2007/04/29

Na esplanada...

Isto é de contrastes!

Ou a net é lenta e está uns dias sem funcionar, ou estou na esplanada do Zulu, na ponta da Restinga, a teclar numa net wifi por satélite!

É um país de contrastes, este. Num dia as coisas funcionam como na Europa ocidental, noutros estamos no interior do continente Africano.

O melhor é mesmo o clima, mas sobre isso já falei.

Calor e bom tempo o ano todo... Que mais podemos pedir quando temos uma praia próxima de nós?

2007/04/26

Leituras [15] - A Regra de Quatro, de Ian Caldwell


Nas curtas férias que tive em Portugal no principio de Abril, comprei este livro que li praticamente no avião de regresso de Portugal a Angola.

Interessante, apesar de um pouco denso e por isso cansativo, mas o final desenrola-se a bom ritmo e é agradavelmente surpreendente o seu epilogo.

Sinopse:
"Este thriller de grande suspense intelectual conta a história de quatro finalistas da Universidade de Princeton que descobrem alguns dos segredos que poderão ajudar a desvendar o Hypnerotomachia Poliphili, um texto do século XV escrito em várias línguas por um padre romano no ano de 1499. Os estudantes vão compreendendo a mensagem codificada em labirintos linguísticos e matemáticos que estão por detrás de dissertações sobre arte, zoologia, erotismo e fé, capazes de descodificar segredos de obras da época Renascentista. No entanto, ao aperceberem-se da magnitude da descoberta que estão prestes a fazer e que poderá tornar-se no maior achado histórico de sempre, descobrem também que há mais quem conheça o valor do tesouro em questão e que esteja disposto a matar pela sua posse.

A Regra de Quatro divide-se em dois momentos cruciais. Um primeiro, em que os leitores têm de decifrar cinco enigmas sequenciados de diferentes áreas do saber. E um segundo momento em que a mensagem está codificada nos quatro pontos cardiais que representam as coordenadas geográficas para chegar à cripta, procurada por muitos, onde se encontram peças de arte de valor incalculável. Através de uma escrita de grande qualidade criativa, o leitor fica envolvido num ambiente de genialidade, loucura, traição e assassínio, dominado por um magnetismo apenas comparável ao do próprio Hypnerotomachia Poliphili."

2007/04/18

Inginheiro?

De obras feitas? Técnico? Civil? Lá que tudo isto é estranho, mal explicado e muito pouco transparente, é. Mas quem conhece a política das jotas, quem andou por lá e viu o tipo de políticos que fazem carreira e concluem cursos enquanto são deputados, vereadores, presidentes de camaras, secretários de estado, ministros e outros que tais, já se acredita em tudo...

Não é o primeiro que o conseguiu e não foi o último. É o país que temos, canudos à custa dos eleitores... até porque não ficava bem o "chefe" não ser licenciado, pelo que qualquer "carreirista" tem de ter canudo ou está limitado na sua progressão política.

Por essas e por outras é que o Salazar ganhou o concurso do "melhor português". Apesar de tudo o que se possa dizer dele, deve ser o único ditador da história universal que depois de décadas de ocupação do poder morreu pobre... Ditador, com muitos erros de politica e politicos, com todos os tarrafais que lhe possam indicar, mas honesto no tratamento da coisa pública, o que não se pode dizer de muitos, quase todos, os políticos de hoje em dia...

Confesso que às vezes este país mete-me... asco!

2007/04/16

Ainda em Portugal

Como as coisas são. Um atraso de um dia na minha chegada implicou um atraso de uma semana (para ser correcto, mais de uma semana) no meu regresso a Angola, que continua incerto para algures a meio desta semana.

Entretanto, descanso e mato saudades de familia, amigos e lugares que gosto.

E preparam-se as coisas para mais uns meses de emigração. Porque no verão haverá mais...

2007/04/12

2007/04/05

Voo TP258

Eu estava lá. No voo da TAP que saiu de Luanda no domingo à noite e só na terça de manhã concluiu o seu caminho. O susto foi grande, mas só quando soube o que se passava, porque não me apercebi no momento da explosão/deflagração do motor.

Disseram-me que a partida já foi complicada e que o tempo que estivemos no ar foi apenas para descarregar o combustivel no mar. Não sei, apenas sei que o comandante fez um trabalho fantástico e a restante equipa da tripulação também.

O pior foi depois.

Dormi (?) numa cadeira de metal da sala de embarque, porque não me providenciaram um hotel. Dos quartos de banho nem vou falar... Pelas 3h00 da manhã ainda nos perguntaram os nomes com vista a colocarem-nos em hoteis. Mas nunca mais quiseram saber de nós até às 8h30 da manhã, momento em que nos disseram pelos altifalantes para irmos ao restaurante tomar o pequeno-almoço.

Nunca vi um funcionário da TAP durante o tempo todo. Ou antes, vi, quando saí da sala de embarque e fui, na parte exterior do aeroporto, ao balcão da TAP! Porque nunca a TAP foi falar com os passageiros. Nem apoio, nem uma palavra, nem perguntar se alguém precisava de alguma coisa. Nada!

A meio da manhã, novamente uma recolha de nomes para nos colocarem em hoteis até ao final da tarde, pois então previa-se que o avião que nos traria de volta a Portugal sairia de Luanda pelas 21h00.

Mas só depois das 13h00 surgiu novamente um funcionário da companhia de handling local a chamar os passageiros para os transportar para algubs hoteis. Apenas às 14h00 chegamos ao hotel Presidente Meridian. Apenas às 14h30 almoçei. Apenas às 15h00 me deitei na cama e dormi 3 horas antes de ir para o aeroporto novamente.

E se pensei que tudo estava resolvido, enganei-me.

Estive das 20h00 até às 22h00 na porta de embarque com todos os outros passageiros, de pé, em local pouco arejado e mal ventilado, numa sauna! À espera não sei de quê. A passar sede e fome, cansado de já estar muitas horas nesta situação e mal dormido.

Depois de algumas escaramuças na entrada, finalmente entramos no avião, já depois das 22h00. E finalmente chegamos a Lisboa pelas 6h00 da manhã, mas não acabaram aqui as desventuras.

Pois a TAP não preparou a nossa chegada, isto é, não tinha nada pronto para os transfers dos passageiros que estavam em transito para outros locais, como eu que seguiria para o Porto. Pelo que tivemos de ir para uma fila enorme num balcão congestionado para conseguir um bilhete para o voo seguinte (tanto quem ia para o Porto como quem ia para Londres, pelo menos e pelo que eu me apercebi) que era às 7h45, hora a que consegui o bilhete, o último (ou penultimo) dos que ainda voaram nesse voo (porque alguns ainda ficaram em terra à espera do voo seguinte) que também ele saiu com 25 mimutos de atraso.

O que quer dizer que cheguei ao Porto às 9h05 da manha do dia 3 de Abril, quando deveria ter chegado às 8h30 do dia 2 de Abril, mais de 24 horas de atraso...

O que mais me chateou nem sequer foi o atraso. Foi a maneira como a TAP nos (des)tratou, não nos apoiando nem nos informando de nada, ao contrário do que ia passando nos noticiários em Portugal. O cúmulo terá sido nós assistirmos na sala de embarque à noticia que já estavamos no ar a caminho de Portugal...

A TAP, ao contrário do que divulgou, não nos informava de nada, não estava presente, não deu a cara. Quem o fez foi a empresa GHASSIST, a empresa de handling que opera no aeroporto 4 de Fevereiro em Luanda.

Estou triste com esta situação toda. Até porque muitos estrangeiros que estavam nesse voo chegaram à conclusão que a companhia aérea não estava à altura que uma situação destas exigia. E acabou por ser o país e não apenas a TAP a ficar com o onús de um mau trabalho.