Tenho reparado, nomeadamente nos comentários que se fazem no Facebook, que há uma corrente de esperança que varre o país. Esperança mesmo naqueles que não são das cores do Governo em que o grupo que se voluntariou a tomar conta do país neste momento consiga, de facto, dar a volta à situação.
Nota-se essa esperança em particular na educação. Nuno Crato foi o melhor nome que Pedro Passos Coelho podia ter escolhido - tudo o que nas últimas 24 tem saído sovre ele, na TV e na net, com velhas entrevistas e conferências, mostra que com ele virá uma nova era educativa. O fim do facilitismo. O fim dos novos oportunismos... transformadas em Novas Oportunidades. Virá maior rigor e aprendizagem integrada.
Mas também em áreas como as finanças, em que quanto mais se vai sabendo do currículo de Vítor Gaspar, mais as pessoas confiam que é o homem certo no momento certo no lugar certo.
É bom ver que as pessoas estão, novamente, com uma centelha de esperança que é possível cumprir Portugal. Só por isto, já valeu a pena a queda de Sócrates!
2011/06/19
2011/06/18
Mudar Portugal: um Governo de Maioria para a Mudança
Um bom inicio deste Governo.

Primeiro, porque Passos Coelho foi indigitado na quarta-feira à hora do almoço e a meio da tarde de sexta, pouco mais de 48 horas depois, já tinha o Governo formado e estava a entregar o mesmo ao Presidente da República.
Em segundo, porque quase nada transpirou para a comunicação social, que falhou muitos dos nomes, quase não acertou nenhum. Exemplar a condução do processo.
Em terceiro lugar, porque seguiu os trâmites que é suposto seguir: concertação de um programa político entre os partidos, apresentação do programa ao Presidente, indigitação, convites para formação do Governo. Não queimou etapas e fez todas elas num tempo quase recorde. Tudo feito de forma responsável, digna, de estadista. Sem comentários e à partes, quer pelo PSD, quer pelo CDS.
Em quarto porque, finalmente, há um corte geracional e são novos nomes e sem experiência política - afinal de contas, quem tem experiência política de Governo ajudou a chegarmos ao ponto onde estamos. Eu gosto disso. A audácia e o arrojo de colocar pessoas como Álvaro Santos Pereira, Vítor Gaspar ou Assunção Cristas é de enorme capacidade de visão. Apostar em gente nova, com capacidade técnica elevada e comprovada.
Fica a composição do XIX Governo Constitucional liderado por Pedro Passos Coelho:
Finanças - Vítor Gaspar
Economia - Álvaro Santos Pereira
Negócios Estrangeiros - Paulo Portas
Justiça - Paula Teixeira da Cruz
Administração Interna - Miguel Macedo
Assuntos Parlamentares, Autarquias e Desporto - Miguel Relvas
Educação e Ensino Superior - Nuno Crato
Segurança Social - Pedro Mota Soares
Agricultura, Ambiente e Território - Assunção Cristas
Saúde - Paulo Macedo
Defesa - Aguiar-Branco
É uma equipa que acredito vir a ser muito coesa, muito boa tecnicamente, que se bem gerida politicamente poderá ser, de facto, a tábua de salvação deste país.
Estou muito optimista neste Governo, confesso. Aliás, nota-se... Mas pela primeira vez, serei mais velho que alguns ministros, sou de idade aproximada dos principais ministros. Desde o 25 de Abril, este é o primeiro Governo que cortou com os políticos dos anos 70 e 80, os mais antigos são, para além de Pedro Passos Coelho, Paulo Portas e Miguel Relvas - todos eles aparecidos nos anos 90 na política.

Primeiro, porque Passos Coelho foi indigitado na quarta-feira à hora do almoço e a meio da tarde de sexta, pouco mais de 48 horas depois, já tinha o Governo formado e estava a entregar o mesmo ao Presidente da República.
Em segundo, porque quase nada transpirou para a comunicação social, que falhou muitos dos nomes, quase não acertou nenhum. Exemplar a condução do processo.
Em terceiro lugar, porque seguiu os trâmites que é suposto seguir: concertação de um programa político entre os partidos, apresentação do programa ao Presidente, indigitação, convites para formação do Governo. Não queimou etapas e fez todas elas num tempo quase recorde. Tudo feito de forma responsável, digna, de estadista. Sem comentários e à partes, quer pelo PSD, quer pelo CDS.
Em quarto porque, finalmente, há um corte geracional e são novos nomes e sem experiência política - afinal de contas, quem tem experiência política de Governo ajudou a chegarmos ao ponto onde estamos. Eu gosto disso. A audácia e o arrojo de colocar pessoas como Álvaro Santos Pereira, Vítor Gaspar ou Assunção Cristas é de enorme capacidade de visão. Apostar em gente nova, com capacidade técnica elevada e comprovada.
Fica a composição do XIX Governo Constitucional liderado por Pedro Passos Coelho:
Finanças - Vítor Gaspar
Economia - Álvaro Santos Pereira
Negócios Estrangeiros - Paulo Portas
Justiça - Paula Teixeira da Cruz
Administração Interna - Miguel Macedo
Assuntos Parlamentares, Autarquias e Desporto - Miguel Relvas
Educação e Ensino Superior - Nuno Crato
Segurança Social - Pedro Mota Soares
Agricultura, Ambiente e Território - Assunção Cristas
Saúde - Paulo Macedo
Defesa - Aguiar-Branco
É uma equipa que acredito vir a ser muito coesa, muito boa tecnicamente, que se bem gerida politicamente poderá ser, de facto, a tábua de salvação deste país.
Estou muito optimista neste Governo, confesso. Aliás, nota-se... Mas pela primeira vez, serei mais velho que alguns ministros, sou de idade aproximada dos principais ministros. Desde o 25 de Abril, este é o primeiro Governo que cortou com os políticos dos anos 70 e 80, os mais antigos são, para além de Pedro Passos Coelho, Paulo Portas e Miguel Relvas - todos eles aparecidos nos anos 90 na política.
2011/06/16
Maioria para a Mudança

Já está disponível o acordo político entre o PSD e o CDS intitulado "Maioria para a Mudança" que advém das negociações entre os partidos após a vitória no passado dia 5 de Junho nas urnas.
Aborda assim os desafios, "pesados e complexos", a que estaremos sujeitos nos próximos anos. Em particular nos próximos dois anos, que como Pedro Passos Coelho já afirmou, serão duríssimos, de forma a que Portugal se apresente então, em 2013, aos mercados novamente possuidor de credibilidade e respeitabilidade por cumprir os acordos firmados. Por ser, novamente, um país na rota do crescimento e aproximação aos indices dos países da frente da Europa.
Este documento traça assim, em 4 capitulos, aquilo que vai nortear o próximo Governo de Portugal, espera-se que por 4 anos.
No primeiro e mais importante para mim, discorre-se sobre a formação e a orientação programática do Governo. Esta é para mim a mais importante porque é aqui que se faz a aproximação entre dois partidos tão diferentes e que, no fundo, sempre que necessário no país ou nas autarquias, são capazes de encontrar pontos de confluência para governarem em conjunto. E é no ponto 6 que consta o fundamental, em 10 alíneas que são o fundamental do programa de Governo. Onde, resumidamente, se fala de como ultrapassar a crise económica, restaurar a credibilidade, gerar emprego, garantir o Estado Social sustentável, estruturar o Estado diminuindo as despesas com estruturas e dirigentes em todos os níveis do Estado e sector empresarial, gerar uma nova política de juventude que a prepare para o futuro, aumentar a poupança e reduzir o endividamento externo, proceder às reformas do mercado de trabalho, viabilizando a empregabilidade e a contratação, do mercado de arrendamento, promovendo a mobilidade, a reabilitação urbana e a diminuição do endividamento das famílias, do sistema fiscal, valorizando nomeadamente o trabalho, a família e a poupança; da Segurança Social, garantindo a
sua sustentabilidade, a solidariedade inter-geracional e a progressiva liberdade de escolha, nomeadamente dos mais jovens, da justiça, promover o desenvolvimento humano e social e garantir o exercício da liberdade.
O segundo capitulo versa a colaboração no plano parlamentar, ou seja, fala dos termos em que ambos os partidos devem colaborar na Assembleia da República e como suportaram o Governo.
O terceiro capítulo, muito curto, fala sobre a colaboração extra-parlamentar, ou seja, sobre o que ambos os partidos devem fazer no seu dia a dia e na preparação dos futuros actos eleitorais. Destaco apenas isto: "No respeito pela identidade própria de cada partido, a cooperação e a mobilização das respectivas estruturas e responsáveis, em todos os escalões da sua organização interna"...
O último capítulo nada acrescenta, mas coloca as partes em situação de igualdade de direitos e deveres, de lealdade para com o outro.
É este acordo que permitiu, num tempo muito curto para os prazos dilatados existentes, que Portugal disponha ainda esta semana, muito provavelmente, um Governo formalmente constituído.
Mudar Portugal, dizia o slogan de campanha do PSD. Maioria para a Mudança, de Portugal, acordaram os partidos que irão suportar e constítuir o Governo. Os dados estão lançados...
2011/06/15
Amadorismo muito caro...
...foi o resultado visível da ultima acção para a CEC2012.
A ideia, ao que consta, surgiu da Escola Francisco de Holanda e sem custos para a CEC2012: fazer um logotipo humano com o simbolo da CEC2012.
Mas, ao que parece, a organização decidiu fazer a coisa de uma forma mais profissional, contratando para o efeito os meios humanos e materiais que permitissem fazer uma acção em grande. Até aqui, tudo (quase) normal...
O problema é que quem organizou a acção falhou no desenho do logotipo, que agora terá de ser corrigido electronicamente para ser mostrado "correctamente" ao mundo.
Veja-se o original e que fizeram:




É um detalhe pequeno, mas que profissionais da área não deviam falhar, não é admissível tal coisa.
Como já nos habituou, a CEC falhou na organização, novamente. Um amadorismo muito caro...
A ideia, ao que consta, surgiu da Escola Francisco de Holanda e sem custos para a CEC2012: fazer um logotipo humano com o simbolo da CEC2012.
Mas, ao que parece, a organização decidiu fazer a coisa de uma forma mais profissional, contratando para o efeito os meios humanos e materiais que permitissem fazer uma acção em grande. Até aqui, tudo (quase) normal...
O problema é que quem organizou a acção falhou no desenho do logotipo, que agora terá de ser corrigido electronicamente para ser mostrado "correctamente" ao mundo.
Veja-se o original e que fizeram:




É um detalhe pequeno, mas que profissionais da área não deviam falhar, não é admissível tal coisa.
Como já nos habituou, a CEC falhou na organização, novamente. Um amadorismo muito caro...
2011/06/14
Mudar Portugal: Responsabilidade

Segundo noticiam neste momento os telejornais, o PSD e o CDS já terão chegado a um entendimento político e programático para o futuro Governo de coligação saído das eleições do passado dia 5 de Junho.
E há uma coisa que se destaca neste processo negocial: a excelente forma como nada do que se passa tem transpirado cá para fora, o sentido de responsabilidade que os partidos e as pessoas envolvidas puseram no assunto, o que é um excelente prenuncio para o futuro.
Porque o momento em que o país se encontra, implica que se abandone de vez o estilo propagandista usado pelo anterior Governo e se passe a aplicar um estilo mais sóbrio e responsável. Assim queira o agora principal partido da oposição entrar neste jogo em parceria com os partidos do Governo, porque assim o exige o estado em que o País está.
Estou confiante, cada vez mais confiante, que o futuro Governo será uma pedrada no charco político que se instalou em Portugal há muitos anos. Portugal já está a mudar...
2011/06/12
Filmes [13]: O Discurso do Rei

Vi hoje, finalmente, o excelente "O Discurso do Rei", um filme sobre a luta que o príncipe Alberto, depois rei Jorge VI, pai da actual rainha de Inglaterra, teve de travar para conseguir superar o seu problema de gaguez.
Um filme muito interessante porque nos dá a conhecer o homem por detrás da figura real. Os seus problemas, a sua infância, o peso que recebeu nos seus ombros em substituir o irmão que não só queria casar com uma americana divorciada como, ainda por cima, tinha algumas simpatias por Hittler e o seu regime...
Para além disso, mostra como foi construída a relação de amizade com o seu terapeuta da fala, talvez o seu unico amigo - ele próprio lhe respondeu à pergunta "para que servem os amigos" com um honesto "não sei", pois não tinha nenhum até então...
Vale a pena ver, não só pela história, como ainda pela fotografia e planos de realização que enfatizam a dramaticidade de cada momento chave. Gostei particularmente de um momento em que o rei tem de discursar perante o parlamento e se sente sobrecarregado pelo peso dos antecessores e do local, culminando com um plano inferior desde os pés do rei a ver com uma grande angular todos os presentes e a amplidão da sala. Muito bom.
Recomendo. Não é um filme fantástico, inesquécivel. Mas é um bom filme, com boas interpretações de Colin Firth e Geoffrey Rush e uma boa realização do novato Tom Hooper.
2011/06/10
Porquê 10 de Junho?
Dizem que é o dia de Camões. Segundo consta, morreu a 10 de Junho de 1580. Mas poucas certezas há sobre a sua vida. Certo só que terá escrito os Lusíadas, obra maior da literatura do renascimento em Portugal e no Mundo. Mas é um dia que só é comemorado desde 1924 enquanto tal, segundo li aqui, ou seja, é uma tradição com menos de 100 anos e amplificada pelo regime de Salazar - coisa que me faz ficar perplexo como a esquerda permitiu manter esta tradição e apenas lhe retirou a "raça" da comemoração (já que até 1978 era dia de Camões, de Portugal e da Raça!) que a II República tanto glorificou.

Mas daí até ser hoje o dia de Portugal, das Comunidades e de Camões, parece-me um excesso.
Porque nem sequer há certezas.
Mal por mal, incerteza por incerteza, prefiro o 24 de Junho, suposto dia da batalha ocorrida no campo de S. Mamede, em Guimarães, e que deu início segundo todos os relatos e mais ou menos unanimidade dos historiadores ao nosso país, Portugal, no já longinquo ano de 1128.
Quanto ao resto, parece-me bem que se comemore o dia da nação, que se festeje Portugal - mesmo que de forma contida porque não só a nossa independência já não é o que era (graças a quem nós sabemos) como a crise (graças a quem nós sabemos também) não o aconselha. Já agora, faltam 17 anos para comemorarmos os 900 anos de história enquanto nação. Que data fantástica será o ano de 2028, gostaria de cá estar para a celebrar também! Quem sabe nesse ano já se comemore em 24 de Junho o dia de Portugal!
Editado em 2011.06.12

Mas daí até ser hoje o dia de Portugal, das Comunidades e de Camões, parece-me um excesso.
Porque nem sequer há certezas.
Mal por mal, incerteza por incerteza, prefiro o 24 de Junho, suposto dia da batalha ocorrida no campo de S. Mamede, em Guimarães, e que deu início segundo todos os relatos e mais ou menos unanimidade dos historiadores ao nosso país, Portugal, no já longinquo ano de 1128.
Quanto ao resto, parece-me bem que se comemore o dia da nação, que se festeje Portugal - mesmo que de forma contida porque não só a nossa independência já não é o que era (graças a quem nós sabemos) como a crise (graças a quem nós sabemos também) não o aconselha. Já agora, faltam 17 anos para comemorarmos os 900 anos de história enquanto nação. Que data fantástica será o ano de 2028, gostaria de cá estar para a celebrar também! Quem sabe nesse ano já se comemore em 24 de Junho o dia de Portugal!
Editado em 2011.06.12
2011/06/08
Linha de Rumo Mobile

Com o evoluir das plataformas de suporte dos blogues, este tem vindo a ajustar-se com o tempo.
Assim, é agora possível visualizar esta Linha de Rumo na sua versão para telemóveis.
No telemovel basta procurar pelo endereço do costume, http://linhaderumo.blogspot.com .
Para uma previsão da página que lá poderão ver, cliquem aqui.
2011/06/07
A abstenção ou eleitores fantasma

Imagem Bom Vernáculo
Este é um tema que não só me preocupa como acho que deveria ser uma das prioridades da próxima legislatura.
Urge resolver esta situação que deixa sempre um travo amargo em qualquer eleição.
Quanto a mim, há duas coisas a ter em conta neste assunto. Uma é o desacerto dos cadernos eleitorais. Outra é o desinteresse das pessoas, as pessoas não participativas civicamente.
Vamos por partes.
CADERNOS ELEITORAIS
Não são fiáveis. Ponto final. Há muitos, imensos, eleitores fantasma: mortos, duplicados ou qualquer outra situação. Senão, repare-se no seguinte: há 9.429.024 de eleitores inscritos, quando há apenas 10.632.481 habitantes residentes em Portugal e destes 1.619.804 são menores de 14 anos e 571.027 têm entre os 15 e os 19 anos (o que significa que grande parte deles, cerca de metade, também não vota) - isto segundo dados recolhidos na Pordata referentes a 2009 - e isto significa que, seguramente, há menos de 9 milhões de eleitores em Portugal, talvez uns 8,7 ou 8,8 milhões. Assim sendo, quanto a mim, logo à partida há mais de 700 mil eleitores fantasma no país. A abstenção de 41,3% anunciada deverá ser, realmente, da ordem dos 36,4% (ver quadro abaixo).

Este momento em que terminaram as eleições era uma excelente altura de perceber se os que não votaram são abstencionistas ou fantasmas. E era simples limpar um bom bocado os cadernos já: enviando uma carta a cada um dos abstencionistas, no sentido de se apresentarem na Junta de Freguesia para actualização de dados e confirmação de inscrição eleitoral. Só isso, provavelmente, iria limpar dos cadernos muitos mortos, muitos repetidos, muitos emigrantes. E depois irá ser necessário trabalhar seriamente no restante caderno - cruzando dados de várias bases de dados, como a fiscal, a segurança social, a carta de condução. Um bom trabalho dessa forma poderia, finalmente, criar um caderno eleitoral real e ajustado ao país que temos.
PESSOAS NÃO PARTICIPATIVAS
Este é o outro lado da moeda, a contra-parte do problema da abstenção.
Há pessoas que não se dão ao trabalho de ir votar. Há pessoas que já não acreditam que o voto possa mudar as coisas. Há pessoas que não votam por protesto. Há de tudo.
Não sei como convencer as pessoas da importância de cada voto. Dizer-lhes que é um direito conquistado a muito custo, parece não resolver. Dizer-lhes que é um dever para com todos os outros também não.
Por outro lado, sei de uma coisa. Não é por haver multas que se cumpre, mas sabemos que quando a fiscalização é grande, há tendência de se comportar melhor e cumprir minimamente, mesmo que com protestos, o que for obrigatório.
As pessoas deveriam participar por vontade própria - gostei de ouvir um eleitor em Figueiredo, mais ou menos da minha idade, quase analfabeto, a dizer que nunca falhou uma eleição e era um dever vir votar - e eu não percebo que não o façam.
Mas quando não vão a bem, vão a mal. Alguém acredita que se não fosse obrigatório entregar os elementos referentes aos impostos em determinada data, sob pena de multa, que alguém o faria voluntariamente? Pois aqui passa-se o mesmo! Se as pessoas não vão votar a bem, devem passar a ser forçadas a ir sob pena de não indo terem de pagar uma coima - coisa que o Brasil faz há bastante tempo com relativo sucesso, ao que sei.
2011/06/06
As minhas previsões foram quase certeiras!
Estou, assim, à disposição de todas as agências que gastam milhões para falharem as suas previsões em sondagens e inquéritos...
A 31 de Maio, previ aqui os resultados.
Veja-se o comparativo, primeiro a previsão, depois o resultado oficial...
PSD - 37-40% - 38,63% (OK)
PS - 29-31% - 28,05% (fui optismista demais, falhei 1% por excesso!)
CDS - 12-15% - 11,74% (mais uma vez fui optimista, falhei 0,26% por excesso!)
CDU - 7-9% - 7,94% (OK)
BE - 5-7% - 5,19% (OK)
Qual foi a técnica? Ouvir o que as pessoas diziam na rua, nos cafés, nas filas do supermercado. Sentir a reacção das pessoas à passagem das campanhas eleitorais na rua. Feelings! Sentia nas pessoas uma grande rejeição a Sócrates, apesar de socialistas. Sentia que a mensagem de Portas passava bem, nomeadamente no eleitorado urbano e jovem. Sentia que o PSD era o único encarado como solução para o momento presente, apesar de algumas questões menos claras e mais conflituosas. Sentia que a coerencia do PCP seria premiada com um resultado semelhante aos anteriores. Sentia que as posições de rejeição constante, de radicalismo, de incoerência entre o apregoado e practicado pelo BE iria tirar muitos votos a essa coligação de interesses de partidos não democráticos.
O resto já nós sabemos. Por interesse ou por incompetência, as sondagens todas, sem excepção, apontavam para valores muito diferentes e até as de boca de urna, do próprio dia, não foram muito certeiras. Gostaria que isso fosse devidamente investigado... O que também é engraçado é que na net, em diversos blogues, muitas pessoas também previram resultados com maior fiabilidade que os das empresas de sondagens...
A 31 de Maio, previ aqui os resultados.
Veja-se o comparativo, primeiro a previsão, depois o resultado oficial...
PSD - 37-40% - 38,63% (OK)
PS - 29-31% - 28,05% (fui optismista demais, falhei 1% por excesso!)
CDS - 12-15% - 11,74% (mais uma vez fui optimista, falhei 0,26% por excesso!)
CDU - 7-9% - 7,94% (OK)
BE - 5-7% - 5,19% (OK)
Qual foi a técnica? Ouvir o que as pessoas diziam na rua, nos cafés, nas filas do supermercado. Sentir a reacção das pessoas à passagem das campanhas eleitorais na rua. Feelings! Sentia nas pessoas uma grande rejeição a Sócrates, apesar de socialistas. Sentia que a mensagem de Portas passava bem, nomeadamente no eleitorado urbano e jovem. Sentia que o PSD era o único encarado como solução para o momento presente, apesar de algumas questões menos claras e mais conflituosas. Sentia que a coerencia do PCP seria premiada com um resultado semelhante aos anteriores. Sentia que as posições de rejeição constante, de radicalismo, de incoerência entre o apregoado e practicado pelo BE iria tirar muitos votos a essa coligação de interesses de partidos não democráticos.
O resto já nós sabemos. Por interesse ou por incompetência, as sondagens todas, sem excepção, apontavam para valores muito diferentes e até as de boca de urna, do próprio dia, não foram muito certeiras. Gostaria que isso fosse devidamente investigado... O que também é engraçado é que na net, em diversos blogues, muitas pessoas também previram resultados com maior fiabilidade que os das empresas de sondagens...
Liberdade!

5 de Junho de 2011 foi um dia histórico, o Dia da Libertação, como ontem escrevi, porque finalmente Portugal conseguiu ver-se livre do pior governante que a história de Portugal registou nos seus anais.
E foi histórico também por vários outros motivos.
Porque pela primeira vez em Portugal um opositor derrotou um Primeiro Ministro em funções (excluindo o caso atípico de Santana Lopes que foi um PM cooptado e com poucos meses de funções) e chegou assim, da forma mais difícil, à eleição.
Porque foi um vitória clara e arrasadora - apesar de não ter chegado à maioria por si só - pois ganhou todo o país (com as habituais excepções dos distritos "vermelhos") por vezes com votações que dobravam a do PS, mas ganhando em vários concelhos desses distritos difíceis.
Porque, como muito bem disse Henrique Raposo no Expresso, "o PSD vence com um programa claro, ideologicamente separado da esquerda. A CDU não tem razão: o programa do PSD foi discutido. Ninguém pode dizer que "não sabia"" e porque "Passos vence contrariando os manuais do "comentário político português", isto é, Passos vence dizendo coisas complicadas e duras. Disse que era preciso acabar com feriados e ganhou de forma clara, disse que era preciso mudar a lei laboral e a TSU, e venceu de forma clara, disse que era preciso mexer na CGD e ganhou de forma clara, disse que não podia prometer nada e ganhou de forma clara. É por isso que a sua vitória representa um governo forte, porque disse o que ia fazer antes das eleições. Dentro da nossa III República, isto é uma novidade." E isto é fundamental, porque o Programa de Governo foi claramente anunciado e discutido, pelo que se espera que a esquerda seja DEMOCRÁTICA e aceite o claro veredicto do Povo português...
E foi uma vitória clara porque o PSD por si só quase chegava à maioria absoluta - que foi dada como possível nas sondagens à boca da urna da RTP e TVI. Durante semanas andaram a apresentar-nos empates técnicos, que eram claramente desditos pela realidade do dia a dia, mas que faziam parecer que não havia uma clara reprovação e rejeição das politicas do Governo. Como se viu, e conforme previ, o PS nem aos 30% chegou e o PSD andou boa parte da noite acima dos 40%, tendo só na recta final da contagem caído até aos 38%. Também a esquerda radical foi claramente chumbada, reprovada, bem como as suas propostas radicais - o nosso caminho é na Europa, no Euro, no cumprimento dos acordos e tratados internacionais que subscrevemos. Outro grande derrotado foi Carlos César, que perdeu estrondosamente os Açores, o que lhe deveria fazer reflectir sobre o seu futuro como governante, ainda mais após os disparates que disse durante a campanha eleitoral...
Derrotado foi também um certo PSD que viu assim que a forma de ganhar não é o populismo, o discurso fácil. Ganhou o outro PSD, de Marques Mendes e Manuela Ferreira Leite, que apelavam à responsabilidade e verdade.
E agora que Sócrates se afasta da vida política nos próximos tempos - estará ele a pensar nas Europeias do próximo ano? - o país respira melhor, cheira melhor, camminha melhor.
Gostei, também, foi da festa contida que em todo o país se fez. Porque ontem à noite não havia muita coisa a comemorar, o estado em que o País está não é para comemorar. Houve contentamento e alegria, como é evidente, mas sem entrar em euforias. Porque, como bem disse Pedro Passos Coelho (e Paulo Portas), este momento é de arregaçar mangas e trabalhar muito para reconstruir o país...
E unidos e mais fortes depois do resultado claro de ontem, vamos à obra!
2011/06/05
Dia da libertação!
Ontem foi o anacrónico dia de reflexão.
Hoje, mais que o dia de eleições, é o prometido dia da libertação! Finalmente! Custou, mas demos Passos rápidos, de Coelho, até aqui.
Hoje, estamos a mudar Portugal. Amanhã, é um novo Portugal!
Hoje, mais que o dia de eleições, é o prometido dia da libertação! Finalmente! Custou, mas demos Passos rápidos, de Coelho, até aqui.
Hoje, estamos a mudar Portugal. Amanhã, é um novo Portugal!
2011/06/04
Valeu a pena!
Foi interessante a ida à Feira do Livro. Desde que fui para Angola em 2006 que raramente tive oportunidade de voltar a ir às feiras dos livros (Porto ou Braga) porque raramente coincidiam com as minhas estadias cá.
Desta vez, consegui ir ao Porto (a minha preferida) e foi proveitosa.
De lá trouxe mais uns livros para a mesa de cabeceira, a ver se ponho leituras em dia (em Angola lia 1 livro por mês, às vezes mais, e agora cá ainda não acabei o que trouxe de lá iniciado...) - mas acima de tudo um que me deverá agradar pela temática e tipo de livro e porque o autor é já conhecido (li em 2007 "O Último Papa" de Luís Miguel Rocha) e porque hoje tive a oportunidade de o conhecer e comprar com um autografo dele o seu último livro, "A Mentira Sagrada". Nesta altura, na cabeceira da cama já estão uma biografia sobre "Sá Carneiro" (de Miguel Pinheiro) e outra de "Salazar" (de Filipe Ribeiro de Meneses), um livro de José Eduardo Agualusa ("Milagrário Pessoal") e ainda "O Império dos Espiões" de Rui Araújo. Curiosamente, todos autores portugueses...

Para além deste livro, ainda comprei o romance "Os Demónios de Berlim" de Ignacio del Valle e "Moderno Troppical", um livro fotográfico de arquitectura em Angola e Moçambique de 1948 a 1975, de Ana Magalhães e Inês Gonçalves, onde falam de diversos edifícios nas ex-colónias entre os quais o da ENSA no Lobito onde tive a oportunidade de intervir enquanto lá trabalhei.
Recebi ainda de oferta um livro sobre "O Islão", de Paul Lunde, um livro algo didáctico para compreendermos melhor o que é o Islão que tanto nos aflige nos dias de hoje, muitos vezes sem sabermos exactamente de que é que estamos a falar.
Por fim, a Sara trouxe mais uns livros de culinária, dos quais me faz já água na boca os "1000 Sabores da Doçaria Conventual" que só de folhear já nos engorda um kilo!
Desta vez, consegui ir ao Porto (a minha preferida) e foi proveitosa.
De lá trouxe mais uns livros para a mesa de cabeceira, a ver se ponho leituras em dia (em Angola lia 1 livro por mês, às vezes mais, e agora cá ainda não acabei o que trouxe de lá iniciado...) - mas acima de tudo um que me deverá agradar pela temática e tipo de livro e porque o autor é já conhecido (li em 2007 "O Último Papa" de Luís Miguel Rocha) e porque hoje tive a oportunidade de o conhecer e comprar com um autografo dele o seu último livro, "A Mentira Sagrada". Nesta altura, na cabeceira da cama já estão uma biografia sobre "Sá Carneiro" (de Miguel Pinheiro) e outra de "Salazar" (de Filipe Ribeiro de Meneses), um livro de José Eduardo Agualusa ("Milagrário Pessoal") e ainda "O Império dos Espiões" de Rui Araújo. Curiosamente, todos autores portugueses...

Para além deste livro, ainda comprei o romance "Os Demónios de Berlim" de Ignacio del Valle e "Moderno Troppical", um livro fotográfico de arquitectura em Angola e Moçambique de 1948 a 1975, de Ana Magalhães e Inês Gonçalves, onde falam de diversos edifícios nas ex-colónias entre os quais o da ENSA no Lobito onde tive a oportunidade de intervir enquanto lá trabalhei.
Recebi ainda de oferta um livro sobre "O Islão", de Paul Lunde, um livro algo didáctico para compreendermos melhor o que é o Islão que tanto nos aflige nos dias de hoje, muitos vezes sem sabermos exactamente de que é que estamos a falar.
Por fim, a Sara trouxe mais uns livros de culinária, dos quais me faz já água na boca os "1000 Sabores da Doçaria Conventual" que só de folhear já nos engorda um kilo!
2011/06/03
Pritzker 2011: A noite em que Obama elogiou Souto de Moura
Foi um dia grande para a arquitectura portuguesa ontem, com a entrega do prémio Pritzker de Arquitectura ao "nosso" arquitecto Eduardo Souto de Moura, incluindo um enorme elogio pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que foi orador e presidiu à sessão.
E que elogio!
E ao elogiar Souto Moura, acabou por, como ele próprio o disse, elogiar todos os arquitectos de Portugal.
Que grande noite de promoção de Portugal e da arquitectura portuguesa!
2011/06/01
Petição pela CEC2012 mais participada pelos cidadãos
Eu já assinei e concordo com o teor da mesma. Até porque foi promovida pela recente demissão de Carlos Martins, que se viu esvaziado de poderes e colocado de lado pela administração da CEC2012 - ele que era o mais bem visto dos elementos da equipa, quer pela União Europeia (e basta ler os relatórios deles), quer pelos agentes culturais vimaranenses.
É preciso democratizar, popularizar, trazer até aos vimaranenses a CEC2012, JÁ! Porque já, já é tarde. Já devia ser assim há muito tempo. Sob o risco de a CEC2012 ser uma coisa das elites culturais do Porto e de Lisboa, e vazia de representatividade de Guimarães. A administração da CEC2012 continua isolada no seus gabinetes, ligados ao Porto e a Lisboa e continuam a pensar que em Guimarães não há capacidade de gerir e levar adiante uma empreitada destas. Como estão enganados...
Assinem!

Imagem retirada de Memórias de Araduca
Aqui fica o texto da petição:
É preciso democratizar, popularizar, trazer até aos vimaranenses a CEC2012, JÁ! Porque já, já é tarde. Já devia ser assim há muito tempo. Sob o risco de a CEC2012 ser uma coisa das elites culturais do Porto e de Lisboa, e vazia de representatividade de Guimarães. A administração da CEC2012 continua isolada no seus gabinetes, ligados ao Porto e a Lisboa e continuam a pensar que em Guimarães não há capacidade de gerir e levar adiante uma empreitada destas. Como estão enganados...
Assinem!

Imagem retirada de Memórias de Araduca
Aqui fica o texto da petição:
"POR UMA CAPITAL EUROPEIA DA CULTURA DOS CIDADÃOS
Senhor Presidente da Câmara Municipal de Guimarães
Senhor Presidente do Conselho Geral da Fundação Cidade de Guimarães
No dia 29 de Março de 2011, o Conselho Geral da Fundação Cidade de Guimarães tornou pública uma moção em que notou ser “indispensável criar condições para relançar a confiança e o entusiasmo em torno do projecto, de forma a garantir a adesão e apoio da comunidade vimaranense à Capital Europeia da Cultura 2012” e recomendou “ao Conselho de Administração que promova uma reflexão estratégica com vista a adoptar práticas que permitam uma ligação reforçada entre a CEC2012 e os agentes culturais, económicos e sociais de Guimarães e da região”.
Esta tomada de posição foi entendida pelos cidadãos signatários como um claro sinal de esperança de que ainda seria possível uma Capital Europeia da Cultura que envolva os cidadãos de Guimarães e promova uma imagem positiva da cidade.
No entanto, assim não o entendeu o principal destinatário da recomendação, o Conselho de Administração da FCG. Nos dois meses que entretanto decorreram, aprofundou-se o afastamento entre a entidade organizadora da CEC e os cidadãos e agentes culturais, económicos e sociais de Guimarães.
Com o recente afastamento do Director de Projecto, a estrutura da FCG ficou amputada do único elemento que funcionava como elo de ligação entre as diferentes áreas de programação. As sucessivas declarações, por parte do CA, de que a saída do Director do Projecto não acarreta um acréscimo de dificuldades, põem a claro um manifesto défice de percepção da realidade.
Os cidadãos de Guimarães já deram mostras de que, quando mobilizados, são capazes de dar respostas positivas e entusiásticas a situações adversas. A mobilização ainda é possível. Não será fácil recuperar o tempo perdido, mas ainda se irá a tempo de construir uma Capital Europeia da Cultura que dignifique Guimarães e Portugal.
Os signatários não se resignam a vir a ser os que tiveram nas mãos uma oportunidade única e a desperdiçaram. Convictos de que o divórcio entre o actual Conselho de Administração da FCG e os cidadãos de Guimarães é irreversível e nocivo para o sucesso da Capital Europeia da Cultura, apelam ao Presidente da Câmara Municipal de Guimarães e ao Presidente do Conselho Geral da FCG para que usem os meios ao seu alcance para que se encontre uma solução que infunda uma nova esperança neste projecto, dotando-o de novos protagonistas, que se identifiquem com Guimarães e que introduzam uma dinâmica no processo que possa suscitar o reforço do entusiasmo, da vitalidade e da energia dos vimaranenses.
Se concorda com este apelo público, assine o abaixo assinado POR UMA CAPITAL EUROPEIA DA CULTURA DOS CIDADÃOS em www.peticaopublica.com"
2011/05/31
Faltam 4 dias...
...para mudar Portugal!
Está cada vez mais perto o momento de, como bem disse Manuela Ferreira Leite, colocar Sócrates fora do Governo e até fora da oposição - tal como ela, também eu não fico descansado com ele na oposição!

Conforme a sondagem da média ponderada dos últimos dias da SIC/Expresso notícia, volta a dar vantagem e mais alargada ao PSD, deixando o PS a uns claros 3,3% de distância. E repare-se que como é uma média ponderada de 4 dias, as respostas do dia de ontem são bem superiores aos indicados 35,5%, porque o dia 30 de Maio só representa 40% desse valor e os dias anteriores são inferiores, já que este é o 4º dia de subida consecutiva do PSD.
Claramente que o eleitorado se está a decidir. Para além dos 30% que o PSD tem normalmente, há neste momento uma clara adesão de eleitorado do centro-esquerda, os descontentes com a governação de Sócrates e que o querem longe do poder - repartindo os votos entre o CDS e o PSD. O eleitorado de esquerda pura irá votar nos partidos radicais da extrema esquerda ou irá alternar entre a abstenção e o voto em branco/nulo.
A minha ideia é que no dia 5 as urnas vão-nos dar os seguintes resultados:
PSD - 37-40%
PS - 29-31%
CDS - 12-15%
CDU - 7-9%
BE - 5-7%
Acho que, tal como em 2005 e nas presidenciais, vai haver muitos votos em branco e nulos. Mas o fundamental é a sensação que o país, felizmente, já decidiu sobre retirar Sócrates e eleger Pedro Passos Coelho.
Por último, vejam onde devem exercer o direito de voto na página do MAI para o efeito. AQUI.
Está cada vez mais perto o momento de, como bem disse Manuela Ferreira Leite, colocar Sócrates fora do Governo e até fora da oposição - tal como ela, também eu não fico descansado com ele na oposição!

Conforme a sondagem da média ponderada dos últimos dias da SIC/Expresso notícia, volta a dar vantagem e mais alargada ao PSD, deixando o PS a uns claros 3,3% de distância. E repare-se que como é uma média ponderada de 4 dias, as respostas do dia de ontem são bem superiores aos indicados 35,5%, porque o dia 30 de Maio só representa 40% desse valor e os dias anteriores são inferiores, já que este é o 4º dia de subida consecutiva do PSD.
Claramente que o eleitorado se está a decidir. Para além dos 30% que o PSD tem normalmente, há neste momento uma clara adesão de eleitorado do centro-esquerda, os descontentes com a governação de Sócrates e que o querem longe do poder - repartindo os votos entre o CDS e o PSD. O eleitorado de esquerda pura irá votar nos partidos radicais da extrema esquerda ou irá alternar entre a abstenção e o voto em branco/nulo.
A minha ideia é que no dia 5 as urnas vão-nos dar os seguintes resultados:
PSD - 37-40%
PS - 29-31%
CDS - 12-15%
CDU - 7-9%
BE - 5-7%
Acho que, tal como em 2005 e nas presidenciais, vai haver muitos votos em branco e nulos. Mas o fundamental é a sensação que o país, felizmente, já decidiu sobre retirar Sócrates e eleger Pedro Passos Coelho.
Por último, vejam onde devem exercer o direito de voto na página do MAI para o efeito. AQUI.
2011/05/30
Está quase...
...a Mudar Portugal.
No próximo domingo, a esta hora, estaremos a comemorar o fim de um pesadelo de 6 anos, longo e infindável período de desgovernação de Sócrates que nos afundou até onde ninguém imaginou ser possível.
Ontem, sábado, a campanha do PSD passou pelo distrito de Braga com enorme sucesso e adesão das pessoas às iniciativas da campanha.

Logo de manhã, começou em Guimarães, ou mais propriamente na feira de Pevidém, um reduto comunista e que Pedro Passos Coelho ultrapassou bravamente, enfrentando a surpresa das pessoas por ver o líder num local tão dificil em vez de ir para uma mais simples visita ao centro histórico, por exemplo.

A presença da JSD distrital sentiu-se com muita força em todo o dia, um excelente trabalho da juventude do partido a mostrar o apoio dos jovens do mais novo distrito de Portugal a apoiar o PSD.

Em Amares o almoço foi uma enorme enchente, com mais pessoas do que bilhetes, nem os deputados (candidatos) tinham mesa para estar. Cabeceiras (antes do almoço) e Esposende (antes do jantar) foram, ao que me disseram, duas enchentes tão grandes que quando os últimos carros da caravana pararam já Passos Coelho estava a sair das arruadas!
Mas o ponto alto do dia foi, sem dúvidas, a arruada de Braga. Com centenas, talvez mais de mil pessoas a aguardarem e acompanharem Passos Coelho pelas ruas de Braga naquela que foi a maior acção do PSD desde, talvez, 1991, quando Cavaco Silva ganhou o país com a 2ª maioria.
À noite, o jantar em Barcelos foi também um excelente momento, mas acho que o PSD perdeu uma boa oportunidade de realizar um "verdadeiro" comicio no distrito - teria sido um enorme sucesso e moralizaria ainda mais o partido e o candidato para os últimos dias de campanha.
Porque é preciso Mudar Portugal. E está na hora de o fazer com o PSD.
No próximo domingo, a esta hora, estaremos a comemorar o fim de um pesadelo de 6 anos, longo e infindável período de desgovernação de Sócrates que nos afundou até onde ninguém imaginou ser possível.
Ontem, sábado, a campanha do PSD passou pelo distrito de Braga com enorme sucesso e adesão das pessoas às iniciativas da campanha.

Logo de manhã, começou em Guimarães, ou mais propriamente na feira de Pevidém, um reduto comunista e que Pedro Passos Coelho ultrapassou bravamente, enfrentando a surpresa das pessoas por ver o líder num local tão dificil em vez de ir para uma mais simples visita ao centro histórico, por exemplo.

A presença da JSD distrital sentiu-se com muita força em todo o dia, um excelente trabalho da juventude do partido a mostrar o apoio dos jovens do mais novo distrito de Portugal a apoiar o PSD.

Em Amares o almoço foi uma enorme enchente, com mais pessoas do que bilhetes, nem os deputados (candidatos) tinham mesa para estar. Cabeceiras (antes do almoço) e Esposende (antes do jantar) foram, ao que me disseram, duas enchentes tão grandes que quando os últimos carros da caravana pararam já Passos Coelho estava a sair das arruadas!
Mas o ponto alto do dia foi, sem dúvidas, a arruada de Braga. Com centenas, talvez mais de mil pessoas a aguardarem e acompanharem Passos Coelho pelas ruas de Braga naquela que foi a maior acção do PSD desde, talvez, 1991, quando Cavaco Silva ganhou o país com a 2ª maioria.
À noite, o jantar em Barcelos foi também um excelente momento, mas acho que o PSD perdeu uma boa oportunidade de realizar um "verdadeiro" comicio no distrito - teria sido um enorme sucesso e moralizaria ainda mais o partido e o candidato para os últimos dias de campanha.
Porque é preciso Mudar Portugal. E está na hora de o fazer com o PSD.
2011/05/27
As 1001 sondagens

Nunca vi coisa semelhante. Sondagens diárias, com o extremo da SIC publicar uma sondagem diária comparando com o dia anterior.
Acho que a imprensa se está a exceder na cobertura, ou melhor, no tipo de cobertura que está a fazer à campanha eleitoral.
Porque é uma cobertura imediatista, sensacionalista, em busca dos pequenos fait-divers e não dos assuntos que de facto deveriam ser tratados. Os jornalistas parecem lobos famintos em redor do cordeirinho perdido, rodeando os candidatos com perguntas sobre o que disse o outro e procurando respostas que façam cachas de capas.
A imprensa nestas eleições era essencial para mostrar o estado do país, centrar a discussão no problema a que chegamos de quase-bancarrota e obrigar os candidatos a dizerem como pretendem ultrapassar a situação.
No entanto, não é isso que fazem. Pergunto-me quantos jornalistas terão lido o programa do partidos a estas eleições. Porque só perguntam coisas que nem sequer lá constam. O caso mais paradigmático surgiu ontem, com a pergunta da Renascença sobre a Lei do Aborto e o aborto de notícia que o Público transformou a resposta, subvertendo as suas palavras ao sabor do interesse, do impacto, da notícia.
O interesse da imprensa centra-se nos directos, em saber se os apoiantes vieram a troco de um lanche ou no autocarro da Junta. Centra-se em saber se o partido A subiu 0,6% em relação à sondagem de ontem e qual a reacção do líder.
Gostava que se soubesse mais de outras coisas.
Por exemplo, gostava que os candidatos falassem sobre as obras faraónicas da Parque Escolar e dos problemas que estão a trazer às "novas" escolas. Mas espera, o PSD já falou sobre isso, não vi foi a imprensa interessada nisso, estava mais preocupada que Passos Coelho respondesse ao chavão de Sócrates que o PSD "quer acabar com a escola pública".
Por exemplo, gostava que os candidatos falassem sobre as medidas previstas no pacto com o FMI que prevêem melhorar a competitividade da industria em Portugal. Mas espera, o PSD já falou sobre isso, mas a imprensa estava mais interessada em saber se o que contava era o que dizia Passos Coelho ou Catroga, nem sequer interrogando o PS sobre a possibilidade de não cumprir o acordo quando disse que o mesmo não era para ser cumprido à letra.
É um país deprimido e triste este que vai a eleições, se calhar por isso a imprensa faz a cobertura que tem feito, depressiva e triste, da campanha eleitoral.
Se calhar, por isso mesmo, é que prefere os números constantemente atirados para os ecrans de TV, computadores e folhas de jornais e revistas a falar sobre o que nos trouxe até aqui e sobre o que propõem os candidatos para daqui sairmos...
2011/05/25
69
A FIFA decidiu, está decidido! Segundo os jornais como o Público, a FIFA não considera a Taça Latina como oficial. Ao contrário da Taça Intercontinental, ou Taça Toyota, promovida pela FIFA.
Assim sendo, é oficial. O FC Porto tem 69 competições. E é assim, oficialmente, o clube português com mais competições ganhas. O melhor clube português! E a partir de agora, a meta é a Europa. Em Portugal, já somos maiores que todos os outros...
Assim sendo, é oficial. O FC Porto tem 69 competições. E é assim, oficialmente, o clube português com mais competições ganhas. O melhor clube português! E a partir de agora, a meta é a Europa. Em Portugal, já somos maiores que todos os outros...
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