2005/04/12
27º Congresso do PSD - Moção de António Borges
1º Subscritor: Francisco Pinto Balsemão.
Apresentada por: António Borges
A ler aqui.
27º Congresso do PSD - Dia 3
Também não achei piada o (ainda) presidente do PSD, Pedro Santana Lopes, ter chegado em cima da hora de fecharem as urnas... e de ter ido logo embora, não ficando para a sessão de encerramento à tarde! Não foi bonito...
O importante é que no final, na contagem dos votos, o "meu" candidato venceu em todas as frentes: Comissão Política Nacional, Mesa do Congresso, Conselho de Jurisdição e foi a mais votada de todas as moções - sendo que a moção de Filipe Menezes não conseguiu mais do que um mero 3º lugar, ainda atrás da moção de António Borges! O resto, são outras histórias, passado que passou e o partido é outro, muito mais credível agora...
27º Congresso do PSD - Dia 2
O almoço foi bom, em Leiria, no Tromba Rija, com os companheiros da secção de Braga que, conhecedores da nossa fama de bons "gourmets" preferiram acompanhar Guimarães em vez de Barcelos...
Depois do almoço, regressamos novamente ao congresso onde nos inscrevemos para falar - direito do qual abdiquei em favor do Pedro Passos Coelho - e lá fomos ouvindo os diversos congressistas que iam falando, tendo-se notado que a maior parte apoiava Marques Mendes mas que os observadores eram claramente favoráveis ao Filipe Menezes.
Jantamos em Pombal num rodizio e depois de assistirmos ao espectáculo da casa (pancadaria entre clientes, com cadeiras a voar, como já não via desde os meus tempos de universitário...) regressamos ao congresso novamente para assistirmos à parte mais "quente" na sucessão de intervenções que culminaram com os dois candidatos à liderança.
Entre as várias intervenções ao longo do dia, queria destacar pela negativa as de Manuela Ferreira Leite e António Borges (não anunciaram o apoio, anunciaram a venda temporária do apoio, uma especie de "renting") e a do novo presidente da JSD nacional, Daniel Fangueiro, que se na apresentação da sua moção na sexta à noite esteve mal mas que na sua intervenção de sábado esteve simplesmente péssimo, vaiado pelo congresso em peso (e não, não eram só os novos, eram os velhos também) com pateada e tudo! Eu de tão indignado em ver (e ouvir) um tão fraco presidente da JSD já pedia a demissão dele... perante o olhar estupefacto dos meus companheiros!!! É que não concebo ver alguém tão fraco a representar esta estrutura para a qual muito suor entreguei para ajudar a credibilizar...
E assim lá terminou o 2º dia, não sem antes o Sr. Belmiro de Vizela ter sido a atracção do dia (desta vez o Salsinha de Lisboa não apareceu...) com uma intervenção de levar o congresso às lágrimas... de tanto rir! O que vale é que apoiava o Menezes...
2005/04/11
27º Congresso do PSD - Dia 1
Depois do jantar (bendito seja quem inventou o Leitão no forno...) lá chegamos e fizemos o "check-in" na acanhada entrada do congresso, um corredor com uns 3 ou 4 metros de largura ao longo da nave do pavilhão.
E começamos por ouvir as apresentações das moções.
Pessoalmente, gostei do discurso do Marques Mendes, a "esgaçar" no partido e no governo anterior nos primeiros minutos, exorcizando os fantasmas e alertando o partido para que este cenário não se torne a repetir e depois falando das suas propostas para o PSD.
Já o discurso de Meneses não era basista, era básico mesmo. Era populista, no pior estilo Santana Lopes. A sua claque de observadores, concedo, estava muito bem organizada e fazia barulho quanto baste. Mas eram, claramente, uma minoria no pavilhão.
Encerraram cedo os trabalhos e ainda consegui ler a moção que todos (?) esperavam, a moção de António Borges. Que é muito vaga e não é nada daquilo que se poderia esperar, um documento inovador e nunca visto num congresso. Mas afinal de contas não era nada de mais, apenas retrata bem algmas situações económicas, muito liberal, e toca de forma vaga e leve as ideias para o partido...
2005/04/10
Resumo do Congresso...
Apenas deixo aqui registado o essencial: o "meu" candidato Marques Mendes ganhou e o "meu" presidente de secção, Rui Vitor Costa, foi eleito Conselheiro Nacional no 7º lugar da lista de Marques Mendes, encabeçada por Mota Amaral.
2005/04/08
Bússola Política
E este foi o meu resultado:

O que não me surpreende, visto que eu sinto-me exactamente assim, do centro-ligeiramente-direita...
É hoje!
Sou delegado, pela 3ª vez, a um congresso - aliás, pela 4ª mas no último de Barcelos não pude ir e por isso fui (muito bem) substituido pelo Bruno Fernandes.
Mas este será o 1º congresso a sério, ou como diria o imigrante brasileiro com o 2º melhor trabalho deles todos (o primeiro é o da TAP), este congresso é mata-mata, vai ser decidida a liderança do partido - e possivelmente lavar alguma roupa-suja, que faz parte da exorcisação dos fantasmas que ainda pairam no ar - e relançar o PSD para uma nova caminhada de serviço ao país.
2005/04/06
Os Verdes relegados para as 2ª e 3ª filas do Parlamento
A minha dúvida é só uma: esses senhores, pela nova lei eleitoral, já não deveriam ter deixado de existuir enquanto partido visto nunca terem concorrido a nenhumas eleições por eles próprios? Aliás, eles existem? Quem são? Onde estão os verdes em Guimarães, Castelo Branco, Lagos, Faial ou Funchal? A existência de partidos (?) como esse, como muito bem disse o ex-primeiro ministro e agora presidente da comissão europeia, Durão Barroso, num debate parlamentar, descredibiliza a política e os políticos...
2005/04/04
Linha de Rumo n.º 69 - Portugal precisa de um PSD forte (I)
Quando me filiei no PSD em 1996, também na ressaca da derrota de Fernando Nogueira contra António Guterres, tomei essa decisão com a consciência que nesse momento em que o partido completava 10 anos de poder (o célebre “cavaquismo”) e acabava de ser afastado é que o PSD iria necessitar do trabalho e do empenho para “renascer” e ultrapassar essa fase para regressar de novo, o mais breve possível, à governação de Portugal. Julgo que dei o meu pequeno contributo para que nesses seis anos de “guterrismo” o PSD fosse ressurgindo, se afirmando novamente perante o país até à vitória nas legislativas de 2002.
Neste momento, creio que está na altura de recomeçar esta nova empreitada. Novamente terá o PSD que se reencontrar, definir uma linha de rumo e gerar, junto da população portuguesa, um sentimento de confiança que o leve novamente à governação.
E para isso acontecer será obrigatório que o PSD comece por encontrar uma liderança que, clarificando os seus objectivos, unifique o partido e lhe dê novamente a esperança. Que lhe dê a liderança da agenda política da oposição – acharei muito mau se pequenos partidos radicais das franjas eleitorais descontentes continuarem a marcar a agenda da oposição (logo sendo os líderes da oposição…) como aconteceu neste 3 anos com o PS que foi claramente batido pelo Bloco de Esquerda – e que faça o PSD se reencontrar novamente com aquela enorme massa eleitoral de centro e centro-direita que sempre foi a sua base eleitoral.
É evidente que nesta introdução que fiz está implícita uma crítica à anterior liderança do PSD. Nos fóruns próprios expressei a minha opinião, que também foi sendo colocada on-line no blog www.linhaderumo.blogspot.com ao longo destes meses. Como militante e com responsabilidades directivas, sempre acatei as decisões superiores e procurei sempre trabalhar para que tudo corresse pelo melhor. Mas tal não implica achar que as opções tomadas tivessem sido as melhores, como à posteriori se comprovou que, de facto, não foram.
E é por esse motivo que chegado a este momento crucial tinha de optar por uma candidatura à liderança do PSD.
Ainda antes de conhecer qualquer candidato achava que a melhor solução seria a “ruptura” total com as direcções dos últimos anos, uma ruptura “geracional”. Entretanto, porque aquela pessoa em quem eu pensava desde o princípio apoiou uma candidatura; porque analisando a situação política encontro a necessidade de ter um líder que seja competente; porque ele deve ser uma pessoa preparada para falar sobre diversos temas, com presença no Parlamento e que tenha até alguma experiência governativa e de vida, que seja uma pessoa de carácter forte e que esteja preparado para aguentar o forte embate de 4 anos de oposição; porque deve protagonizar uma adequação dos princípios programáticos ao tempos de hoje; mas porque também deve corporizar uma renovação de dirigentes, de estruturas intermédias e da forma de fazer política, percebi que alguém cumpria estes quesitos melhor do que qualquer outro neste momento.
Depois, no dia 22 de Fevereiro, o Dr. Luís Marques Mendes apresenta a sua candidatura à liderança do partido. Onde pretende fazer destes objectivos (e de mais alguns outros) as suas bandeiras. Uma pessoa que conheço há alguns anos das Assembleias Distritais e de diversas acções de campanha aqui mesmo em Guimarães. Uma pessoa que tenho por séria, competente e interessada. Que agora tem a disponibilidade e a vontade para abraçar esta árdua tarefa de levar o PSD a bom porto. Pelo que convictamente lhe ofereço o meu apoio, humilde e pequeno, para que tenha sucesso com a reorientação no centro social democrata do PSD, com uma presença forte no Parlamento (como o fez quando estava a liderar a bancada parlamentar nos tempos do “guterrismo”) e com propostas e políticas que façam do PSD um partido forte novamente, pois só com um PSD forte, responsável, com propostas credíveis e sérias é que o actual governo do Eng. Sócrates poderá ser “forçado” a fazer uma governação melhor.
Mas também pela forma séria como soube apresentar os seus argumentos contra as posições que o partido foi tomando – e que, conforme escrevi na devida altura no blog, coincidiam com o meu pensamento – nos locais próprios criaram-lhe as condições para agora se apresentar, de uma forma legitima, como um dos mais respeitados militantes para suceder ao infeliz período protagonizado pelo ainda presidente Pedro Santana Lopes.
Por isso, como militante, considero que Luís Marques Mendes é o homem indicado neste momento para liderar o partido. Por isso aceitei e tive prazer em integrar a lista de militantes de Guimarães que apoiaram a sua candidatura e, tendo sido eleito congressista, irei votar nele. Porque, sem dúvidas, Portugal precisa de um PSD forte!
107 dias?
Cento e sete (!) dias depois lá ganhamos em casa, no Dragão, com um golo do Postiga que já não marcava desde a última jornada de 2002/2003!
Ontem não fui ver o jogo. Não ando com motivação para ir depois dos péssimos resultados dos últimos tempos em casa e prefiro não ir do que ter de assobiar ou sair mais cedo como fiz contra o Braga e Nacional!
Gostei muito da equipa ontem (bem, não gostei muito, mas em função do que tem sido nos últimos tempos, gostei muito...) pois jogaram com unidade, os blocos funcionaram, havia ligação entre os vários sectores e apesar de remendada, viu-se um fio de jogo de equipa, a primeira vez em 2005!
Gostei muito, mas aqui sem qualquer tipo de consideração, do IVANILDO! O míudo tem muito jeito, ia para cima dos adversários em drible, centrava a propósito... Tem muita pinta e muito futuro, encostado à esquerda. Não temos um diamante negro por lapidar, temos um brilhante a que só falta colocar no anel! É dar rodagem e não vender o míudo antes do tempo...
Os outros também não estiveram mal: o Baia, o Jorge Costa, o Ibson (cada vez mais o patrão) e o Postiga.
Mas ontem, o dia era do Ivanildo!
2005/04/03
Marques Mendes em directo na 2: neste momento
A moção de Marques Mendes
Pode ser consultada aqui.
Realço o ponto 1 (A importância do Congresso), o ponto 4.1 (Recolocar o PSD no seu espaço próprio) - em especial quando diz que este é um "Partido fundado nos valores do humanismo, do personalismo, da justiça, da liberdade, da solidariedade e da paz", "com um método claro de acção política" que é a "via reformista como instrumento de mudança, de modernização e de desenvolvimento da sociedade" e que "valorizamos o Estado e o seu papel imprescindível na regulação da vida em sociedade e na promoção do seu desenvolvimento", que "damos a primazia ao cidadão, ao indivíduo, à pessoa humana" e que "por isso, a iniciativa privada assume para nós uma importância fundamental, pois entendemos que reside nela a maior capacidade para fazer progredir a sociedade", isto é, é necessário "recentrar o PSD e recolocá-lo no seu espaço político próprio é uma opção urgente, em obediência a razões doutrinárias e estratégicas", ou seja, é preciso recolocar o Partido no seu "espaço político próprio (...) do centro social democrata" - o ponto 4.2 (Eleições autárquicas), o ponto 4.3 (Eleições presidenciais), o ponto 5.1 (Três grandes prioridades para o país) - a reforma da justiça, da administração central e local e a recuperação das finanças públicas - o ponto 5.4 (As políticas sociais), o ponto 5.6 (Sistema político) - destaco a proposta da criação de circulos uninominais compensados por um circulo nacional para a Assembleia da Republica e a eleição única da Assembleia Municipal que determinará o Presidente de Camara que escolherá a maioria dos vereadores dentro da lista e poderá alterar a composição dos mesmos a qualquer altura dentro da lista, reforçando ainda os poderes de fiscalização da Assembleia através da aprovação de moções de censura e limitação de mandatos a 3 num total de 12 anos (a única coisa que discordo pois preferia 2 mandatos de 5 anos cada) e o ponto 6 (O Partido).
É um documento bem escrito, conciso apesar das suas 36 páginas, claro no que propõe e objectivo na forma como pretende prosseguir.
À equipa que redigiu, os meus parabéns. E o meu voto...
2005/04/02
O anúncio da morte do Papa
O anúncio da morte do Papa
Depois de certificada a morte de João Paulo II, um martelo de prata deverá golpear a sua fronte, acompanhando a invocação por três vezes do seu nome de baptismo, Karol Wojtyla, por parte do camerlengo, Martínez Somalo – o cardeal que, durante o interregno pontifício, terá a ser cargo o governo da Igreja no campo administrativo.
Após este ritual, o vigário de Roma, Camilo Ruini, anunciará oficialmente a morte do Sumo Pontífice, através da televisão pública italiana. A Santa Sé enviará, então, a todos os membros do Colégio Cardinalício um telegrama, convocado o conclave, de onde sairá o próximo Papa. Na última nota enviada aos cardeais, recebida também por Karol Wojtyla, em 1978, lia-se apenas: “O Papa morreu, vem de imediato”.
A sucessão
Após a morte do Papa apenas três cardeais manterão os seus cargos no Vaticano: o arcebispo argentino Leonardo Sandri, ministro do Interior, e os italianos Giovanni Lajolo e Camilo Ruini, respectivamente secretário das Relações para os Estados e vigário geral do Papa para a diocese de Roma.
As questões administrativas da Igreja durante o período que mediará a morte do Papa e a escolha do seu sucessor estarão a cargo do camerlengo papal, Martínez Somalo.
De acordo com os rituais do Vaticano, após a sua morte, o corpo de João Paulo II deverá ser embalsamado, para que possa ser visitado pelos fiéis durante os três dias seguintes.
As cerimónias fúnebres deverão ter lugar na Praça de São Pedro e a cripta da Basílica do Vaticano acolherá os restos mortais do Bispo de Roma, onde estão sepultados 147 seus antecessores.
Entre a morte de um Papa e o início do conclave, que elegerá o seu sucessor , transcorrem nove dias, conhecidos por “novemdiales”, reservados à convocação e preparação da reunião dos cardinais. O conclave terá o seu início após a Eucaristia “Pro Eligendo Papa”, que encerrará os “novemdiales”, e onde estarão já reunidos todos os cardeais responsáveis pela eleição, que será realizada na Capela Sixtina, na Basília de São Pedro.
O Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, o Cardeal Joseph Ratzinger, presidirá ao conclave, no qual estarão presentes 183 cardeais, dos quais apenas 117 terão direito de voto. Destes responsáveis eclesiásticos, 58 são europeus, 21 latino-americanos, 14 norte-americanos, 11 africanos, 11 asiáticos e dois da Oceânia. A eleição do novo Papa terá que reunir pelo menos dois terços dos votos.
De acordo com o ritual da eleição papal, quando o colégio cardinalício tiver chegado a uma escolha válida, a existência de um novo Papa deverá ser assinalada com a saída do famoso fumo branco do Vaticano. De seguida, o novo Sumo Pontífice sairá à varanda central da Basílica e dirigirá uma bênção aos fiéis reunidos na Praça de São Pedro. A partir desse momento, ouvir-se-ão os sinos de todas as igrejas espalhadas pelo globo.
Ele há coisas estranhas... no 1º de Abril!
Como é evidente, desta vez a critica era fácil e apenas a conjugação das duas notícias me levou a "entrar" na brincadeira também...
No entanto, porque uma parte da noticia toca numa coisa que é séria e não é piada de 1º de Abril, que é a questão do Mercado Municipal, em breve voltarei ao tema aqui...
2005/04/01
Ele há coisas estranhas...
Há uns anos atrás, no inicio daquele que veio a ser um dos mais polémicos folhetins (ainda não concluído) de Guimarães, do Estádio D. Afonso Henriques, chegou a colocar-se a hipótese de fazer um estádio completamente novo, de raiz, na hoje chamada "Cidade Desportiva" da Veiga de Creixomil, libertando toda aquela área central da cidade que hoje (ainda) é ocupada pelo estádio para fazer uma "nova centralidade" de qualidade - uma espécie de Plano de Pormenor das Antas em tamanho mais pequeno... No entanto, a ideia não foi avante porque, se a minha memória não me atraiçoa, o Presidente da Câmara entendeu que esse equipamento não devia ficar situado na Cidade Desportiva por esta ser quase um segundo parque da cidade, uma zona verde e practicamente dedicada à actividade agricola, pelo que estava integrada na RAN (Reserva Agricola NAcional) e porque não queria mais construção naquela zona da cidade.
Pois bem, depois disso podem perceber como fiquei admirado, quase chocado, quando acabo de ler no site da Rádio Fundação que "Aeródromo nasce na Veiga de Creixomil", rezando assim a noticia:
"Até ao final do ano deverá começar a ser construído um aeródromo, na Veiga de Creixomil, em Guimarães. A pista deverá abrir ao tráfego aéreo de aviação geral em 2006.
Trata-se de um investimento privado, de cerca de 1, 2 milhões de euros de um empresário vimaranense, Joaquim Silva, de 54 anos, um entusiasta e praticante de parapente, uma modalidade de voo livre.
De acordo com o projecto, a pista terá uma extensão de cerca de 1100 metros e estará aberta a voos de aviação civil. O projecto de construção do aeródromo prevê ainda a edificação de um hangar de apoio à pista e de um restaurante-bar.
"É um projecto com um grande interesse para a cidade, enquanto localidade turística, acompanhando outras cidades portuguesas que já possuem idêntico equipamento", sublinhou Joaquim Silva.
O empresário acrescentou que a Veiga de Creixomil oferece todas as condições de segurança para a implementação daquele projecto.
De acordo o investidor, o projecto já recebeu luz verde das entidades competentes e os terrenos adquiridos para a construção do aeródromo já foram desafectados da Reserva Agrícola Nacional.
Refira-se que na zona Norte estão em funcionamento há vários anos os aeródromos de Braga, Chaves e Maia."
Ainda por cima, no mesmo dia, sai também outra noticia, desta vez no "Noticias de Guimarães", onde se diz que no local do actual Mercado Municipal (que vai ser "deslocalizado" para uma zona limitrofe da cidade servida por arruamentos medievais, estreitos e sem capacidade de fluxo de tráfego que este equipamento pode e vai gerar...) que supostamente iria ser um parque de estacionamento vai afinal de contas nascer um edificio com 10 andares... É de notar que do Mercado ao Estádio distam uns 100/200 metros... Reza assim a noticia:
"António Magalhães admite ‘volte-face’ no projecto inicial e
confirma'Edifício de 10 andares nasce no actual Mercado Municipal'
- grande superfície substitui bancas de fruta e legumes
O projecto aprovado para o actual Mercado Municipal vai ser alterado. Isto mesmo confirmou ao NG o presidente da Autarquia, António Magalhães, adiantando que naquele espaço vai nascer uma zona residencial de luxo, com espaços de lazer, mas restrita aos moradores.A alteração foi justificada pelo Edil com o seguinte argumento: “como sabemos que há uma grande procura de habitação em Guimarães e que, de facto não há no miolo da cidade apartamentos de luxo para venda, a Câmara Municipal decidiu alterar o projecto mudando a agulha para permitir que os cidadãos tenham acesso à compra de habitação no centro da cidade”. De resto, esta alteração vai permitir ainda que o centro da cidade, passe a ter mais dinamização e que volte a ser habitável, uma vez que as casas que outrora serviram de habitação estão hoje transformadas em instituições bancárias ou lojas comerciais. De resto o projecto prevê ainda a construção de um espaço comercial de grandes dimensões, mas sem as áreas de grande superfície, para que possa estar aberto ao público ao fim-de-semana. O NG sabe que este espaço vai dispor de lojas e de um supermercado.De acordo com o presidente da Câmara Municipal, a obra vai arrancar no imediato uma vez que “é para ficar concluída em finais de 2006”."
Isto é, o mesmo Presidente de Câmara que no mandato 1997-2001 tinha uma opinião, consegue agora, volvido apenas 1 mandato, pensar exactamente o oposto! Não consegue fazer um planeamento e projectos a médio/longo prazo...
E isto é grave por alguns motivos, destacando-se os seguintes:
- o impacto ambiental num santuário verde que se queria preservado que um aerodromo provoca - sem contar com a poluição sonora e com a proximidade da cidade e ver aviões, do género daquele do Rui Costa, a sobrevoarem constantemente uma área urbana e densamente povoada...
- o actual edificio do mercado municipal é uma obra arquitectónica interessante, de autor (Marques da Silva) e chega a aparecer em livros sobre a arquitectura moderna em Guimarães, pelo que a construção de um qualquer edificio neste local dificilmente poderá substituir esta peça de uma forma condigna;
- porque o Mercado Municpal está no limiar do Centro Histórico, protegido pelo titulo de Património Mundial, e tenho muitas dúvidas que um novo prédio de 10 andares possa vir beneficiar a zona tampão que a Unesco tanto criticou no processo...
Por isso, estou estupefacto... Gostaria de saber quais os motivos que levam a aprovação destes projectos. Gostaria de saber a fundamentação política - e não a técnica, que não constesto - para que se realize uma total inversão das ideias que se tinham e defendiam.
Ele há coisa estranhas, muito estranhas...
Faltam 8 dias para o Congresso do PSD
Recebi hoje a primeira publicidade: Filipe Menezes veio me informar que isto está disputado, que os delegados vão chegar a Pombal livres e sem ideias pré-formatadas e que ele, sim, ele é que é o sucessor de Sá Carneiro e fará do PSD novamente um partido à imagem do fundador...
Isto vai bonito...
É o fim...
Neste momento, segundo a SIC, e como se pode ver na imagem em directo que está a ser transmitida, a Praça de S. Pedro está toda iluminada e cheia de carros de policia/bombeiros com as luzes de emrgência azuis ligadas, com estradas fechadas no acesso à Praça de S. Pedro, coisa completamente anormal quando em Itália são 1h23 da madrugada...
Assim, a longa vida deste homem que nos últimos anos tem "penado" e se tem "abandonado" nas mãos de Deus parece ter terminado hoje, no dia das mentiras! Enorme ironia do destino...
Segundo parece, Karol Wojtyla terá já recebido a Santa Unção, sinal de que a situação deverá ser extremamente grave.
Tenho pena, porque apesar de ser um católico não practicante e pouco dado a cerimoniais de grupo - entendo a relilgião de uma forma muito mais initma e pessoal, próxima da contemplação e do recolhimento do que de cerimoniais de grupo e pré-determinados - tenho uma certa afeição pela pessoa e pelo seu papel determinante no século XX e na queda do comunismo na Europa.
E todo o exemplo de entrega e sofrimento que mostrou nestes últimos meses de vida são um exemplo a toda a humanidade e uma forma de demonstrar a muitos que a vida humana não termina quando termina a saúde, termina quando se expira a força vital que existe dentro de cada um de nós e que nos mantém um sopro de vida dentro, pelo que apesar de doente, de estar visivelmente a sofrer e de estar claramente a aproximar-se do seu dia final, João Paulo II nunca quis deixar de realizar o trabalho para que foi designado por inspiração divina dos cardeais que assim o elegeram.
Não me esqueço do momento bonito que vivi, embora fugaz e muito rápido, quando há quatro anos atrás fui a Fátima, no último 13 de Maio em que lá esteve presente, de o ver feliz entre a multidão que lhe acenava e de, a pouco mais de 5 metros de mim, enquanto passava no seu "papa-movel", ter abençoado e olhado para mim, ou através de mim, para a multidão. Decidimos na hora de jantar da noite anterior que o iriamos ver e assim o fizemos, juntamente com a Sara e a mãe dela, rumamos durante a noite em direcção a Fátima e de manhã bem cedo lá estavamos, assistimos à sua chegada, à Eucaristia e regressamos. Ainda hoje me recordo do seu ar sereno e do seu sorriso de "avô" a abraçar os netos naqueles breves segundos...
Que Deus o guarde se este for o seu momento...