
2008/11/28
2008/11/26
Oitavos...

...de final! Já está, uma limpeza impressionante, onde esteve este FC Porto no mês de Outubro?
Exibição de gala, nem se notou a ausência de Lucho, Licha e Hulk deram cabo da defesa turca e ficou 1-2 no final, mas poderia ter ficado 0-4 que não era escândalo nenhum, o golo turco foi fortuito e ficamos a dever alguns à sorte deles (uma à trave e um "falhanço" do Hulk isolado em frente ao guarda-redes) pelo que o domínio, com excepção dos primeiros 10 minutos, foi quase total.
Que venha o Arsenal agora para vingarmos a derrota de Londres.
2008/11/25
E hoje à noite...

...há Liga dos Campeões.
Se a tradição se cumprir, ganhamos e garantimos um lugar nos oitavos de final. Mas o jogo não vai ser fácil, o ambiente é sempre terrivel na Turquia, eles estão a precisar de um bom resultado para dar a volta ao mau momento que atravessam, têm bons jogadores e nós estamos debilitados com a ausência do Lucho e com o problema de mais um lateral lesionado - se com eles em boas condições esse tem sido o calcanhar de Aquiles da equipa, então assim a coisa ainda é pior! Eu acho que apostava no Fernando à direita e no Fucile à esquerda, no Pelé ao meio e no Tomás Costa no lugar do Lucho, com o Hulk à esquerda e o Cebola à direita (e vice-versa). Desconfio que o Jesualdo, conservador e medricas como é, vai por o Fucile à direita e o Pedro Emanuel à esquerda, o Tomás Costa no lugar do Lucho e o Hulk fica no banco, colocando o Mariano para segurar mais a bola.
Mas, qualquer que seja a equipa, estou esperançado num bom resultado, como é evidente, porque os Dragões são assim, fazem das tripas o coração, fazem das fraquezas as suas forças!
2008/11/23
Leituras [35] - Next, de Michael Crichton

Terminei mais um livro (estes anos de Angola têm dado para fugir à média de leitura de um português, são cerca de 10 livros por ano...) e já arranquei com outro neste domingo de praia e banhos de mar quente.
O "Next" do recentemente falecido Michael Crichton, autor de inúmeros best-sellers, séries de TV e aclamados filmes, reza sobre o mundo moderno da genética, para lá da ovelha Dolly, versando experiências cientificas que, se calhar muito mais do que imaginação, poderão estar a ser feitas em inúmeros locais deste planeta.
O controlo genético, do ADN, a luta comercial das universidades americanas, o estranho mundo do direito nos EUA e a vontade do Homem em encontrar sempre partes mais pequenas e ínfimas do conhecimento do próprio Homem em redor de várias histórias em paralelo que têm um final comum.
Gostei de ler, em particular do meio para o final.
Sinopse:
"Bem-vindo ao mundo da genética. Acelerado, furioso, sem lei. Deixe-se levar pela mão do autor mais lido do mundo! É verdade que os louros estão em vias de extinção? Todos os que estão a jantar connosco pertencem à mesma espécie? Os seres humanos e os chimpanzés só diferem em 400 genes; é por isso que o feto de um chimpanzé se parece com o de uma pessoa? E isso deve interessar-nos? Há uma cura genética para a toxicodependência. Será pior do que a doença? Vivemos numa época em que podemos vender on line óvulos e esperma e aplicar testes para doenças genéticas às pessoas com quem nos casámos. Vivemos num tempo em que 1/5 dos nossos genes pertence a alguém e em que um cidadão pode ser um alvo porque tem genes valiosos nos cromossomas..."
2008/11/20
2008/11/19
BNA-Lobito (8): Casa do gerador acabada, carpintarias em progresso e serralharias a arrancar
A casa do gerador. Só faltam as paredes e os "habitantes"...
Uma UTA, isto é, uma Unidade de Tratamento de Ar. Ainda bem que é grande, porque se fosse uma Pequena Unidade de Tratamento de Ar, a abreviatura era um problema...
O soalho de madeira de Cambala em execução, à falta de cortiça, o enchimento do vazio foi com lã de rocha.
As serralharias da estrutura do auditório, das escadas do piso 4 ao 6 e da viga do piso 6 estão dependentes de eu pescar o Sardinha para as por no sitio! Nas fotos, uma pequeníssima parte de peças do auditório (em cima) e das escadas (em baixo).
2008/11/18
18/6=2,6
Adoro esta matemática... e já cheira a Natal, ao leite creme, ao pão de ló, à lareira a crepitar, às iluminações de rua, ao coro-orfeão de Santo Amaro a berrar nas colunas das ruas e supermercados, aos intermináveis anúncios doa brinquedos e perfumes, à corrida pelas prendas, às filas intermináveis de transito nos arredores dos centros comerciais!
Ou mais simplesmente como diria a minha prima Inês: "já tou a ver as renas"!
2008/11/16
Dia de praia
2008/11/14
Parabéns, Pai
Muitos parabéns com o calor de Angola que tão bem conheces, Nuno.
2008/11/11
Independência, 33 anos. Parabéns, Angola!
Em todo o caso, é bonito ver um país em festa, em paz, em consolidação de um processo democrático - o que não é fácil num país que nunca soube o que isso era enquanto colónia e mesmo culturalmente tem tradições em tudo diferentes do "nosso" conceito ocidental de democracia, motivo porque não podemos analisar da mesma forma a democracia em Angola, ou num qualquer país da África Austral, por exemplo, de Cuba ou da Venezuela, países com tradições completamente diferentes. Mas o que é facto é que este é um país em crescimento, que todos os meses vê melhorar as vias de comunicação, as infra-estruturas sociais, administrativas e políticas, que vê a sua economia florescer e que, graças à enorme quantidade de portugueses, em particular, e europeus, genericamente, presentes, ajuda dessa forma também grandemente as economias debilitadas europeias, quer através das famosas remessas dos emigrantes, quer através das compras a empresas europeias de todo o tipo de produtos dos quais Angola é, ainda e durante muito tempo, carente.
Mas o importante neste dia de hoje é sentir que este é um país com um enorme potencial e futuro, um país jovem (de idade e de gente) e que o futuro é para ele risonho, assim se mantenha em paz e no caminho da consolidação democrática muitos e longos anos.
Nesta altura, para além de todo o envolvimento no processo de reconstrução nacional, que é um esforço brutal do Governo, das Províncias, dos Municípios e das empresas nacionais e estrangeiras - é difícil quem está de fora perceber a dimensão do que se passa aqui - outro dos projectos em que Angola está envolvido, num processo similar ao que tivemos em Portugal com o Euro2004, é a preparação do CAN2010, o Campeonato Africano das Nações de Futebol, a realizar-se em 2010 em Cabinda, Luanda, Lubango e Benguela, sendo que é um processo importante também pelo levantar da moral e do orgulho angolano, como nos aconteceu em Portugal, sendo o objectivo realizar o melhor CAN de sempre. O que está ao alcance deles.
Hóteis em construção são muitos. Mas o essencial são os estádios, 4 novos estádios, infelizmente construídos pelos chineses (uma potência por cá...) e com ar moderno e nada ficando a dever, pelo menos no papel, ao que de melhor se tem feito no resto do mundo. Algumas imagens abaixo.
Luanda:


Benguela:


Lubango:


Cabinda:


Por tudo isto e pelo facto de me ter recebido tão bem, os meus mais sinceros agradecimentos e parabéns a Angola e ao seu Povo.
2008/11/10
E assim se promove o emprego e a baixa taxa de escolaridade obrigatória!

2008/11/09
E aí vão 5...
Espero mais algumas modificações no FC Porto, talvez as entradas de Fucile e Pelé, mas acima de tudo espero ver um FC Porto forte e a discutir o jogo, sem se embarrilar na sua defesa e dando o controlo do jogo ao Sporting. E no final, que vença o FC Porto, pois então!
2008/11/08
BNA-Lobito (7): Casa do gerador e acabamentos em progresso
Enchimento da sub-laje de pavimento a 22.10.2008
Betonagem da laje de pavimento a 24.10.2008
Montagem da laje a 30.10.2008

Montagem da laje a 7.11.2008
Montagem da laje a 8.11.2008
Parede exterior em mármore rosa do Egipto grampeado com material Halfen
Pedra nos pilares e remate de gesso projectado já executado
Carlos Alberto a meter ferragens nas portas
Estrutrura de tecto falso 60x60
Rede de incêndios, tubo galvanizado 4''
2008/11/07
Recordar Angola

Do conhecido jornalista da TVI, Paulo Salvador, recebi hoje a informação que vai em breve publicar o 3º volume da série de livros "Recordar Angola" (dos quais ofereci os 2 primeiros ao meu pai, que por Angola passou entre 1961 e 63) e que, conforme o seu blog Recordar Angola refere, irá fazer o lançamento público em várias FNAC's em finais de Novembro e no principio de Dezembro, ainda eu estarei aqui em Angola.
Como não está nada agendado para a FNAC de Braga, onde agora resido quando em Portugal, pode ser que ainda tenha a sorte de ele agendar por lá uma sessão já comigo em Portugal, de forma a que eu tenha a oportunidade de comprar, conhecer e autografar um exemplar para mim, de forma a juntar aos outros dois belos exemplares já lá em casa.
As sessões serão em:
Lisboa - FNAC C.C.Colombo 26 Novembro, pelas 18.30. Apresentação da obra, Luís Marinho
Coimbra - FNAC Coimbra Fórum, 30 de Novembro, pelas 17.00. Apresentação da obra, Dr. Henrique Faria
Porto - Fnac Norte Shoping, 1 Dezembro pelas 17.30. Apresentação da obra, Paulo Sérgio Gonçalves Marques.
2008/11/06
24 anos
Esse míudo era eu! :)
Era então o sócio trinta e tal mil e hoje, estes anos todos depois e com várias recontagens pelo caminho (a cada 5 anos há uma) ainda vou no 18 mil e tal. Para o ano, cumpro o quarto de século de associado e terei direito, penso eu que na comemoração do aniversário do clube em 2010, a uma roseta de prata. O que significa que ainda estarei a 25 anos de receber a de ouro que o meu pai e os seus irmãos todos já receberam há alguns anos...
2008/11/05
Obama? Não, o fenómeno está em Portugal!
Não é que o diabo do petiz já era um fenómeno político? Ora bolas, eu com dois anos não lembro do 25 de abril, com seis anos tenho uma vaga memória da Argentina campeã do Mundo em 1978 e mal me recordo do que foi para o país a morte de Sá Carneiro aos oito anos de idade.
Mas o distribuidor do Magalhães, aos 3 anos, lembra-se "do debate que houve na América quando, pela primeira vez, um católico se candidatou a presidente. O próprio Kennedy teve de vincar bem que nunca receberia ordens do Papa enquanto presidente dos EUA. Lembro-me bem do que isso significou."
Pergunto eu: ainda ninguém reparou no enorme manicómio em que Portugal se está a transformar? Haja paciência para isto, não?

Sócrates aos 3 anos depois de ouvir Kennedy: "fiquei de boca aberta!"
2008/11/03
Fim de semana para esquecer...
Desportivamente então foi o descalabro... FC Porto afundado na Figueira (delicioso aquele título do Porta-avião afundado por traineira...) e os rivais ganharam os dois, a Ferrari perdeu o titulo de pilotos na última curva da última volta do último grande prémio - quando cortou a meta o Filipe Massa era campeão virtual, 20 segundos depois, já em comemoração, o banho de água gelada: o Glock que estava em 4º teve problemas (?) e deixou passar os dois que estavam atrás dele, permitindo que o Hamilton subisse ao 5º lugar e se sagrasse dessa forma campeão do mundo.
Rebuçados para não parecer tão amargo o fim de semana: hoje é feriado em Angola (quer dizer, foi ontem mas quando calha ao domingo passa para segunda-feira) e por isso apesar de eu estar a trabalhar, o dia é mais calmo; a Ferrari ganhou mais um titulo de construtores; o FC Porto continua a ganhar no hóquei em patins e segue o trajecto vitorioso que o futebol desconhece esta época...
2008/11/02
Uma história...
Marcou o código do cartão Multibanco: 0404. Quatro de Abril. Dia do nascimento do filho mais velho. Como não fica bem a um pai ter preferências explícitas por um ou outro exemplar da sua própria descendência, arranjou aquela maneira de o estimar secretamente no dia-a-dia. Enquanto esperava que a máquina lhe cuspisse os 100 euros em notas de 20, pegou no talão do cliente anterior, que tinha ficado à vista, amarrotado, em cima do teclado da máquina. Cinco euros e três cêntimos. Que porra de saldo!, pensou. O que é que se faz hoje em dia com cinco euros? Não dá para ir jantar fora, não dá para ir ao cinema... Olha, dá para comprar um maço de tabaco e ler o jornal...
Quando a máquina começou a vomitar o dinheiro, o formigueiro já instalado nos pés começou a subir freneticamente pelas pernas acima. Se cinco euros não dão para quase nada, os 100 euros que se preparava para agarrar dariam para mudar a sua vida.
Respirou fundo. Dobrou a esquina. Sabia exactamente o que fazer. Andava a preparar tudo há meses. Durante as noites de tédio, não pensava noutra coisa. Fechava os olhos e era a imagem do paraíso que via. Entrou na papelaria. Era preciso escolher bem o papel em que iria escrever a carta à Senhora Belmonte. A Carta Que Lhe Iria Mudar a Vida.
Passou os olhos e os dedos pelos diferentes papéis que havia na loja. Escolheu o mais óbvio, o mais simples. A carta, o papel branco que iria encher de sopros e segredos que a Senhora Belmonte nem imaginava existirem. Pagou e meteu-se a caminho. Não podia, claro, escrever tão delicada prosa em casa. Afastou-se daquele bairro, caminhou a pé uns quarteirões e escolheu a mesa mais recôndita do mais anónimo café das redondezas. Sentou-se, pegou na caneta dourada e escreveu em letra redonda e cuidada:
Cara Senhora Belmonte :
Bem sei que não se lembra de mim. Era eu uma criança quando a vi, a primeira e única vez que vi. Chamo-me Inácio. Era apenas um garoto tímido quando veio a casa dos meus tios, por alturas do nascimento do meu primo Guilherme. Mas eu lembro-me bem dessa tarde e era sobre isso que lhe queria falar, do que ouvi naquele escritório e que nunca esqueci, durante todos estes anos. Porém, não o queria fazer por carta. Porque o que me move são os sentimentos, peço-lhe que aceite encontrar-se comigo, recebendo-me em sua casa. Apanharei o primeiro avião que puder, assim que obtiver, de sua parte, resposta positiva, como espero que faça.
O seu,
Inácio Rodrigues
Acendeu um cigarro e estendeu levemente o braço, com dois dedos hirtos, na direcção do empregado que conversava pachorrentamente, encostado ao balcão. Voltou a ler o que havia escrito, remoendo a mesma indecisão que o assolava há anos e pensava ter abandonado. Dobrou cuidadosamente o papel, enfiou-o no envelope e guardou-os no bolso do sobretudo que nunca chegara a despir. Tomou o café de um só trago, deixou uma moeda, levantou-se, subiu as abas e enterrou o chapéu. A porta envidraçada era apenas uma memória distante, quando se apercebeu que a chuva e um cinzento baço desolavam toda a rua. Foi então que a viu, indefesa, serpenteando entre carros e charcos.
Sim. Era ela. Serpenteando entre carros e charcos. Agora não tinha que apanhar nenhum avião, não teria que esperar por mais nada. Ali estava ela, tão perto do meu corpo, tão longe do meu pensar. Que faço? Vou. Não vou. Digo “Olá sou o Inácio”. Digo “Desculpe donde a conheço?”. Tento que pareça um incidente? Que faço? E então eu, no meio de carros e charcos, estendo meu braço, toco-lhe e eis que ela, também entre carros e charcos, se me dirige o olhar, num instante de intensa importância. Digo-lhe por fim: Senhora Belmonte permita-me que lhe entregue este envelope que o Sr. Inácio Rodrigues lhe escreveu. As palavras saíram-me assim sem mais nada, sem pensar, sem elaborar.Ela mirou-me, seus olhos de régua e esquadro, e nem teve tempo de dizer nada, porque rapidamente tirei o envelope do sobretudo que nunca cheguei a despir e despedi-me com um aceno, serpenteando entre carros e charcos.
Carla Belmonte nem teve tempo de reacção. Apenas segurou no envelope enquanto aquele estranho se afastava na bruma cinzenta do nevoeiro e da chuva miudinha que entranha na roupa, na pele, nos ossos. Antes ainda de desaparecer na esquina, tentou um tímido chamamento, “Espere… Venha cá…”, mas não resultou e as suas pernas ficaram plantadas na calçada de pedra, escorregadia e desgastada dos passos do tempo. A cara do estranho pareceu-lhe vagamente familiar. Talvez não fosse estranho, mas estranho era terem-na encontrado ali, tão longe de sua casa na ilha da Madeira, até porque tudo tinha feito para estar ali incógnita. Carla Belmonte, apesar dos seus 39 anos, era ainda uma mulher de aspecto jovem mas que vestia discretamente, mais ainda quando o tempo convidava a roupas mais quentes e aconchegantes como este Outono. Estava no Porto para tentar descobrir o fio à meada da história da sua família, quem eram os pais que nunca chegou a conhecer, como tinham ido parar à Madeira e porque havia tanto secretismo no testamento do seu avô que só deveria ser lido na data do seu 40º aniversário que ocorreria no final do mês. Olhou novamente para o envelope, algo amarrotado pela força com que o segurava e correu para o carro alugado e estacionado na Rua Sá da Bandeira, bem perto da antiga Singer, onde então leu o seu conteúdo. Leu e releu as poucas linhas caligrafadas numa letra redonda e assinada por Inácio Rodrigues. O nome não me é estranho… pensou em voz alta enquanto ligava o Renault Clio branco.
(Esta é a continuação de uma ideia/história que começou na Fotosfera, continuou no Downtown, seguido de Blogueio Mental e continuada n’A minha pátria é a minha língua. Quem a quiser seguir que deixei aqui a sua intenção.)
2008/11/01
Batalha Naval
Por isso, para esta noite, não espero menos que a vitória.

