2004/04/21

O noroeste peninsular em disputa

Podia ser politicamente. Ou geograficamente. Mas não é. É futebolisticamente, na primeira mão das semi-finais da Liga dos Campeões, opondo o FC Porto ao Deportivo da Corunha.

No entanto, porque de uma certa forma este jogo de futebol traz à baila muito mais do que o simples desporto que aqui na Europa movimenta milhões (de Euros mas também de pessoas...) deixo aqui uma referência ao excelente texto de Paulo Rangel, um dos mais brilhantes pensadores do Porto e do Norte de Portugal dos dias de hoje (e também um dos homens por detrás da candidatura de Rui Rio à Câmara Municipal do Porto) que escreveu hoje no Público. Eu subscrevo totalmente a sua ideia de unificação de Porto e Gaia e, até na versão mais ambiciosa, com Matosinhos também.
Quando saiu a nova lei das áreas metropolitanas, julguei que a ideia era criar cidades médias em Portugal. Criar pólos de desenvolvimento. Parece-me que a coisa tomou outro rumo. Que são mais arranjos regionais para conseguir acesso a dinheiros de QCA's eFundos Comunitários. O que é pena, já que Portugal apenas tem uma cidade média europeia (a capital, Lisboa) e com o desenvolvimento da Galiza nestes últimos dez anos, corremos sérios riscos de sermos "absorvidos" aqui no Norte de Portugal pela região autónoma espanhola que soube desenvolver uma política de criação de 6 ou 7 cidades médias, das quais 3 têm uma enorme pujança (Corunha, Vigo e Compostela) e até já serão maiores do que o Porto. E Guimarães, entre os dois colossos, preferiu unir-se a Braga (com quem poucas afinidades vai tendo) decalcando o velhinho distrito que tão pouco deu ao concelho nestes últimos 150 anos. A minha opinião era clara: ou se unificava todo o Minho (o que também não julgo ser a melhor opção) ou se entrava para a AM do Porto.

Para reflectir, mas só mais logo... pois agora a concentração é total para o jogo do Dragão!
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