Da notícia da restante equipa governativa, ou seja, os Secretários de Estado, fica-me apenas uma questão, que dá titulo a este post. Porquê tantos independentes indicados pelo PSD? Ao contrário do CDS, que apenas indicou militantes seus para os vários cargos.
Não quero que me entendam mal, aceito perfeitamente que é necessário alguns independentes num Governo, nomeadamente em áreas onde é necessário algum saber mais especializado e que, normalmente mas não sempre, só se encontra na área da investigação e fora dos círculos partidários.
No entanto, este Governo tem 4 ministros independentes (tantos como do PSD e apenas mais um que o CDS) e 14 Secretários de Estado independentes (contra 7 do CDS e 15 do PSD) naquilo que parece ter sido uma aposta clara de Pedro Passos Coelho em encontrar fora do partido a equipa de governação.
Ora a minha questão vem por um motivo. Se a nossa democracia é parlamentar e representativa, através dos partidos, se os eleitores votam nos partidos para governarem, porque é que há, hoje em dia, uma fobia tão grande aos "militantes"?
Em parte, julgo eu, a resposta encontra-se nos tempos mais recentes dos elencos governativos de Guterres e Sócrates, o primeiro famoso pelo "no jobs for the boys" e o segundo por espalhar muitos "boys" por todas as estruturas do aparelho de estado e das empresas estatais. Desta forma, a opinião pública foi moldando uma ideia que havia um certo preenchimento de vagas políticas por pessoas sem curriculo ou capacidade adequada para tal, aparentando ser um "favor" partidário.
O problema é que essa noção, essa ideia que está a fazer escola em Portugal, levada ao exagero pode por vezes ser contraproducente e em vez de vermos pessoas como Pedro Duarte, por exemplo, no Governo, vemos as pastas que lhe poderiam caber ocupadas por independentes. Que trazem sempre alguma desconfiança no partido.
Para além disso, há uma clara divergência entre o que fez o PSD e o CDS. O primeiro colocou 18 independentes no Governo, o segundo não escolheu nenhum. E era o CDS que estava preocupado com o PSD indicar "boys" para os lugares políticos...
Esta opção de Pedro Passos Coelho tem um lado bom e outro mau. Por um lado, vai de encontro àquilo que parte da sociedade esperava dele na constituição do Governo, o que é bom. Por outro lado, cria algum distanciamento entre a estrutura de base do partido e o Governo, o que é mau - afinal, quem andou a fazer a campanha, quem deu o peito às balas socialistas de norte a sul do país, foram os militantes. E a única forma que há de ultrapassar tal situação é colocar rapidamente o Governo no terreno a ir aos concelhos do país explicar a situação do país, o que está a ser feito e como pode o PSD ajudar.
Mas esta jogada de colocar tantos independentes pode ser também em favor do partido. Provavelmente, os membros governativos que estão a entrar em funções vão ter um enorme desgaste nestes 3 primeiros anos de mandato onde será necessário cumprir o rigoroso calendário da "troyka". Assim, ao escolher tantos independentes agora, estará a abrir a possibilidade de numa segunda fase do Governo, já mais liberto do espartilho do acordo, poder colocar então mais alguns militantes na equipa governativa.
Em todo o caso, com ou sem independentes, estou plenamente confiante no trabalho que o Governo vai desenvolver. Aliás, os primeiros sinais que tem dado são extremamente positivos, como eu esperava.
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2011/06/27
2011/06/16
Maioria para a Mudança

Já está disponível o acordo político entre o PSD e o CDS intitulado "Maioria para a Mudança" que advém das negociações entre os partidos após a vitória no passado dia 5 de Junho nas urnas.
Aborda assim os desafios, "pesados e complexos", a que estaremos sujeitos nos próximos anos. Em particular nos próximos dois anos, que como Pedro Passos Coelho já afirmou, serão duríssimos, de forma a que Portugal se apresente então, em 2013, aos mercados novamente possuidor de credibilidade e respeitabilidade por cumprir os acordos firmados. Por ser, novamente, um país na rota do crescimento e aproximação aos indices dos países da frente da Europa.
Este documento traça assim, em 4 capitulos, aquilo que vai nortear o próximo Governo de Portugal, espera-se que por 4 anos.
No primeiro e mais importante para mim, discorre-se sobre a formação e a orientação programática do Governo. Esta é para mim a mais importante porque é aqui que se faz a aproximação entre dois partidos tão diferentes e que, no fundo, sempre que necessário no país ou nas autarquias, são capazes de encontrar pontos de confluência para governarem em conjunto. E é no ponto 6 que consta o fundamental, em 10 alíneas que são o fundamental do programa de Governo. Onde, resumidamente, se fala de como ultrapassar a crise económica, restaurar a credibilidade, gerar emprego, garantir o Estado Social sustentável, estruturar o Estado diminuindo as despesas com estruturas e dirigentes em todos os níveis do Estado e sector empresarial, gerar uma nova política de juventude que a prepare para o futuro, aumentar a poupança e reduzir o endividamento externo, proceder às reformas do mercado de trabalho, viabilizando a empregabilidade e a contratação, do mercado de arrendamento, promovendo a mobilidade, a reabilitação urbana e a diminuição do endividamento das famílias, do sistema fiscal, valorizando nomeadamente o trabalho, a família e a poupança; da Segurança Social, garantindo a
sua sustentabilidade, a solidariedade inter-geracional e a progressiva liberdade de escolha, nomeadamente dos mais jovens, da justiça, promover o desenvolvimento humano e social e garantir o exercício da liberdade.
O segundo capitulo versa a colaboração no plano parlamentar, ou seja, fala dos termos em que ambos os partidos devem colaborar na Assembleia da República e como suportaram o Governo.
O terceiro capítulo, muito curto, fala sobre a colaboração extra-parlamentar, ou seja, sobre o que ambos os partidos devem fazer no seu dia a dia e na preparação dos futuros actos eleitorais. Destaco apenas isto: "No respeito pela identidade própria de cada partido, a cooperação e a mobilização das respectivas estruturas e responsáveis, em todos os escalões da sua organização interna"...
O último capítulo nada acrescenta, mas coloca as partes em situação de igualdade de direitos e deveres, de lealdade para com o outro.
É este acordo que permitiu, num tempo muito curto para os prazos dilatados existentes, que Portugal disponha ainda esta semana, muito provavelmente, um Governo formalmente constituído.
Mudar Portugal, dizia o slogan de campanha do PSD. Maioria para a Mudança, de Portugal, acordaram os partidos que irão suportar e constítuir o Governo. Os dados estão lançados...
2011/06/14
Mudar Portugal: Responsabilidade
Segundo noticiam neste momento os telejornais, o PSD e o CDS já terão chegado a um entendimento político e programático para o futuro Governo de coligação saído das eleições do passado dia 5 de Junho.
E há uma coisa que se destaca neste processo negocial: a excelente forma como nada do que se passa tem transpirado cá para fora, o sentido de responsabilidade que os partidos e as pessoas envolvidas puseram no assunto, o que é um excelente prenuncio para o futuro.
Porque o momento em que o país se encontra, implica que se abandone de vez o estilo propagandista usado pelo anterior Governo e se passe a aplicar um estilo mais sóbrio e responsável. Assim queira o agora principal partido da oposição entrar neste jogo em parceria com os partidos do Governo, porque assim o exige o estado em que o País está.
Estou confiante, cada vez mais confiante, que o futuro Governo será uma pedrada no charco político que se instalou em Portugal há muitos anos. Portugal já está a mudar...
2009/09/28
Ressaca das eleições
Da ressaca, algumas notas.
1. Conheço pessoalmente, de relações mais ou menos próximas, 3 deputados eleitos ontem: Maria Francisca Almeida e Emidio Guerreiro, n.º 3 e 5 de Braga pelo PSD e ainda a Cecilia Meireles que foi a n.º 3 pelo CDS no Porto. Para além disso conheço alguns eleitos do PSD de Braga das actividades que fui desenvolvendo ao longo dos anos de militância e conheço alguns não-eleitos, como o actual Presidente da JSD, Pedro Rodrigues e n.º 7 em Braga pelo PSD, que tive o prazer de derrotar em inumeras eleições concelhias da JSD e do PSD ou o Rui Barreira, n.º 5 em Braga pelo CDS-PP e candidato à CM Guimarães.
2. Ainda não tenho a certeza que Sócrates não tente um Governo de coligação com a esquerda à esquerda dele. Nem ele fechou a porta, nem eles disseram que não iam.
3. Ainda não sei se o Presidente ficou fragilizado ou não com a absurda questão das escutas, o seu silêncio (seria para escutar melhor as escutas?) e os resultados de ontem.
4. É impressionante como Sócrates consegue produzir e transformar discursos que deveriam ser dirigidos ao país em sessões de propaganda política sectária. Quem falou ontem no rescaldo da noite eleitoral não foi o primeiro-ministro, foi o secretário-geral do partido que, CLARAMENTE, não teve uma vitória CLARA. Teve, quando muito uma vitória "à rasca" perdendo mais de meio milhão de votos e cerca de 20 deputados em relação à legislatura anterior, num dos piores resultados de sempre do seu partido e no pior resultado de sempre para o partido vencedor...
5. A minha previsão é que em Setembro/Outubro de 2010 haverá novamente eleições. Sócrates vai vitimizar-se (e como ele é bom nisso...) e vai forçar a demissão e queda do Governo. Louçã vai ajudar à festa com o discurso radical e impraticável que utiliza e o país vai "jiboair" estagnado nos próximos meses.
6. Ainda não sei quando haverá condições no país para eu regressar em definitivo e não apenas numas férias curtas como sucede agora...
7. Morreram as legislativas, viva as autárquicas! Mais quinze dias de azáfama e telejornais dedicados ao tema. Um país pobre e deprimido, mas numa festa constante...
1. Conheço pessoalmente, de relações mais ou menos próximas, 3 deputados eleitos ontem: Maria Francisca Almeida e Emidio Guerreiro, n.º 3 e 5 de Braga pelo PSD e ainda a Cecilia Meireles que foi a n.º 3 pelo CDS no Porto. Para além disso conheço alguns eleitos do PSD de Braga das actividades que fui desenvolvendo ao longo dos anos de militância e conheço alguns não-eleitos, como o actual Presidente da JSD, Pedro Rodrigues e n.º 7 em Braga pelo PSD, que tive o prazer de derrotar em inumeras eleições concelhias da JSD e do PSD ou o Rui Barreira, n.º 5 em Braga pelo CDS-PP e candidato à CM Guimarães.
2. Ainda não tenho a certeza que Sócrates não tente um Governo de coligação com a esquerda à esquerda dele. Nem ele fechou a porta, nem eles disseram que não iam.
3. Ainda não sei se o Presidente ficou fragilizado ou não com a absurda questão das escutas, o seu silêncio (seria para escutar melhor as escutas?) e os resultados de ontem.
4. É impressionante como Sócrates consegue produzir e transformar discursos que deveriam ser dirigidos ao país em sessões de propaganda política sectária. Quem falou ontem no rescaldo da noite eleitoral não foi o primeiro-ministro, foi o secretário-geral do partido que, CLARAMENTE, não teve uma vitória CLARA. Teve, quando muito uma vitória "à rasca" perdendo mais de meio milhão de votos e cerca de 20 deputados em relação à legislatura anterior, num dos piores resultados de sempre do seu partido e no pior resultado de sempre para o partido vencedor...
5. A minha previsão é que em Setembro/Outubro de 2010 haverá novamente eleições. Sócrates vai vitimizar-se (e como ele é bom nisso...) e vai forçar a demissão e queda do Governo. Louçã vai ajudar à festa com o discurso radical e impraticável que utiliza e o país vai "jiboair" estagnado nos próximos meses.
6. Ainda não sei quando haverá condições no país para eu regressar em definitivo e não apenas numas férias curtas como sucede agora...
7. Morreram as legislativas, viva as autárquicas! Mais quinze dias de azáfama e telejornais dedicados ao tema. Um país pobre e deprimido, mas numa festa constante...
2006/07/28
Rui Miguel Barreira ganhou o PP em Guimarães
O grande Miguel conseguiu concretizar (mais) um seu objectivo de quando eramos crianças... Paulatinamente, tem-se imposto e cumprido os designios a que se tem proposto.
Miguel, parabéns! Tu, eu sei-o bem, mereces este momento.
Agora está nas tuas mãos ajudar a oposição em Guimarães a tirar o PS do poder local. Sem um PP forte acho que nunca será possível. Nas próximas autárquicas, se o PSD não ganhar (só ou coligado) terá no mínimo de ter 40% para poder aspirar a ganhar em 2013 e entretanto retirar a maioria ao PS. Acho que o PSD não tem possibilidade de por si só mobilizar esse eleitorado pelo que o PP é, para mim, crucial para atingir esse resultado, obrigando-se a ter cerca de 10% para isso. Esse deverá ser o teu norte, quanto a mim.
Boa sorte, vais precisar...
Miguel, parabéns! Tu, eu sei-o bem, mereces este momento.
Agora está nas tuas mãos ajudar a oposição em Guimarães a tirar o PS do poder local. Sem um PP forte acho que nunca será possível. Nas próximas autárquicas, se o PSD não ganhar (só ou coligado) terá no mínimo de ter 40% para poder aspirar a ganhar em 2013 e entretanto retirar a maioria ao PS. Acho que o PSD não tem possibilidade de por si só mobilizar esse eleitorado pelo que o PP é, para mim, crucial para atingir esse resultado, obrigando-se a ter cerca de 10% para isso. Esse deverá ser o teu norte, quanto a mim.
Boa sorte, vais precisar...
2006/07/13
PP-Guimarães, mais do mesmo?
Ponderei bastante antes de escrever este post, tamanha a confusão que o Pedro Carvalho fez da última vez que me atrevi a escrever indirectamente sobre o PP de Guimarães.
De facto, na altura queixei-me de não ver na imprensa local nada sobre umas eleições para um congresso, aduzindo assim argumentos para o mau serviço que a imprensa local costuma practicar. Talvez porque tenha perdido essas eleições de forma esmagadora, o Pedro Carvalho protestou porque então eu tinha funções executivas no PSD local... Enfim...
Espero que agora seja diferente, já que sou um mero militante de base e espero ter a sua autorização para poder falar sobre o que entender no meu blog... Se tiver a dizer algo, tem o meu e-mail aí mesmo ao lado...
E se quero escrever sobre o PP é porque, dentro dos partidos da oposição este é o único que me diz algo e o único que vejo com algumas hipóteses de ser nosso (do PSD) aliado em futuras batalhas autárquicas. Mas para isso acontecer, é preciso mudar algumas coisas, e quem escreve isto é alguém que teve de trabalhar todo o processo autárquico local do PSD e que incluíu por isso algumas coligações em freguesias com o PP - coisa que me serviu para confirmoar plenamente a má ideia que tinha do Pedro e da sua equipa enquanto gestores políticos, que aqui não comento nem a pessoa nem a profissão, apenas o político.
Assim, quando ontem li no Guimarães Digital o Orlando Coutinho (que quando presidiu ao Conselho Municipal de Juventude sempre foi muito próximo do PSD e que me espantou a sua entrada na vida política partidária pela porta do PP) defender a sua candidatura para dar continuídade à politica seguida pela anterior comissão política, fiquei muito preocupado.
Em primeiro lugar, pelo que anteriormente escrevi. Em segundo porque se os resultados do PSD não foram muito positivos (pelo menos para as minhas expectativas, de quem andou na campanha toda de corpo e alma) os do PP foram, no mínimo, catastróficos: menos votos, menos deputados municipais, quase ultrapassado pelo Bloco de Esquerda!
Sempre pensei que o PP fosse perceber que estava na altura de mudar de vida. Eu mudei...
Mas a não ser que mais uma vez o meu amigo de infância Rui Barreira (para mim sempre serás o Miguel...) consiga novamente derrotar a lista do poder como o fez nesse congresso (já que hoje tive a felicidade de ver que assumiu a coerência política de voltar a concorrer à liderança depois de ter perdido da última vez) e ainda não será em 2009 que o PSD e o PP encontrarão uma plataforma de entendimento para atacar a autarquia local. Não estou a dizer que se ele ganhar os partidos concorrem coligados, pois não sou nem dirigente de um nem do outro. O que eu digo aqui claramente é que enquanto analista, enquanto alguém que está agora de fora mas que já esteve dentro de um dos lados, parece-me que com a actual comissão política do PP (ou com outra que se assuma herdeira e continuadora) tal não será possível, por 2 motivos: porque o PSD não gosta do PP que o Pedro Carvalho representa e porque o PP está a desaparecer - e a ideia de fazer uma coligação é que os votos dos dois partidos juntos valham mais que isolados e de preferência que a coligação potencie abstencionistas e votantes do PS a votar nela! E o Orlando Coutinho já deveria ter percebido que o Pedro Carvalho e as suas políticas, quer como candidato à Câmara, quer como candidato à Assembleia Municipal, que não é do agrado do eleitorado do PP que tem fugido para o PSD e para o PS!
Por isto tudo, escrevo este artigo, na esperança de convencer algum potencial votante dessas eleições locais a votar no meu amigo Miguel, no Rui Barreira, pois acredito que se não for ele a salvar o PP da desgraça, nas próximas eleições locais até o PCTP-MRPP vai ter mais votos... E assim será mais dificil, mas não impossível, o meu PSD vencer o PS em 2009.
De facto, na altura queixei-me de não ver na imprensa local nada sobre umas eleições para um congresso, aduzindo assim argumentos para o mau serviço que a imprensa local costuma practicar. Talvez porque tenha perdido essas eleições de forma esmagadora, o Pedro Carvalho protestou porque então eu tinha funções executivas no PSD local... Enfim...
Espero que agora seja diferente, já que sou um mero militante de base e espero ter a sua autorização para poder falar sobre o que entender no meu blog... Se tiver a dizer algo, tem o meu e-mail aí mesmo ao lado...
E se quero escrever sobre o PP é porque, dentro dos partidos da oposição este é o único que me diz algo e o único que vejo com algumas hipóteses de ser nosso (do PSD) aliado em futuras batalhas autárquicas. Mas para isso acontecer, é preciso mudar algumas coisas, e quem escreve isto é alguém que teve de trabalhar todo o processo autárquico local do PSD e que incluíu por isso algumas coligações em freguesias com o PP - coisa que me serviu para confirmoar plenamente a má ideia que tinha do Pedro e da sua equipa enquanto gestores políticos, que aqui não comento nem a pessoa nem a profissão, apenas o político.
Assim, quando ontem li no Guimarães Digital o Orlando Coutinho (que quando presidiu ao Conselho Municipal de Juventude sempre foi muito próximo do PSD e que me espantou a sua entrada na vida política partidária pela porta do PP) defender a sua candidatura para dar continuídade à politica seguida pela anterior comissão política, fiquei muito preocupado.
Em primeiro lugar, pelo que anteriormente escrevi. Em segundo porque se os resultados do PSD não foram muito positivos (pelo menos para as minhas expectativas, de quem andou na campanha toda de corpo e alma) os do PP foram, no mínimo, catastróficos: menos votos, menos deputados municipais, quase ultrapassado pelo Bloco de Esquerda!
Sempre pensei que o PP fosse perceber que estava na altura de mudar de vida. Eu mudei...
Mas a não ser que mais uma vez o meu amigo de infância Rui Barreira (para mim sempre serás o Miguel...) consiga novamente derrotar a lista do poder como o fez nesse congresso (já que hoje tive a felicidade de ver que assumiu a coerência política de voltar a concorrer à liderança depois de ter perdido da última vez) e ainda não será em 2009 que o PSD e o PP encontrarão uma plataforma de entendimento para atacar a autarquia local. Não estou a dizer que se ele ganhar os partidos concorrem coligados, pois não sou nem dirigente de um nem do outro. O que eu digo aqui claramente é que enquanto analista, enquanto alguém que está agora de fora mas que já esteve dentro de um dos lados, parece-me que com a actual comissão política do PP (ou com outra que se assuma herdeira e continuadora) tal não será possível, por 2 motivos: porque o PSD não gosta do PP que o Pedro Carvalho representa e porque o PP está a desaparecer - e a ideia de fazer uma coligação é que os votos dos dois partidos juntos valham mais que isolados e de preferência que a coligação potencie abstencionistas e votantes do PS a votar nela! E o Orlando Coutinho já deveria ter percebido que o Pedro Carvalho e as suas políticas, quer como candidato à Câmara, quer como candidato à Assembleia Municipal, que não é do agrado do eleitorado do PP que tem fugido para o PSD e para o PS!
Por isto tudo, escrevo este artigo, na esperança de convencer algum potencial votante dessas eleições locais a votar no meu amigo Miguel, no Rui Barreira, pois acredito que se não for ele a salvar o PP da desgraça, nas próximas eleições locais até o PCTP-MRPP vai ter mais votos... E assim será mais dificil, mas não impossível, o meu PSD vencer o PS em 2009.
2006/05/03
Estão equilibradas as finanças, senhores Deputados
O Gato Fedorento é na RTP1 às sextas mas, pelo visto na Assembleia Municipal de Guimarães, há quem tenha sentido de humor tão apurado quanto o deles...
Aliás, muitas outras coisas são quase de um programa de humor. Uma Deputada do PS veio defender a CM Guimarães quanto às contas de 2005. Pedidos de esclarecimento, vários. Do PP, do PSD, da CDU, do BE e, pasme-se, do próprio partido, do PS! Então o Presidente do Grupo Parlamentar do PS vem pedir esclarecimentos à Deputada que falou em nome do PS? Isto é normal? Não, não é nada normal! E menos normal é que a dita Deputada não esclareceu quase ninguém e em particular não respondeu às perguntas que o seu colega e chefe de bancada lhe fez.
Depois, as próprias contas são humoristicas! Então dever 12 milhões de euros a curto prazo é ter as contas equilibradas? Note-se que o orçamento da CM Guimarães é superior a 100 milhões de euros anuais. E transferir directamente, sem qualquer fiscalização, cerca de 15 milhões de euros por ano para as empresas municipais é equilibrado? E pedir um empréstimo de 75 milhões de euros a pagar em 20 anos é equilibrado? E ter facturadas despesas de 90 milhões de euros e apenas receitas de 70 milhões de euros é equilibrado? Espero bem que tudo isto não tenha passado de um exercicio humoristico porque se os Deputados do PS e o Vereador do pelouro das finanças estavam a falar a sério e se acreditam naquilo que disseram, então este concelho, como este país, não tem qualquer tipo de emenda ou salvação!
Aliás, muitas outras coisas são quase de um programa de humor. Uma Deputada do PS veio defender a CM Guimarães quanto às contas de 2005. Pedidos de esclarecimento, vários. Do PP, do PSD, da CDU, do BE e, pasme-se, do próprio partido, do PS! Então o Presidente do Grupo Parlamentar do PS vem pedir esclarecimentos à Deputada que falou em nome do PS? Isto é normal? Não, não é nada normal! E menos normal é que a dita Deputada não esclareceu quase ninguém e em particular não respondeu às perguntas que o seu colega e chefe de bancada lhe fez.
Depois, as próprias contas são humoristicas! Então dever 12 milhões de euros a curto prazo é ter as contas equilibradas? Note-se que o orçamento da CM Guimarães é superior a 100 milhões de euros anuais. E transferir directamente, sem qualquer fiscalização, cerca de 15 milhões de euros por ano para as empresas municipais é equilibrado? E pedir um empréstimo de 75 milhões de euros a pagar em 20 anos é equilibrado? E ter facturadas despesas de 90 milhões de euros e apenas receitas de 70 milhões de euros é equilibrado? Espero bem que tudo isto não tenha passado de um exercicio humoristico porque se os Deputados do PS e o Vereador do pelouro das finanças estavam a falar a sério e se acreditam naquilo que disseram, então este concelho, como este país, não tem qualquer tipo de emenda ou salvação!
2006/04/19
A lista dos Deputados faltosos (fonte Portugal Diário)
Conforme prometido, cá está a lista! Segundo o Portugal Diário, estes são os Deputados que faltaram à sessão antes da Páscoa, faz hoje uma semana:
PS
Deputados que faltaram à reunião plenária
António Galamba
Ceia da Silva
José Junqueiro
José Lello
Maria Carrilho
Matilde Sousa Franco
Ricardo Freitas
Deputados que faltaram à votação
Afonso Candal
Alberto Antunes
Alcídia Lopes
António Gameiro
António Vitorino
Armando França
Celeste Correia
Costa Amorim
Fernando Cabral
Fátima Pimenta
Hugo Nunes
Irene Veloso
Joana Lima
Joaquim Couto
Joaquim Pina Moura
Jorge Coelho
Jorge Fão
José Lamego
João Bernardo
João Soares
Luís Pita Ameixa
Lúcio Ferreira
Manuel Alegre
Manuel Maria Carrilho
Manuel Pizarro
Marcos Perestrello
Maria Cidália Faustino
Miguel Ginestal
Miguel Laranjeiro
Mota Andrade
Paula Cristina Duarte
Ramos Preto
Renato Leal
Ricardo Gonçalves
Rosalina Martins
Rui Vieira
Sónia Fertuzinhos
Telma Madaleno
Teresa Diniz
Teresa Portugal
Umberto Pacheco
Vítor Ramalho
PSD
Deputados que faltaram à reunião plenária
Adão Silva
Ana Manso
António Almeida Henriques
Carlos Andrade Miranda
Duarte Lima
Feliciano Barreiras Duarte
Fernando Negrão
Jorge Neto
Jorge Tadeu Morgado
José Cesário
José Eduardo Martins
José Raul dos Santos
Luís Marques Mendes
Miguel Relvas
Paulo Castro Rangel
Paulo Pereira Coelho
Rosário Águas
Virgílio Almeida Costa
Deputados que faltaram à votação
Agostinho Branquinho
António Silva Preto
Arménio Santos
Carlos Alberto Gonçalves
Carlos Poço
Correia de Jesus
Duarte Pacheco
Emídio Guerreiro
Guilherme Silva
Helena Lopes da Costa
Henrique Rocha de Freitas
Joaquim Ponte
Jorge Costa
Jorge Pereira
Jorge Varanda
José Matos Correia
José Matos Rosa
José Pedro Aguiar Branco
José Pereira da Costa
Luís Campo Ferreira
Luís Pais Antunes
Luís Rodrigues
Melchior Moreira
Miguel Almeida
Miguel Macedo
Mário Albuquerque
Nuno da Câmara Pereira
Paulo da Silva Santos
Pedro Duarte
Pedro Pinto
Ricardo Martins
Zita Seabra
CDS-PP
Deputados que faltaram à reunião plenária
António Pires de Lima
Pedro Mota Soares
Deputados que faltaram à votação
Abel Baptista
João Rebelo
Paulo Portas
Uma fraca explicação generalista para tanta falta pode ser lida no Portugal Diário. Em relação aos três Deputados de Guimarães que constam da listagem, o que é mau, podemos ler no Guimarães Digital algumas justificações: menos má é a justificação de um deles, Emidio Guerreiro, e fraca é a argumentação dos dois socialistas, Sónia Fertuzinhos e Miguel Laranjeiro.
PS
Deputados que faltaram à reunião plenária
António Galamba
Ceia da Silva
José Junqueiro
José Lello
Maria Carrilho
Matilde Sousa Franco
Ricardo Freitas
Deputados que faltaram à votação
Afonso Candal
Alberto Antunes
Alcídia Lopes
António Gameiro
António Vitorino
Armando França
Celeste Correia
Costa Amorim
Fernando Cabral
Fátima Pimenta
Hugo Nunes
Irene Veloso
Joana Lima
Joaquim Couto
Joaquim Pina Moura
Jorge Coelho
Jorge Fão
José Lamego
João Bernardo
João Soares
Luís Pita Ameixa
Lúcio Ferreira
Manuel Alegre
Manuel Maria Carrilho
Manuel Pizarro
Marcos Perestrello
Maria Cidália Faustino
Miguel Ginestal
Miguel Laranjeiro
Mota Andrade
Paula Cristina Duarte
Ramos Preto
Renato Leal
Ricardo Gonçalves
Rosalina Martins
Rui Vieira
Sónia Fertuzinhos
Telma Madaleno
Teresa Diniz
Teresa Portugal
Umberto Pacheco
Vítor Ramalho
PSD
Deputados que faltaram à reunião plenária
Adão Silva
Ana Manso
António Almeida Henriques
Carlos Andrade Miranda
Duarte Lima
Feliciano Barreiras Duarte
Fernando Negrão
Jorge Neto
Jorge Tadeu Morgado
José Cesário
José Eduardo Martins
José Raul dos Santos
Luís Marques Mendes
Miguel Relvas
Paulo Castro Rangel
Paulo Pereira Coelho
Rosário Águas
Virgílio Almeida Costa
Deputados que faltaram à votação
Agostinho Branquinho
António Silva Preto
Arménio Santos
Carlos Alberto Gonçalves
Carlos Poço
Correia de Jesus
Duarte Pacheco
Emídio Guerreiro
Guilherme Silva
Helena Lopes da Costa
Henrique Rocha de Freitas
Joaquim Ponte
Jorge Costa
Jorge Pereira
Jorge Varanda
José Matos Correia
José Matos Rosa
José Pedro Aguiar Branco
José Pereira da Costa
Luís Campo Ferreira
Luís Pais Antunes
Luís Rodrigues
Melchior Moreira
Miguel Almeida
Miguel Macedo
Mário Albuquerque
Nuno da Câmara Pereira
Paulo da Silva Santos
Pedro Duarte
Pedro Pinto
Ricardo Martins
Zita Seabra
CDS-PP
Deputados que faltaram à reunião plenária
António Pires de Lima
Pedro Mota Soares
Deputados que faltaram à votação
Abel Baptista
João Rebelo
Paulo Portas
Uma fraca explicação generalista para tanta falta pode ser lida no Portugal Diário. Em relação aos três Deputados de Guimarães que constam da listagem, o que é mau, podemos ler no Guimarães Digital algumas justificações: menos má é a justificação de um deles, Emidio Guerreiro, e fraca é a argumentação dos dois socialistas, Sónia Fertuzinhos e Miguel Laranjeiro.
2005/10/25
Fala o Deputado Municipal...
...que sou eu!!!
Estou a brincar... Em todo o caso, a cerimónia nada trouxe de novo, já que em nada inovou (se calhar, também não é possivel inovar) e nem os discursos foram diferentes do costume, com a excepção do PSD e do CDS-PP.
Do PSD porque o Emidio soube analisar muito bem a situação polítca nacional, primeiro, distrital, depois, e por fim transpor isso para a realiadade local, para além de ter dado diversas provas de querer protagonizar uma oposição política séria e credível nas diversas partes do discurso e mesmo na parte de saudar o vencedor das eleições, o PS e o Dr. António Magalhães.
Do CDS-PP porque em vez de falar das coisas do costume, exortou os 139 deputados municipais a usarem do poder com que ontem foram investidos e intervirem nas reuniões e fiscalizarem as actividades do executivo.
Assim, dia 7 de Novembro temos a primeira reunião "a sério", isto é, onde realmente haverá discussão sobre assuntos, nomeadamente sobre a eleição da mesa da Assembleia e sobre o Regimento da Assembleia, que norteia o seu funcionamento.
Estou a brincar... Em todo o caso, a cerimónia nada trouxe de novo, já que em nada inovou (se calhar, também não é possivel inovar) e nem os discursos foram diferentes do costume, com a excepção do PSD e do CDS-PP.
Do PSD porque o Emidio soube analisar muito bem a situação polítca nacional, primeiro, distrital, depois, e por fim transpor isso para a realiadade local, para além de ter dado diversas provas de querer protagonizar uma oposição política séria e credível nas diversas partes do discurso e mesmo na parte de saudar o vencedor das eleições, o PS e o Dr. António Magalhães.
Do CDS-PP porque em vez de falar das coisas do costume, exortou os 139 deputados municipais a usarem do poder com que ontem foram investidos e intervirem nas reuniões e fiscalizarem as actividades do executivo.
Assim, dia 7 de Novembro temos a primeira reunião "a sério", isto é, onde realmente haverá discussão sobre assuntos, nomeadamente sobre a eleição da mesa da Assembleia e sobre o Regimento da Assembleia, que norteia o seu funcionamento.
2005/04/22
Up-date
Não tem sido fácil... Por isso, um rápido up-date ao blog.
O XX Congresso do CDS-PP é este fim de semana e a importancia do mesmo tem a ver com a capacidade do partido recomeçar outro ciclo e definir o seu caminho: apoiar um eurodeputado que traz ao peito a "medalha" de ter sido dirigente conivente com a gestão Vale e Azevedo no Benfica ao apoiar um dirigente que tenha vindo a pautar o seu percurso pela afirmação política de alguma competência, como Telmo Correia. Se eu fosse militante do PP, não hesitava - como não hesitei no PSD - e optava pelo segunda via...
Por falar em congressos, parece que alguns companheiros do meu partido ainda não perceberam que o nosso XXVII Congresso já terminou... Podiam parar de prejudicar o partido a levantar questões com a candidatura em Lisboa do ex-primeiro ministro Santana Lopes que não percebeu que tem de passar por um período de "nojo" político antes de se aventurar noutras andanças... O seu nº2 da lista, Carmona Rodrigues, parece ser uma pessoa bem preparada, bem vista pela população e devia dar uma garantia de alguma continuidade à lista - coisa que Helna Costa e Pedro Pinto puseram em causa ao andarem com estas questiunculas menores!
Porque é que será que alguns militantes não percebem que a atitude deles após uma/várias derrotas de dizer que "vou andar por aí" é uma atitude infantil, de birra e de mau perder e que com isso contribui apenas para descredibilizar a política e o partido? Será que vamos ter de andar sempre a laborar no mesmo erro com militantes derrotados em congresso que em vez de assumirem uma posição de auxilio do vencedor (como muito bem fez Marques Mendes após o Congresso de 2000, onde passou a colaborar de forma activa com Durão Barroso) estão desde já a fazer oposição?
O XX Congresso do CDS-PP é este fim de semana e a importancia do mesmo tem a ver com a capacidade do partido recomeçar outro ciclo e definir o seu caminho: apoiar um eurodeputado que traz ao peito a "medalha" de ter sido dirigente conivente com a gestão Vale e Azevedo no Benfica ao apoiar um dirigente que tenha vindo a pautar o seu percurso pela afirmação política de alguma competência, como Telmo Correia. Se eu fosse militante do PP, não hesitava - como não hesitei no PSD - e optava pelo segunda via...
Por falar em congressos, parece que alguns companheiros do meu partido ainda não perceberam que o nosso XXVII Congresso já terminou... Podiam parar de prejudicar o partido a levantar questões com a candidatura em Lisboa do ex-primeiro ministro Santana Lopes que não percebeu que tem de passar por um período de "nojo" político antes de se aventurar noutras andanças... O seu nº2 da lista, Carmona Rodrigues, parece ser uma pessoa bem preparada, bem vista pela população e devia dar uma garantia de alguma continuidade à lista - coisa que Helna Costa e Pedro Pinto puseram em causa ao andarem com estas questiunculas menores!
Porque é que será que alguns militantes não percebem que a atitude deles após uma/várias derrotas de dizer que "vou andar por aí" é uma atitude infantil, de birra e de mau perder e que com isso contribui apenas para descredibilizar a política e o partido? Será que vamos ter de andar sempre a laborar no mesmo erro com militantes derrotados em congresso que em vez de assumirem uma posição de auxilio do vencedor (como muito bem fez Marques Mendes após o Congresso de 2000, onde passou a colaborar de forma activa com Durão Barroso) estão desde já a fazer oposição?
2005/03/28
Expressiva vitória da oposição interna na eleição dos Delegados ao XX Congresso do CDS-PP
Foi com um retumbante resultado de 9-0 que os candidatos da oposição interna a Pedro Carvalho, liderados por Rui Barreira, derrotaram os candidatos afectos à concelhia do PP de Guimarães ao XX Congresso do CDS-PP a decorrer nos próximos dias 23 e 24 de Abril.
No passado sábado apresentaram-se a sufrágio individual 21 candidatos a nove lugares de Delegados que cabiam à estrutura vimaranense, sendo a votação uninominal, isto é, cada eleitor vota nos nomes que pretende ver eleitos.
Do resultado final o Linha de Rumo apurou que o mais votado foi Rui Barreira, com 81 votos, tendo de seguida sido eleitos outros 8 candidatos afectos à sua lista na passada eleição para a presidencia da concelhia do PP, que então perdeu para Pedro Carvalho.
O mais votado dos candidatos afectos a Pedro Carvalho foi Orlando Coutinho, com apenas 49 votos, que ficou em 10º lugar, a 27 votos de distancia do 9º delegado e último eleito.
A lista completa dos delegados eleitos é assim constituída:
Rui Barreira - 81 votos
Vicente Salgado - 80 votos
Dinis Monteiro - 80 votos
Frederico Barreira - 79 votos
Rafel Galvão - 77 votos
André Machado - 77 votos
Armandino Lopes - 77 votos
Artur Fernandes - 76 votos
Rui Dias da Silva - 76 votos
No passado sábado apresentaram-se a sufrágio individual 21 candidatos a nove lugares de Delegados que cabiam à estrutura vimaranense, sendo a votação uninominal, isto é, cada eleitor vota nos nomes que pretende ver eleitos.
Do resultado final o Linha de Rumo apurou que o mais votado foi Rui Barreira, com 81 votos, tendo de seguida sido eleitos outros 8 candidatos afectos à sua lista na passada eleição para a presidencia da concelhia do PP, que então perdeu para Pedro Carvalho.
O mais votado dos candidatos afectos a Pedro Carvalho foi Orlando Coutinho, com apenas 49 votos, que ficou em 10º lugar, a 27 votos de distancia do 9º delegado e último eleito.
A lista completa dos delegados eleitos é assim constituída:
Rui Barreira - 81 votos
Vicente Salgado - 80 votos
Dinis Monteiro - 80 votos
Frederico Barreira - 79 votos
Rafel Galvão - 77 votos
André Machado - 77 votos
Armandino Lopes - 77 votos
Artur Fernandes - 76 votos
Rui Dias da Silva - 76 votos
Os estranhos desiginios da comunicação social local ou não haver noticias sobre a eleição para o congresso do PP...
Tão longo titulo para falar um pouco sobre a estranha forma de noticiar as coisas que acontecem aqui em Guimarães. Não é que eu me queira "armar" em editor, mas há coisas deveras estranhas...
Por exemplo, durante alguns anos todos os assuntos que levassem um nome de uma determinada pessoa como porta-voz ou elencada numa lista ou eram simplesmente ignoradas ou censuravam o nome da pessoa (alterando-o ou não o escrevendo, pelo que podiamos ler noticias tipo "as 7 pessoas que constituem a lista" e depois apenas encontravamos 6 nomes).
Outro exemplo, o Forum Vimaranis envia atempadamente notas de imprensa das actividades que vai fazendo e muitas das vezes é completamente ignorado por alguns jornais locais. Eu não sei se são eles que acham que a actividade não é relevante (o que é um direito deles) ou se têm excesso de noticias para essa edição (o que não me parece razoável)... Mais concretamente, a conferência sobre a "Criança em Risco" com a presença da, talvez, maior autoridade nacional sobre o assunto, o Dr. Luís Villas Boas, pouca ou quase nenhuma repercurssão teve junto da comunicação social. O tema não interessa? Julgo que pela cobertura que é dado ao "processo Casa Pia" interessa! O orador não é conhecido ou não é qualificado? Julgo que em Portugal não haverá pessoa mais qualificada (poderá haver tão qualificada) e é uma das pessoas mais conhecidas sobre a matéria, juntamente com a provedora da Casa Pia, Catalina Pestana e o médico Pedro Stretch. Então porque este alheamento?
Mais um exemplo, na recente eleição dos Delegados ao Congresso do PSD aqui em Guimarães, apesar da existência de duas listas, uma claramente afecta à candidatura de Marques Mendes e outra discretamente afecta à candidatura de Filipe Menezes, pouco destaque existiu e mesmo no facto de uma lista ter dado uma "banhada" na outra, quase nada foi dito...
Tudo isto para chegar ao ponto de ainda não ter visto nenhuma noticia sobre a eleição dos Delegados ao XX Congresso do CDS-PP aqui em Guimarães. Alguém sabe se já houve eleições? Alguém sabe quem são (foram?) os candidatos? Pois não... Nada... Não sei se foi falta de comunicação da Mesa do Plenário do PP? Ou será que por ter apenas cerca de 5% de votos que não merece destaque?
Como não havia noticia, tive de me socorrer dos meus contactos... E a noticia poderia ser então esta:
"Expressiva vitória da oposição interna na eleição dos Delegados ao XX Congresso do CDS-PP."
que podem então ler no post seguinte... O Linha de Rumo a prestar serviço público informativo...
Por exemplo, durante alguns anos todos os assuntos que levassem um nome de uma determinada pessoa como porta-voz ou elencada numa lista ou eram simplesmente ignoradas ou censuravam o nome da pessoa (alterando-o ou não o escrevendo, pelo que podiamos ler noticias tipo "as 7 pessoas que constituem a lista" e depois apenas encontravamos 6 nomes).
Outro exemplo, o Forum Vimaranis envia atempadamente notas de imprensa das actividades que vai fazendo e muitas das vezes é completamente ignorado por alguns jornais locais. Eu não sei se são eles que acham que a actividade não é relevante (o que é um direito deles) ou se têm excesso de noticias para essa edição (o que não me parece razoável)... Mais concretamente, a conferência sobre a "Criança em Risco" com a presença da, talvez, maior autoridade nacional sobre o assunto, o Dr. Luís Villas Boas, pouca ou quase nenhuma repercurssão teve junto da comunicação social. O tema não interessa? Julgo que pela cobertura que é dado ao "processo Casa Pia" interessa! O orador não é conhecido ou não é qualificado? Julgo que em Portugal não haverá pessoa mais qualificada (poderá haver tão qualificada) e é uma das pessoas mais conhecidas sobre a matéria, juntamente com a provedora da Casa Pia, Catalina Pestana e o médico Pedro Stretch. Então porque este alheamento?
Mais um exemplo, na recente eleição dos Delegados ao Congresso do PSD aqui em Guimarães, apesar da existência de duas listas, uma claramente afecta à candidatura de Marques Mendes e outra discretamente afecta à candidatura de Filipe Menezes, pouco destaque existiu e mesmo no facto de uma lista ter dado uma "banhada" na outra, quase nada foi dito...
Tudo isto para chegar ao ponto de ainda não ter visto nenhuma noticia sobre a eleição dos Delegados ao XX Congresso do CDS-PP aqui em Guimarães. Alguém sabe se já houve eleições? Alguém sabe quem são (foram?) os candidatos? Pois não... Nada... Não sei se foi falta de comunicação da Mesa do Plenário do PP? Ou será que por ter apenas cerca de 5% de votos que não merece destaque?
Como não havia noticia, tive de me socorrer dos meus contactos... E a noticia poderia ser então esta:
"Expressiva vitória da oposição interna na eleição dos Delegados ao XX Congresso do CDS-PP."
que podem então ler no post seguinte... O Linha de Rumo a prestar serviço público informativo...
2005/01/23
Voto (f)útil
Como é evidente, o PP não está a ser correcto nesta campanha com o PSD, com quem celebrou um acordo pré-eleitoral.
Já não mencionando os "rumores" de que poderia viabilizar um governo e um orçamento PS, quanto mais não seja pela abstenção, mas também pela afirmação que apenas o PP é credivel e que o voto no PP é um voto útil.
É lógico que o PP está a tentar "vender" o seu peixe, mas deve fazer isso segundo as regras do "mercado". O PP é tão credivel como o PSD, é tão competente como o PSD, ou menos! Ou já se esqueceram (talvez excesso de queijo... limiano!) do mandato da antiga Ministra da Justiça, Celeste Cardona? Ou do polémico Secretário de Estado Nuno Magalhães? Ou do próprio líder do partido, Paulo Portas, que durante o julgamento do processo Moderna foi mantido no Governo por Durão Barroso desgastando assim a imagem do Governo?
Por tudo isso já não é sério nem correcto, querer apenas ficar com os aspectos positivos da governação e deixar para o PSD as coisas negativas.
Mas agora vir dizer que o voto no PP é um voto útil, isso é totalmente falso!
Sejamos claros: quando o PS vai à frente nas sondagens, o único voto útil possível é no PSD de forma a que ultrapasse o PS e ganhe as eleições. Só assim se evita um governo neo-guterrista, com o pior que estava no governo do "engenheiro". Nunca será votando no PP e deixando o PS vencer, apesar de lhe poder retirar a maioria. Retirar a maioria ao PS não é vencer as eleições "à direita", vencer as eleições "à direita" é o PSD ter mais votos que o PS. A não ser que o objectivo do PP seja o de ter o maior número de votos possivel para viabilizar um governo rasgando o acordo pré-eleitoral que assinou com o PSD e que diz não viabilizar governos de esquerda, a mesma de quem Paulo Portas diz constantemente "cobras e lagartos"!
Por isso, o voto no PP não é útil, é FÚTIL!
Já não mencionando os "rumores" de que poderia viabilizar um governo e um orçamento PS, quanto mais não seja pela abstenção, mas também pela afirmação que apenas o PP é credivel e que o voto no PP é um voto útil.
É lógico que o PP está a tentar "vender" o seu peixe, mas deve fazer isso segundo as regras do "mercado". O PP é tão credivel como o PSD, é tão competente como o PSD, ou menos! Ou já se esqueceram (talvez excesso de queijo... limiano!) do mandato da antiga Ministra da Justiça, Celeste Cardona? Ou do polémico Secretário de Estado Nuno Magalhães? Ou do próprio líder do partido, Paulo Portas, que durante o julgamento do processo Moderna foi mantido no Governo por Durão Barroso desgastando assim a imagem do Governo?
Por tudo isso já não é sério nem correcto, querer apenas ficar com os aspectos positivos da governação e deixar para o PSD as coisas negativas.
Mas agora vir dizer que o voto no PP é um voto útil, isso é totalmente falso!
Sejamos claros: quando o PS vai à frente nas sondagens, o único voto útil possível é no PSD de forma a que ultrapasse o PS e ganhe as eleições. Só assim se evita um governo neo-guterrista, com o pior que estava no governo do "engenheiro". Nunca será votando no PP e deixando o PS vencer, apesar de lhe poder retirar a maioria. Retirar a maioria ao PS não é vencer as eleições "à direita", vencer as eleições "à direita" é o PSD ter mais votos que o PS. A não ser que o objectivo do PP seja o de ter o maior número de votos possivel para viabilizar um governo rasgando o acordo pré-eleitoral que assinou com o PSD e que diz não viabilizar governos de esquerda, a mesma de quem Paulo Portas diz constantemente "cobras e lagartos"!
Por isso, o voto no PP não é útil, é FÚTIL!
2004/12/04
24 anos depois, Sá Carneiro ainda é uma referência
Neste momento conturbado da política portuguesa, é sempre bom recordarmos a figura daquele que, se o tivessem deixado, poderia ter sido o maior estadista português do século XX. Infelizmente, há 24 anos atrás, neste dia 4 de Dezembro, desapareceu o homem e nasceu o mito. Muito sinceramente, preferia nunca ter conhecido o mito e ter visto o melhor governo so século XX, por si liderado, ter governado a legislatura completa. Ainda se lembram de alguns desses nomes? Eu recordo: Sá Carneiro, Diogo Freitas do Amaral, Pinto Balsemão, Cavaco Silva, Adelino Amaro da Costa, Eurico de Melo, Ribeiro Telles... O que seria hoje Portugal, 24 anos depois, se não tivessem desaparecido naquela fatidica noite Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa? Possivelmente, Soares não teria sido Presidente, provavelmente Cavaco Silva teria sido na mesma primeiro-ministro mas sob a presidência de Sá Carneiro. Possivelmente talvez hoje o PSD e o CDS fossem um unico partido... Sei lá...
Um único defeito em Sá Carneiro: foi o "criador" de Santana Lopes...
2004/11/16
Mais algumas conclusões do XXVI Congresso do PSD
1. Cavaco, és o nosso homem!
Se há unanimidade entre os militantes do PSD, é que o Professor Cavaco Silva TEM de ser o nosso candidato às Presidenciais-2006 e só não o será se simplesmente não o quiser. O seu nome não só atravessa todas as "tendências" organizadas (ou não...) do partido como claramente o extravasa quer à sua direita (penetrando claramente no eleitorado do PP, do PND e do PPM, por exemplo) quer à sua esquerda (entrando claramente pelo eleitorado de centro-esquerda e esquerda moderada, em particular se o PS patrocinar uma candidatura demasiado à esquerda como o Manuel Alegre ou o Ferro Rodrigues, por exemplo).
2. PP para que te quero?
Com a excepção das cúpulas do partido, parece-me cada vez mais claro que as "bases" não querem um entendimento pré-eleitoral com o PP de Paulo Portas. Como já ouvi hoje dizer no Fórum da TSF, é certo que já ouve um precedente de bons resultados entre o PPD de Sá Carneiro e Balsemão e entre o CDS de Freitas do Amaral e de Amaro da Costa... Mas nem o PSD é hoje dirigido por Sá Carneiro, nem o PP tem pessoas comparáveis com o primeiro (antes da sua deriva ideológica ao nível do BE hoje!) nem especialmente do segundo! E este PP não entra bem nas bases do PSD... E por isso oferece tanta resistência o PSD às coligações com o PP - que custaram a liderança a Marcelo Rebelo de Sousa - e que só foi aceite na "era Barroso" porque ou isso ou eramos entregues "à bicharada"!
E depois, as "bases" ainda não se esqueceram das "diatribes" do Independente de Paulo Portas nos governos do Prof. Cavaco Silva...
3. Unanimismo?
Apesar da moção apresentada pelo líder Santana Lopes "apenas" ter merecido uma abstenção, quer-me parecer que tal se sucede devido a três factos:
a) porque não se compromete com a dita coligação pré-eleitoral, apenas faz algumas alusões a essa necessidade mas não a afirma de forma clara;
b) porque é genérica quanto baste para que ninguém a possa recusar de uma forma veemente e inultrapassável;
c) porque as bases do PSD tiveram a noção que afrontar o líder e faze-lo cair em congresso era meio caminho andado para eleições antecipadas em Abril com um governo de gestão até lá!
Se assim não fosse, mais "criticos" de Santana tinham ido, mais "criticos" tinham falado e mais "criticos" se tinham apresentado a votos, penso eu...
Se há unanimidade entre os militantes do PSD, é que o Professor Cavaco Silva TEM de ser o nosso candidato às Presidenciais-2006 e só não o será se simplesmente não o quiser. O seu nome não só atravessa todas as "tendências" organizadas (ou não...) do partido como claramente o extravasa quer à sua direita (penetrando claramente no eleitorado do PP, do PND e do PPM, por exemplo) quer à sua esquerda (entrando claramente pelo eleitorado de centro-esquerda e esquerda moderada, em particular se o PS patrocinar uma candidatura demasiado à esquerda como o Manuel Alegre ou o Ferro Rodrigues, por exemplo).
2. PP para que te quero?
Com a excepção das cúpulas do partido, parece-me cada vez mais claro que as "bases" não querem um entendimento pré-eleitoral com o PP de Paulo Portas. Como já ouvi hoje dizer no Fórum da TSF, é certo que já ouve um precedente de bons resultados entre o PPD de Sá Carneiro e Balsemão e entre o CDS de Freitas do Amaral e de Amaro da Costa... Mas nem o PSD é hoje dirigido por Sá Carneiro, nem o PP tem pessoas comparáveis com o primeiro (antes da sua deriva ideológica ao nível do BE hoje!) nem especialmente do segundo! E este PP não entra bem nas bases do PSD... E por isso oferece tanta resistência o PSD às coligações com o PP - que custaram a liderança a Marcelo Rebelo de Sousa - e que só foi aceite na "era Barroso" porque ou isso ou eramos entregues "à bicharada"!
E depois, as "bases" ainda não se esqueceram das "diatribes" do Independente de Paulo Portas nos governos do Prof. Cavaco Silva...
3. Unanimismo?
Apesar da moção apresentada pelo líder Santana Lopes "apenas" ter merecido uma abstenção, quer-me parecer que tal se sucede devido a três factos:
a) porque não se compromete com a dita coligação pré-eleitoral, apenas faz algumas alusões a essa necessidade mas não a afirma de forma clara;
b) porque é genérica quanto baste para que ninguém a possa recusar de uma forma veemente e inultrapassável;
c) porque as bases do PSD tiveram a noção que afrontar o líder e faze-lo cair em congresso era meio caminho andado para eleições antecipadas em Abril com um governo de gestão até lá!
Se assim não fosse, mais "criticos" de Santana tinham ido, mais "criticos" tinham falado e mais "criticos" se tinham apresentado a votos, penso eu...
2004/07/14
Bagão Félix e António Monteiro
Estes são os dois primeiros nomes conhecidos do futuro elenco governativo.
Se António Monteiro, embaixador em Paris, é um nome recorrente sempre que o PSD faz um governo para ocupar a pasta dos negócios estrangeiros, é um diplomata de carreira, conceituado, logo não deixando nada a apontar, já o nome de Bagão Félix nas finanças irá com toda a certeza trazer muita polémica.
Desde logo porque, apesar de independente, é próximo do CDS-PP. Depois pela polémica que o seu consulado na Segurança Social marcou ao longo destes dois anos.
Pela positiva, foi o primeiro ministro a concluir uma reforma de fundo (em particular, o "Código do Trabalho") e não é conhecido por ser despesista, antes pelo contrário. Pela negativa, para mim, o facto de não lhe reconhecer até agora nenhuma apetência especial para o cargo de ministro das finanças. Mas reconheço nele capacidades negociais e de preserverança excepcionais. E nisto das finanças, como a ainda ministra Manuela Ferreira Leite demonstrou, é importante ser preserverante nas opções que se tomam e ter boa capacidade negocial com Bruxelas, os sindicatos, os patrões, a função pública, os autarcas, etc...
Para já nota positiva. Veremos o resto da equipa...
Se António Monteiro, embaixador em Paris, é um nome recorrente sempre que o PSD faz um governo para ocupar a pasta dos negócios estrangeiros, é um diplomata de carreira, conceituado, logo não deixando nada a apontar, já o nome de Bagão Félix nas finanças irá com toda a certeza trazer muita polémica.
Desde logo porque, apesar de independente, é próximo do CDS-PP. Depois pela polémica que o seu consulado na Segurança Social marcou ao longo destes dois anos.
Pela positiva, foi o primeiro ministro a concluir uma reforma de fundo (em particular, o "Código do Trabalho") e não é conhecido por ser despesista, antes pelo contrário. Pela negativa, para mim, o facto de não lhe reconhecer até agora nenhuma apetência especial para o cargo de ministro das finanças. Mas reconheço nele capacidades negociais e de preserverança excepcionais. E nisto das finanças, como a ainda ministra Manuela Ferreira Leite demonstrou, é importante ser preserverante nas opções que se tomam e ter boa capacidade negocial com Bruxelas, os sindicatos, os patrões, a função pública, os autarcas, etc...
Para já nota positiva. Veremos o resto da equipa...
2004/07/06
A entrevista de Santana Lopes à RTP
Ao mesmo tempo que o Prof. Marcelo fazia o seu comentário semanal na TVI, zurzindo quanto baste no novo presidente do PSD, este na RTP dava uma entrevista.
Pessoalmente, como já diversas vezes aqui o escrevi, não sou um apoiante de Santana Lopes.
Mas reconheço que ontem esteve muito bem. Conseguiu dar uma entrevista onde não foi populista, onde conseguiu transmitir uma certa imagem de estadista e onde conseguiu mostrar-se como líder de um partido.
Falou em nome do PSD - por vezes até em nome do PP! - e soube transmitir vigor naquilo que ia afirmando. Mostrou que já está a pensar numa estrutura governativa - menos secretários de estado, mais alguns ministros - e que re-afirmou que a política de contenção orçamental é para prosseguir.
Por outro lado, esteve mal - apesar de ter depois corrigido - na frase "o meu governo". Mas terá sido mais no entusiasmo que soltou a frase...
Pessoalmente, fiquei positivamente surpreendido com a sua prestação. A ver se esta postura se mantém, mostrando-se assim um homem maduro e pronto a governar Portugal, pois será a desgraça se o Presidente da República não encontrar neste presidente do PSD o homem capaz de governar Portugal nos próximos dois anos...
Pessoalmente, como já diversas vezes aqui o escrevi, não sou um apoiante de Santana Lopes.
Mas reconheço que ontem esteve muito bem. Conseguiu dar uma entrevista onde não foi populista, onde conseguiu transmitir uma certa imagem de estadista e onde conseguiu mostrar-se como líder de um partido.
Falou em nome do PSD - por vezes até em nome do PP! - e soube transmitir vigor naquilo que ia afirmando. Mostrou que já está a pensar numa estrutura governativa - menos secretários de estado, mais alguns ministros - e que re-afirmou que a política de contenção orçamental é para prosseguir.
Por outro lado, esteve mal - apesar de ter depois corrigido - na frase "o meu governo". Mas terá sido mais no entusiasmo que soltou a frase...
Pessoalmente, fiquei positivamente surpreendido com a sua prestação. A ver se esta postura se mantém, mostrando-se assim um homem maduro e pronto a governar Portugal, pois será a desgraça se o Presidente da República não encontrar neste presidente do PSD o homem capaz de governar Portugal nos próximos dois anos...
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