecimento e tomada de partido pelo PS, então engana bem e não podia fazer melhor serviço se fosse encomendado!

É inacreditável, mas pelo menos não estou só nem sou o único a pensar assim: Pacheco Pereira no seu Abrupto diz e pensa como eu, basta ler o seu único post de hoje, 9 de Fevereiro e o que ele ontem escreveu sobre o assunto também.

2005/02/09

Carta ao Provedor do Jornal Público

Enviada a 8-2-2005:

Ex.mo Senhor Provedor,

muito o prezo como jornalista e acho que tem desenvolvido um excelente papel no cargo que tem vindo a desempenhar no "meu" jornal desde o seu n.º 1 - e eu tenho 32 anos, pelo que leio o Público desde muito novo...

Nunca antes lhe escrevi, mas desta vez sou forçado a isso.

Não pude acreditar nos meus olhos quando li a noticia com o titulo "Cavaco Aposta em Maioria Absoluta do PS" na edição de hoje, 8 de Fevereiro. Eu sei que é Carnaval, mas eu levei a mal!

Sou, e desde já clarifico o assunto, militante do PSD e com algumas - pequenas - responsabilidades, pois sou secretário da Comissão Política de Guimarães. Mas escrevo-lhe a titulo pessoal e a expressar-lhe aquilo que mais me chocou quando li a noticia, que foram os seguintes pontos:
a) não há qualquer citação de fontes, não é possível aferir da proximidade de quem deu a informação ao jornalista e da veracidade das palavras que são atribuídas ao Prof. Cavaco Silva;
b) são citadas "reuniões sociais" mas nenhuma em particular é referida, não há contextualização de data e lugar - é diferente um qualquer eleitor pensar que o PS poderia atingir a maioria absoluta no fim de semana em que saíram diversas sondagens ou ontem já com a campanha a decorrer;
c) no mesmo artigo as jornalistas (?) divergem na opinião do Prof. Cavaco Silva: primeiro dizem que é uma "aposta" e mais abaixo dizem que está "convencido". Ora eu apostar numa coisa é diferente de eu estar convencido que essa mesma coisa possa acontecer... Eu aposto que nada acontecerá às jornalistas que escreveram esta peça mas estou convencido que V.Ex.a lhes vai chamar a atenção por a terem escrito desta forma...
d) toda a noticia no que se refere à "pseudo"-aposta do Prof. Cavaco Silva é baseada em suposições e construções imaginárias e não comprovadas: falam de opiniões manifestadas em reuniões sociais (vá lá saber-se o que isso é...) sem dar fontes, locais ou datas, atribuem-lhe de construções de cenários de facilidade da candidatura presidencial com um governo de maioria socialista que o mesmo nunca exprimiu em público e mencionam uma defesa da dissolução do parlamento junto de Jorge Sampaio que eu nunca vi por nenhum dos envolvidos confirmada.

Isto não é jornalismo sério e não é o tipo de jornalismo que estou habituado a ler no Público. Sempre tenho lido artigos construídos sobre factos concretos, palpáveis, com investigação, citação e cruzamento das fontes (que neste caso nem são citadas, não há aspas a dizer que aquelas são as palavras ditas pela pessoa em causa) e sem grandes margens de dúvidas da veracidade da notícia. Não sei como esta noticia foi aprovada pela direcção nem sei qual o fim e com que interesse foi a mesma publicada. Mas que até parece encomendada, lá isso parece - é que parece que a mesma foi feita para colocar em xeque e confronto estas "personagens"...

Agradeço a sua melhor atenção para este meu desabafo,
com os melhores cumprimentos,
Nuno Silva Leal

____________


Resposta em 9-2-2005:

Exmo. Senhor

Agradeço o seu e-mail.

Informo, entretanto, que cessei as funções de provedor do leitor no passado dia 11 de Janeiro (embora, por lapso, o meu nome, enquanto titular do cargo, tenha já surgido no jornal posteriormente). Deste modo, não poderei dar sequência ao assunto que expõe.

Com os melhores cumprimentos
Joaquim Furtado

"A verdade não mora aqui"

Este titulo não é meu, é de Medina Carreira que num excelente artigo no Público do passado dia 1 de Fevereiro e que depois no programa da TSD "Directos ao Assunto" desenvolveu.

O artigo é excelente porque mostra o estado catastrófico do Estado, a começar pela enormidade de gente que literalmente vive à custa do Estado:
"Cerca de 730 000 funcionários públicos; 2 591 000 pensionistas da Segurança Social; 477 000 reformados e pensionistas da Caixa Geral de Aposentações; 307 000 beneficiários do subsídio de desemprego; 351 000 beneficiários do RMI. Com os familiares próximos poderão ser uns 6 milhões de indivíduos, numa população de 10 milhões"


E diz outras coisas mais, como isto:
"É cada vez maior o número de portugueses que não acredita na generalidade dos políticos, nem na capacidade das instituições vigentes, nem nas promessas que lhes são feitas, nem no futuro do País. O próximo acto eleitoral de 20 de Fevereiro teria sido uma boa oportunidade para dizer toda a "verdade" e justificar todas as "exigências". Porque, durante alguns anos, não se sabe quantos, teremos mais esforço que laxismo, mais contribuições que benesses, mais deveres que direitos e mais dúvidas que certezas. Terá de reconstruir-se tudo a partir de quase nada. Entretanto, muitos terão pago um preço imerecido."


Sejamos claros! Medina Carreira num único artigo disse mais do que aquilo que os políticos no poder nos últimos 9 anos disseram, sem excepção. Porque foram eles que mais contribuiram para o actual estado de coisas do Estado, em particular aquele político que mais tempo lá esteve: António Guterres.

Não é normal que se insista ainda hoje em políticas que não olham para a realidade do Estado (quase 4,5 milhões de portugueses que são pagos pelo Estado ou quase 6 milhões que por isso dependem dele) e que é um Estado baseado no "Esatdo Social" construído com base no crescimento económico dos anos 60 e com base no boom económico pós-EFTA e pós-CEE dos anos 70 e 80. E com o passar das décadas passamos de um crescimento de dois digitos do PIB para um crescimento 0 quando não negativo.

O país precisa de outra Constituição, de outros políticos (os famosos políticos competentes que o Prof. Cavaco Silva falou) e de uma "real-politik" com base na realidade e não com base nos famosos "direitos adquiridos da Revolução" que nos têm levado quase à banca rota!

Sob pena de daqui a muito pouco tempo já não haver nada a fazer...

Blog da SIC sobre as legislativas

É engraçado o blog que os jornalistas da SIC que acompanham a campanha eleitoral dos diversos partidos estão a fazer.

Recomendo a leitura aqui.

2005/02/08

A homilia que o PS não gostou...

Conforme se pode ler nesta noticia do EXPRESSO Online, o PS não gostou da homilia do Padre Loreno mas não "valoriza" a mesma por achar que estas " declarações não representam a posição da igreja católica"!

Meu caro Eng. Sócrates: que V.Ex.a não lê jornais e noticias recentes, eu já sabia desde que se tem acentuado nos últimos tempos a sua "mania" com a co-inceneração, mas daí a não ler os jornais nos últimos 30 anos é que eu já acho mais estranho! Estas declarações não representam a posição da igreja católica? Só se for por serem brandas de mais, porque toda a gente sabe que a posição da igreja católica quanto a estas matérias é exactamente esta, muito conservadora, ou mais radical ainda...

Que esta tomada de posição pública lhe retira votos, eu sei. Que isso vai lembrar muitos católicos practicantes (que nem sequer é o meu caso...) de algumas verdades e lembrar-lhes que não é compativel ir à missa e comungar ao domingo e ao mesmo defender essas posições que vão contra a "ideologia" da igreja e a forma como esta "interpreta" a biblia, também é verdade. Mas é assim, não se pode estar de bem com Deus e com o diabo, como deveria saber - sob pena de nos voltarmos a atolar no "pantano" dos compromissos e das decisões adiadas com medo de desagradar a alguém.

Acima de tudo, o que eu acho de mais extraordinário nesta noticia, é o facto da igreja católica estar neste momento a executar uma nova viragem no apoio político: ainda há bem pouco tempo atrás a cúpula da igreja nacional dava a entender que a demissão do Governo era bem vinda; agora, com este "recado" a igreja diz claramente que não apoia os partidos radicais de esquerda, nem o PS que está, claramente, sob dominio destes... Pelo que resta a alternativa do PSD e do PP...

2005/02/06

Abrupto no seu melhor...

Nestes dias de campanha política o Abrupto e Pacheco Pereira têm sido um farol a prever o que se vai passar no "day after" das eleições.

Não deixa de dizer que o voto no PSD é fundamental (como eu digo e cada vez mais disso tenho a certeza) mas vai reflectindo e pensando no futuro do partido e do país.

Leiam o post "HÁ VIDA DEPOIS DE 20 DE FEVEREIRO (1) : A HONRA PERDIDA DO PSD" e "HÁ VIDA DEPOIS DE 20 DE FEVEREIRO (2): ESTRATÉGIAS DE SOBREVIVÊNCIA", bem como o blog no geral e vejam o pensamento esclarecido de um homem que gosta do país e do partido.

No rumo das vitórias?

De novo no rumo das vitórias, o FC Porto?

Não sei, mas hoje a equipa já parecia outra e demonstrava outra confiança no passe, no remate e na posse de bola.

Entrou muito bem, cheio de força e vontade em resolver o jogo cedo, como de facto aconteceu.

Depois soube gerir (quase) muito bem o jogo, falhou no pénalti infantil que o Costinha cometeu (mais um erro...) com aquela mão desnecessária. Ao nível disciplinar também já funcionou bastante melhor - não houve agressões nem expulsões e mesmo os amarelos foram por jogadas normais, não foram por protestar...

Parece-me que o Couceiro trouxe algo para o balneário, em especial confiança nos jogadores e no plantel com um discurso de vitória e de afirmaçaão de favoritismo a vençer o campeonato - demonstra que confia nos jogadores e que conta com eles.

E depois, como o Vitória aqui "despachou" o Braga com um perú do Paulo Santos - que salvou o Manuel Machado e atirou com o Braga para trás na classificação - agora é só esperar que amanhã o Sporting faça o habitual, isto é, escorregue quando tem de ganhar para liderar...

Blog de arquitectura (e não só)

Descobri agora um blog de arquitectura (e não só) chamado Complexidade e Contradição que recomendo a leitura.

Vai já para a minha lista de link's a ler.

2005/02/03

O não debate...

...que este modelo veio trazer foi prejudicial para Santana Lopes, mas acima de tudo para os portugueses que não puderam assistir a um verdadeiro e real confronto de ideias entre os dois candidatos.

Aliás, isto mais pareceram dois debates individuais realizados simultaneamente, sendo que apenas nas réplicas podiamos ter um cheirinho de debate e confrontação de ideias.

Sobre o não-debate em si, julgo que ficou claro que apesar de todos os defeitos reconhecidos, Santana Lopes está melhor preparado do que Sócrates. Sócrates tem um discurso memorizado, robotizado, que debita de uma forma similar sempre que fala. Não assume compromissos, apenas diz ter "objectivos". Insiste nas políticas que ficaram por realizar dos governos Guterres de 1996 a 2001, muitas delas ultrapassadas pela voragem dos tempos, da economia e das tecnologias. Pior e mais grave do que isso, quer reeditar novamente os governos guterristas, retocados em dois ou três pontos, a começar pelo do próprio Guterres: Jorge Coelho, Cravinho, Pina Moura, Fernando Gomes, Elisa, Maria de Belém, Mariano Gago, Ferro Rodrigues, até Paulo Pedroso num limiar de eleição, estão lá todos e muitos outros que levaram Portugal a caminho do tão famoso pantano, do défice de 5% quando era anunciado de 1% e outras coisas que tais.

Apesar de não ser o candidato ideal, é claramente preferivel Santana Lopes mesmo com algumas descoordenações e obecessão de imagem do que um novo governo guterrista sem o próprio Guterres. Mais do mesmo, mas para pior...

2005/02/01

Couceiro, boa sorte!

Apesar de, como aqui escrevi, não ser o meu favorito, a partir de hoje é o "meu" treinador.

E devo dizer que gostei muito do discurso dele na apresentação, muito afirmativo na questão de "ganhar" e de querer ser ainda campeão nacional este ano.

Gostei em especial da frase que "não tem tempo para pensar, só tem tempo para ganhar"! Essa é a definição do FC Porto. Ganhar, ganhar sempre e muito, nunca se cansar de ganhar.

Por isso, espero ver já no fim de semana os primeiros resultados dessa aposta.
Boa sorte, Zé.