2007/07/07

Linha de Rumo: Angola (VI) - Hoje não há crónica...

...mas responderei a algumas perguntas que me têm colocado nos comentários.

Sobre as Escolas e as oportunidades de vir dar aulas para cá, devo dizer que não sendo a minha área nem tendo tido muito contacto com esta parte, julgo que o sistema de ensino estatal não será atractivo para portugueses, visto que os professores de Angola se queixam muito dos ordenados, falta de condições materiais e fisicas para a sua profissão. Aliás, algumas das obras que a Jonce está a fazer na nossa delegação do Lobito são escolas, recuperadas ou construidas de raiz com o patrocinio da Sonangol, que assim se substitui ao Estado nesta tarefa.
Já os privados, nomeadamente as universidades como a Católica, a Lusíada e a Piaget (que aqui é universidade e não instituto politécnico) são uma forte hipótese para quem quiser leccionar em Angola, pois o forte crescimento destas, com abertura de novos pólos um pouco por todo o país, criam as condições para que professores portugueses possam vir para cá leccionar.

Já sobre oportunidades para arquitectos, tal funciona de duas formas distintas. Uma vez que não há acordos entre as ordens profissionais de Angola e Portugal, apenas os arquitectos com nacionalidade angolana cá podem exercer arquitectura, mesmo que o curso seja tirado em Portugal. Mas os arquitectos, como os engenheiros, estão presentes em grande força nas firmas de construção, quer portuguesas, quer angolanas. A operar em Angola estão muitas construtoras portuguesas como a Somague, MotaEngil, Soares da Costa, OPCA, Casais, Alberto Couto Alves, Irmãos Cavaco, entre outras. E depois, há firmas angolanas ou de direito angolano apesar de terem capitais lusos na totalidade ou parcialmente, como a "minha" Jonce, a Tecno4, Tecnomil, Fernando Branco Construções, entre muitas outras.

Posto isto, caros leitores, é mandar emails a auto-candidatarem-se...
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