Está quase. Não é que não esteja a gostar de estar em Angola, porque estou, quer pessoalmente, quer profissionalmente.
Mas a saudade, essa palavra que alguém já disse só existir na lingua e alma portuguesa, a saudade de quem não veio, essa leva-nos a contar os dias, as horas, os minutos até, pelo momento de estarmos outra vez com os nossos, em casa!
Porque a nossa casa, mais do que o nosso país ou a nossa cidade, é o local onde estão aqueles que amamos. E sábado que vem, espero eu, eu estarei lá...
2006/12/09
2006/12/08
7 Maravilhas de Portugal
É dificil escolher apenas 7! Há tantas...
Primeiro, a lista de 21 escolhidas:
Castelo de Almourol
Castelo de Guimarães
Castelo de Marvão
Castelo de Óbidos
Convento de Cristo
Convento e Basílica de Mafra
Fortaleza de Sagres
Fortificações de Monsaraz
Igreja de São Francisco
Igreja e Torre dos Clérigos
Mosteiro da Batalha
Mosteiro de Alcobaça
Mosteiro de Sta Maria de Belém
Paço Ducal de Vila Viçosa
Paços da Universidade
Palácio de Mateus
Palácio Nacional da Pena
Palácio Nacional de Queluz
Ruínas de Conímbriga
Templo Romano de Évora
Torre de S. Vicente de Belém
E agora, uma primeira selecção. Os monumentos que me dizem mais pela relação de proximidade que tenho com eles:
Antigos Paços Municipais de Guimarães
Castelo de Guimarães
Igreja e Torre dos Clérigos
Igreja de São Francisco no Porto
E são apenas 3... Vou escolher mais quatro, pelos seguintes critérios: arquitectura, beleza, história e loucura.
Assim, pela arquitectura inovadora na época em que foi construída, com as suas abóbodas de arcos extremamente abatidos e toda a decoração de motivos manuelinos, o Mosteiro de Santa Maria de Belém (Jerónimos).
Pela sua beleza intrinseca, a sua implantação na ilha escarpada, as suas torres e muralhas integradas no verde da paisagem e no azul das águas do Tejo pelo constraste que produzem, pela paz e tranquilidade que uma construção de guerra consegue transmitir, o Castelo de Almorol.
Pela sua ligação à história do país, à loucura que foi o último momento de grandiosidade que Portugal teve e que começou pela mentalidade empreendedora do Infante D. Henrique e da sua escola de navegação, a Fortaleza de Sagres. Por ser a última grande construção que o dinheiro da nossa epopeia marítima troixe, simbolo da loucura total de um país que gastou o que não tinha e não deixou muito mais que descendentes nas 7 partidas do mundo e hoje ainda pena por erros cometidos há séculos atrás, o Convento e Basílica de Mafra.
E pronto, escolhas feitas... Resta-me votar. Em 7 Maravilhas.
Primeiro, a lista de 21 escolhidas:
Castelo de Almourol
Castelo de Guimarães
Castelo de Marvão
Castelo de Óbidos
Convento de Cristo
Convento e Basílica de Mafra
Fortaleza de Sagres
Fortificações de Monsaraz
Igreja de São Francisco
Igreja e Torre dos Clérigos
Mosteiro da Batalha
Mosteiro de Alcobaça
Mosteiro de Sta Maria de Belém
Paço Ducal de Vila Viçosa
Paços da Universidade
Palácio de Mateus
Palácio Nacional da Pena
Palácio Nacional de Queluz
Ruínas de Conímbriga
Templo Romano de Évora
Torre de S. Vicente de Belém
E agora, uma primeira selecção. Os monumentos que me dizem mais pela relação de proximidade que tenho com eles:
Antigos Paços Municipais de Guimarães
Castelo de Guimarães
Igreja e Torre dos Clérigos
Igreja de São Francisco no Porto
E são apenas 3... Vou escolher mais quatro, pelos seguintes critérios: arquitectura, beleza, história e loucura.
Assim, pela arquitectura inovadora na época em que foi construída, com as suas abóbodas de arcos extremamente abatidos e toda a decoração de motivos manuelinos, o Mosteiro de Santa Maria de Belém (Jerónimos).
Pela sua beleza intrinseca, a sua implantação na ilha escarpada, as suas torres e muralhas integradas no verde da paisagem e no azul das águas do Tejo pelo constraste que produzem, pela paz e tranquilidade que uma construção de guerra consegue transmitir, o Castelo de Almorol.
Pela sua ligação à história do país, à loucura que foi o último momento de grandiosidade que Portugal teve e que começou pela mentalidade empreendedora do Infante D. Henrique e da sua escola de navegação, a Fortaleza de Sagres. Por ser a última grande construção que o dinheiro da nossa epopeia marítima troixe, simbolo da loucura total de um país que gastou o que não tinha e não deixou muito mais que descendentes nas 7 partidas do mundo e hoje ainda pena por erros cometidos há séculos atrás, o Convento e Basílica de Mafra.
E pronto, escolhas feitas... Resta-me votar. Em 7 Maravilhas.
2006/12/07
Furacão, a operação!
Que se pode dizer dela?... Que está a combater o crime económico e de colarinho? Talvez. Que está a criar condições para mais empresas fecharem e mudarem-se para outros países e locais? Quase de certeza. Que como quase sempre nada vai mudar e tudo deverá continuar como antes? De certeza quase absoluta...
O que é facto é que todas essas noticias, como a "Operação Furacão", apenas servem para minar o clima de confiança dos empresários e dos investidores. Como o IVA altíssimo que temos. Ou a alta taxa de IRC. Que são a causa maior da evasão fiscal que a "Operação Furacão" pretende combater. Mas que são também causa da diminuição do investimento no último trimestre, segundo o telejornais hoje noticiaram entre directos do Porto do Congresso dos Partidos Socialistas europeus e o dopping do Nuno Assis...
Talvez por isso é que cada vez mais portugueses e cada vez mais empresas portuguesas procuram mercados como Angola e abandonam, lenta e gradualmente, a velha Europa e o decrépito Portugal que construímos nas últimas décadas. Portugal esse que continua a envergonhar-se e envergonhar-nos por nem sequer conseguir levar à barra dos tribunais o caso "Sá Carneiro" quando há cada vez mais e mais consistentes dados que houve, de facto, um atentado contra a vida do homem que teve razão antes do tempo, que poderia ter mudado para melhor um pouco o Portugal que hoje temos!
Estou cada vez mais triste e desolado com Portugal e com os governantes de Portugal!
Cada vez mais olho com tristeza para o país que herdei do meu pai e do meu avô. Este não é o país que eu queria para mim, que eu aprendi a amar e colocar acima de tudo o resto. Um país de oportunidades perdidas. De jeitosos a remediarem o que outros jeitosos não souberam construir. Um país de gente que se acomoda e vive do pai-Estado que dá emprego, segurança social, reforma, saúde e ensino tendencialmente gratuíto, subsisdios para tudo e para nada... Mas com cada vez mais velhos, com cada vez mais pobres, com cada vez mais desempregados... Mas com cada vez menos poder de compra, com cada vez menos nascimentos, com cada vez menos Portugal...
Já cantava o Jorge Palma há muitos anos atrás:
O que é facto é que todas essas noticias, como a "Operação Furacão", apenas servem para minar o clima de confiança dos empresários e dos investidores. Como o IVA altíssimo que temos. Ou a alta taxa de IRC. Que são a causa maior da evasão fiscal que a "Operação Furacão" pretende combater. Mas que são também causa da diminuição do investimento no último trimestre, segundo o telejornais hoje noticiaram entre directos do Porto do Congresso dos Partidos Socialistas europeus e o dopping do Nuno Assis...
Talvez por isso é que cada vez mais portugueses e cada vez mais empresas portuguesas procuram mercados como Angola e abandonam, lenta e gradualmente, a velha Europa e o decrépito Portugal que construímos nas últimas décadas. Portugal esse que continua a envergonhar-se e envergonhar-nos por nem sequer conseguir levar à barra dos tribunais o caso "Sá Carneiro" quando há cada vez mais e mais consistentes dados que houve, de facto, um atentado contra a vida do homem que teve razão antes do tempo, que poderia ter mudado para melhor um pouco o Portugal que hoje temos!
Estou cada vez mais triste e desolado com Portugal e com os governantes de Portugal!
Cada vez mais olho com tristeza para o país que herdei do meu pai e do meu avô. Este não é o país que eu queria para mim, que eu aprendi a amar e colocar acima de tudo o resto. Um país de oportunidades perdidas. De jeitosos a remediarem o que outros jeitosos não souberam construir. Um país de gente que se acomoda e vive do pai-Estado que dá emprego, segurança social, reforma, saúde e ensino tendencialmente gratuíto, subsisdios para tudo e para nada... Mas com cada vez mais velhos, com cada vez mais pobres, com cada vez mais desempregados... Mas com cada vez menos poder de compra, com cada vez menos nascimentos, com cada vez menos Portugal...
Já cantava o Jorge Palma há muitos anos atrás:
"Ai, Portugal, Portugal,
De que é que estás à espera?
Tens um pé numa galera,
E outro no fundo do mar!
Ai, Portugal, Portugal,
Enquanto ficares à espera,
Ninguém te pode ajudar!"
2006/12/06
10
Número mágico, redondo, dos grandes jogadores e mistico por ser o primeiro de dois dígitos no nosso sistema decimal... 10 são tambem os dias que faltam para o regresso, também ele mágico como todos os regressos, o redescobrir o que ficou e o que mudou...
Está quase, o Natal está no ar...
Está quase, o Natal está no ar...
2006/12/05
Hoje, Sporting, amanhã, FC Porto
Neste duplo embate da Liga dos Campeões, diferentes coisas estão em jogo. O Sporting hoje joga a continuidade na Taça Uefa, o FC Porto amanhã tendo assegurado a Uefa vai tentar os oitavos de final da Liga dos Campeões, bastando-lhe para tanto um empate.
Espero que consigam ambos os seus objectivos. Gostava de estar no Dragão amanhã para ver o FC Porto e, porque não dizer, o Arsenal também que tem alguns dos melhores jogadores da actualidade como o Henry, por exemplo.
Para quem gosta de futebol, é (quase) sempre um regalo para os olhos ver jogadores deste calibre actuarem no mais bonito estádio que conheço.
Esperançado em ver também bons espectáculos e mais ainda por saber que os lesionados do FC Porto no embate com o Boavista estão todos aptos para amanhã, espero sinceramente que consigam ambos a vitória para juntarem mais pontos ao pecúlio das equipas luso-marroquinas na UEFA... :)
Espero que consigam ambos os seus objectivos. Gostava de estar no Dragão amanhã para ver o FC Porto e, porque não dizer, o Arsenal também que tem alguns dos melhores jogadores da actualidade como o Henry, por exemplo.
Para quem gosta de futebol, é (quase) sempre um regalo para os olhos ver jogadores deste calibre actuarem no mais bonito estádio que conheço.
Esperançado em ver também bons espectáculos e mais ainda por saber que os lesionados do FC Porto no embate com o Boavista estão todos aptos para amanhã, espero sinceramente que consigam ambos a vitória para juntarem mais pontos ao pecúlio das equipas luso-marroquinas na UEFA... :)
2006/12/04
Pensamento do dia
Quando tantos têm de procurar entre quem ontem não quis ser Portugal aquilo que o Portugal de hoje não oferece, não nos devemos perguntar se valeu a pena 800 anos de construção de Portugal?
2006/12/03
Parabéns, Mariana, primita linda
2006/12/02
Angola 7 - Encontro de culturas
Cada vez mais o mundo é um espaço pequeno onde em qualquer local as culturas se encontram.
Lobito, Angola, Dezembro de 2006. Três arquitectos reunem-se por causa de uma obra. Um português, um angolano e um moçambicano. A lusofonia que anda no mundo. Um português formado em Portugal a trabalhar em Angola. Um angolano formado na Rússia a trabalhar em Angola. Um moçambicano formado em Moçambique a trabalhar em Angola. Ponto comum, a lingua que Camões celebrizou.
A troca de culturas acontece com naturalidade, o português que está a ler o "Equador" do Miguel Sousa Tavares, o angolano que contrapõe "A Gloriosa Familia" do Pepetela e o moçambicano que fala com orgulho do seu Mia Couto.
As histórias da História dos Reinos de N'Gola, de Mussa Al Bique (perdoem-me o grafismo que não sei se é o mais correcto) e de Portugal e dos Algarves que se desfiam e encontram pontos comuns, 500 anos depois, ainda e sempre!
Três países, uma identidade comum, uma profissão comum. Foi bom, promete repetir-se na amizade da "kizomba" angolana, os "kambas" voltarão a encontrar-se e a partilhar culturas e ideias que afinal não são de um, mas de todos!
Lobito, Angola, Dezembro de 2006. Três arquitectos reunem-se por causa de uma obra. Um português, um angolano e um moçambicano. A lusofonia que anda no mundo. Um português formado em Portugal a trabalhar em Angola. Um angolano formado na Rússia a trabalhar em Angola. Um moçambicano formado em Moçambique a trabalhar em Angola. Ponto comum, a lingua que Camões celebrizou.
A troca de culturas acontece com naturalidade, o português que está a ler o "Equador" do Miguel Sousa Tavares, o angolano que contrapõe "A Gloriosa Familia" do Pepetela e o moçambicano que fala com orgulho do seu Mia Couto.
As histórias da História dos Reinos de N'Gola, de Mussa Al Bique (perdoem-me o grafismo que não sei se é o mais correcto) e de Portugal e dos Algarves que se desfiam e encontram pontos comuns, 500 anos depois, ainda e sempre!
Três países, uma identidade comum, uma profissão comum. Foi bom, promete repetir-se na amizade da "kizomba" angolana, os "kambas" voltarão a encontrar-se e a partilhar culturas e ideias que afinal não são de um, mas de todos!
Faltam 2 semanas...
O count-down regressivo continua rápido, pelo menos para mim o tempo está a passar depressa, mais um semana de muito trabalho se completou... Ainda ontem me dizia o fiscal da obra, um arquitecto moçambicano muito simpático chamado Samuel Lopes que estava muito cansado porque o meu ritmo é muito elevado! E defacto, vendo bem as coisas, 10 horas de reunião apenas interrompidas para um breve almoço é dose...
Mas o que interessa é que as coisas correm bem, as dúvidas estão a ser ultrapassadas e com toda a certeza teremos no final uma obra da qual todos nos poderemos orgulhar - projectista, construtor e dono da obra!
E faltam 14 dias para o meu regresso. Já estamos em Dezembro...
Mas o que interessa é que as coisas correm bem, as dúvidas estão a ser ultrapassadas e com toda a certeza teremos no final uma obra da qual todos nos poderemos orgulhar - projectista, construtor e dono da obra!
E faltam 14 dias para o meu regresso. Já estamos em Dezembro...
2006/12/01
Stauch Vorster
Este é o nome do gabinete de arquitectos autor do projecto de remodelação do edificio do BNA do Lobito.
É um gabinete sul-africano, com muitos funcionários e já muita experiência, visto que tem projectos desde pelo menos os anos 70.
Tem um trabalho interessante, como se pode atestar na página da internet, e perfeitamente integrado dentro dos parametros das modernas tendências arquitectónicas e urbanisticas.
Quanto ao projecto do BNA-Lobito, sabendo que é extremamente complexo quer por causa da especificidade de ser um banco (com projectos que normalmente não existem), quer por causa da dimensão (8 pisos, mais de 2500 m2 área de pavimento), quer por ser uma recuperação de um edifício existente nunca concluído, está a ser rectificado ainda em conjunto com o dono da obra e com o construtor de forma a optimizar os recursos da construção e utilização desta obra.
Claro que nem sempre tomaria as mesmas opções, não haverá porventura no mundo dois arquitectos que pensem da mesma forma em resolver um problema. Mas na globalidade parece-me bem conseguida a remodelação, atendendo às alterações que agora estão a ser introduzidas com o apoio de um arquitecto sul-africano que colocaram na obra para apoiar e fiscalizar nesta fase de arranque a mesma.
A visitar em www.svarchitects.com.
É um gabinete sul-africano, com muitos funcionários e já muita experiência, visto que tem projectos desde pelo menos os anos 70.
Tem um trabalho interessante, como se pode atestar na página da internet, e perfeitamente integrado dentro dos parametros das modernas tendências arquitectónicas e urbanisticas.
Quanto ao projecto do BNA-Lobito, sabendo que é extremamente complexo quer por causa da especificidade de ser um banco (com projectos que normalmente não existem), quer por causa da dimensão (8 pisos, mais de 2500 m2 área de pavimento), quer por ser uma recuperação de um edifício existente nunca concluído, está a ser rectificado ainda em conjunto com o dono da obra e com o construtor de forma a optimizar os recursos da construção e utilização desta obra.
Claro que nem sempre tomaria as mesmas opções, não haverá porventura no mundo dois arquitectos que pensem da mesma forma em resolver um problema. Mas na globalidade parece-me bem conseguida a remodelação, atendendo às alterações que agora estão a ser introduzidas com o apoio de um arquitecto sul-africano que colocaram na obra para apoiar e fiscalizar nesta fase de arranque a mesma.
A visitar em www.svarchitects.com.
2006/11/29
Nicolinas
Confesso! Nunca fui grande fã das Nicolinas. Por causa do barulho, que me incomoda, por causa dos excessos de adoração a Baco... Mas sempre gostei do historial que está por detrás da festa.
Mas não sei se é da distância, este ano estou com uma certa nostalgia e apetecia-me ouvir os tambores, cada vez mais desafinados com o passar das horas, o movimento caótico que me dificulta a ida para casa no centro da cidade, o ar de sono e satisfação das pessoas amanhã de manhã...
Há coisas, e são tantas, cujo valor só descobrimos com a sua ausência de fruicção.
Angola 6 - A segurança
Lobito não é inseguro, muito pelo contrário. Apesar de em Luanda haver um clima de insegurança com muitos assaltos à mão armada, tal deve-se ao facto de se concentrar na capital muito mais população do que aquela que comportaria em situação normal. Segundo me disseram, porque parece que não há censos actualizados, são cerca de 5 milhões de habitantes na área da grande Luanda, sendo que a cidade foi pensada e preparada para apenas 750 mil...
O Lobito, apesar de ter bastante mais de 100 mil habitantes e estando inserido num eixo viário onde talvez triplique essa população (Lobito-Catumbela-Benguela) consegue ser uma cidade perfeitamente normal, onde se anda quer de dia, quer de noite, em quase total segurança. Andar de carro de vidro aberto e porta destrancada é coisa normal no Lobito - no Porto ou em Lisboa já não é!
Podemos andar de telemovel e relógio na rua, sem "makas" (problemas) e o pior que tem são as crianças (e as menos crianças...) a pedincharem junto aos cafés e restaurantes 10 ou 50 Kwanzas... E os lavadores, que aqui não há arrumadores, que a partir de 200 Kwanzas nos lavam a viatura cada vez que a paramos num local público... se preciso for, várias vezes ao dia, basta que tenha um pouco de pó!
Este é um dos motivos porque gosto do Lobito.
O Lobito, apesar de ter bastante mais de 100 mil habitantes e estando inserido num eixo viário onde talvez triplique essa população (Lobito-Catumbela-Benguela) consegue ser uma cidade perfeitamente normal, onde se anda quer de dia, quer de noite, em quase total segurança. Andar de carro de vidro aberto e porta destrancada é coisa normal no Lobito - no Porto ou em Lisboa já não é!
Podemos andar de telemovel e relógio na rua, sem "makas" (problemas) e o pior que tem são as crianças (e as menos crianças...) a pedincharem junto aos cafés e restaurantes 10 ou 50 Kwanzas... E os lavadores, que aqui não há arrumadores, que a partir de 200 Kwanzas nos lavam a viatura cada vez que a paramos num local público... se preciso for, várias vezes ao dia, basta que tenha um pouco de pó!
Este é um dos motivos porque gosto do Lobito.
2006/11/28
2006/11/27
Só podes ser um arquitecto!
Dilbert: Como de costume, trabalhei até à meia-noite ontem à noite, mãe.
Mãe: Pelo menos, ganhaste algum dinheiro extra.
Dilbert: Eu não recebo horas-extras.
Mãe: Pelo menos, era um trabalho importante.
Dilbert: Não exactamente.
Dilbert: O meu patrão fez-me mudar a apresentação toda, mas isso piorou-a.
Mãe: Bem, pelo menos estás preparado para a reunião.
Dilbert: Foi cancelada.
Dilbert: Mas não tem mal porque o projecto não tinha fundos, de qualquer das maneiras.
Mãe: Então trabalhaste de graça para piorar a apresentação numa reunião que não aconteceu de um projecto que não existe?
Dilbert: Yup!
Mãe: Oh... Só podes ser um arquitecto!
2006/11/26
Hoje não há praia...
...porque há chuva, mas pelo menos está calor! Enfim, um dia caseirinho na net, a ver futebol na TV e a ler mais um pouco do "Equador", cujo primeiro capítulo me agradou sobremaneira.
Mas, de facto, preferia estar a ler na praia...
Mas, de facto, preferia estar a ler na praia...
2006/11/25
Faltam 3 semanas...
...e a esta hora devo estar já em Portugal. Confesso que estou com saudades. Não do país, que continua tão ou mais miserável pelo que vejo nos noticiários, mas de algumas pessoas que aí ficaram. E do cinema. De ir ao cinema, ao NorteShopping à loja da FNAC...
De resto, gosto de aqui estar, gosto do clima, das pessoas e da comida. E da praia. Faz-me falta a "civilização" como nós, europeus, a entendemos. Acho que se estivesse na América ou na Ásia a trabalhar iria ter esta mesma sensação. Há coisas que só na nossa casa, na nossa terra, conseguimos encontrar...
E está quase, já cheira a Natal...
De resto, gosto de aqui estar, gosto do clima, das pessoas e da comida. E da praia. Faz-me falta a "civilização" como nós, europeus, a entendemos. Acho que se estivesse na América ou na Ásia a trabalhar iria ter esta mesma sensação. Há coisas que só na nossa casa, na nossa terra, conseguimos encontrar...
E está quase, já cheira a Natal...
2006/11/24
Eu no Alto-Catumbela
2006/11/23
Solidão não é estar só
Solidão não é estar só,
É estar sem ninguém,
É não ter quem desejar
E sentir cair o pó
Por não poder ir mais além
Nem ter por quem almejar.
Só não estou então,
Pois alguém tenho eu
Que me ilumina o dia,
Que me afasta da solidão
E ter um pensamento meu
Nesta minha companhia.
Companhia, companheira,
Meia laranja, parceira,
Partilhas a distância
Mas também a ausência.
E sabemos nós,
Graças ao amor, não estamos sós!
É estar sem ninguém,
É não ter quem desejar
E sentir cair o pó
Por não poder ir mais além
Nem ter por quem almejar.
Só não estou então,
Pois alguém tenho eu
Que me ilumina o dia,
Que me afasta da solidão
E ter um pensamento meu
Nesta minha companhia.
Companhia, companheira,
Meia laranja, parceira,
Partilhas a distância
Mas também a ausência.
E sabemos nós,
Graças ao amor, não estamos sós!
2006/11/22
Angola 5 - O clima
O clima aqui em Angola, ou pelo menos no Lobito, é, no mínimo, estranho! Apesar de ter estado sempre calor desde que cheguei (a temperatura mais baixa que me recordo foram 18ºC à noite logo nos primeiros dias que cheguei, em finais de Agosto e principios de Setembro) mesmo assim, às vezes, tem-se frio! E pior que nós, "expatriados", são os "nacionais": a esses já os vi de cachecol, gorro, "kispo" ou sobretudo! De inverno...
Por norma está sol, apesar de até final de Outubro haver uma quase permanente neblina ou nuvens altas que davam um ar meio cinzento aos dias. Agora, em Novembro, o tempo tem estado cada vez melhor - de dia! Porque as noites têm sido verdadeiros temporais com chuvas "diluvianas" e até trovoadas à mistura.
A humidade é que sempre elevada e pelo que me contam, em Janeiro e Fevereiro é que as coisas vão ser mesmo quentes e húmidas! Mas por mim, antes isso que o nosso inverno frio e húmido e molhado! Apesar de estranhar ainda um pouco isto tudo, gosto muito mais deste clima angolano do que do nosso frio e molhado e seco clima de Portugal!
Ah! E o meu FC Porto, ontem, na Rússia, com amor... pelos seus torcedores de todo o mundo! Grande jogo, grande vitória! Grande FC Porto!
Por norma está sol, apesar de até final de Outubro haver uma quase permanente neblina ou nuvens altas que davam um ar meio cinzento aos dias. Agora, em Novembro, o tempo tem estado cada vez melhor - de dia! Porque as noites têm sido verdadeiros temporais com chuvas "diluvianas" e até trovoadas à mistura.
A humidade é que sempre elevada e pelo que me contam, em Janeiro e Fevereiro é que as coisas vão ser mesmo quentes e húmidas! Mas por mim, antes isso que o nosso inverno frio e húmido e molhado! Apesar de estranhar ainda um pouco isto tudo, gosto muito mais deste clima angolano do que do nosso frio e molhado e seco clima de Portugal!
Ah! E o meu FC Porto, ontem, na Rússia, com amor... pelos seus torcedores de todo o mundo! Grande jogo, grande vitória! Grande FC Porto!
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