É daqui a 4 dias que se decide o futuro presidente dos EUA. E a importância é enorme, mais ainda com a crise económica internacional e sobre a qual ele terá que desempenhar um papel central.
O meu candidato "natural" não me entusiasma. Por norma, identifico-me com os Republicanos. Mas McCain não me parece a melhor opção para os EUA neste momento, que precisavam de mais vitalidade e força. Obama tem as características que me agradam, mas vem de uma família política com a qual não me identifico, centralizadora e não regulamentadora, onerosa das famílias com mais impostos e penalizadora dos empresários e investidores.
Por isso, independentemente de quem ganhar, julgo que nos próximos anos toda a política internacional, bem como as economias internacionais, continuarão em ajustes e convulsões esporádicas. Até porque a Europa continua fraca, apesar da dupla Merkel-Sarkozy estar a mostrar capacidade de afirmação.
Em todo o caso, o meu prognóstico é que apesar de levar vantagem nas sondagens, o vencedor vai ser McCain, quer devido à estranha forma de eleição do presidente, quer devido a não me acreditar que os EUA estejam prontos a ter um presidente negro... ou hispânico, ou qualquer outro tipo que fuja ao tradicional descendente de europeus e de longas tradições americanas.
2008/10/31
2008/10/30
BNA-Lobito (6): Casa do gerador, progressos
2008/10/29
Leituras [34] - O Último Duelo, de Eric Jager

Acabei de ler este livro, um tratado de "arqueologia" porque descobrir os factos de uma história passada em 1300 é um feito, mas custou um pouco a chegar ao fim. Não pela história, que é engraçada. Não pelo desenrolar dela, que está bem estruturada. Mas ou porque a tradução não transmite fluidez ou porque o autor de facto não conseguiu fazer da história uma história, acaba por ser um pouco maçador.
Começa por contar um acontecimento que desencadeia todos os acontecimentos posteriores numa forma e todo o processo jurídico de outra (varia entre o relato de quem viveu e o relato de um narrador exterior ao acontecimento) e perde-se por vezes com pequenas coisas que nada trazem á história e vão fazendo o leitor perder o rumo à história.
Sinopse:
"Quando a honra se lavava com sangue, o destino de dois homens e uma mulher jogou-se no... Último Duelo.
Um Thriller verdadeiramente fascinante.
Tão fascinante e intenso como os escândalos das celebridades de hoje.
Booklist
Combina brilhantemente um texto cativante com uma janela aberta para o mundo bizarro do combate judicial.
Sunday Times
Um relato rigorosamente documentado de um caso de amor, orgulho, desonra e tribunais na França do século XIV.
Library Journal"
BNA-Lobito (5): Primeira pedra... grampeada no exterior!
A primeira pedra... grampeada no exterior do edíficio foi hoje colocada. E esta pedra é que vai guiar a obra toda! Depois do azulejo e da monomassa terem sido iniciados, só faltava a pedra para o toque final... É a chamada "pedra de toque"! E lá vai seguindo a obra.
2008/10/27
Imagens [23] - Quick tour pelo Lobito a caminho da praia
2008/10/26
Para ser perfeito...
Caos?
Isto está a ficar complicado. Duas derrotas seguidas em casa, mesmo que seja uma da Liga dos Campeões e outra do campeonato caseiro, é coisa que já não me recordo de acontecer há muito. Até parece de clubes da 2ª circular. Aliás, ultimamente andamos a parecer muito esses clubes na forma como desperdicamos jovens jogadores (que mais cedo ou mais tarde se têm afirmado noutros clubes, ver Diego, Fabiano, Hugo Almeida, Ibson...) e contratando contentores de jogadores de passado suspeito e futuro duvidoso, em vez das contratações cirurgicas e certeiras de outrora.
Tudo isto a propósito do "banho de bola" que levamos do Leixões ontem (e podia ter sido pior) e a deixar antever que esta época vai ser uma reprise de outras recentes, de sofrimento, assobios e discórdia na familia.
A não ser que em Janeiro a marota da mão invisivel emende-se e faça entrar alguns jogadores para posições chave desguarnecidas e devolva à procedência alguns que cá andam e que nunca deveriam ter cá chegado, pela aparência das coisas.
E o problema não é só os jogadores e a direcção da SAD. Alguém no seu perfeito juizo percebeu as alterações que o Jesualdo fez depois de chegar ao 2-2 com a equipa a pressionar alto o Leixões e o jogo na mão? Mariano por Sapanuru? A que propósito? E para quê mais um ponta de lança, para a confusão e chuveirinho? A derrota foi justa, a começar pelo pouco empenho da equipa na primeira parte e pelo despautério do treinador.
Ah! E já agora, que disse o Sr. Presidente da SAD sobre o momento da equipa?
Tudo isto a propósito do "banho de bola" que levamos do Leixões ontem (e podia ter sido pior) e a deixar antever que esta época vai ser uma reprise de outras recentes, de sofrimento, assobios e discórdia na familia.
A não ser que em Janeiro a marota da mão invisivel emende-se e faça entrar alguns jogadores para posições chave desguarnecidas e devolva à procedência alguns que cá andam e que nunca deveriam ter cá chegado, pela aparência das coisas.
E o problema não é só os jogadores e a direcção da SAD. Alguém no seu perfeito juizo percebeu as alterações que o Jesualdo fez depois de chegar ao 2-2 com a equipa a pressionar alto o Leixões e o jogo na mão? Mariano por Sapanuru? A que propósito? E para quê mais um ponta de lança, para a confusão e chuveirinho? A derrota foi justa, a começar pelo pouco empenho da equipa na primeira parte e pelo despautério do treinador.
Ah! E já agora, que disse o Sr. Presidente da SAD sobre o momento da equipa?
2008/10/24
Calor
Por cá, cada vez mais quente, cada vez mais luz e cada vez mais cedo. Agora, quando acordo pelas 6h10 da manhã (sim, não é engano, 6h10 da manhã!) já tenho o sol a entrar pela janela dentro. E é dia até cerca das 18h00, sendo que no pico do Verão, 21 de Dezembro, será dia até quase às 19h00 e antes das 6h00 já o sol estará acima do horizonte. Até nisto África é diferente...
2008/10/22
Mariza hip-hop?
Combinação estranha mas de resultados fantásticos. Gostei imenso, foi uma surpresa ouvir Mariza com Boss AC (ou vice-versa) mas adorei o resultado final. E mais uma prova como o fado, quando elevado à máxima exponência, é um registo musical que se funde com quase tudo - e a Mariza tem sido vanguardista em mostrar como isso é possível ao longo da sua ainda curta carreira. Fado é jazz, é flamenco, é pop, é rock-acústico, é clássico, é orquestra, é morna, é zarzuela e é aquilo que a imaginação do produtor conseguir extrair dele - é também, por isso, hip-hop.
2008/10/19
Filmes [5]: Senhor dos aneis
Hoje foi sorna e um banho de sofá! Boa parte da tarde foi a ver, em 2h43m, a primeira parte da trilogia do Senhor dos Aneis, graças a um dos meus funcionários, o Armando, que trouxe o "pack" de Portugal e teve a amabalidade de me emprestar. E graças ao meu home theater 5.1 que faz as delicias de emprestar à sala a magia do som sorround e fazer esquecer, porque deixo de ouvir a envolvente do meus apartamento de gatos, galos, crianças e kizombas, que estou em Angola e viajo até à Terra Média com o Frodo e a Irmandade do Anel.
2008/10/18
Pequenos prazeres...
...a que nos entregamos, quando aqueles prazeres que gostariamos de estar a usufruir estão longe de mais para tal.
Assim, não podendo estar hoje no Multiusos de Guimarães a ver a grande Mariza ao lado da minha Sara, então ao menos pude saborear um bom queijo da serra "O pastor de S. Romão" que ainda estava a pedir uma última degustação desde que o trouxe de Portugal a 13 de Setembro e de um bom vinho Cister da Ribeira 2005 do Douro da Quinta de Ventuzelo que ainda sobrevivia na despensa do cabaz que a Famo nos ofertou no final do ano passado e que se mostrou o companheiro ideal do queijo que terminou assim a sua jornada em grande glória juntamente com o meu amigo David, companheiro de aventuras e andanças nesta epopeia angolana!

Assim, não podendo estar hoje no Multiusos de Guimarães a ver a grande Mariza ao lado da minha Sara, então ao menos pude saborear um bom queijo da serra "O pastor de S. Romão" que ainda estava a pedir uma última degustação desde que o trouxe de Portugal a 13 de Setembro e de um bom vinho Cister da Ribeira 2005 do Douro da Quinta de Ventuzelo que ainda sobrevivia na despensa do cabaz que a Famo nos ofertou no final do ano passado e que se mostrou o companheiro ideal do queijo que terminou assim a sua jornada em grande glória juntamente com o meu amigo David, companheiro de aventuras e andanças nesta epopeia angolana!

2008/10/17
BNA-Lobito (4): Tectos falsos
Mais algumas fotos da minha obra. Hoje, tectos falsos e tudo o que anda por lá escondido depois de terminados...

Tudo o que pode andar por ali: a rede água (azul, em PPR), a rede de saneamento (cinza, em PVC), a rede electrica, dados e de segurança (nos tabuleiros de chapa), a tubagem de água fria do ar condicionado (tubo de ferro revestido de isolamento preto), nalguns sitios, a rede de combate a incêndios (em tubo galvanizado que chega a ter 4'' de diametro) e tubagem de ar do ar condicionado em chapa e chapa revestida de isolamento de lã de rocha que chegam a ter dimensões na ordem do 0,40m de altura por 1,00m de largura...

Aqui os tectos falsos a serem estruturados, um mero esqueleto de perfis galvanizados e varões roscados...

Tectos falsos já placados e emassados, mas ainda por lixar e pintar, falta-lhes a "pele"...

Aqui já lixado, com primário e primeira demão de tinta. Bom aspecto no final, não?
Tudo o que pode andar por ali: a rede água (azul, em PPR), a rede de saneamento (cinza, em PVC), a rede electrica, dados e de segurança (nos tabuleiros de chapa), a tubagem de água fria do ar condicionado (tubo de ferro revestido de isolamento preto), nalguns sitios, a rede de combate a incêndios (em tubo galvanizado que chega a ter 4'' de diametro) e tubagem de ar do ar condicionado em chapa e chapa revestida de isolamento de lã de rocha que chegam a ter dimensões na ordem do 0,40m de altura por 1,00m de largura...
Aqui os tectos falsos a serem estruturados, um mero esqueleto de perfis galvanizados e varões roscados...
Tectos falsos já placados e emassados, mas ainda por lixar e pintar, falta-lhes a "pele"...
Aqui já lixado, com primário e primeira demão de tinta. Bom aspecto no final, não?
2008/10/16
5 em 12?
E lá regressamos, depois do problema que já se evidenciou na ultima qualificação para o Euro2008, às matemáticas para nos qualificarmos. Temos sempre a opção de tentar ficar com o mundial de 2010 em vez da África do Sul que ainda não estará 100% certa na organização para garantir desde já tal participação, caso contrário vamos andar de "Magalhães" na mão até à ultima jornada...
Queiroz, dentro das possibilidades que os jornais foram dando à estampa em Julho passado e como então aqui escrevi, não me pareceu a melhor opção porque "parece-me que tacticamente não é muito evoluído e tem alguma dificuldade de leitura do jogo durante o mesmo" mesmo que seja "o género de treinador que me agrada: metódico, estudioso, inteligente, adepto de novas filosofias e metodologias aplicadas ao alto rendimento - ele próprio um dos primeiros a usar estas técnicas". E parece que acertei em cheio... O resultado de ontem mostrou claramente a dificuldade de gerir a equipa nos 90 minutos, não encontrando outra solução que não fosse atafulhar o ataque de jogadores, 3 extremos e 2 pontas de lança, de forma a ver se pela criatividade alguém resolvia o que a equipa no seu todo não conseguia...
O seu lugar está, claramente, em perigo. A saída do Madail mais cedo é um claro indicador de insatisfação. E nesta altura já os telefones de alguns treinadores e empresários devem estar a tocar em sondagens a potenciais substitutos de Queriroz...
Concreto é o facto de em 12 pontos possíveis apenas termos 5 nesta altura. O que é fraco e mau demais quando poderíamos, deveríamos, ter pelo menos 10, pois o único resultado aceitável terá sido o empate de sábado na Suécia...
Queiroz, dentro das possibilidades que os jornais foram dando à estampa em Julho passado e como então aqui escrevi, não me pareceu a melhor opção porque "parece-me que tacticamente não é muito evoluído e tem alguma dificuldade de leitura do jogo durante o mesmo" mesmo que seja "o género de treinador que me agrada: metódico, estudioso, inteligente, adepto de novas filosofias e metodologias aplicadas ao alto rendimento - ele próprio um dos primeiros a usar estas técnicas". E parece que acertei em cheio... O resultado de ontem mostrou claramente a dificuldade de gerir a equipa nos 90 minutos, não encontrando outra solução que não fosse atafulhar o ataque de jogadores, 3 extremos e 2 pontas de lança, de forma a ver se pela criatividade alguém resolvia o que a equipa no seu todo não conseguia...
O seu lugar está, claramente, em perigo. A saída do Madail mais cedo é um claro indicador de insatisfação. E nesta altura já os telefones de alguns treinadores e empresários devem estar a tocar em sondagens a potenciais substitutos de Queriroz...
Concreto é o facto de em 12 pontos possíveis apenas termos 5 nesta altura. O que é fraco e mau demais quando poderíamos, deveríamos, ter pelo menos 10, pois o único resultado aceitável terá sido o empate de sábado na Suécia...
2008/10/15
Filhotes da Tucha
Taschen
Maior palavra da língua portuguesa
Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico, que é uma doença completamente impronunciável... Mas muito mais giro é que há uma doença do foro psicológico, porque há pessoas que têm a fobia de dizer palavras grandes e dificeis de pronunciar. Chama-se Hipopotomonstrosesquipedaliofobia e é a 3ª maior palavra e das duas, uma: ou o doente não consegue dizer a doença que tem ou então está curado!
2008/10/13
FC Porto Dragão Caixa
Neste site pode ser vista a evolução da obra do pavilhão "multiusos" do FC Porto, denominado "Dragão Caixa" e que em breve irá receber os jogos do meu clube para as diversas modalidades indoor.
Parece-me que o pavilhão aproveita bem o local que tem disponivel. O que me parece desde o inicio é que o local é fraco, exiguo, em curva e nada bom para albergar este recinto, que terá uma lotação muito pequena e nunca será um pequeno "inferno" como era o antigo pavilhão.
Parece-me que o pavilhão aproveita bem o local que tem disponivel. O que me parece desde o inicio é que o local é fraco, exiguo, em curva e nada bom para albergar este recinto, que terá uma lotação muito pequena e nunca será um pequeno "inferno" como era o antigo pavilhão.
2008/10/12
Leituras [33] - O Último Ano em Luanda, de Tiago Rebelo

Depois de uma história ao jeito de "Equador", onde o protagonista era um familiar do autor, Tiago Rebelo volta a presentear-nos com nova história passada em Angola, agora no culminar da presença colonizadora de Portugal em África, mais propriamente, Angola, e que nos presenteia com todo um mundo de loucura não só em Angola, como também em Portugal, que teve os trágicos resultados que hoje conhecemos.
Como muito bem disse o Fernando Godinho, este livro deveria ser de leitura obrigatória a todos os expatriados cá. Para saberem o que foi e porque ainda hoje certas coisas acontecem e estão como estão.
Sinopse:
"Em 1974, uma revolução em Lisboa apanha de surpresa centenas de milhares de portugueses que vivem em Angola. A partir desse dia inicia-se a derrocada imparável de uma sociedade inteira que, tal como um navio a afundar-se, está condenada à destruição e à ruína. Em escassos meses, trezentos mil portugueses são obrigados a largar tudo e a fugir, embarcando numa ponte aérea e marítima que marca o maior êxodo da história deste povo. Para trás ficam as suas casas, os carros e até os animais de estimação. Empresas, fábricas, comércio e fazendas são abandonados enquanto Luanda, a capital da jóia da coroa do império português, é abalada por uma guerra civil que alastra ao resto do território angolano. Três movimentos de libertação, cujos exércitos estavam derrotados a 25 de Abril de 1974, estão novamente activos e combatem entre eles pelo poder deixado vazio pelas Forças Armadas portuguesas. É neste cenário de total desorientação social e de insegurança generalizada que Nuno, um aventureiro que há anos atravessa os céus do sertão angolano no seu avião, Regina e o filho de ambos se movem, numa extraordinária luta para sobreviverem à violência diária, às perseguições políticas, às intrigas e traições que fazem de Luanda uma cidade desesperada.
Esta é a história de coragem e abnegação de um casal surpreendido, tal como milhares de outros, num processo de degradação que se deve à recusa do Exército em defender os seus próprios compatriotas a favor de um movimento até há pouco inimigo, ao desinteresse dos políticos, à total incapacidade do governo de Lisboa para impor os termos de um acordo assinado no Alvor e constantemente violado em Angola e à intervenção militar das duas potências mundiais envolvidas numa guerra fria que é combatida por intermédio dos exércitos regionais."
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