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2014/09/07

Macau, parte 2: Leighton

Como já muitos saberão, começo amanhã uma nova aventura profissional em Macau.
Depois de mais de um ano a trabalhar com a Westar Architects International, o ramo de Macau da grupo Westar Architects dos EUA (Las Vegas e Philadelfia), irei agora passar para uma das maiores construtoras do mundo, o grupo Leighton, mais propriamente na Leighton Asia.

Originário da Austrália, tem obras no continente australiano e em toda a Ásia (desde o sudeste da China onde estou até ao extremo oriente) e India, sendo o grupo o 11º construtor mundial.

Eu vou estar a trabalhar na construção do mega-casino Wynn Palace, aqui em Macau. Podem ver um pequeno resumo da obra aqui. Esta mega-construção ocupa a área de 21 hectares (!) no aterro do Cotai e compreende a construção de mais de 450.000m2 (!!) de área de pisos, entre áreas de jogo, hoteis, centro de convenções e áreas comerciais - e ainda um lago de 30.000m2, o tamanho de 3 campos de futebol (!!!) para um show de luz.

Aspecto do Wynn Palace ainda no seu inicio, há cerca de 2 anos atrás.

Será um desafio enorme. Quanto mais não seja, pelas dimensões da obra! Mas que estou ansioso por abraçar!

2013/04/18

Inquérito para arquitectos, engenheiros e outros técnicos de obras / construções

No âmbito da minha dissertação de mestrado, ainda tenho a decorrer um inquérito, semelhante ao que aqui anunciei há uns dias, mas este apenas dedicados a técnicos de obras.

Ainda preciso de algumas respostas para o validar.

Uma ajuda aos meus colegas e amigos do sector da construção era bem vinda...

É rápido de preencher (5 a 10 minutos) e é anónimo.

Obrigado!


2012/08/14

COB - Colégio de Especialidades de Gestão, Direcção e Fiscalização de Obras da Ordem dos Arquitectos

No âmbito dos estatutos da OA, esta tem vindo a promover a criação de colégios de especialidade que "a partir de áreas no domínio da Arquitectura com características técnicas e científicas particulares, que assumam importância cultural, social ou económica e impliquem uma especialização do conhecimento ou da prática profissional. ".

Assim, neste momento estão já em actividade ou em instalação os colégios de Urbanismo, Património Arquitectónico e este referido COB.

E o que é o COB?

O Colégio de Especialidade de Gestão, Direcção e Fiscalização de Obras (COB) foi criado em 2010, implementado em 2011 e encontra-se em fase de instalação.

O COB tem as seguintes finalidades:
* contribuir para a valorização profissional e a correcta actuação deontológica no sentido de melhor servir a sociedade;
* acompanhar, promover e divulgar a actividade dos arquitectos nos domínios da gestão, direcção e fiscalização de obras;
* fomentar o estudo e a investigação nos domínios da gestão, direcção e fiscalização de obras;
* estimular a aproximação às empresas de construção, o diálogo interdisciplinar e o mútuo conhecimento das práticas profissionais que concorrem para a qualidade da gestão, direcção e fiscalização de obras;
* coadjuvar as entidades competentes para a avaliação técnica dos profissionais que capacitam tecnicamente as empresas de construção, designadamente nos domínios da gestão, direcção e fiscalização de obras;
* fundamentar a tomada de posições da Ordem dos Arquitectos nos domínios da gestão, direcção e fiscalização de obras, em especial quando se trate de solicitações de entidades públicas com competência na matéria;
* estreitar os laços de cooperação de Portugal com outros países, designadamente com os da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, nos domínios da gestão, direcção e fiscalização de obras;
* apoiar as acções de formação permanente desenvolvidas pela Ordem dos Arquitectos ou por outras entidades nos domínios da gestão, direcção e fiscalização de obras;
* promover o registo sistemático de arquitectos cuja actividade incida nos domínios da gestão, direcção e fiscalização de obras.

O COB tem as seguintes atribuições:
* defender os interesses profissionais dos arquitectos que intervêm nos domínios da gestão, direcção e fiscalização de obras;
* promover o intercâmbio de ideias e experiências com organismos afins, nacionais, comunitários ou de outros países, e acções de cooperação interdisciplinar nos âmbitos da formação, da investigação ou da prática profissional que digam respeito aos domínios da gestão, direcção e fiscalização de obras;
* organizar reuniões científicas, seminários e cursos nos domínios da gestão, direcção e fiscalização de obras;
* organizar e desenvolver serviços de arquivo, documentação e informação nos domínios da gestão, direcção e fiscalização de obras;
* assegurar o registo sistemático dos arquitectos cuja actividade incida nos domínios da gestão, direcção e fiscalização de obras.
* promover e patrocinar a edição de publicações conformes aos seus objectivos e que contribuam para um melhor esclarecimento público sobre as implicações e relevância dos domínios da gestão, direcção e fiscalização de obras;
* promover o aperfeiçoamento das regras de cariz deontológico;
* colaborar com os órgãos docentes e discentes das universidades, institutos e outros graus de ensino em todas as iniciativas que visem a formação nos domínios da gestão, direcção e fiscalização de obras;
* assumir funções de representação e intervenção nos domínios da gestão, direcção e fiscalização de obras, sempre que solicitado pelo Conselho Directivo Nacional da Ordem dos Arquitectos;
* prestar colaboração a entidades oficiais ou de interesse público nos domínios da gestão, direcção e fiscalização de obras.

O seu funcionamento está definido no Regulamento do Colégio.

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Noticia sobre a criação do COB.
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Só me falta dizer que, desde Junho passado e com muito orgulho, sou o associado n.º 10 deste Colégio.

2012/04/11

Parque Escolar - as audições parlamentares

Foto Público
Tem pano para mangas a Comissão de Educação do Parlamento que está a auditar os responsáveis técnicos e políticos pelo desastre financeiro da Parque Escolar, a empresa criada no tempo de Sócrates para recuperar o património escolar do secundário. Vamos por pontos.

1. Desde logo, a questão ideológica debate-se fortemente ali. De um lado, a "direita", como acintosamente dizem os partidos mais à esquerda, que segundo este defende o fim do programa e não quer recuperar as escolas. Do outro lado, o PS que defende com unhas e dentes a "festa" e os partidos mais à esquerda que atacam os gastos mas concordam que nem que seja preciso gastar muito as obras tinham de ser feitas.
Ora sobre este ponto, a "direita" não quer parar o programa nem deixar as escolas ao abandono - bem pelo contrário! O que quer o Governo é uma boa gestão do programa. E isso é possível, basta ver que a nova administração da Parque Escolar em poucas semanas já conseguiu reduzir custos nas escolas em obra no valor de 60 milhões de Euros. E o objectivo desta redução de custos é conseguir angariar verbas para completar o programa pois a verba inicial já foi gasta em metade das escolas... Sejamos claros: o programa é uma boa ideia mas mal desenhada na forma concretizada (Parque Escolar) e nas políticas seguidas para a concretização física (despesista, de luxos, mal planeada).

2. “O programa da Parque Escolar foi uma festa para as escolas, para os alunos, para a arquitectura, para a engenharia, para o emprego e para a economia”, Maria de Lurdes Rodrigues, ex-ministra da Educação entre 2005 e 2009.
Ora bem, aqui chegados, e depois de serem públicos os relatórios do IGF e do Tribunal de Contas, deixe-me dizer que não foi uma festa, foi um REGABOFE (do dicionário da Priberam, "Festa em que se come e bebe à farta. = FARRA, PÂNDEGA, REGALÓRIO") pois a realidade indicada pelos ditos relatórios é que alguns, poucos, projectistas e empresas se alambuzaram com o presunto, alguns, poucos, ficaram o osso, e muitos, a generalidade, nem sequer teve acesso à festa.
É que não são "pormenores" que estão errados. São derrapagens que duplicam, triplicam e quadriplicam preços. São pagamentos sem autorização. São escolhas ostentatórias de materiais, muitas vezes estrangeiros, (os famosos candeeiros do Siza, os mármores e granitos em wc's, os chuveiros da Grohe, os sistemas de rega automática, o sistemas de AVAC caríssimos, etc) quando poderia e deveria ter sido optado por materiais nacionais sempre que possível (não recorrendo a importações) e mais económicos.

3. As escolhas dos projectistas por ajuste directo quando estão envolvidas verbas na ordem dos 100 milhões de euros só podia correr mal, como é evidente. E quando mais se aprofunda o assunto, pior fica a fotografia... Depois do ranking dos projectistas que foram escolhidos (que já aqui foi abordado anteriormente) sabe-se agora que pelo menos 7 dos projectistas "eleitos" eram colegas e/ou subordinados no IST de uma administradora, que é também arquitecta e professora do IST, da empresa Parque Escolar - e ninguém achou estranho nem deontologicamente questionável tal situação...

4. Novos dados têm vindo a ser abordados na audição, como o livro que a Parque Escolar publicou sobre a intervenção nas 106 primeiras escolas cujo valor anunciado lá é 180 milhões inferior ao que foi apurado pelo Tribunal de Contas. Ou seja, parece haver uma clara intenção de camuflar e dissimular os verdadeiros custos, o chamado "dourar a pílula". As únicas conclusões possíveis é que, ao contrário do que afirmou Maria de Lurdes Rodrigues, a Parque Escolar foi muito mal gerida, foi o tal regabofe que falei atrás travestido de boas intenções para o ensino. E já que os anteriores governantes falam tanto da OCDE que gabou o programa (e como eu disse, a ideia é boa mas a concretização é preocupante) deixo aqui uma dica da OCDE sobre a nossa educação após estes anos de governação: o que é preciso é centrar a aprendizagem no processo educativo, ter mais pedagogia - e menos festa!

Em conclusão, espero que para lá da responsabilidade política, seja possível algumas responsabilidades civis sobre este assunto, porque as há, claramente, quando os relatórios citam ilegalidades...

2012/03/17

Ainda sobre a Parque Escolar

Continuam a ser tornados públicos os números que fizeram a história negra da Parque Escolar.

No Sol, uma reportagem intitulada "Parque Escolar: 636 milhões para 13 empreiteiros" mostra claramente como esta empresa serviu, para de uma forma legal e encapotada, financiar determinadas empresas seleccionadas e não para revitalizar o mercado das obras públicas, ao contrário do objectivo previsto do Governo.

A concentração em determinadas empresas, construtoras e projectistas, apesar de como refere o relatório da IGF, ter sido feita legalmente, denúncia por trás uma estratégia obscuramente clara sobre o assunto.

Vejamos o que nos revela o Sol:
"Oito construtoras e dois consórcios ganharam um terço das empreitadas adjudicadas pela Parque Escolar, por um valor superior a dois mil milhões de euros."
Ou seja, cerca de 80% do valor previsto para o programa ficou alocado a apenas 8 empresas e 2 consórcios, tendo havido 198 empresas a concorreram à totalidade das obras lançadas (cerca de 250). Isto não é concentração propositada e estratégica? É!

Mais, agora sobre os projectos:
"O valor total contratualizado com gabinetes de arquitectura suplantou os 100 milhões de euros, sendo que apenas dez sociedades concentraram 10% desse valor."
Ou seja, cerca de 10% do valor total investido em projectos foi gasto com apenas e só 10 gabinetes, todos por adjudicação directa - aqui, apesar de legal, nem se deram ao trabalho de fazer concursos, com a tradicional desculpa da "necessidade de cumprimento de prazos".

Logo a seguir, adianta o Sol novamente:
"São 636 milhões de euros que ficaram concentrados em 13 empresas, de um total de 98 sociedades que participaram nos concursos públicos de reconstrução de escolas secundárias"
Ou seja, cerca de 13% das empresas concorrentes ficaram com quase um quarto do bolo previsto em 2007 para realizar a totalidade das obras no país. Só a Mota-Engil (pois claro...) ganhou 17 obras de 162 milhões de Euros - foi, "de longe" diz a IGF, a empresa que mais obras e dinheiro ganhou - seguida da Teixeira Duarte com 9 obras e quase 100 milhões de Euros e concluo eu que se foram executadas ou estão em execução cerca de 250 escolas (das 332 previstas inicialmente) significa que estas duas empresas juntas ficaram com cerca de 10% do total das obras realizadas. Pergunto eu: era assim que se pretendia revitalizar o sector da construção?

Tudo legal, dentro dos preços máximos estabelecidos. Mas tudo extremamente duvidoso quanto à estratégia seguida e resultados obtidos: as obras derraparam em preço e prazos, os projectos revelaram-se desadequados e extremamente onerosos construtivamente e no uso posterior.

E, diga-se, o objectivo de dar vitalidade ao sector da construção, falhou por completo, mostram-no os factos: há vários anos (incluindo os de 2008 e 2009 quando a Parque Escolar esteve na sua máxima força "gastadora") que o sector vê empresas (de construção e de projectos) a fecharem aos milhares de trabalhadores e muitas dezenas de (pequenas e médias) empresas e empresários anualmente e a fugirem para o estrangeiro para sobreviverem.
O enorme buraco financeiro que é a empresa e as enormes facturas que deixa às escolas para pagar no seu uso diário são, talvez, um dos maiores escandalos que o Governo de José Sócrates nos lega e que irá demorar muitos, mas mesmo muitos anos a corrigir (e pagar)!

2012/03/10

Parque Escolar - Uma irresponsabilidade que não pode ficar impune!

Começam agora a ser públicos pormenores do que foi a actuação da Parque Escolar - empresa criada por Sócrates ainda no seu primeiro Governo que visava a reconstrução do parque escolar português e ao mesmo tempo que injectava dinheiro nas empresas de construção dinamizando a economia com 2,4 mil milhões de Euros nas mais de 300 escolas abrangidas.

No entanto, cedo se percebeu que havia problemas muito graves.

Primeiro, na fase dos projectos, muitas vezes sem concurso (isto é, por adjudicação directa...) e (quase) sempre aos mesmos gabinetes.

Depois com as primeiras adjudicações de obras, percebeu-se que era um grupo restrito de empresas que ganhavam as obras, ou seja, cada empresa ganhava 2 ou 3 escolas e reduziu-se assim a quantidade de construtoras "ajudadas".

Por fim, com as primeiras obras concluídas, perceberam-se os problemas que as obras traziam às escolas: maior consumo de electricidade que esgotava os orçamentos que eram para educação em consumos, depois problemas de construção com soluções desajustadas e mal pensadas que começaram a apresentar patologias várias.

E com o tempo começamos a ouvir noticias de professores, pais e alunos que falavam sobre as condições das escolas, com pedras nobres, chuveiros Grohe, candeeiros de design de autor a torto e a direito (no interior e exterior das escolas) e outras coisas mais...

Agora, com o relatório da IGF tornado púlico, sabe-se com mais detalhes coisas que configuram. na minha modesta opinião, gestão danosa e, se calhar, coisas ainda mais graves...

Repare-se na resposta para o (brutal)  aumento do consumo de electricidade dos novos edifícios: "a empresa justificou a situação com as novas regras de eficiência energética, aprovadas em 2006." Então se a ideia associada à lei era ter mais eficiência no uso da energia, como é possível que o resultado seja um brutal aumento (de 30% e até mais) no consumo da mesma, levando as escolas novas a optarem por simplesmente desligarem o sistema de AVAC e colocando a comunidade escolar a trabalhar sobre calor intenso no Verão e frio glaciar no Inverno.

Percebe-se agora que os projectos eram concebidos sem um caderno de encargos adequado e que, para além disso, não eram alvo de revisão critica (técnica e financeira) antes da sua execução, sendo lançados a concurso como eram entregues e aceites sem discussão. Ou isso ou não se percebe como ninguém achou anormal o uso de betão branco, de pedras nobres, de madeiras nobres, de iluminações topo de gama, de utilização redundante de equipamentos e até de espaços, entre tantos outros exemplos.

Evidentemente, os administradores da empresa demitiram-se. A questão é que a sua demissão não os isenta da responsabilidade de terem gerido mal, muito mal, o projecto que  tinham em mãos: repare-se que tendo um mega orçamento de 2,4 mil milhões de Euros para reabilitar 332 escolas, conseguiram-no ultrapassar em 5 milhões de Euros ao fim de apenas 181, ficando por isso 151 escolas não cabimentadas no orçamento previsto. Isto é um escândalo e o mínimo que se exige agora é que o Governo actue de forma a verificar se se confirma a gestão danosa e que procure se ressarcir junto dos (ir)responsáveis dessa hipotética má gestão. E, já agora, que implemente medidas que visem que a situação não se repita, isto é, que façam no imediato uma revisão aos cadernos de encargo modelo utilizados, bem como implementem uma revisão ao projecto final - coisa que no estrangeiro já acontece há muitos anos como forma de evitar erros de projecto que em obra custam muito dinheiro (ou tempo, o que é igual porque tempo é dinheiro) rectificar.

2011/10/20

Concreta 2011

Hoje fui à Concreta, a feira de materiais de construção, onde não ia desde o já longínquo ano de 2005.

Primeira impressão à vista desarmada, sem conhecer números: menos stands, menos gente, menos empresas. Logo, menos oportunidades de negócios. Provavelmente, reflexos do cenário de crise que a indústria da construção vive desde há vários anos e acentuada neste último ano, onde fecham cerca de 300 empresas do sector por mês, onde fecham imobiliárias, onde os técnicos emigram, onde os promotores pararam de investir como demonstram as constantes quedas de licenças de construção emitidas.

No restante, gostei de alguns produtos que vi. Algumas empresas procuram sobreviver à custa da diferenciação no mercado, de se tentarem colocar num patamar de qualidade ou inovação mais elevado do que a concorrência.

CONCRETA

 No entanto, também achei engraçado que há empresas que neste período de tempo não inovaram nada, pelo menos do ponto de vista expositivo. A Cimpor é o exemplo mais flagrante: o stand e os catálogos são do mesmo género desde 2005 - com excepção dos produtos que, mau era, foram evoluindo ao longo do tempo. Pelo contrário, a Valadares e a Sosoares tinham dos mais interessantes e bem conseguidos stands da feira, quanto a mim.

Num sinal positivo, de aposta e crença no país e no mercado, vi também bastantes empresas estrangeiras a tentarem entrar no nosso mercado (ou reentrarem) no que me parece um claro manifesto de que há ainda espaço para o sector progredir e voltar a ter melhores dias.

Lamentavelmente, não vi - ou não reparei - em nenhum empresa de Guimarães. Do distrito, sim: Braga, Barcelos, Famalicão. E assim, não havendo promoção, não há vendas nem há evolução do negócio...

Até ao próximo sábado (até sexta apenas aberto a profissionais do sector), na Exponor, em Matosinhos.

2011/05/11

Novas escolas da Parque Escolar não são sustentáveis

Excelente reportagem esta do programa Biosfera que, não sei porquê, passou ao lado do grande público e mostra o escândalo que tem sido o processo de reconstrução das escolas em Portugal promovido pela Parque Escolar, empresa pública que o Governo Sócrates criou para o efeito.

Desde logo, esta empresa é a 5ª mais endividada do sector público português, o que é uma enormidade e está em risco de não ter receitas para fazer valer todas as despesas que lhe entram todos os dias.

Depois, porque as obras que executou são de muito cara manutenção, nomeadamente na factura energética. Estes edifícios dependem enormemente da ventilação mecânica forçada e do ar condicionado, o que chegou a triplicar nalguns casos a factura mensal de energia que as escolas têm de pagar - implicando com isso que estão a ficar sem dinheiro para pagar essas contas e a desligar esses sistemas. O que está a criar um mau ambiente de funcionamento, excessivo calor e pouca renovação de ar nestes locais - tornando assim as escolas "novas" bem piores de suportar que as escolas "velhas", bem mais confortáveis termicamente.

As escolas não são sustentáveis termicamente e deixam uma enorme pegada ecológica no meio ambiente, bem como promoveram a importação de milhares de equipamentos de ar condicionado.



É urgente parar esta empresa pública de se endividar e endividar as escolas. Urge mudar, também aqui, o rumo da governação do país...

Google vai expandir sede com escritórios “verdes”

Dentro ainda do tema da construção sustentável que abordei há pouco, surge hoje esta notícias que a Google vai expandir sede com escritórios “verdes”, tendo para o efeito contratado um escritório alemão conhecido pelos seus edifícios altamente ecológicos, a Ingenhoven Architects, para desenhar a expansão da sede social da empresa nos EUA, de forma a que seja um edifício o "mais verde e sustentável possível".

Uma boa iniciativa desta empresa, no segmento de outras que tem vindo a tomar ao longo dos anos.

Construção sustentável - cidades mais inteligentes

Uma iniciativa Construção Sustentável conjunta com a Ordem dos Engenheiros (Norte) organizou ontem, no auditório do Museu D. Diogo de Sousa, em Braga, um seminário dedicado a este tema que se revelou extremamente interessante.

Durante cerca de 2,5 horas ouvimos vários oradores a falarem sobre este tema cada vez mais premente na organização das cidades onde vivemos, trabalhamos e passamos 90% do nosso tempo.



Da sessão de ontem em Braga o que mais me marcou foi a apresentação de Antonio Pires dos Santos, da IBM, que apresentou uma excelente intervenção sobre a gestão de sistemas de sistemas de informação, ou seja, sobre a rede de sistemas de informação que uma cidade dispõe e como os gerir de forma a tirar o maior proveito delas - evidenciando, para o efeito, o trabalho da sua empresa, como é lógico. Dos temas que abordou, destaco o Smart Grid Maturity Model apresentado para a gestão dos sistemas de electricidade (também o há para as cidades) e que permite avaliar em cada momento a maturidade da rede. Um conceito muito interessante e passível de grande aproveitamento ao nível das autarquias para optimizarem a conjugação de redes (de transportes, comunicações, dados, geo-localização, emergência, etc).
Deixo ainda o link de um interessante documento sobre SGMM em PDF no Scribd.

Alguns dados apresentados pela ADENE também foram interessantes, por mostrar a validade e melhoria que o sistema de certeficação energética pode trazer ao mercado de construção. Senão, pense-se que da análise dos Certificados Energéticos já emitidos sobre edifícios existentes detectou-se que as piores classificações referem-se ao edificado nos anos 70. E que constata-se ainda que 63% da globalidade dos edifícios existentes certificados são de categoria C ou inferior (isto é, são fracos do ponto de vista do desempenho energético) e que se fossem levadas a cabo as medidas propostas para eles de melhoria constantes nos certificados energéticos então mais de 80% deles seria de categoria B- ou superior (o que significa que estariam ao nível dos edifícios novos).

Foi por isso uma sessão muito interessante. E com muitas pistas e ensinamentos para o futuro.

2011/03/12

Eficiência no desempenho energético dos edíficios



Ontem começei uma formação na TecMinho para "projectistas e peritos qualificados em RCCTE", ou seja, no âmbito do desempenho energético dos edifícios de habitação, neste caso.

E logo ao primeiro dia, alguns números interessantes que mostram o enorme mercado que está à beira de se apresentar no sector das obras, assim que a economia portuguesa deixe de precisar de PEC's...

Assim, sabia que...

...mais de 80% dos edifícios em Portugal foram construídos antes de 1990 (ano em que entrou em vigor o primeiro regulamento sobre comportamento térmico) e que por isso têm fraco desempenho neste capítulo?

...o desperdício de energia no sector de edifícios em Portugal é de 1000 MILHÕES DE EUROS POR ANO? E que isso foi quanto custou a ponte Vasco da Gama?

...o crescimento do consumo de energia nos edifícios em Portugal tem sido de 7% ao ano, apesar da legislação ser cada vez mais restritiva quanto aos gastos energéticos?

...o sector dos edifícios é responsável pelo consumo de 60% da electricidade em Portugal e 50% das necessidades energéticas das habitações são para se ter água quente sanitária?

...Portugal assinou o protocolo de Quioto em 1997 mas que em 2002 já tinha ultrapassado as emissões de CO2 previstas para 2010?

...o país com maior área de painéis solares na Europa é a Alemanha que por acaso é dos países com menos horas de sol por ano, ao contrário de Portugal que é dos que mais horas anuais de sol tem?

...todos os edifícios usados em Portugal desde Janeiro de 2009 são obrigados a possuir um Certificado Energético quando vendidos ou arrendados e que todos os edifícios novos já o têm de ter desde 2008?


Há muito dinheiro a ser deitado pela janela fora todos os anos em Portugal e que, aplicado em programas de reabilitação energética dos edifícios poderia, a curto prazo, ser rentabilizado. Não nos podemos esquecer que muita da energia eléctrica produzida em Portugal depende do petróleo e do gás, pelo que não só se desperdiçaria menos dinheiro como ainda se importava menos matéria prima para fazer energia. Mas, como sempre, o Governo prefere aumentar impostos em vez de criar formas de poupar dinheiro...

2011/01/30

Linha de Rumo - Consultoria de Projectos e Obras

Licenciado em Arquitectura desde 1996, com especialização em Processos e Gestão de Construções desde 2003, mestrando em Gestão e vasta experiência de gabinete e direcção de obra, tenho ao dispor um serviço de consultoria para apoiar quem vai construir.

Certificação de aptidão profissional de formador (CAP) desde 2011.

Membro do Colégio de Especialidades de Gestão, Direcção e Fiscalização de Obras da Ordem dos Arquitectos desde 2012.


Especializado em:
Projectos de licenciamento urbanísticos
Pedidos de informação prévia
Revisão de projectos
Direcção e gestão de obras
Preparação de concursos e apoio à decisão de escolha
Coordenação de projectos de especialidades

Área de actuação preferencial:
Distrito de Braga
Distrito do Porto
Distrito de Viana do Castelo
Outras áreas do país, sob consulta.

Contactos:
nuno.leal@linhaderumo.pt
(+351)965040773

Site: www.linhaderumo.pt

2010/11/01

Obras (54): As últimas fotos

Já em Portugal, deixo as últimas fotos das ultimas coisas que deixei feitas nas minhas obras.
No BNA ainda se conseguiu colocar os vidros temperados nos vãos, em especial no Piso 6 onde o aspecto final foi muito bom, com o envidraçado redondo a rematar toda a área de bar. Nos quartos de banho, para além das portas de vidro nos chuveiros, ficaram tambem prontos as bases de madeira dos chuveiros, em deck.








No CaixaTotta ficou a agencia pronta pelo interior, com as últimas pinturas, a iluminação e o ar condicionado completos, pelo que assim que a empresa de imagem e publicidade conclua o trabalho para rematarmos tudo.
No exterior é que é as coisas ainda estão condicionadas a definições do projectista para podermos concluir, pelo que não pude, como era meu desejo, completar totalmente aquela obra.



2010/10/09

Obras (53): a agência no INAR do CaixaTotta

Cá seguem ao ritmo que me deixam andar.

Umas mais depressa, outras mais devagar.

Uma das que melhor tem seguido é a agência do CaixaTotta do INAR, que está em acabamentos e quase pronta. Mais uma semana e por dentro fica concluída. Por fora é que ainda tem umas indefinições de projecto que condicionam o final de obra, mas se assim não fosse, nem parecia uma obra em Angola... :)

Ficam algumas fotos do trabalho de hoje, a colocação de um parede em vidro, composta por dois painéis fixos e uma porta com bandeira. Começamos por colocar a calha de tecto, que impede que os vidros tombem para um dos lados, depois as inferiores e são postos os vidros fixos no sitio, seguidamente aplicamos a bandeira com as ferragens para depois prepararmos o buraco que recebe a mola de pavimento, finalizando com a colocação da porta. Depois é tudo ajustado até que as folgas estejam afinadas e a porta fique a abrir e fechar sem bater nos painéis fixos ou no chão. Colocam-se as fechaduras e os puxadores e já está. Simples, não? Não, foi um sábado inteiro de trabalho e ainda faltam os remates de silicone nas juntas com a parede, tecto, calha, etc... Se alguns projectistas soubessem o trabalho que determinadas soluções dão, não as colocavam nos seus projectos...









2010/08/30

Boas práticas ambientais em obras

Não é, infelizmente, habitual encontrar este tipo de documentos, mas bem faz a CM Guimarães em divulgar e incentivar as boas práticas ambientais em obra.
Eu já estou a descarregar, para ler e aplicar aqui em Angola também, sempre que possível.

2010/08/21

Obras (52): Ponto de situação

Ao ritmo que a economia angolana vai permitindo, as obras lá vão avançando, umas mais que outras.

No BNA continuamos nos trabalhos finais, colocando os mosaicos e trabalhando o exterior do edifício.







Na Guest House da ENSA as demolições estão quase terminadas, há muito que se levantam paredes, inclusivamente os trabalhos de canalização estão bem encaminhados, pois o saneamento já está mais de metade executado e o material para a rede de água já está quase todo na obra.



Já o CaixaTotta finalmente arrancou, espero que finalmente, para terminar no final de Setembro, visto que agora está tudo definido. No interior já trabalhamos nas alterações, no exterior já preparamos os arranjos exteriores - rampas, espaço de gerador, passeios, estacionamento, jardins...

2010/05/27

A ninhada

Finalmente, 3 semanas depois, a ninhada da Tucha deu à costa... e viu a luz do dia.

E eu também, finalmente, vi alguns dos "meninos"... Parece que são 5, o que significa que um se terá perdido, infelizmente.

Mas os que vi são lindos!





(fotos do telemóvel)

2010/05/22

Obras (51): O Auditório do BNA

Mais algumas imagens da minha obra principal, desta vez do trabalho dos carpinteiros no auditório com os painéis de madeira (e o pré-soalho sobre a estrutura para receber o pavimento final quando o Dono da Obra o aprovar...) nas paredes e que já dá uma ideia muito próxima da imagem final dele.

Pessoalmente, gostei muito, não pensei que fosse resultar tão bem. Os parabéns ao Jacinto, na carpintaria em Luanda, que se tem excedido nos trabalhos para esta obra. Mas também a toda a equipa aqui na obra, agora (muito bem) comandada pelo Fernando Teixeira.

O desenho difere um pouco do que estava previsto, no sentido que era um painel mais apertado, com menos espaço entre ripas, mas julgo que assim resultou melhor, em particular com o pormenor da parede pintada de preto no fundo, que lhe deu realce - e pintada com tinta de areia para melhorar o aspecto acústico.