Pois está. Estava lá e partiu a louça toda!
Cada corrida, cada golo, cada bicada nos Platter's e Platini's deste mundo da bola.
Ontem, hoje de madrugada em Macau, Ronaldo mostrou que este ano o prémio de melhor jogador do mundo tem de ser para ele.
3 golos que garantiram a qualificação de Portugal para o Mundial de 2016 no Brasil mas, acima de tudo, uma exibição portentosa e ao mais alto nível, aliás na senda de outras que tem feito nos últimos 2 meses, levando já mais de 60 golos marcados este ano civil - mais só ele do que muitas equipas!
Ronaldo ontem foi fenomenal. Foi galáctico. Foi do outro mundo. Pena é que apenas Moutinho e Pepe sejam do mesmo calibre, havendo uma enorme mediania nos restantes jogadores. Mas valha-nos que como grupo funcionam bem.
Dificilmente poderemos ser campeões do mundo, eu sei. Mas com Ronaldo num dia assim e se os outros não falharem muito, tudo é possível.
Que venha o campeonato do mundo...
Nota - Concordo com o Ibrahimovic: um mundial sem ele não é a mesma coisa. De facto, grandes jogadores como ele fazem falta a estas grandes competições. Mas entre ele ou o Ronaldo, o nosso faz ainda mais falta...
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2013/11/20
2013/05/25
O sucesso do futebol alemão
Muito interessante o conjunto de artigos que o Mais Futebol publicou sobre o sucesso que o futebol alemão tem no presente, medido pela inédita final da Champions League exclusivamente alemã que mais logo o Bayern e o Dortmund vão disputar em Londres.
Os artigos podem ser lidos aqui e aqui.
Resumidamente, o que se pode ler é que o sucesso do "novo" futebol alemão baseia-se na formação e no forte investimento que aí fizeram desde que em 2000 perderam 3-0 contra Portugal - chegam até ao extremo de considerar que tudo começou com um túnel de Capucho sobre o idoso Mathaus.
E como foi feito esse investimento?
Pelos clubes, que para se inscreverem na 1ª Liga (e depois também na 2ª Liga) foram obrigados a terem academias de formação com determinadas condições e características bem como uma maior atenção da Federação nas camadas jovens.
O resultado é evidente: desde 2006 que estão no pódio de todas as competições, ganharam títulos inéditos nos escalões de formação e estão na 2ª final consecutiva da Liga dos Campeões, esta ineditamente com 2 equipas alemãs.
Portugal, com as devidas diferenças, deveria apostar num processo semelhante - talvez com mais investimento da Federação e menos dos clubes, já que esta tem contas a prazo com dezenas de milhões de euros que nada rendem ao futebol nos bancos. Enquanto planteis como o do Benfica ou o do FC Porto joguem finais europeias quase sem portugueses, não está garantida a renovação da Selecção e é um falso domínio do país - que se traduz em maus resultados de uma Selecção que não tem bases de captação e renovação, onde apenas os clubes recheados de estrangeiros fazem sucesso e a Selecção definha a cada apuramento - e o mais estranho é que ambos os clubes tem academias e fazem um forte investimento nos escalões de formação, mas sem o retorno que se esperaria, talvez porque são poucos os clubes que apostam nisso.
| Imagem Mais Futebol |
Os artigos podem ser lidos aqui e aqui.
Resumidamente, o que se pode ler é que o sucesso do "novo" futebol alemão baseia-se na formação e no forte investimento que aí fizeram desde que em 2000 perderam 3-0 contra Portugal - chegam até ao extremo de considerar que tudo começou com um túnel de Capucho sobre o idoso Mathaus.
E como foi feito esse investimento?
Pelos clubes, que para se inscreverem na 1ª Liga (e depois também na 2ª Liga) foram obrigados a terem academias de formação com determinadas condições e características bem como uma maior atenção da Federação nas camadas jovens.
O resultado é evidente: desde 2006 que estão no pódio de todas as competições, ganharam títulos inéditos nos escalões de formação e estão na 2ª final consecutiva da Liga dos Campeões, esta ineditamente com 2 equipas alemãs.
Portugal, com as devidas diferenças, deveria apostar num processo semelhante - talvez com mais investimento da Federação e menos dos clubes, já que esta tem contas a prazo com dezenas de milhões de euros que nada rendem ao futebol nos bancos. Enquanto planteis como o do Benfica ou o do FC Porto joguem finais europeias quase sem portugueses, não está garantida a renovação da Selecção e é um falso domínio do país - que se traduz em maus resultados de uma Selecção que não tem bases de captação e renovação, onde apenas os clubes recheados de estrangeiros fazem sucesso e a Selecção definha a cada apuramento - e o mais estranho é que ambos os clubes tem academias e fazem um forte investimento nos escalões de formação, mas sem o retorno que se esperaria, talvez porque são poucos os clubes que apostam nisso.
2013/02/08
Do Portugal x Equador
| Imagem MaiorTV |
Como rescaldo, algumas conclusões breves:
1) Apesar da boa casa, o estádio não encheu; bilhetes de 10€ para cima, mesmo com oferta de 50% no cartão Continente e entrega de 2€ à missão sorriso não ajudaram... já se os bilhetes em vez de 10€ lhes retirassem os 5€ dos descontos e os 2€ da missão sorriso, custariam apenas 3€... e alguém dúvida que com bilhetes a partir desse preço o estádio teria esgotado?
2) A convocatória de Paulo Bento também não ajudou, ao trocar lesionados por jogadores de um clube e de um empresário que não mostraram qualquer razão para serem convocados nos últimos tempos: há várias semanas que não joga num dos casos e que joga apenas alguns minutos finais no outro... jogadores como esses há muitos por aí, só que não são desse clube e desse empresário; se tivesse chamado algum jogador de Guimarães (e podia ter chamado 2 para os lesionados, como o Tiago Rodrigues e o Amido Baldé) que mesmo que não jogasse, provavelmente atraitia muito mais gente de Guimarães para ver o jogo na expectativa de ver jogadores do clube local na selecção!
3) No jogo parecia Ronaldo e mais 10... há um fora de série, que é Ronaldo e há os restantes a um nível inferior... e uns mais inferiores que outros: Eduardo, João Pereira, Coentrão ou Postiga são enxertos de fraca cepa, Rui Patrício Bruno Alves, Pepe, Moutinho, Meireles ou Nani sempre são de uma casta muito melhor. E esse tem sido o problema da selecção: é que há cada vez mais enxertos de fraca qualidade e cada vez menos pés de qualidade superior!
4) Se este Equador foi escolhido porque é parecido com Israel, nas palavras dos directores e seleccionador da FPF, então daqui a cerca de um mês vamos ter muitas dificuldades em ultrapassar esse adversário se Paulo Bento não encontrar outra forma táctica de tirar melhor proveito dos elementos que tem à disposição - só espero que ao 5º jogo a selecção não esteja de fora das contas da qualificação para o mundial do Brasil: o público não merece isso e Ronaldo também não!
2012/06/28
E depois do adeus?
Depois, resta fazer a mala e orgulhosamente do que se fez, regressar a casa e esperar por Agosto para começar a época nova...
Sobre o jogo de ontem, agora mais a frio, chego a algumas conclusões.
Primeiro, que começamos a perder a eliminatória ainda na 2ª parte, com a entrada do Fàbregas que revolucionou a equipa espanhola e substituiu dinamicamente o muito estático Negredo. Desde a sua entrada que nunca mais nos entendemos nas marcações aos espanhóis que estavam a ser exemplares até então - pela primeira vez em muito tempo os espanhóis recorreram ao chuto para a frente em vez do tiki-taka e com uma posse de bola abaixo dos 60% - mais propriamente 57-43%!
Mas, como dizia, a entrada de Fàbregas não teve uma resposta à altura (talvez a entrada de Custódio nesse momento pudesse ter funcionado, talvez não...) e funcionou como um tónico para a moral espanhola - e o efeito inverso na portuguesa. O golo perdido (ou falhado...) em cima dos 90 minutos por Ronaldo terá sido o momento da verdade dos jogadores, acredito eu. Nesse momento, perdemos o jogo. Aquela oportunidade soberana terá sido o momento que terá quebrado animicamente a equipa.
Depois do final dos 90 minutos regulamentares, ainda mais se notou esse crescendo moral da Espanha e o baixar de braços de Portugal, o ficar sem pernas, o esperar que os 30 minutos extra passassem e viessem os penaltis.
Entretanto, a Espanha foi lançando jogadores depois do Fàbregas mas ainda no tempo regulamentar esgotou as substituições, e Pedro Rodriguez foi outro quebra-cabeças que foi aumentando a pressão espanhola. Por outro lado, Paulo Bento só mexeu a primeira vez aos 81' com Nelson Oliveira para o lugar de Hugo Almeida (que até ainda tinha pernas para vir ajudar a defesa...) numa substituição de efeito nulo e só no prolongamento é que lançou mais dois jogadores, aos 106' e aos 113', o que não serviu para refrescar a equipa nem sequer para pôr em campo especialistas nos penaltis (os 5 escolhidos eram todos titulares) e, como tal, o pior em campo ontem foi, para mim, Paulo Bento que não conseguiu responder às alterações cirurgicas e certeiras que Del Bosque fez, apesar do bom esquema que montou inicialmente como vimos atrás.
Depois, os penaltis. Uma lotaria. A bola que bate na trave e sai e a bola que bate no poste e entra. O penalti que o guarda-redes quase defende e o outro que o defende mesmo. A cara e a coroa. A sorte. E., desta vez, a sorte foi nossa madrasta.
No entanto, ao contrário da maioria dos portugueses, eu estou satisfeito. Não com a eliminação, evidentemente, mas com a prestação que tiveram no Euro2012 - quem me conhece e leu sabe que eu achava que não passaríamos da fase de grupo. Como passamos, passamos os quartos e nas meias nem o campeão do Mundo e da Europa no derrotou, precisando dos penaltis para nos afastar, tendo alguns dos portugueses sido claramente dos melhores jogadores do Euro2012 (nomeadamente Pepe, Moutinho e Ronaldo) logo só tenho razões para ficar satisfeito. Souberam honrar a camisola e voltar a casa, mesmo sem o título, como autênticos campeões.
Parabéns ao grupo. E comemoremos pois o que fizemos foi notável.
Sobre o jogo de ontem, agora mais a frio, chego a algumas conclusões.
Primeiro, que começamos a perder a eliminatória ainda na 2ª parte, com a entrada do Fàbregas que revolucionou a equipa espanhola e substituiu dinamicamente o muito estático Negredo. Desde a sua entrada que nunca mais nos entendemos nas marcações aos espanhóis que estavam a ser exemplares até então - pela primeira vez em muito tempo os espanhóis recorreram ao chuto para a frente em vez do tiki-taka e com uma posse de bola abaixo dos 60% - mais propriamente 57-43%!
Mas, como dizia, a entrada de Fàbregas não teve uma resposta à altura (talvez a entrada de Custódio nesse momento pudesse ter funcionado, talvez não...) e funcionou como um tónico para a moral espanhola - e o efeito inverso na portuguesa. O golo perdido (ou falhado...) em cima dos 90 minutos por Ronaldo terá sido o momento da verdade dos jogadores, acredito eu. Nesse momento, perdemos o jogo. Aquela oportunidade soberana terá sido o momento que terá quebrado animicamente a equipa.
Depois do final dos 90 minutos regulamentares, ainda mais se notou esse crescendo moral da Espanha e o baixar de braços de Portugal, o ficar sem pernas, o esperar que os 30 minutos extra passassem e viessem os penaltis.
Entretanto, a Espanha foi lançando jogadores depois do Fàbregas mas ainda no tempo regulamentar esgotou as substituições, e Pedro Rodriguez foi outro quebra-cabeças que foi aumentando a pressão espanhola. Por outro lado, Paulo Bento só mexeu a primeira vez aos 81' com Nelson Oliveira para o lugar de Hugo Almeida (que até ainda tinha pernas para vir ajudar a defesa...) numa substituição de efeito nulo e só no prolongamento é que lançou mais dois jogadores, aos 106' e aos 113', o que não serviu para refrescar a equipa nem sequer para pôr em campo especialistas nos penaltis (os 5 escolhidos eram todos titulares) e, como tal, o pior em campo ontem foi, para mim, Paulo Bento que não conseguiu responder às alterações cirurgicas e certeiras que Del Bosque fez, apesar do bom esquema que montou inicialmente como vimos atrás.
Depois, os penaltis. Uma lotaria. A bola que bate na trave e sai e a bola que bate no poste e entra. O penalti que o guarda-redes quase defende e o outro que o defende mesmo. A cara e a coroa. A sorte. E., desta vez, a sorte foi nossa madrasta.
No entanto, ao contrário da maioria dos portugueses, eu estou satisfeito. Não com a eliminação, evidentemente, mas com a prestação que tiveram no Euro2012 - quem me conhece e leu sabe que eu achava que não passaríamos da fase de grupo. Como passamos, passamos os quartos e nas meias nem o campeão do Mundo e da Europa no derrotou, precisando dos penaltis para nos afastar, tendo alguns dos portugueses sido claramente dos melhores jogadores do Euro2012 (nomeadamente Pepe, Moutinho e Ronaldo) logo só tenho razões para ficar satisfeito. Souberam honrar a camisola e voltar a casa, mesmo sem o título, como autênticos campeões.
Parabéns ao grupo. E comemoremos pois o que fizemos foi notável.
2012/06/22
Quarto para as meias...
...e meias para a final!Finalmente, Ronaldo parece estar a assumir o seu estatuto de desequilibrador e goleador que foram a sua marca nas últimas duas épocas de Madrid mas que, teimosamente, só a espaços o fez pela Selecção.
Agora, com este jogo, finalmente faz 2 jogos consecutivos de grande nível e onde marca 3 golos e vai já no seu 4º remate aos ferros das balizas.
E que falta estava a fazer este Ronaldo, pois nestes jogos a "matar". Porque se Pepe e Moutinho já desde o primeiro jogo contra a Alemanha se têm mostrado num nível extraordinário, ao juntar o "super" Ronaldo a estes dois fica a água na boca de quem "cheira" sonhos impossíveis.
Ronaldo hoje marcou e jogou bem.
Mas Moutinho foi enorme, em especial na 2ª parte, sendo dele o cruzamento do golo e boa parte dos passes de maior perigo. E Pepe esteve impecável a defender e sempre a empurrar a equipa para a frente, sempre a energizar os companheiros, um verdadeiro patrão!
Se nas meias finais continuarem a jogar assim, tudo é possível...
2012/06/17
Ainda estamos na fase de grupos...
...mas Portugal, para não variar, já joga nas eliminatórias!
Hoje, contra a Holanda, só ganhando poderá passar, logo já estamos nos 8 avos de final... Serão eles capazes de encontrar o Maniche do grupo de trabalho que afastará os vice-campeões do mundo?
Estou naquela fase do nem optimista nem pessimista. Temos bons jogadores que se conseguirem explanar o seu futebol, são capazes de tudo. Temos o melhor jogador europeu da actualidade. Mas não temos visto grande futebol nem nada do Ronaldo em campo, e não é deste europeu só, já vem de há uns largos meses a esta parte. Tudo pode acontecer, por isso. E para simplificar as contas, fica aqui a matriz com as probabilidades em função dos 3 resultados possíveis dos 2 jogos do grupo:

Isto é, há 4 resultados que nos apuram: a vitória ou empate conjugado com a vitória ou empate da Alemanha. Dessa forma, não há matemáticas nem mais coisas. Também há 3 resultados que nos eliminam sem mais delongas: o nosso empate com a vitória da Dinamarca ou a nossa derrota com a vitória ou empate da Dinamarca. E há ainda 2 resultados neutrais, isto é, que tanto nos podem eliminar com qualificar, em função dos golos marcados e sofridos pelas várias equipas, que é a nossa derrota e a vitória da Alemanha ou a nossa vitória e a da Dinamarca. Isto é, temos 4-3 em que nos qualificamos em 9. Mais logo, veremos como as coisas ficam...
Hoje, contra a Holanda, só ganhando poderá passar, logo já estamos nos 8 avos de final... Serão eles capazes de encontrar o Maniche do grupo de trabalho que afastará os vice-campeões do mundo?
Estou naquela fase do nem optimista nem pessimista. Temos bons jogadores que se conseguirem explanar o seu futebol, são capazes de tudo. Temos o melhor jogador europeu da actualidade. Mas não temos visto grande futebol nem nada do Ronaldo em campo, e não é deste europeu só, já vem de há uns largos meses a esta parte. Tudo pode acontecer, por isso. E para simplificar as contas, fica aqui a matriz com as probabilidades em função dos 3 resultados possíveis dos 2 jogos do grupo:

Isto é, há 4 resultados que nos apuram: a vitória ou empate conjugado com a vitória ou empate da Alemanha. Dessa forma, não há matemáticas nem mais coisas. Também há 3 resultados que nos eliminam sem mais delongas: o nosso empate com a vitória da Dinamarca ou a nossa derrota com a vitória ou empate da Dinamarca. E há ainda 2 resultados neutrais, isto é, que tanto nos podem eliminar com qualificar, em função dos golos marcados e sofridos pelas várias equipas, que é a nossa derrota e a vitória da Alemanha ou a nossa vitória e a da Dinamarca. Isto é, temos 4-3 em que nos qualificamos em 9. Mais logo, veremos como as coisas ficam...
2012/06/10
A primeira derrota...
Evidentemente que as escolhas de Paulo Bento não ajudam. Deixar de fora Bosingwa foi um erro enorme. Estar a usar jogadores como João Pereira, Miguel Veloso, Nani, Postiga e Nelson Oliveira também não contribui com nada de positivo. Entrar em jogo cheio de cautelas é convidar a Alemanha a subir. E não gastar as substituições todas depois de uma época desgastante é também um erro, pois a equipa encontrava-se desgastada.
Apesar de tudo, esperava que a coisa corresse pior - não por nós, mas pelos alemães que esperava que pressionassem mais e atacassem mais os nossos pontos mais fracos: João Pereira que não defende bem, Miguel Veloso que é muito macio a trinco e Coentrão que sobe muito e não recupera bem. Felizmente, a Alemanha ainda está a olear a máquina e coisa escapou só com um golo - um falhanço defensivo, onde nem Coentrão nem Veloso cobriram o alemão que centrou e onde João Pereira se deixou antecipar por Gomez que, ao contrário dos nossos atacantes, não desperdiçou.
De resto, para mim o melhor em campo dos portugueses foi Moutinho, apesar dos bons 20 minutos de Varela, mas falhar (ou permitir a defesa...) naquele lance é imperdoável...
Ronaldo, nem se viu. A mais valia que ele é em Madrid, Paulo Bento não consegue "copiar" para a selecção. Podia ter aproveitado que o Mourinho estava lá e pedia-lhe uma dica...
E por falar em Ronaldo, o anti-Ronaldo à mesma hora nos EUA marcou 3 e derrotou sozinho (salvo seja!) o Brasil de Hulk, que voltou a marcar... E agora, de mão na calculadora, segue-se a Dinamarca, que tem de ser derrotada para continuarmos a pensar em avançar na competição. Eu cá continuo em estado "moderadamente pessimista" e não me acredito em grande resultado na próxima quarta...
2012/06/09
E hoje começa o circo...
...ou, na opinião de alguns, apenas continua o circo pois este já começou há umas semanas atrás!Tendo, infelizmente, a concordar com o Manuel José, em particular no que toca à parte de que a selecção parece o Big Brother- de facto, até o antes "sagrado" balneário é agora aberto às câmaras e ao microfone da SIC e do abjecto Nuno Luz, só falta mesmo ir ao WC com os jogadores...
Pessoalmente, a mim, já me chateia todos os programas de "paineleiros" e directos do autocarro a chegar, do avião a partir, das conferências de imprensa diárias vazias de conteúdo e onde nada acontece ou é dito de relevante, autênticos "valium's" para adormecer adeptos... venha mas é a bola a rolar que é disso que o povo gosta (ou, pelo menos, é disso que eu gosto)!
Pessoalmente, como sempre, torço pelo nosso país, mas confesso que estou mesmo pessimista. A imagem de desconexão, de falhanços defensivos primários e de ataque inofensivo que demos nos últimos jogos realizados (particulares contra a Polónia, Macedónia e Turquia) perspectivam-me uma participação desastrosa quando do outro lado teremos adversários como a sempre todo-poderosa Alemanha e a sempre ultra-ofensiva Holanda - isto não esquecendo que na fase de qualificação claudicamos em grande contra a Dinamarca, quer em casa, quer fora...
Espero enganar-me. Mas temo que nos restará encontrar uma selecção para acompanharmos a partir de 17 de Junho que nos ficaremos por aí mesmo...
2012/05/26
A equipa de todos nós... (I)
Foi, sem dúvidas, um mau arranque da campanha. Um empate a 0 com uma selecção tão fraquinha como a da Macedónia, não é aquilo que se esperava.
Mas no fundo, é até positivo.
Porque, por um lado, baixa as expectativas e a fasquia que estava muito elevada para algumas pessoas, jornalistas em especial - ter Ronaldo, um dos melhores do mundo, não chega para sermos favoritos... Por outro lado, a melhor altura para falhar é agora: mais tarde, será tarde de mais... Ou seja, por um lado, retira peso dos ombros dos jogadores, por outro lado, permite ao seleccionador perceber que as coisas não estão bem e quais as que terão de ser melhoradas.
Do jogo de hoje, foi tão fraquinho e lento que algures na primeira parte adormeci e acordei já em plena 2ª parte com um telefonema, para pouco depois voltar a adormecer quase até ao final do jogo...
A ver se no próximo sábado a coisa corre melhor um bocado, porque este é o segundo jogo consecutivo que ficamos a zero e sem golos não se ganham jogos e sem ganhar jogos não se passa da fase de grupos... O que vale é que os nossos 3 adversários ainda fizeram pior que nós hoje! A Dinamarca perdeu com o Brasil e Hulk marcou 2 dos 3 golos, a Alemanha perdeu 5-3 (!) com a Suiça e até a Holanda perdeu em casa com a fraquinha Bulgária! E faltam 2 semanas para o primeiro jogo a sério...
Mas no fundo, é até positivo.
Porque, por um lado, baixa as expectativas e a fasquia que estava muito elevada para algumas pessoas, jornalistas em especial - ter Ronaldo, um dos melhores do mundo, não chega para sermos favoritos... Por outro lado, a melhor altura para falhar é agora: mais tarde, será tarde de mais... Ou seja, por um lado, retira peso dos ombros dos jogadores, por outro lado, permite ao seleccionador perceber que as coisas não estão bem e quais as que terão de ser melhoradas.
Do jogo de hoje, foi tão fraquinho e lento que algures na primeira parte adormeci e acordei já em plena 2ª parte com um telefonema, para pouco depois voltar a adormecer quase até ao final do jogo...
A ver se no próximo sábado a coisa corre melhor um bocado, porque este é o segundo jogo consecutivo que ficamos a zero e sem golos não se ganham jogos e sem ganhar jogos não se passa da fase de grupos... O que vale é que os nossos 3 adversários ainda fizeram pior que nós hoje! A Dinamarca perdeu com o Brasil e Hulk marcou 2 dos 3 golos, a Alemanha perdeu 5-3 (!) com a Suiça e até a Holanda perdeu em casa com a fraquinha Bulgária! E faltam 2 semanas para o primeiro jogo a sério...
2012/05/14
23
É hoje. Após pentear o cabelo com risca ao meio, sinto-me empossado da tranquilidade necessária para anunciar os "meus" 23!
É evidente que sei que estes não serão os 23 do Paulo Bento, porque ele se recusa a convocar o Bosingwa e não me acredito que os "lóbbis" de empresários o deixem convocar os 3 do Braga que eu utilizo. Mas se eu fosse seleccionador, estes eram a minha aposta. Jogadores jovens que querem mostrar o seu valor, sedentos de vitórias, e outros mais experientes. Alguns jogadores polivalentes, capazes de fazerem várias posições com rendimento elevado, como Carriço (central e trinco), Veloso (médio e defesa esquerdo) ou Bosingwa (defesa direito, central e trinco).
Guarda-redes:
1. Rui Patricio
2. Beto
3. Quim
Defesas:
4. Bosingwa
5. Miguel Lopes
6. Pepe
7. Bruno Alves
8. Rolando
9. Carriço
10. Coentrão
11. Miguel Veloso
Médios:
12. Moutinho
13. Meireles
14. Hugo Viana
15. Paulo Machado
16. Ruben Micael
Avançados:
17. Ronaldo
18. Nani
19. Quaresma
20. Varela
21. Hélder Barbosa
22. Hugo Almeida
23. Hélder Postiga
É evidente que sei que estes não serão os 23 do Paulo Bento, porque ele se recusa a convocar o Bosingwa e não me acredito que os "lóbbis" de empresários o deixem convocar os 3 do Braga que eu utilizo. Mas se eu fosse seleccionador, estes eram a minha aposta. Jogadores jovens que querem mostrar o seu valor, sedentos de vitórias, e outros mais experientes. Alguns jogadores polivalentes, capazes de fazerem várias posições com rendimento elevado, como Carriço (central e trinco), Veloso (médio e defesa esquerdo) ou Bosingwa (defesa direito, central e trinco).
Guarda-redes:
1. Rui Patricio
2. Beto
3. Quim
Defesas:
4. Bosingwa
5. Miguel Lopes
6. Pepe
7. Bruno Alves
8. Rolando
9. Carriço
10. Coentrão
11. Miguel Veloso
Médios:
12. Moutinho
13. Meireles
14. Hugo Viana
15. Paulo Machado
16. Ruben Micael
Avançados:
17. Ronaldo
18. Nani
19. Quaresma
20. Varela
21. Hélder Barbosa
22. Hugo Almeida
23. Hélder Postiga
2012/02/29
Das costas para o peito!
Tradicionalmente a nossa Selecção carrega com a cruz às costas, tamanhas as dificuldades que passa para as qualificações e nas competições.
Parecendo quebrar com o passado, mas claramente inspirado no passado, os criativos da Nike desenharam um novo equipamento alternativo que nos põe agora a cruz... ao peito!
Gostei do equipamento e do simbolismo. A ver se inspira os jogadores.
Os neo conquistadores. Que não sentem nada mais do que a vitória. Assim o esperamos...
Parecendo quebrar com o passado, mas claramente inspirado no passado, os criativos da Nike desenharam um novo equipamento alternativo que nos põe agora a cruz... ao peito!
Gostei do equipamento e do simbolismo. A ver se inspira os jogadores.
Os neo conquistadores. Que não sentem nada mais do que a vitória. Assim o esperamos...
2012/02/18
Tiago Ferreira
| Imagem Porta19 |
Tiago Ferreira, o central do futuro no FC Porto e na Selecção.
2011/11/16
Uma mão cheia + um, e não é chinês
| Imagem Público |
E bem que o país precisava de uma festa para variar! E viu-se o povo no final a festejar de tal forma que até parecia que tinhamos ganho o Europeu2012 em vez de termos conseguido apenas a qualificação para a competição.
Não pude ver o jogo, devido aos trabalhos para o mestrado, mas enquanto estávamos à volta de Marketing tinhamos uma orelha e um olho no ecrã da TV - e muitas vezes tivemos de nos levantar para ver os acontecimentos do jogo...
Foi, sem dúvida, merecido, apesar de sofrido. O momento do jogo foi, claramente, a expulsão do bósnio após o golo do Ronaldo, que veio desiquilibrar tacticamente e mentalmente a equipa adversária.
Agora, cabe a Paulo Bento encontrar mais alguns jogadores que encaixem na "equipa" para ter um "plantel" de uns 15 a 18 jogadores aptos a entrar na equipa - com excepção da Argentina em 1986, não me lembro de selecções ganharem competições com um plantel reduzido de 11/12 jogadores. Se não conseguir, o resultado será uma visita rápida à Polónia/Ucrânia em 2012...
Mais uma vez, um árbitro muito fraco foi escolhido para um jogo de Portugal - por mais que subamos nos rankings de clubes e selecções, Portugal nesse aspecto está sempre condenado a entrar a perder, não é respeitado pelas grandes entidades que gerem o futebol. Talvez Fernando Gomes, um dirigente com outra qualificação e mentalidade possa começar a trabalhar essa vertente para que no futuro, pelo menos, possamos jogar em condições de igualdade contra as selecções grandes e do centro da Europa, bem como contra clubes dos 4/5 países maiores da Europa (Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha, França).
Agora, em Junho o país o parará, como habitualmente, mas até lá, a crise continua...
2011/11/15
Tira-teimas
Hoje é o tira-teimas da Selecção de Portugal, contra a congénere da Bósnia, depois do nulo da passada sexta-feira.
Portugal, que não falha nenhuma fase final de uma competição europeia ou mundial desde 1998 (o Mundial de França) tem tido crescente dificuldades a cada nova qualificação em atingir este objectivo. Se com Scolari já foi no último jogo que nos qualificamos em 2008 para o Europeu, com Queiroz já fomos ao paly-off contra esta mesma Bósnia há dois anos e desta vez voltamos a não conseguir o apuramento directo.
E é fácil de perceber a razão disto.
Os jogadores de grande craveira que têm terminado a carreira não têm sido substituidos por outros de igual quilate. Baía nunca teve um substituto à altura em rendimento constante. Costinha não teve nenhum secretário para o substituir no seu ministério. Maniche não teve ninguém que transportasse a bola e atacasse como ele. Deco, um mágico, que substituiu outro, não tem ninguém atrás para tomar o seu lugar. Pauleta, apesar de nunca ter resolvido nos jogos contra grandes selecções, marcava sempre e muito nos pequenos jogos - e como era importante termos resolvidos os pequenos jogos para nos termos qualificado directamente para o Europeu... - e Postiga e Hugo Almeida estão muito longe de assegurar a boa finalização das jogadas criadas pelos (bons) alas que temos.
O futuro, diga-se, é inquietante. Não se antevê, apesar da recente boa prestação dos sub-20, jogadores de grande craveira que venham colmatar problemas crónicos da nossa Selecção. E por isso, mesmo que hoje a qualificação seja conquistada, não sei se a nossa presença em Junho não irá ser uma transição para um abismo maior num futuro próximo.
Por isso, mais importante que o jogo de hoje, são os jogos do futuro. É formar jovens, proteger jovens e permitir, nem que seja por obrigação, que estes tenham lugar nos nossos clubes e nas futuras selecções. Porque o que está em causa é a dificuldade deste (e dos futuros) seleccionadores em conseguir ter jogadores à disposição para formar Selecções competitivas e à altura dos pergaminhos que conquistamos nos últimos 15 anos.
Portugal, que não falha nenhuma fase final de uma competição europeia ou mundial desde 1998 (o Mundial de França) tem tido crescente dificuldades a cada nova qualificação em atingir este objectivo. Se com Scolari já foi no último jogo que nos qualificamos em 2008 para o Europeu, com Queiroz já fomos ao paly-off contra esta mesma Bósnia há dois anos e desta vez voltamos a não conseguir o apuramento directo.
E é fácil de perceber a razão disto.
Os jogadores de grande craveira que têm terminado a carreira não têm sido substituidos por outros de igual quilate. Baía nunca teve um substituto à altura em rendimento constante. Costinha não teve nenhum secretário para o substituir no seu ministério. Maniche não teve ninguém que transportasse a bola e atacasse como ele. Deco, um mágico, que substituiu outro, não tem ninguém atrás para tomar o seu lugar. Pauleta, apesar de nunca ter resolvido nos jogos contra grandes selecções, marcava sempre e muito nos pequenos jogos - e como era importante termos resolvidos os pequenos jogos para nos termos qualificado directamente para o Europeu... - e Postiga e Hugo Almeida estão muito longe de assegurar a boa finalização das jogadas criadas pelos (bons) alas que temos.
O futuro, diga-se, é inquietante. Não se antevê, apesar da recente boa prestação dos sub-20, jogadores de grande craveira que venham colmatar problemas crónicos da nossa Selecção. E por isso, mesmo que hoje a qualificação seja conquistada, não sei se a nossa presença em Junho não irá ser uma transição para um abismo maior num futuro próximo.
Por isso, mais importante que o jogo de hoje, são os jogos do futuro. É formar jovens, proteger jovens e permitir, nem que seja por obrigação, que estes tenham lugar nos nossos clubes e nas futuras selecções. Porque o que está em causa é a dificuldade deste (e dos futuros) seleccionadores em conseguir ter jogadores à disposição para formar Selecções competitivas e à altura dos pergaminhos que conquistamos nos últimos 15 anos.
2011/11/11
Os pastos da Bósnia
Parece que hoje, lá num pasto ermo da Bósnia, a UEFA vai patrocinar um jogo de futebol de alta competição, onde participam o melhor marcador do campeonato espanhol e do campeonato inglês, além de alguns dos melhores jogadores do mundo.
É um estádio sem condições para o público, para a comunicação social e para os jogadores. Está bem para pastar ovelhas, para um jogo destes, nem pensar.
A dualidade de critérios da UEFA para os países e estádios é gritante. A Portugal é constantemente exigido elevados padrões no que toca às condições dos nossos recintos desportivos. Amiúde, os estádios dos clubes pequenos não servem para poderem realizar jogos europeus - de selecções ou das provas de clubes como a Liga Europa - e o novo (de 2010) estádio Aviva em Dublin, onde vi a final da Liga Europa em Maio passado, não se compara com qualquer um dos nossos estádios do Euro2004 no que toca a acessos exteriores ao estádio, espaços de circulação dentro do estádio ou dimensão das casas de banho, sendo que eu diria até que este estádio, em Portugal, teria muitas dificuldades em obter licença de utilização por parte das autoridades competentes, nomeadamente os bombeiros e direcção geral de espectáculos...
Isto já para não falar das condições de trabalho dos jornalistas ou de golpes "baixos" como nas imediações do hotel haver ruído que perturbe o descanso, apontar lasers e focos de luz a jogadores, pressão e intimidação física, entre tantas outras práticas que nada têm a ver com o jogo. Alguém disse uma vez que o rugby é um jogo de hooligans jogado por cavalheiros, enquanto o irmão mais novo futebol é um jogo de cavalheiros jogado por hooligans. Eu aditava agora que é também gerido por hooligans e com espectadores hooligans!
E mais logo, pelas 19h por cá, cuidado com as ovelhas naquele pasto onde se vai dar uns pontapés na bola...
É um estádio sem condições para o público, para a comunicação social e para os jogadores. Está bem para pastar ovelhas, para um jogo destes, nem pensar.
A dualidade de critérios da UEFA para os países e estádios é gritante. A Portugal é constantemente exigido elevados padrões no que toca às condições dos nossos recintos desportivos. Amiúde, os estádios dos clubes pequenos não servem para poderem realizar jogos europeus - de selecções ou das provas de clubes como a Liga Europa - e o novo (de 2010) estádio Aviva em Dublin, onde vi a final da Liga Europa em Maio passado, não se compara com qualquer um dos nossos estádios do Euro2004 no que toca a acessos exteriores ao estádio, espaços de circulação dentro do estádio ou dimensão das casas de banho, sendo que eu diria até que este estádio, em Portugal, teria muitas dificuldades em obter licença de utilização por parte das autoridades competentes, nomeadamente os bombeiros e direcção geral de espectáculos...
Isto já para não falar das condições de trabalho dos jornalistas ou de golpes "baixos" como nas imediações do hotel haver ruído que perturbe o descanso, apontar lasers e focos de luz a jogadores, pressão e intimidação física, entre tantas outras práticas que nada têm a ver com o jogo. Alguém disse uma vez que o rugby é um jogo de hooligans jogado por cavalheiros, enquanto o irmão mais novo futebol é um jogo de cavalheiros jogado por hooligans. Eu aditava agora que é também gerido por hooligans e com espectadores hooligans!
E mais logo, pelas 19h por cá, cuidado com as ovelhas naquele pasto onde se vai dar uns pontapés na bola...
2011/09/04
Linguagem de caserna
O futebol português voltou nos últimos dias a usar uma certa linguagem bélica. E não é entre clubes, é mesmo na selecção.


Paulo Bento acusou Ricardo Carvalho de ser desertor. Este respondeu-lhe a dizer que se calhar então o seleccionador seria mercenário. Em resumo, não sei o que aconteceu na selecção, se houve conversas ou não, se foi um acto momentâneo e irreflectido ou se passou por algo mais que levou a este abandono da selecção de um dos melhores centrais que temos. O que sei é que com Paulo Bento isto acontecia com regularidade no Sporting. E desconfio que por detrás disto estão coisas de empresários... o resto, é a velha táctica militar de criar diversões, bombas de fumo, para esconder as movimentações dos soldados...

Paulo Bento acusou Ricardo Carvalho de ser desertor. Este respondeu-lhe a dizer que se calhar então o seleccionador seria mercenário. Em resumo, não sei o que aconteceu na selecção, se houve conversas ou não, se foi um acto momentâneo e irreflectido ou se passou por algo mais que levou a este abandono da selecção de um dos melhores centrais que temos. O que sei é que com Paulo Bento isto acontecia com regularidade no Sporting. E desconfio que por detrás disto estão coisas de empresários... o resto, é a velha táctica militar de criar diversões, bombas de fumo, para esconder as movimentações dos soldados...
2009/08/31
Liedson, os estrangeiros e a Selecção

O 5º jogador estrangeiro do actuais seleccionados vai, possivelmente, estrear-se nesta jornada dupla pela nossa Selecção. E não me enganei quando disse o 5º e não o 3º. É que para além de Deco e Pepe, Rolando e Nani também fazem parte do contingente de naturalizados para jogar por Portugal. E poderiamos juntar ainda o Makukula, que tambem já envergou a camisola das quinas.
Mas se concordo com todos os outros casos, neste discordo totalmente.
Todos os outros jogadores, brasileiros, cabo-verdeanos e zairense, vieram para Portugal com menos de 20 anos, alguns ainda chegaram a fazer a formação cá. Todos eles fizeram a sua estreia com cerca de 25 anos, o que significa que podem "oferecer" à Selecção cerca de 5 a 10 anos, pelo menos, de opção.
Liedson é diferente. Apesar de ser tão português como eu, não me parece que seja uma opção de futuro para a Selecção, como muito bem disse ontem o Doimingos Paciência. Poderá ser um recurso imediato, com vista a estes jogos e, quem sabe, até ao final da época. Mas será uma opção válida na próxima época? Por isso discordo, como discordava que o Derley tivesse sido usado em 2004, como esteve quase a acontecer se não tivesse sido a lesão, quando tinha 29 anos e estava no FC Porto.
O Liedson apenas vai servir para resolver uma situação pontual e tapar o sol com uma peneira. Porque o problema de fundo é não haver atacantes de área portugueses eficazes. Olhemos para o plantel dos 3 grandes e apenas há 5 portugueses: Nuno Gomes, na pré-reforma, Postiga, que não consegue afirmar-se como homem de área e Saleiro e Djaló, jovens que precisam de oportunidades e tempo de jogo e passar a fase de promessa para a fase de aparecerem na lista dos melhores marcadores e Orlando Sá que nem uma dezena de jogos tem nas pernas e está a recuperar de uma grave lesão. Escusado será dizer que olhando para o restante panorama do país, apenas sobram estrangeiros, muitos, entre um outro português cujo valor tarda em ser comprovado.
Ao Liedson resta apenas fazer uma coisa para ultrapassar a desconfiança com que eu e muitos outros olham para ele na Selecção: marcando golos, muitos golos e durante muito tempo... Veremos se Liedson resolve na Selecção também...
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