2011/05/07

Roma: basílica de S. Pedro

Esta é a mais importante igreja de Roma, quer no seu valor espiritual (local onde se encontra enterrado um dos 12 apóstolos de Cristo, Pedro, e primeiro Papa), quer no seu valor arquitectonico (é unanimemente considerada a obra maior da sua época ao longo dos seus mais de 100 anos que levou a construir.

Tendo sido iniciada a sua construção em 1506 sob comando de Bramante numa planta simples de cruz grega, foi evoluindo e crescendo conforme os vários Papas iam dando o seu toque pessoal à obra.


A planta original de Bramante (fonte: Wikipedia)

Foi derivado do Concilio de Trento e das alterações que este introduziu nas liturgias que já depois de 1600 foi pedido a Carlos Maderno que ampliasse para nascente a basílica em cruz grega e deu origem à planta actual em cruz latina.


A planta e corte esquemático finais de Maderno (fonte: Wikipedia)

Foram ainda arquitectos importantes na obra Miguel Angelo e Bernini, entre outros (como Maderno ou Rafael). O primeiro foi o autor da cúpula da igreja e o segundo terminou a fachada como a conhecemos hoje e desenhou ainda a praça e colunata que a caracteriza.

No interior, obras fantásticas de escultura e pintura. Bem como pavimentos de mármore fabulosos. E um baldaquino com a cadeira de Pedro (ambos de Bernini) de uma grandeza e graciosidade tremendas. É, de facto, uma obra fantástica!


A cúpula de Miguel Angelo



O baldaquino e cadeira de Pedro, de Bernini


A Piettá, de Miguel Angelo






Pormenores diversos do interior


A praça de S. Pedro, com a fachada e colunata de Bernini e a cúpula de Miguel Angelo

Roma: santinhos nos edifícios

Outra coisa se vê em Roma desde tempos de longa memória, são os santinhos de devoção nos edifícios, normalmente em esquinas. Há uns mais "pobres", pequenas estátuas ou imagens esculpidas, mas também os há de grande valor, desde frescos até pinturas sobre madeira com algumas centenas de anos, uns expostos à natureza, outros protegidos por um simples vidro e outros ainda emoldurados em talha dourada.













2011/05/06

Roma: igrejas

Roma é a cidade das mil igrejas. Ao virar de uma esquina, no meio das ruelas apertadas, há sempre um igreja. Na pequena ilha Tiberina no Tibre, há duas! Não há coisa igual...

Umas, de grande valor na história das artes, seja na arquitectura, seja nas artes plásticas como pintura ou escultura. Outras, sem registo na história. Mas todas elas, quase sem excepção, belíssimas.

Ficam aqui alguns exemplos. As não identificadas nem sei quais são, por vezes nem nos mapas estão identificadas...








Igreja de Santa Maria Maggiore






Igreja de Sant'Angenese in Agone, Piazza Navona (de Borromini)




Basílica de S. Pedro


Que orgulho tão grande!



Ser adepto do FC Porto é, nos últimos 30 anos, um imenso e enorme orgulho. Campeonatos, taças europeias, um palmarés digno de registo e que nestes últimos anos só encontra comparação em clubes como Barcelona, Manchester ou Milan, dos quais se relevam os factos de ser dos clubes com mais participações na Liga dos Campeões (apenas falhou 2 vezes, mas em ambas chegou à final da outra competição, tendo já vencida uma delas...) e é um dos 4 clubes presente em 3 finais europeias nos últimos 10 anos (juntamente com Barcelona, Manchester e Milan) para além de ser o clube da Europa que mais títulos conquistou este milénio.

Agora só falta cumprir um sonho: estar presente a 18 de Maio em Dublin! A ver se consigo assistir à final com o meu pai ao lado...

Palavras, para quê? Um imenso orgulho azul e branco...

2011/05/05

Roma: estatuária

Há estátuas para todos os gostos, de todos os tipos e de muitas eras em Roma. Desde as cópias dos grandes (e menos grandes) originais gregos que os romanos gostavam de imitar até ao bronze, passando pelas grandes obras de arte do renascimento, há estátuas sacras e estátuas pagãs. E há restos de estátuas e de colossos que, como o nome o diz, eram estátuas de dimensão "colossal". E há estátuas por si próprias e relevos em edifícios de valor inestimável.
Um património fabuloso...


Estátua de bronze de Marco António, única restante do período do império romano



A estátua da Loba a amamentar Rómulo e Rémulo, os gémeos fundadores da cidade de Roma


Fonte da Piazza Navonna, de Bernini



Cópia de estátua grega de Afrodite (Museu do Palatino, Casa de Augusto)



Cópia de uma estátua grega (museu do Palatino, Casa de Augusto)



Estátua na Basílica de S. Pedro, Vaticano



Uma das melhores obras escultóricas de sempre: Piettá, de Miguel Angelo (Basílica de S. Pedro, Vaticano)

Alto-relevos no arco de Settimio Severo (Forum)



Fontana de Trevi


Se este é o dedo mindinho do pé, com cerca de meio metro, qual o tamanho deste colosso? (Casa de Augusto, Palatino)

Roma: os carros

Ir a Roma, a Itália, e não falar dos carros italianos é como ir a Roma e não ver o Papa... espera, eu não vi o Papa! Mas não importa, porque vi alguns belíssimos exemplares históricos.

Ferrari Mondial 8

Fiat 126

Alfa Romeu

Fiat Balilla

Fiat 600

2011/05/04

Roma: as salas de Rafael no Museu do Vaticano

Há coisas belas. E há as pinturas de Rafael, os mais belos frescos que vi na vida. E que alguma vez verei, tenho a certeza. Mesmo a Capela Sistina, não me tocou como estes frescos das "stanza de Rafaello".

Só estas 4 salas valem a visita a Roma, asseguro-o!

Já o disse aqui: nenhum Homem é capaz de fazer algo assim de tão transcendente se não for tocado por uma centelha divina. Se alguém foi capaz de criar algo assim, Deus existe!









Roma: Coliseu

Foram mais de 1000 fotos em 3 dias... e ainda não tenho as da Cristina!
Como é evidente, será impossível partilhar tudo isto. Mas deixarei, por locais mais marcantes, algumas imagens.
Porque Roma, a cidade eterna, é um local onde todos deveríamos ir pelo menos uma vez na vida - porque 1 vez não chega para ver tudo, tanta história há lá, tanto património pode ser visto, visitado, tocado.

No meio de tudo o que vi e que posso mostrar, optei começar pelo mítico Coliseu, mais correctamente o Anfiteatro Flaviano, uma das 7 Maravilhas da Humanidade (pelo que esta é a 2ª que visito, após ter ido à Muralha da China em 1997) e um fantástico exemplo da arquitectura do império romano. Um monumental estádio da dimensão de qualquer um dos modernos estádios, capaz de albergar 87 mil pessoas.

Palavras não o descrevem, imagens apenas mostram um pouco do que se pode sentir lá no local.





2011/05/02

Morte de Bin Laden. E agora?

É hoje noticia a morte de Bin Laden que Obama anunciou, friamente, na televisão e que colocou meia américa e parte do mundo em festa.
Mas este poderá ser um principio do fim do terrorismo, mas não é o fim do terrorismo. Que irá existir enquanto as populações dos territórios das nações muçulmanas não progredirem socialmente em direcção a um mundo de modernidade e sem o radicalismo que caracteriza essas nações. Por isso, o caminho é ainda longo.

Mas, pelo menos para mim, é satisfatório saber que um dos cabecilhas da organização terrorista que nos mudou a forma de viver e viajar, tenha sido apanhado. Preferia que fosse vivo, mas morto também está bem... ele fez por isso!

E agora?

Para já, nada irá mudar, a não ser provavelmente um aumento das doses de segurança nos próximos por causa das retaliações. E depois, é continuar o trabalho que tem sido feito em certos países da orla mediterrânica de forma a substituir "velhos" governos por "jovens" democracias de pendor modernista e ocidental.

2011/05/01

Roma, dias 3 e regresso

O 3º dia da etapa foi o mais estafante. Terá sido o dia em que mais andámos, mas terá sido também o dia mais complicado para andar - Roma era uma turba de gente impressionante: polacos, espanhóis, franceses, portugueses e sei lá quantas mais nacionalidades estavam em Roma por causa da beatificação de João Paulo II. No circo máximo concentraram-se mais de 250 mil pessoas, jovens, numa homenagem ao Papa dos jovens. Igrejas cheias em toda a cidade, passeios cheios de gente. Foi, talvez, a maior concentração de gente em Roma desde a morte de João Paulo II e eleição do actual Papa.

Retomando o fio à história.

Sábado arrancámos pelo Capitolino, uma das colinas de Roma, onde há imensas ruínas e se destaca a Casa de Augusto, que visitámos. E depois descemos em direcção ao Forum. E foram 4 horas para este fantástico percurso... Após breve almoço, passámos em Campidoglio (onde está o Capitólio) que é uma praça desenhada por Miguel Angelo e que albergava a única estátua de bronze dos romanos (actualmente a original está no museu desse praça, cá fora está uma cópia) e que é, sem dúvidas, belíssima, perfeita nas proporções e formas. Descemos em direcção ao Teatro de Marcelo, mas tendo sido apanhados por um forte aguaceiro, abrigamo-nos na Igreja de Santa Maria in Campitelli, que é fantástica. Com a chuva a parar, fomos para o outro lado do rio Tibre, em Transtevere, pela Ilha Tiberina e em direcção à Igreja de Santa Maria Maggiore, que era ortodoxa. Daí subimos em direcção à Igreja de S. Pietro in Montório, uma das mais antigas. E regressámos novamente ao centro para jantar, via praça da Argentina.

Depois de jantar, quando tentámos regressar ao hotel (perguntou o motorista como tínhamos conseguido quarto de hotel e disse-nos que havia pessoas a pagarem 400 euros por noite e a quem chegava sem marcação eram pedidos 1000 euros por uma noite...) tinha já começado a operação policial devido à beatificação e muitas ruas e pontes estavam já fechadas. Resultado: uma enorme volta por Roma e uns bons euros a mais na corrida do Táxi e que, se o motorista tivesse querido, teriam sido muitos mais - bastava ter-se deixado ir na confusão do trânsito em vez de a contornar e teríamos demorado mais tempo a sair de lá - e o taxímetro sempre a contar...

Hoje, finalmente, o regresso. A ideia ainda era ir ao Vaticano de manhã, mas fomos avisados sabiamente a não ir, tamanha a confusão que iria ser devido aos milhões que estavam no centro e às ruas cortadas. Assim, fomos para o aeroporto e pacientemente aguardámos pelo nosso avião que nos trouxe de volta.

Cansados, com bolhas e unhas pisadas nos pés, mas satisfeitos pelo que vimos. Porque Roma tem um património artístico impressionante. E quem o estudou tanto, por obrigação mas mais ainda por gosto, como eu e pude agora finalmente o apreciar ao vivo foi o culminar de um momento fantástico e único. E para retratar tal apreço, foram mais de 1000 fotos... das quais irei seleccionar algumas nos próximos dias e colocar por aqui.

Roma, a eterna, cativou-me...