2012/12/10

Do Nóbel da Paz à UE

Apesar de alguma contestação de uma certa esquerda ideologicamente preconceituosa contra o projecto de unificação europeia que manteve o continente europeu sem guerras desde 1945, achando que alguns arrufos que eles próprios andam a provocar em alguns países que enfrentam algumas crises financeiras são o suficiente para não haver paz, é muito justo que a União Europeia seja premiada.

E, para nós portugueses, deveria ser motivo de orgulho que seja um português a presidir à mesma neste momento em o Nobel é entregue, conseguindo até (que ninguém duvide que foi Durão Barroso a conseguir) fosse um grupo português a tocar uma peça de Marceneiro reinventada de forma moderna e interpretada brilhantemente em português.

A União Europeia conseguiu diminuir o fosso entre ricos e pobres na Europa (pensem no que eram os países pobres em meados do século XX e o que eram os países ricos, e o que ambos são hoje), conseguiu terminar com os desejos de hegemonia militar que grassaram o centro da Europa desde os inícios do século XX até aos seus meados, conseguiu ser uma "arma" excelente contra a guerra fria que ameaçou a paz não só na Europa, como no mundo, e conseguiu evitar que o comunismo avançasse pela Europa dentro e ainda "conquistou" a democracia para os países que sob o jugo da velha URSS caíram com o peso do muro derrubado de Berlim. Se calhar é por estas duas últimas razões que a tal esquerda preconceituosa não gostou deste prémio Nobel da Paz atribuído à UE...

É, por isso, justo o prémio, muito justo!
Se hoje vivemos numa Europa de liberdade, de facilidade de circulação, de desmilitarização constante, de maior atenção ao social e à sociedade - isso deve-se ao projecto da União Europeia não só como ela é hoje, mas também das suas diversas etapas que atravessou (CEE, Benelux). É muito bom viver numa Europa que está em paz desde 1945, ou seja, 67 anos de paz - talvez o maior período de paz no nosso continente desde o Renascimento...
E foi ainda com muito orgulho que vi portugueses como protagonistas da cerimónia.
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