2012/09/20

Seminário Internacional de Regeneração e Reabilitação Urbana

Assisti hoje à primeira parte deste seminário com um tema muito interessante, porque aborda, talvez, a única coisa que poderá funcionar na indústria da construção em Portugal nos próximos 10 anos...

No entanto, este seminário é melhor no papel do que na realidade. Isto é, quem leu o programa pensou que ia ter Souto Moura e Siza Vieira a falar sobre estes assuntos cruzando-os com os seus trabalhos e, afinal um está no estrangeiro e outro está em convalescença e nenhum participou.

Para além disso, também Rui Rio não foi, pelo que das "estrelas" sobrou Rui Moreira e num seminário organizado por arquitectos e engenheiros, as melhores intervenções (de longe) foram de um geógrafo (Rio Fernandes) e de um economista (Carlos Martins) pois foram aquelas que não só puseram o "dedo na ferida" como também mais pistas deixaram para estes temas.

Por outro lado, a intervenção que Siza (não) fez através de um seu colaborador na intervenção que fez no Chiado, versava muito mais na reconstrução do que na regeneração e menos ainda do que na reabilitação. Espero que amanhã de manhã, na conclusão do seminário, pelo menos no painel "política" ainda possa assistir a boas intervenções. Espero com alguma ansiedade a do engenheiro Paulo Cruz que deverá versar a CEC2012, pois para além de seu administrador, era até assumir esse cargo o presidente da Escola de Arquitectura da UM que esteve muito ligada a uma das principais (e polémicas) obras deste evento, a requalificação do Largo do Toural (e mais uma vez aqui se foge um pouco ao tema, apesar da proximidade do mesmo)...

Uma última palavra para o local da conferência: a simbólica e icónica Casa da Música, na sua Sala 2. Não é confortável, não é o local para se fazer uma sessão de tantas horas - as cadeiras são perfeitamente disformes, não têm apoio de braços, ficam a 1/3 das costas, são duras... ainda estou "dorido" do dia todo lá sentado! É melhor escolherem um verdadeiro auditório de conferências, que há muitos no Porto, do que isto - o simbolismo do edifício não justifica tal tortura!
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