Não resisto a mais uma...
Adorei ver a Itália ganhar o jogo, mesmo que nos pénaltis. Só para ver o Zidane expulso por agressão, só para ver os vários mergulhos dos jogadores franceses com o árbitro a mandar jogar, só para ver no final os porcos dos franceses a chorarem (unica forma de garantir que tomaram banho!) depois de tudo que disseram e escreveram sobre nós, portugueses, algo que variou entre o mais simpático "mergulhadores" e o mais insultuoso "batoteiros", confesso que adorei ver toda a falta de fair-play e de não saber perder dos franceses!
E só tenho pena que o golo do empate da Itália tenha sido com uma falta tão pouco nitida, porque lindo mesmo era ter sido marcado com a mão e não com a cabeça!
Forza, Itália!
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2006/07/10
2006/07/09
DeutshChronik.12
A última. E a mais triste, pois não esperava que acabasse com uma copiosa derrota como a de ontem.
Mas adiante, que das trsistezas não quero viver...
Analisando o comportamento, como já o disse, para mim que nem sequer esperava que se qualificassem para os oitavos de final, foi muito positivo. Fizeram o pleno no grupo, ganharam à Holanda e na roleta dos penaltis afastaram a Inglaterra.
Com a França fizeram uma boa primeira parte. Na segunda, com o passar do tempo, começaram a jogar com o coração e não a cabeça. Mais uma vez caímos numa meia final contra a França de Zidane. Foi pena. Mas não isento de erros vários que fui aqui apontando.
Ontem, apesar de ser o jogo dos derrotados, a feijões, esperava mais dos nossos jogadores. Desde logo, não esperava ver um frango do Ricardo, que como aqui escrevi e disse na TSF, tinha estado em bom plano até agora. Borrou a pintura...
Depois, o Costinha voltou a demonstrar que não deveria ter ido ou, na melhor das hipoteses, fazia companhia ao Jorge Andrade como jogador não convocado. Em 45 minutos só jogou para trás, viu um amarelo e não viu o segundo por sorte, pois a bola ficou com um alemão que seguiu o jogo e o árbitro não interrompeu, pois caso contrário o Costinha ficaria com um record, de certeza, de ter sido expulso 2 vezes num mundial...
O Cristiano, apesar da campanha que a imprensa e parte da FIFA fizeram contra ele, foi ontem o principal motor da equipa. O Maniche foi o único daqueles que critiquei ter sido convocado que mostrou-me estar enganado. Ontem, tendo sido o seu jogo mais fraco, foi mesmo assim de bom nível. O Figo mostrou sempre que teve a parte fisica em condições que é bom. O Ricardo Carvalho é um senhor, como se viu ontem na sua ausência.
O Miguel, Paulo Ferreira, Petit, Simão, Nuno Valente, Pauleta, Postiga, Nuno Gomes ou Meira são jogadores medianos que quando bem acompanhados produzem algo mais, mas normalmente o máximo que se lhes pode pedir é que não comprometam muito.
O Boa Morte, o Caneira, o Ricardo Costa, o Hugo Viana, o Quim ou o Paulo Santos não contam, estavam lá para fazer número e espero que tenham gostado da estadia.
Agora vem a renovação.
Como muito bem disse um comentador deste blog, acabou a era da equipa construída pelo Mourinho que o Scolari "esbichou" até ao tutano. O Maniche, o Ricardo Carvalho e o Deco talvez ainda possam fazer o próximo Europeu ao mais alto nível, quem sabe até o mundial seguinte, mas o Costinha, o Nuno Valente, o Figo, o Pauleta e o Nuno Gomes acabaram. Chegou a altura da renovação. De entrarem o Quaresma, o Moutinho, o Meireles, o Manuel Fernandes. O Hugo Almeida, se conseguir começar a marcar golos de forma regular. O Vieirinha se conseguir afirmar-se nos séniores. Serão eles capazes de nos dar novamente alegrias? Serão eles capazes de se unir e formar um grupo de nível europeu, logo mundial? Não sei ainda, reconheço muito potencial a muitos deles, mas ainda não mostraram quase nada. O Peixe tinha muito potencial e nunca mostrou aquilo que valia. O Fernando Mendes só aos 29 anos se afirmou como grande defesa esquerdo. Tantos que nunca se afirmaram nos seus anos de ouro...
Por último, Scolari fica ou sai. Daquilo que me fui apercebendo dele, diria que sai. Porque não me parece que ele queira protagonizar essa revolução sem garantias de resultados para manter a aura dele de vencedor. No entanto, há uma grande parte do país que se deixou enganar por essa mistica de vencedor que não ganha nada há 4 anos... E há forte pressão para que continue. Neste momento diria que vai ficar, o que será bom para destruir o mito... Se não ficar, será bom também desde que se encontre um homem com um perfil para encabeçar essa revolução, alguém como o Klinsmann ou o Van Bastenn que o fizeram nas suas selecções. Não sei ainda quem, mas de quem eu gosto mesmo é do Cruyjff...
Mas adiante, que das trsistezas não quero viver...
Analisando o comportamento, como já o disse, para mim que nem sequer esperava que se qualificassem para os oitavos de final, foi muito positivo. Fizeram o pleno no grupo, ganharam à Holanda e na roleta dos penaltis afastaram a Inglaterra.
Com a França fizeram uma boa primeira parte. Na segunda, com o passar do tempo, começaram a jogar com o coração e não a cabeça. Mais uma vez caímos numa meia final contra a França de Zidane. Foi pena. Mas não isento de erros vários que fui aqui apontando.
Ontem, apesar de ser o jogo dos derrotados, a feijões, esperava mais dos nossos jogadores. Desde logo, não esperava ver um frango do Ricardo, que como aqui escrevi e disse na TSF, tinha estado em bom plano até agora. Borrou a pintura...
Depois, o Costinha voltou a demonstrar que não deveria ter ido ou, na melhor das hipoteses, fazia companhia ao Jorge Andrade como jogador não convocado. Em 45 minutos só jogou para trás, viu um amarelo e não viu o segundo por sorte, pois a bola ficou com um alemão que seguiu o jogo e o árbitro não interrompeu, pois caso contrário o Costinha ficaria com um record, de certeza, de ter sido expulso 2 vezes num mundial...
O Cristiano, apesar da campanha que a imprensa e parte da FIFA fizeram contra ele, foi ontem o principal motor da equipa. O Maniche foi o único daqueles que critiquei ter sido convocado que mostrou-me estar enganado. Ontem, tendo sido o seu jogo mais fraco, foi mesmo assim de bom nível. O Figo mostrou sempre que teve a parte fisica em condições que é bom. O Ricardo Carvalho é um senhor, como se viu ontem na sua ausência.
O Miguel, Paulo Ferreira, Petit, Simão, Nuno Valente, Pauleta, Postiga, Nuno Gomes ou Meira são jogadores medianos que quando bem acompanhados produzem algo mais, mas normalmente o máximo que se lhes pode pedir é que não comprometam muito.
O Boa Morte, o Caneira, o Ricardo Costa, o Hugo Viana, o Quim ou o Paulo Santos não contam, estavam lá para fazer número e espero que tenham gostado da estadia.
Agora vem a renovação.
Como muito bem disse um comentador deste blog, acabou a era da equipa construída pelo Mourinho que o Scolari "esbichou" até ao tutano. O Maniche, o Ricardo Carvalho e o Deco talvez ainda possam fazer o próximo Europeu ao mais alto nível, quem sabe até o mundial seguinte, mas o Costinha, o Nuno Valente, o Figo, o Pauleta e o Nuno Gomes acabaram. Chegou a altura da renovação. De entrarem o Quaresma, o Moutinho, o Meireles, o Manuel Fernandes. O Hugo Almeida, se conseguir começar a marcar golos de forma regular. O Vieirinha se conseguir afirmar-se nos séniores. Serão eles capazes de nos dar novamente alegrias? Serão eles capazes de se unir e formar um grupo de nível europeu, logo mundial? Não sei ainda, reconheço muito potencial a muitos deles, mas ainda não mostraram quase nada. O Peixe tinha muito potencial e nunca mostrou aquilo que valia. O Fernando Mendes só aos 29 anos se afirmou como grande defesa esquerdo. Tantos que nunca se afirmaram nos seus anos de ouro...
Por último, Scolari fica ou sai. Daquilo que me fui apercebendo dele, diria que sai. Porque não me parece que ele queira protagonizar essa revolução sem garantias de resultados para manter a aura dele de vencedor. No entanto, há uma grande parte do país que se deixou enganar por essa mistica de vencedor que não ganha nada há 4 anos... E há forte pressão para que continue. Neste momento diria que vai ficar, o que será bom para destruir o mito... Se não ficar, será bom também desde que se encontre um homem com um perfil para encabeçar essa revolução, alguém como o Klinsmann ou o Van Bastenn que o fizeram nas suas selecções. Não sei ainda quem, mas de quem eu gosto mesmo é do Cruyjff...
2006/07/06
DeutshChronik.11
Hoje, depois de várias tentativas frustradas anteriores, tive direito a participar no Forum TSF sobre a nossa prestação no Mundial.
Basicamente, disse aquilo que tenho aqui escrito.
Que não fiquei triste nem desiludido ontem pois fizeram muito mais do que aquilo que eu esperava que tivessem feito.
A minha desilusão foi no dia 15 de Maio, quando o Scolari anunciou os convocados e estavam lá os 11 preferidos e alguns jogadores para encher a lista, para fazer número. Não eram alternativas reais, era o Ricardo Costa como podia ter sido o Manuel Silva, era o Nuno Gomes como podia ter sido o Nuno Ribeiro, era o Luís Boa Morte como podia ter sido Luís Aleluia! Quero com isto dizer que não havia "banco", alternativas crediveis aos "incondicionais". Mas não só. Vários jogadores estavam em sub-rendimento: Nuno Gomes (sem jogar desde Março, a recuperar de lesão), Maniche e Costinha (em litigio com o clube russo e com pouco jogos nas pernas em Inglaterra o Maniche), Postiga que marcou 6 golos em 2 épocas, Nuno Valente que jogou aos tropeções (fazia um jogo e parava dois por lesão muscular) ou Hugo Viana (que quase não jogava no Valencia).
Depois disso, com a infelicidade da lesão do Deco no inicio do estágio e com a idade do Figo a não permitir-lhe ter o mesmo rendimento um jogo inteiro e vários jogos tão seguidos, o descalabro foi ontem mas podia ter sido em qualquer jogo anterior.
Felizmente que houve coisas boas. Desde logo, Maniche, para mim o nosso melhor jogador porque mais regular em todos os jogos, nunca tendo jogado mal e por vezes tendo atingido a excelecência. Mostrou-me que merecia a convocação. Depois, o Ronaldo. Que grande jogador aos 21 anos de idade. Potencia, sentido de baliza, velocidade, técnica. Vai ser, não tarda muito, o concorrente do Ronaldinho e do Kaká ao titulo de melhor do mundo. Também o Figo esteve muito bem, enquanto as pernas ajudaram, como ontem na 1ª parte. O Ricardo, mesmo não sendo o meu favorito (que como todos sabem é o Baia) esteve bem e não comprometeu e ainda salvou o couro do Scolari contra a Inglaterra. O Meira, após o desacerto nos 3 primeiros jogos, emendou e fez 3 jogos limpos e muito bons. O Ricardo Carvalho, para mim o melhor do mundo na sua posição, teve o azar de ficar ligado à eliminação no único falhanço em 6 jogos!
Ao seu nível normal tivemos o Miguel, o Nuno Valente ou o Petit.
De resto, foram só desilusões. O Deco, desde logo, talvez por causa da parte fisica. Mas o Pauleta, o Simão, o Boa Morte ou o Tiago foram fazer turismo de luxo à Alemanha.
Falhou o banco. Falhou o seleccionador. Talvez tenha acabado o ciclo iniciado em 2000, com a meia final do Europeu, passando pela conquista da UEFA e da Liga dos Campeões em 2003 e 2004 pelo FC Porto e também pelas boas prestações do Boavista nesses anos e pela final do nosso Euro em 2004.
Agora chegou a altura da renovação de gerações. Ricardo, Meira, Valente, Costinha, Figo, Pauleta, Nuno Gomes, todos com mais de 29 anos, não têm muitos mais anos e jogos a dar à selecção. Vão entrar os Meireles, Vianas, Almeidas e outros que tais.
Vitórias morais não me servem, pois no futebol enquanto adepto do FC Porto habituei-me a ganhar muito e muitas vezes, cá dentro e lá fora. Espero que, fiquem ou não o seleccionador mais o inenarrável "rolhas" do presidente da FPF, a seleccção ainda me venha a dar as alegrias que o meu clube tantas vezes me deu desde que começei a ir ao futebol, no final dos anos 70, com pouco mais de 6 anos de idade!
Basicamente, disse aquilo que tenho aqui escrito.
Que não fiquei triste nem desiludido ontem pois fizeram muito mais do que aquilo que eu esperava que tivessem feito.
A minha desilusão foi no dia 15 de Maio, quando o Scolari anunciou os convocados e estavam lá os 11 preferidos e alguns jogadores para encher a lista, para fazer número. Não eram alternativas reais, era o Ricardo Costa como podia ter sido o Manuel Silva, era o Nuno Gomes como podia ter sido o Nuno Ribeiro, era o Luís Boa Morte como podia ter sido Luís Aleluia! Quero com isto dizer que não havia "banco", alternativas crediveis aos "incondicionais". Mas não só. Vários jogadores estavam em sub-rendimento: Nuno Gomes (sem jogar desde Março, a recuperar de lesão), Maniche e Costinha (em litigio com o clube russo e com pouco jogos nas pernas em Inglaterra o Maniche), Postiga que marcou 6 golos em 2 épocas, Nuno Valente que jogou aos tropeções (fazia um jogo e parava dois por lesão muscular) ou Hugo Viana (que quase não jogava no Valencia).
Depois disso, com a infelicidade da lesão do Deco no inicio do estágio e com a idade do Figo a não permitir-lhe ter o mesmo rendimento um jogo inteiro e vários jogos tão seguidos, o descalabro foi ontem mas podia ter sido em qualquer jogo anterior.
Felizmente que houve coisas boas. Desde logo, Maniche, para mim o nosso melhor jogador porque mais regular em todos os jogos, nunca tendo jogado mal e por vezes tendo atingido a excelecência. Mostrou-me que merecia a convocação. Depois, o Ronaldo. Que grande jogador aos 21 anos de idade. Potencia, sentido de baliza, velocidade, técnica. Vai ser, não tarda muito, o concorrente do Ronaldinho e do Kaká ao titulo de melhor do mundo. Também o Figo esteve muito bem, enquanto as pernas ajudaram, como ontem na 1ª parte. O Ricardo, mesmo não sendo o meu favorito (que como todos sabem é o Baia) esteve bem e não comprometeu e ainda salvou o couro do Scolari contra a Inglaterra. O Meira, após o desacerto nos 3 primeiros jogos, emendou e fez 3 jogos limpos e muito bons. O Ricardo Carvalho, para mim o melhor do mundo na sua posição, teve o azar de ficar ligado à eliminação no único falhanço em 6 jogos!
Ao seu nível normal tivemos o Miguel, o Nuno Valente ou o Petit.
De resto, foram só desilusões. O Deco, desde logo, talvez por causa da parte fisica. Mas o Pauleta, o Simão, o Boa Morte ou o Tiago foram fazer turismo de luxo à Alemanha.
Falhou o banco. Falhou o seleccionador. Talvez tenha acabado o ciclo iniciado em 2000, com a meia final do Europeu, passando pela conquista da UEFA e da Liga dos Campeões em 2003 e 2004 pelo FC Porto e também pelas boas prestações do Boavista nesses anos e pela final do nosso Euro em 2004.
Agora chegou a altura da renovação de gerações. Ricardo, Meira, Valente, Costinha, Figo, Pauleta, Nuno Gomes, todos com mais de 29 anos, não têm muitos mais anos e jogos a dar à selecção. Vão entrar os Meireles, Vianas, Almeidas e outros que tais.
Vitórias morais não me servem, pois no futebol enquanto adepto do FC Porto habituei-me a ganhar muito e muitas vezes, cá dentro e lá fora. Espero que, fiquem ou não o seleccionador mais o inenarrável "rolhas" do presidente da FPF, a seleccção ainda me venha a dar as alegrias que o meu clube tantas vezes me deu desde que começei a ir ao futebol, no final dos anos 70, com pouco mais de 6 anos de idade!
2006/07/05
DeutshChronik.10
A Itália, com a sua habitual eficácia e cinismo de marcar nos instantes finais do jogo, levou a carta a Garcia. Está na final e eliminou a anfitriã Alemanha que deveria ter caído mais cedo aos pés da Argentina com a equipa mais forte desde a campeã em 1986.
Hoje somos nós que vamos entrar em campo para defrontar a nossa besta negra das semi-finais: a França. Em quatro semi-finais que estivemos, tivemos quase sempre insucesso, mas metade delas foi com a França contra quem perdemos sempre no prolongamento.
A geração de ouro, que nunca ganhou nada nos séniores, tem hoje a possibilidade através do seu único representante/sobrevivente, Luís Figo, de conquistar a prova de vida em como merece ser considerada como uma geração vencedora, que abriu caminhos novos ao futebol português.
Pessoalmente, estou pouco animado. Como tenho estado desde o principio, conforme aqui tenho escrito, apesar de ainda estarmos em prova contra os meus prognósticos. Mas numa competição em que o lema máximo foi dado pelo técnico brasileiro, Carlos Alberto Parreira, dizendo que dar "espectáculo é ganhar", está quase tudo dito. As equipas têm optado demasiado pela táctica, pela submissão dos jogadores às tácticas impostas pelos treinadores, pela contenção, pelo medo de arriscar, pela não utilização de jogadores "fantasistas" em detrimento dos jogadores "colectivistas". Tem sido o Mundial do medo e não o do espectáculo, sem um jogo que fique para memória futura como tantos ficaram em tantos mundiais. Pessoalmente posso dizer que alguns dos mais altos momentos que me recordo do futebol foram passados em mundiais: o Brasil x Itália de 82, as grandes exibições de Roger Milla dos Camarões no despertar de África para o futebol, o semi-deus Maradona em 1986, onde cada jogo da Argentina era um espectáculo dentro do espectáculo, o fantástico Romário em 1994, os jogos recheados de espectáculo da Bulgária do Stoichkov, Kostadinov e Balakov, completamente virada para o ataque. E tantas coisas mais. Deste mundial, apenas alguns golos dipersos pela competição...
E, de facto, o espectáculo tem sido ganhar. Porque mesmo com jogos fracos, aborrecidos, de futebol de contenção e sonolentos, as massas adeptas têm feito a festa da vitória após o final das partidas, que na Alemanha quer um pouco por todo o Portugal no que a nós nos diz respeito. Por isso, espero ganhar hoje, pois só assim no final poderei fazer a festa...
NOTA - E mesmo que ganhe, e que até seja campeão do mundo, continuo a não gostar do Scolari e continuo a achar que não é nem grande treinador nem o seleccionador ideal. Para mim esse tem um nome, chama-se Johan Cruijff.
Hoje somos nós que vamos entrar em campo para defrontar a nossa besta negra das semi-finais: a França. Em quatro semi-finais que estivemos, tivemos quase sempre insucesso, mas metade delas foi com a França contra quem perdemos sempre no prolongamento.
A geração de ouro, que nunca ganhou nada nos séniores, tem hoje a possibilidade através do seu único representante/sobrevivente, Luís Figo, de conquistar a prova de vida em como merece ser considerada como uma geração vencedora, que abriu caminhos novos ao futebol português.
Pessoalmente, estou pouco animado. Como tenho estado desde o principio, conforme aqui tenho escrito, apesar de ainda estarmos em prova contra os meus prognósticos. Mas numa competição em que o lema máximo foi dado pelo técnico brasileiro, Carlos Alberto Parreira, dizendo que dar "espectáculo é ganhar", está quase tudo dito. As equipas têm optado demasiado pela táctica, pela submissão dos jogadores às tácticas impostas pelos treinadores, pela contenção, pelo medo de arriscar, pela não utilização de jogadores "fantasistas" em detrimento dos jogadores "colectivistas". Tem sido o Mundial do medo e não o do espectáculo, sem um jogo que fique para memória futura como tantos ficaram em tantos mundiais. Pessoalmente posso dizer que alguns dos mais altos momentos que me recordo do futebol foram passados em mundiais: o Brasil x Itália de 82, as grandes exibições de Roger Milla dos Camarões no despertar de África para o futebol, o semi-deus Maradona em 1986, onde cada jogo da Argentina era um espectáculo dentro do espectáculo, o fantástico Romário em 1994, os jogos recheados de espectáculo da Bulgária do Stoichkov, Kostadinov e Balakov, completamente virada para o ataque. E tantas coisas mais. Deste mundial, apenas alguns golos dipersos pela competição...
E, de facto, o espectáculo tem sido ganhar. Porque mesmo com jogos fracos, aborrecidos, de futebol de contenção e sonolentos, as massas adeptas têm feito a festa da vitória após o final das partidas, que na Alemanha quer um pouco por todo o Portugal no que a nós nos diz respeito. Por isso, espero ganhar hoje, pois só assim no final poderei fazer a festa...
NOTA - E mesmo que ganhe, e que até seja campeão do mundo, continuo a não gostar do Scolari e continuo a achar que não é nem grande treinador nem o seleccionador ideal. Para mim esse tem um nome, chama-se Johan Cruijff.
2006/07/03
DeutshChronik.9
O jogo foi fraco, emotivo, mas fraco.
Mais uma vez as debilidades de Scolari no banco vieram ao de cima: desde os 60 minutos com mais um jogador em campo (como contra o México) e não tirou qualquer vantagem disso. Para além disso, as substituições foram fracas: a equipa precisava de subir mais e a Inglaterra só tinha o gigante Crouch na frente, pelo que podia ter abdicado de Nuno Valente (por exemplo, por Paulo Ferreira a jogar no meio campo como tantas vezes fez o Mourinho no FC Porto quando em vantagem numérica) ou ser mais audaz e meter outro ponta de lança no apoio a Pauleta.
Acabou a série vitoriosa dele, uma vez que este jogou ficou empatado. O que lhe vale é a Senhora do Caravaggio (para os crentes) ou a tremenda sorte que o acompanha (para todos os outros) e que nos pénaltis lá lhe deu mais uma passagem à fase seguinte.
Para a posteridade, fica o processo dos penaltis pela voz dos comentadores da BBC.
E quarta feira, os franceses na meia final. A ver se à terceira quebramos o enguiço depois das meias finais perdidas contra eles em 1984 e 2000...
Mais uma vez as debilidades de Scolari no banco vieram ao de cima: desde os 60 minutos com mais um jogador em campo (como contra o México) e não tirou qualquer vantagem disso. Para além disso, as substituições foram fracas: a equipa precisava de subir mais e a Inglaterra só tinha o gigante Crouch na frente, pelo que podia ter abdicado de Nuno Valente (por exemplo, por Paulo Ferreira a jogar no meio campo como tantas vezes fez o Mourinho no FC Porto quando em vantagem numérica) ou ser mais audaz e meter outro ponta de lança no apoio a Pauleta.
Acabou a série vitoriosa dele, uma vez que este jogou ficou empatado. O que lhe vale é a Senhora do Caravaggio (para os crentes) ou a tremenda sorte que o acompanha (para todos os outros) e que nos pénaltis lá lhe deu mais uma passagem à fase seguinte.
Para a posteridade, fica o processo dos penaltis pela voz dos comentadores da BBC.
E quarta feira, os franceses na meia final. A ver se à terceira quebramos o enguiço depois das meias finais perdidas contra eles em 1984 e 2000...
2006/06/30
DeutshChronik.8
A Argentina já caiu (ou foi empurrada?) e tudo se encaminha para que a final seja a tão desejada pela FIFA Alemanha x Brasil.
Hoje à noite joga a cinica Itália contra a inexperiente Ucrania. Estes irão jogar com o seu poderio fisico, fazer gato-sapato dos italianos e no final vão perder 1-0, como habitualmente!
Amanhã jogamos nós com a Inglaterra e não sei se teremos muitas chances sem o Deco. Contra Angola foi o que se viu, um deserto de ideias. Mas mesmo que passemos, na meia final contra o Brasil não passaremos...
Hoje à noite joga a cinica Itália contra a inexperiente Ucrania. Estes irão jogar com o seu poderio fisico, fazer gato-sapato dos italianos e no final vão perder 1-0, como habitualmente!
Amanhã jogamos nós com a Inglaterra e não sei se teremos muitas chances sem o Deco. Contra Angola foi o que se viu, um deserto de ideias. Mas mesmo que passemos, na meia final contra o Brasil não passaremos...
2006/06/27
DeutshChronik.7
Com as nossas adeptas, que depois da gigantesca bandeira humana antes do mundial, vestem agora assim a nossa camisola, meus caros amigos, já somos os principais favoritos à vitória!Obrigado ao Renato do Observador Cósmico por me disponibilizar esta imagem do seu imenso acervo de amigas e adeptas de futebol. Só nós, portistas, é que entendemos isto...
DeutshChronik.6
O cinismo italiano ao seu máximo expoente. Depois de um jogo fraco, pelo que li, abusando do seu "catenaccio" e domando dessa forma os fisicamente poderosos australianos, com um penalti que não existiu a 10 segundos do final da compensação dada pelo árbitro, marcaram e enviaram a selecção australiana de volta para casa (Inglaterra, portanto...) e seguem em frente neste mundial de fracos jogos e mais fracas ainda arbitragens.
Hoje joga o Brasil, também ele sem mostrar ainda a chama que nos toca a todos do futebol espectáculo. Mas se pensarmos bem, desde há muito que o Brasil submeteu-se à ditadura do resultado e apenas nos dá vislumbres de espectáculo em pequenas doses servidas aqui e ali por executantes de craveira técnica acima da média mas sempre e constantemente manietados tacticamente por Parreiras e Scolaris nos últimos mundiais, este incluído.
Hoje joga o Brasil, também ele sem mostrar ainda a chama que nos toca a todos do futebol espectáculo. Mas se pensarmos bem, desde há muito que o Brasil submeteu-se à ditadura do resultado e apenas nos dá vislumbres de espectáculo em pequenas doses servidas aqui e ali por executantes de craveira técnica acima da média mas sempre e constantemente manietados tacticamente por Parreiras e Scolaris nos últimos mundiais, este incluído.
2006/06/26
DeutshChronik.5
Sofrer, sofrer muito, parece ser a nossa sina!
Foi quase dramático hoje, com expulsões e incerteza até ao fim. Logo no inicio do jogo, a lesão do Ronaldo que se percebeu ser grave, apesar do seu esforço por mais de 20 minutos para se manter em campo. As lágrimas que lhe saiam dos olhos eram as lágrimas que nos atormentavam desde logo o sofrimento que este jogo ia ser.
Depois o golo do Maniche, o melhor em campo e num crescendo de forma que está a fazer-me lembrar o "velho" Maniche de 2004, o melhor jogador do Euro2004 (mesmo que a UEFA não o tenha nomeado a ele) e que é o nosso pulmão.
O desacerto do Costinha, fruto da falta de ritmo e de minutos nas pernas nesta época, com três faltas desnecessárias a meio campo, todas elas para amarelo. O único erro que aponto hoje ao Scolari: não o substituiu imediatamente na 2ª falta que o árbitro, já aí desorientado, deixou passar em branco. Minutos depois, foi expulso - e esta critica vem já do facto de o ter convocado, está bom de ver...
Depois, a falta de fair-play dos holandeses - desde as entradas maldosas ao Ronaldo logo nos primeiros minutos, passando pelos protestos constantes dos jogadores e pelos empurrões aos nossos jogadores e culminando na não devolução da bola num lance que daria o 1º amarelo do Deco (e até podia ter sido vermelho) que estragou o resto do jogo.
Por último, o próprio árbitro, ao nível do pior que vemos nos nossos relvados. E mesmo que no final o presidente da FIFA, Joseph Blatter, tenha vindo criticar a actuação, coisa inédita e inaudita no dirigismo ao mais alto nível, tal não vem descartar a responsabilidade da FIFA e do seu presidente na escolha dos árbitros, dos critérios para a amostragem de cartões que tem pressionado os árbitros a implementar, na recusa das novas tecnologias para auxiliar os árbitros nas tomadas de decisão durante o jogo, etc.
De resto, fica-me do jogo a ideia de uma entrega enorme dos nossos jogadores, da coreecta substituição do Pauleta para a entrada do Petit, mantendo os 2 alas mais rápidos na equipa, o que segurou mais defesas e impediu que os laterais subissem muito no apoio ao ataque holandês. Ficou um jogo cheio de emoções, de palpitações e de excitações...
E ficou, claro, a nossa vitória por 1-0! Que era o mais importante, afinal de contas... E sábado que vem, às 16h00, lá estarei eu na casa da Sara, no mesmo sofá, com a mesma camisola e a assitir ao jogo contra a Inglaterra que nos poderá abrir as portas das meias finais...
Foi quase dramático hoje, com expulsões e incerteza até ao fim. Logo no inicio do jogo, a lesão do Ronaldo que se percebeu ser grave, apesar do seu esforço por mais de 20 minutos para se manter em campo. As lágrimas que lhe saiam dos olhos eram as lágrimas que nos atormentavam desde logo o sofrimento que este jogo ia ser.
Depois o golo do Maniche, o melhor em campo e num crescendo de forma que está a fazer-me lembrar o "velho" Maniche de 2004, o melhor jogador do Euro2004 (mesmo que a UEFA não o tenha nomeado a ele) e que é o nosso pulmão.
O desacerto do Costinha, fruto da falta de ritmo e de minutos nas pernas nesta época, com três faltas desnecessárias a meio campo, todas elas para amarelo. O único erro que aponto hoje ao Scolari: não o substituiu imediatamente na 2ª falta que o árbitro, já aí desorientado, deixou passar em branco. Minutos depois, foi expulso - e esta critica vem já do facto de o ter convocado, está bom de ver...
Depois, a falta de fair-play dos holandeses - desde as entradas maldosas ao Ronaldo logo nos primeiros minutos, passando pelos protestos constantes dos jogadores e pelos empurrões aos nossos jogadores e culminando na não devolução da bola num lance que daria o 1º amarelo do Deco (e até podia ter sido vermelho) que estragou o resto do jogo.
Por último, o próprio árbitro, ao nível do pior que vemos nos nossos relvados. E mesmo que no final o presidente da FIFA, Joseph Blatter, tenha vindo criticar a actuação, coisa inédita e inaudita no dirigismo ao mais alto nível, tal não vem descartar a responsabilidade da FIFA e do seu presidente na escolha dos árbitros, dos critérios para a amostragem de cartões que tem pressionado os árbitros a implementar, na recusa das novas tecnologias para auxiliar os árbitros nas tomadas de decisão durante o jogo, etc.
De resto, fica-me do jogo a ideia de uma entrega enorme dos nossos jogadores, da coreecta substituição do Pauleta para a entrada do Petit, mantendo os 2 alas mais rápidos na equipa, o que segurou mais defesas e impediu que os laterais subissem muito no apoio ao ataque holandês. Ficou um jogo cheio de emoções, de palpitações e de excitações...
E ficou, claro, a nossa vitória por 1-0! Que era o mais importante, afinal de contas... E sábado que vem, às 16h00, lá estarei eu na casa da Sara, no mesmo sofá, com a mesma camisola e a assitir ao jogo contra a Inglaterra que nos poderá abrir as portas das meias finais...
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