2005/04/30

Escandalo

Entretanto, enquanto em Inglaterra o Mourinho venceu limpinho o título, por cá o campeão vai ser o mais sujo destes 32 anos de campeonato pós-25 de Abril, como se tem visto por todas as situações fora das quatro linhas (por exemplo, a dúbia situação Benfica-Veiga-Estoril, o Cunha (des)Leal na Liga, o Conselho de Disciplina da Liga...) e dentro das quatro linhas também. Hoje, agora mesmo, mais uma: o pseudo-penalti que o árbitro (não sei se não estarei a insultar essa classe de amadores pagos a peso de ouro ao chamar-lhe isso...) Mário Mendes INVENTOU e que colocou o benfas do Luís dos pneus na frente do marcador... Só ele e os 14 milhões espalhados pelo mundo (ainda aguardo pela estatística do Universo...) é que vêm penalti naquele lançe, porque os outros 4 biliões 986 milhões do resto do planeta sabem bem que não foi...

Já nem vale a pena jogar mais ninguém... O melhor é acabar já com o campeonato! Já se sabe quem desce - Estoril, Moreirense e Beira-Mar, quem sobe e quem é o campeão...

Mourinho campeão!

Como não poderia deixar de ser, chegou, viu e venceu!



No ano de estreia (pela primeira vez em Inglaterra, novo recorde) venceu o campeonato que até ao ano passado era dos mais competitivos da Europa com mais de 10 pontos (até ao momento...) de avanço sobre o Arsenal e o Manchester United.

Para além dele, Paulo Ferreira, Tiago e Ricardo Carvalho (no campo) e a restante equipa técnica (Silvino, Baltemar Brito e Rui Faria) comemoram neste momento em solo inglês do esta façanha.

Parabéns!

2005/04/29

Independente?

Ainda se estão a começar a apresentar listas para as eleições autárquicas e há militantes que insistem em continuar a dar tiros nos pés do PSD. Então o mesmo militante que se demitiu de ministro e não re-assumiu o cargo autárquico que desempenhava antes de ser ministro, por ter uma investigação a decorrer, vem agora dizer que a decisão de Marques Mendes é "ilegal e prepotente"?

Será que o militante e congressista Isaltino de Morais não esteve no Congresso? Ou será que não ouviu o discurso do novo lider onde este afirmou e re-afirmou a palavra CREDIBILIDADE?

Na política, como noutras coisas das nossas vidas, não chega SER sério, há que PARECER também ser sério. E se a investigação judicial não está concluída, portanto ainda é inocente, isso não quer dizer que para desempenhar as funções que levaram à suspeita e culminaram com a abertura do processo de investigação, mesmo sem haver ainda qualquer sentença. como dizia, isso não quer dizer que não seja de bom tom e de preservação do próprio nome e do nome do partido que o militante se abstenha de concorrer nestas eleições. Se se provar a sua inocencia, com toda a certeza que poderá retomar o seu percurso político de uma forma muito mais forte. Se se provar a sua culpa, não irá prejudicar nem o partido nem, o que é mais importante, a sua terra, Oeiras.

Agora forçar uma candidatura contra a vontade do próprio líder (pergunta: não é, ou não era, Marques Mendes o Presidente da Assembleia Municipal de Oeiras, ou estou enganado?) e avançar com uma candidatura "autónoma" e à revelia da nacional que indicou a Presidente do Municipio em funções para encabeçar a lista, portanto avançar com uma candidatuura independente ao municipio e contra a candidatura do partido onde ele próprio milita não é bonito, correcto, leal e credível!

Fica à consideração de cada um a análise da justiça da posição de cada lado. Mas a minha análise é clara, claríssima mesmo! Marques Mendes tem toda, todíssima a razão. Os motivos que levaram à demissão e afastamento dos cargos políticos de Isaltino continuam tão válidos hoje como então. A credibilidade não é uma palavra vã. E é preciso practicar desde já o que se defende e estas eleições são o momento ideal para mostrar o novo PSD que saiu deste Congresso, onde a vitória não interessa a qualquer preço, tem de ser dentro das regras de ética e bom relacionamento que se exigem a quem vai ocupar cargos públicos, coisa que o PSD de Guimarães vem defendendo há muito tempo, não só no relacionamento com os outros partidos como dentro de portas também.

2005/04/26

A música na Casa

Já está on-line, no Observador Cósmico, o meu post-comentário à obra "Casa da Música". Com algum atraso, mas no sitio em que prometi publicar...

2005/04/25

25 de Abril de 2005

31 anos depois e 30 anos após as primeiras eleições livres da história moderna, deixo aqui o discurso que hoje proferiu o deputado Emidio Guerreiro, do PSD, na Sessão Solene comemorativa da Assembleia Municipal de Guimarães.

"31 anos volvidos sobre o dia em que um punhado de capitães decidiu por fim a uma longa noite de 48 anos, encontramo-nos, mais uma vez, para celebrar o evento.
Talvez seja esta uma fórmula gasta e ultrapassada de o fazer. Mas o que ninguém pode afirmar é que a Assembleia Municipal de Guimarães se alheia e não recorda o dia de 25 de Abril de 1974.
Mas não é da forma como se festeja este dia que pretendo falar. Nem sequer das recordações dos dias e anos anteriores à revolução. Aliás, seria um pouco estranho que alguém que tinha 9 anos à época viesse discorrer sobre o fascismo e a sua ditadura. Tenho as minhas recordações que resultam muito mais do que ouvia e via do que propriamente do que então vivi. O que recordo bem são os meses e os anos imediatamente a seguir à revolução. A conturbação social, as manifestações gigantescas, a imensa participação popular em todos os momentos assim como a partir de determinada altura a regular presença de tropas em locais onde nunca os tinha visto anteriormente, tornaram-se imagens bem gravadas na minha memória. Para além do colorido destas imagens que me chegavam, via televisão a preto e branco, tenho bem presente, ainda hoje, a mudança de sentimento dos que me rodeavam. A euforia inicial, o optimismo presente em todas as conversas, à medida que os meses passavam, deram lugar ao pessimismo e ao medo do futuro. Esta angústia haveria de terminar a 25 de Novembro de 1975, momento a partir do qual a revolução ruma em definitivo à democracia.

Muito se tem discorrido sobre a democracia portuguesa. Ao longo dos tempos fomo-nos habituando a múltiplos balanços. Foi assim nas comemorações dos 20 anos, dos 25 anos e nos 30 anos do 25 de Abril. Para uns cumpriu-se a revolução…para outros não. Aqui, como em tantas outras coisas, o acordo não existe. Tenho para mim que esta concordância não faz falta. São por demais evidentes os ganhos de Portugal ao longo dos últimos 31 anos. Muito faltará fazer, sem dúvida, mas muito se fez.

Mas a democracia não se avalia apenas pelas políticas seguidas nem pelas obras feitas.
É usual ouvir-se que a democracia portuguesa é jovem e que tem ainda muito que aprender. Acredito que assim seja. Desde logo pelo exemplo de alguns dos seus protagonistas e das suas práticas.
Em ano de eleições autárquicas é normal o uso de práticas importadas de outros ramos de actividade que não a política. Refiro-me em concreto às “contratações” de autarcas de outros partidos. É verdade que esta realidade tem diminuído ao longo dos tempos. Existem municípios em que tal não se faz por acordos entre as direcções partidárias locais. Infelizmente em Guimarães, tal ainda não é possível. A actual maioria ainda não chegou a esse estádio de cultura democrática. Mas mais importante do que questionar estas contratações, do ponto de vista da maturidade democrática, é percebermos o porquê.
Em inúmeras conversas com autarcas que “mudaram de camisola” o motivo mais aduzido é o de que agora possuem os meios para melhor fazer obra. Ou seja, estamos na presença da confirmação de uma das denúncias mais comuns e frequentes dos partidos da oposição: a de que câmara discrimina os apoios às juntas de freguesia. As juntas cuja presidência é do partido socialista têm ao longo do mandato transferências de meios que possibilitam a concretização de obra. Conseguem estas melhor satisfazer as necessidades das populações das suas freguesias. Não por terem mais iniciativa ou criatividade, não por terem melhores soluções ou ideias inovadoras, mas apenas por serem do partido do poder.
E que dizer dos outros? Dos autarcas eleitos pelas outras forças partidárias? Serão mais fracos? Terão menos iniciativa e ideias? Quererão servir as suas populações de pior maneira? E as populações? Será que não contam??? Afinal o objectivo qual é? Servir a população ou o partido, seja ele qual for?
E quando ouvimos dizer que os partidos são plurais e abertos a todos quanto queiram engrossar as suas fileiras, estamos no domínio puro e duro da demagogia.
Se assim fosse, os autarcas que mudam de partido não falariam das novas possibilidades oferecidas. Não falariam das promessas feitas, das obras que, finalmente, vão poder concretizar, ou seja, das condições oferecidas em troco da mudança de partido.
Mas serão estes autarcas os maiores responsáveis por este triste exemplo dado aos mais jovens? Não me parece. Estes mais não querem que aceder aos meios que lhe vão sendo negados. Mais não pretendem servir melhor as populações, concretizando as obras que sabem ser necessárias na sua freguesia.
Os maiores responsáveis são aqueles que não olham a meios para chegar ao objectivo do poder mais que absoluto, contabilizando esse poder em números de freguesias, independentemente da forma como se lá chega.
Não tenho dúvidas que é também graças a estes tristes comportamentos que a política e os políticos são cada vez mais olhados com desconfiança pelas populações. Também não duvido que estes comportamentos não são exclusivos do PS de Guimarães e que em municípios geridos por outros partidos o mesmo suceda.
Mas com o mal dos outros podemos bem. O que nos preocupa é que 31 anos depois da Revolução dos Cravos, da conquista da liberdade e da democracia, isto aconteça na nossa terra. É bem verdade então que a democracia portuguesa tem muito a aprender e a crescer. Importante é que o faça depressa.

Mas 31 anos depois de Abril não é só no poder local que a democracia precisa de crescer e evoluir. Também alguns exemplos vindos do topo nos merecem reflexão.
Refiro-me às alterações da legislação eleitoral. Como é público, a anterior maioria parlamentar e o então maior partido da oposição chegaram a acordo nesta matéria, tendo inclusive o debate parlamentar sido agendado para 20 de Dezembro. Este debate só não se realizou porque entretanto o Presidente da Republica convocou eleições legislativas.
E que vemos hoje? O PS entretanto chegado ao poder, parece que se esqueceu do acordado em Dezembro. O pacote então negociado já não serve.
O que ontem era válido, hoje já não o é, sem que compreendamos o porquê. Mas chegam-nos ao ouvidos o relato de reuniões tidas entre os autarcas e o secretario geral socialista a dar conta que a vontade não é o de alterar seja o que for mas sim o de colocar o ónus da não revisão da legislação no PSD.
Trata-se de mais um exemplo de falta de maturidade política, onde o mais importante não é servir o interesse de todos, mas só o de alguns.

31 anos depois de Abril de 1974, muito há a fazer para cumprir os ideais de liberdade e de democracia que moveram os capitães de Abril.
É minha convicção que o papel a desempenhar pelos protagonistas da democracia, os políticos, é tão ou mais importante que as obras feitas ou a fazer. A democracia mede-se também pelos comportamentos de cada agente político. A maturidade e o desenvolvimento da democracia estão directamente relacionadas não só com o estádio de desenvolvimento social mas também com o estádio de comportamento dos agentes políticos.
Acredito que os desafios da democracia portuguesa nos próximos anos serão cada vez mais os que se prendem com os comportamentos dos homens que os que se prendem com a obra medida em metros cúbicos de betão.
Saibamos todos nós compreender esta realidade e consigamos todos contribuir para esta renovação de mentalidades, com a convicção que assim também estaremos a cumprir Abril.
Viva o 25 de Abril, Viva a Liberdade, Viva a Democracia."

2005/04/22

Up-date

Não tem sido fácil... Por isso, um rápido up-date ao blog.

O XX Congresso do CDS-PP é este fim de semana e a importancia do mesmo tem a ver com a capacidade do partido recomeçar outro ciclo e definir o seu caminho: apoiar um eurodeputado que traz ao peito a "medalha" de ter sido dirigente conivente com a gestão Vale e Azevedo no Benfica ao apoiar um dirigente que tenha vindo a pautar o seu percurso pela afirmação política de alguma competência, como Telmo Correia. Se eu fosse militante do PP, não hesitava - como não hesitei no PSD - e optava pelo segunda via...

Por falar em congressos, parece que alguns companheiros do meu partido ainda não perceberam que o nosso XXVII Congresso já terminou... Podiam parar de prejudicar o partido a levantar questões com a candidatura em Lisboa do ex-primeiro ministro Santana Lopes que não percebeu que tem de passar por um período de "nojo" político antes de se aventurar noutras andanças... O seu nº2 da lista, Carmona Rodrigues, parece ser uma pessoa bem preparada, bem vista pela população e devia dar uma garantia de alguma continuidade à lista - coisa que Helna Costa e Pedro Pinto puseram em causa ao andarem com estas questiunculas menores!

Porque é que será que alguns militantes não percebem que a atitude deles após uma/várias derrotas de dizer que "vou andar por aí" é uma atitude infantil, de birra e de mau perder e que com isso contribui apenas para descredibilizar a política e o partido? Será que vamos ter de andar sempre a laborar no mesmo erro com militantes derrotados em congresso que em vez de assumirem uma posição de auxilio do vencedor (como muito bem fez Marques Mendes após o Congresso de 2000, onde passou a colaborar de forma activa com Durão Barroso) estão desde já a fazer oposição?

2005/04/20

Habemos Papam

Bento XVI, aka Cardeal Ratzinger, aquele que já era o Papa de facto há uns anos, desde que a doença incapacitava João Paulo II de uma forma visivel a olho nú...

O que não "habemos" é tempo para mais estes dias, por mais que tente, o blog vai ser pouco actualizado nestes tempos mais próximos...

2005/04/18

Fumo negro...

...na eleição do novo Papa que hoje começou, mas também no meu tempo para actualizar o blog.

Aliás, desde a semana passada que ando a tentar escrever a 2ª parte do texto para publicar no Noticias de Guimarães e a tentar fazer um post sobre a Casa da Música (que prometi publicar no Observador Cósmico com quem colaboro) mas a falta de tempo assim me tem impedido de completar essas vontades...

2005/04/12

Criança em risco (II)

Como já deve ser do conhecimento de alguns, o Forum Vimaranis e a Associação de Apoio à Criança irão realizar a 2ª Conferência do Ciclo “Crianças em Risco”, na próxima sexta feira às 17H00 no Auditório da Biblioteca Raul Brandão com a presença da Drª Dulce Rocha – Presidente da Comissão Nacional de Protecção de crianças e Jovens.

Tendo sido a 1ª um sucesso tanto pelo seu conteúdo como pelo número de presenças, deveremos manter esse nível na conferência que se aproxima.
Como devem compreender, a hora a que esta se realiza é mais complicada para estes eventos, mas é a hora disponível pela nossa convidada.

Para os mais insensíveis ao tema relembramos que:
* Só há um tempo para ser criança, e a defesa desse direito não deve ser só uma preocupação do Estado, pois esse não dá colo nem mimo.
* Se nós tivemos o direito de ter esse colo e esse mimo, temos hoje o dever de trabalhar em torno da defesa desse direito, para as crianças de hoje serem jovens e adultos de sucesso no futuro!


Há ainda muitas crianças vimaranenses em risco de não saberem o que é ser criança!




Posted by Hello

27º Congresso do PSD - Moção de Marques Mendes

PORTUGAL QUER UM PSD FORTE
1º Subscritor: Luís Marques Mendes

A ler aqui.

27º Congresso do PSD - Moção de Filipe Menezes

“Mais PSD, Melhor Portugal”
1º Subscritor: Luís Filipe Menezes

A ler aqui.

27º Congresso do PSD - Moção de António Borges

TRANSFORMAR PORTUGAL - POR UM PAÍS ÍNTEGRO, SOLIDÁRIO, JUSTO, PRÓSPERO E MODERNO
1º Subscritor: Francisco Pinto Balsemão.
Apresentada por: António Borges

A ler aqui.

27º Congresso do PSD - Dia 3

Domingo de manhã fomos votar. E foi terrivel, uma confusão total, a votação era feita no dito corredor de lateral do pavilhão, muito estreito e sem condições para o efeito, pelo que havia uma fila de pessoas do comprimento do corredor só para se chegar às urnas... Depois havia nova fila para se chegar aos locais de voto onde supostamente se devia votar em segredo e privacidade, mas muitos congressistas acabavam por votar de pé, na fila, ou sentados nos parapeitos das janelas...

Também não achei piada o (ainda) presidente do PSD, Pedro Santana Lopes, ter chegado em cima da hora de fecharem as urnas... e de ter ido logo embora, não ficando para a sessão de encerramento à tarde! Não foi bonito...

O importante é que no final, na contagem dos votos, o "meu" candidato venceu em todas as frentes: Comissão Política Nacional, Mesa do Congresso, Conselho de Jurisdição e foi a mais votada de todas as moções - sendo que a moção de Filipe Menezes não conseguiu mais do que um mero 3º lugar, ainda atrás da moção de António Borges! O resto, são outras histórias, passado que passou e o partido é outro, muito mais credível agora...

27º Congresso do PSD - Dia 2

Sábado de manhã lá seguimos para o congresso, ainda a tempo de ouvir o António Borges - nova desilusão! Porque se a moção já era vaga, o discurso confirmou-o e, pior ainda, foi um mero leitor, sem chama nem convicção... Não levanta o congresso, o silêncio com que se fez ouvir demonstrou que o congresso quis ouvir o homem que a comunicação social quer "vender" como o "prometido" mas que não caiu no goto...

O almoço foi bom, em Leiria, no Tromba Rija, com os companheiros da secção de Braga que, conhecedores da nossa fama de bons "gourmets" preferiram acompanhar Guimarães em vez de Barcelos...

Depois do almoço, regressamos novamente ao congresso onde nos inscrevemos para falar - direito do qual abdiquei em favor do Pedro Passos Coelho - e lá fomos ouvindo os diversos congressistas que iam falando, tendo-se notado que a maior parte apoiava Marques Mendes mas que os observadores eram claramente favoráveis ao Filipe Menezes.

Jantamos em Pombal num rodizio e depois de assistirmos ao espectáculo da casa (pancadaria entre clientes, com cadeiras a voar, como já não via desde os meus tempos de universitário...) regressamos ao congresso novamente para assistirmos à parte mais "quente" na sucessão de intervenções que culminaram com os dois candidatos à liderança.
Entre as várias intervenções ao longo do dia, queria destacar pela negativa as de Manuela Ferreira Leite e António Borges (não anunciaram o apoio, anunciaram a venda temporária do apoio, uma especie de "renting") e a do novo presidente da JSD nacional, Daniel Fangueiro, que se na apresentação da sua moção na sexta à noite esteve mal mas que na sua intervenção de sábado esteve simplesmente péssimo, vaiado pelo congresso em peso (e não, não eram só os novos, eram os velhos também) com pateada e tudo! Eu de tão indignado em ver (e ouvir) um tão fraco presidente da JSD já pedia a demissão dele... perante o olhar estupefacto dos meus companheiros!!! É que não concebo ver alguém tão fraco a representar esta estrutura para a qual muito suor entreguei para ajudar a credibilizar...

E assim lá terminou o 2º dia, não sem antes o Sr. Belmiro de Vizela ter sido a atracção do dia (desta vez o Salsinha de Lisboa não apareceu...) com uma intervenção de levar o congresso às lágrimas... de tanto rir! O que vale é que apoiava o Menezes...

2005/04/11

27º Congresso do PSD - Dia 1

Não chegamos a tempo do discurso do presidente do PSD (mas quem é que se lembrou de fazer um congresso no meio de lugar nenhum?...), Pedro Santana Lopes, mas pelo que li não se perdeu nada de especial.

Depois do jantar (bendito seja quem inventou o Leitão no forno...) lá chegamos e fizemos o "check-in" na acanhada entrada do congresso, um corredor com uns 3 ou 4 metros de largura ao longo da nave do pavilhão.

E começamos por ouvir as apresentações das moções.

Pessoalmente, gostei do discurso do Marques Mendes, a "esgaçar" no partido e no governo anterior nos primeiros minutos, exorcizando os fantasmas e alertando o partido para que este cenário não se torne a repetir e depois falando das suas propostas para o PSD.

Já o discurso de Meneses não era basista, era básico mesmo. Era populista, no pior estilo Santana Lopes. A sua claque de observadores, concedo, estava muito bem organizada e fazia barulho quanto baste. Mas eram, claramente, uma minoria no pavilhão.

Encerraram cedo os trabalhos e ainda consegui ler a moção que todos (?) esperavam, a moção de António Borges. Que é muito vaga e não é nada daquilo que se poderia esperar, um documento inovador e nunca visto num congresso. Mas afinal de contas não era nada de mais, apenas retrata bem algmas situações económicas, muito liberal, e toca de forma vaga e leve as ideias para o partido...

2005/04/10

Resumo do Congresso...

...só amanhã porque hoje estou cansado quanto baste!

Apenas deixo aqui registado o essencial: o "meu" candidato Marques Mendes ganhou e o "meu" presidente de secção, Rui Vitor Costa, foi eleito Conselheiro Nacional no 7º lugar da lista de Marques Mendes, encabeçada por Mota Amaral.

2005/04/08

Bússola Política

Hoje ao ler no Público o teste da bússola política a Filipe Menezes, António Borge e Marques Mendes, e porque tive um pouco mais de tempo livre agora à tarde, resolvi também eu fazer o teste.

E este foi o meu resultado:



O que não me surpreende, visto que eu sinto-me exactamente assim, do centro-ligeiramente-direita...

É hoje!

Começa hoje o XXVII Congresso do PSD em Pombal.

Sou delegado, pela 3ª vez, a um congresso - aliás, pela 4ª mas no último de Barcelos não pude ir e por isso fui (muito bem) substituido pelo Bruno Fernandes.

Mas este será o 1º congresso a sério, ou como diria o imigrante brasileiro com o 2º melhor trabalho deles todos (o primeiro é o da TAP), este congresso é mata-mata, vai ser decidida a liderança do partido - e possivelmente lavar alguma roupa-suja, que faz parte da exorcisação dos fantasmas que ainda pairam no ar - e relançar o PSD para uma nova caminhada de serviço ao país.

2005/04/06

E faltam 2 dias para o XXVII Congresso do PSD

E eu ainda não tive de preparar nada para lá...

Os Verdes relegados para as 2ª e 3ª filas do Parlamento

Li no Público de hoje (agora sem link já que a sua visualização é paga...) que os Verdes foram relegados pelo PS para as filas de trás do nosso Paramento.

A minha dúvida é só uma: esses senhores, pela nova lei eleitoral, já não deveriam ter deixado de existuir enquanto partido visto nunca terem concorrido a nenhumas eleições por eles próprios? Aliás, eles existem? Quem são? Onde estão os verdes em Guimarães, Castelo Branco, Lagos, Faial ou Funchal? A existência de partidos (?) como esse, como muito bem disse o ex-primeiro ministro e agora presidente da comissão europeia, Durão Barroso, num debate parlamentar, descredibiliza a política e os políticos...