Mostrar mensagens com a etiqueta EUA. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta EUA. Mostrar todas as mensagens

2012/11/07

O melhor ainda está para vir...

... disse Obama no discurso de vitória (...the best is yet to come!). Ou a prova maior da desilusão do primeiro mandato.

Obama ganhou, mas não esmagou, não convenceu. Foi mais o mal menor, antes ele que o republicano que achava que as janelas dos aviões deviam abrir. Foi mais uma promessa de campanha fora dela - prometer que o melhor ainda está para vir é talvez a mais difícil das promessas que fez de cumprir.

Obama ganhou mas deixou um país profundamente dividido e perdeu o controlo do Congresso, pelo que o seu segundo mandato será novamente muito complicado e, muito provavelmente, inconsequente como o primeiro. Depois de um Hollande que prometeu afrontar a Sr.ª Merkel e agora a apoia em grande e faz as políticas que aqui em Portugal a esquerda não deixou que Passos Coelho fizesse, vamos nos próximos anos assistir a muitas capitulações do Obama que, para história e depois dos grandes feitos que prometia a toda uma imprensa de esquerda que esperava dele ser o novo "Messias", ficará apenas como o primeiro presidente não-branco daquela nação...

Não sei o que vê a imprensa europeia de tão grande estadista em Obama. Aumentou o défice, aumentou a dependência externa do país em relação ao petróleo, aumentou o desemprego, não tirou o país da crise (apenas a mitigou). Isto é um grande estadista? I don't think so...

E começou já a campanha para 2016...

NOTA - E não estou a dizer que queria que ganhasse o Romney porque acho que não seja melhor do que Obama, apenas penso que Obama não é tão bom como o querem pintar.

2012/11/05

A 24 horas das eleições americanas...

...os resultados são imprevisíveis estando todas as hipóteses de pé: re-eleição de Obama com vitória deste no colégio eleitoral e votos, re-eleição de Obama com vitória no colégio eleitoral e derrota nos votos, vitória de Romney no colégio eleitoral e derrota nos votos e vitória de Romney no colégio eleitoral e votos.

Sabemos, da re-eleição de G.W.Bush (filho) que o sistema americano é muito complexo e que nem sempre a vitória em votos directos equivale a uma vitória no "colégio eleitoral" que é quem, de facto, elege o presidente.

E como muitas poucas vezes o presidente em funções não foi re-eleito, é muito estranho que a tão poucas horas da votação (a uma terça-feira!) ainda estejam todas as hipóteses em aberto e haja um empate técnico nas sondagens. É desde já, não uma derrota, mas um enfraquecimento do mandato do próximo presidente, com todas as consequências que isso pode ter para o nosso país e para a Europa - um presidente americano mais fraco ou mais fragilizado internamente irá, no meu entender, procurar robustecer a sua posição e descurar as relações bi-laterais, será mais ego-estatal do que interessado no relacionamento com o resto do mundo e com a Europa em particular.

E isso, atendendo à grave crise que atravessamos, é duplamente negativo.

Obama foi uma desilusão para toda uma esquerda que pensava, novamente depois de 3ª via de Blair, que havia soluções à esquerda para a crise que atravessamos há mais de uma década. Não foi o Messias e nem tão pouco conseguiu afirmar as suas políticas no seu país que está ainda, a 24 horas das eleições, mais virado para o substituir por um aparentemente fraco candidato como Romney do que o manter no cargo.

Que sirva de reflexão interna também isso: substituir agora Pedro Passos Coelho por Seguro iria resolver o problema (ou iria agravar?), será Seguro o homem que tem mais soluções milagrosas de esquerda para resolver o problema económico que a esquerda criou e agravou? Acompanhemos, por isso, com apreensão, o que se vai passar nos EUA amanha e o que se vai passar por cá a seguir...

2009/01/20

Obama, finalmente



Nunca tantos, talvez quase todo o mundo, esperaram tanto de um presidente americano. Confesso que as minhas expectativas não são altas, pelo contrário. Primeiro porque não me acredito muito nas políticas dos democratas. Depois por causa da enorme crise económica e financeira que se faz sentir em todo o mundo. Por fim, porque já aprendi a não ter enormes expectativas nos políticos, nos do meu agrado e nos outros, porque já cheguei à conclusão que metade do que dizem na campanha não é para cumprir e a outra metade não podem cumprir por desígnios diversos, uns endógenos e outros exógenos à própria presidência.

Não há homens providenciais, mais ainda na política.

No entanto, porque gostava de voltar para casa, isto é, para Portugal, e porque para isso acontecer a crise internacional tem de acabar, vou hoje acreditar que a sua tomada de posse enquanto 44º Presidente dos EUA e primeiro negro a assumir tal cargo possa ser o momento chave da reviravolta que o mundo precisa. Mas se tal não acontecer e a história o vier a registar como apenas mais um na linha de muitos outros, não ficarei admirado...

2008/10/31

Barack vs. McCain

É daqui a 4 dias que se decide o futuro presidente dos EUA. E a importância é enorme, mais ainda com a crise económica internacional e sobre a qual ele terá que desempenhar um papel central.

O meu candidato "natural" não me entusiasma. Por norma, identifico-me com os Republicanos. Mas McCain não me parece a melhor opção para os EUA neste momento, que precisavam de mais vitalidade e força. Obama tem as características que me agradam, mas vem de uma família política com a qual não me identifico, centralizadora e não regulamentadora, onerosa das famílias com mais impostos e penalizadora dos empresários e investidores.

Por isso, independentemente de quem ganhar, julgo que nos próximos anos toda a política internacional, bem como as economias internacionais, continuarão em ajustes e convulsões esporádicas. Até porque a Europa continua fraca, apesar da dupla Merkel-Sarkozy estar a mostrar capacidade de afirmação.

Em todo o caso, o meu prognóstico é que apesar de levar vantagem nas sondagens, o vencedor vai ser McCain, quer devido à estranha forma de eleição do presidente, quer devido a não me acreditar que os EUA estejam prontos a ter um presidente negro... ou hispânico, ou qualquer outro tipo que fuja ao tradicional descendente de europeus e de longas tradições americanas.