2012/07/08

Leituras [66] - Milagrário Pessoal, de José Eduardo Agualusa


Já foi há umas 2 semanas que terminei de ler este pequeno mas excelente livro. Aliás, foi na véspera de ele ter apresentado o seu  novo livro no Milenário, em Guimarães, onde infelizmente não pude ir (no dia seguinte tive exame, como tive no outro e ainda trabalhos de grupo e apresentações) mas cujo livro autografado cá me chegou... e que será, talvez, o próximo a ser lido.

Mas sobre este Milagrário Pessoal, é mais uma pequena obra de Agualusa onde várias histórias se cruzam e servem para construir mais uma bonita história, um romance na sua verdadeira acepção da palavra. A relação entre o velho professor e a nova pesquisadora de neologismos em busca das palavras perdidas que começaram a aparecer sem aparente razão e que voltas dadas afinal não passava de uma maquinação de um deles para atrair o outro... Muito bem trabalhados os pequenos capítulos que formam esta excelente obra.

Sinopse:

"Iara, jovem linguista portuguesa, faz uma incrível descoberta: alguém, ou alguma coisa, está a subverter a nossa língua, a nível global, de forma insidiosa, porém avassaladora e irremediável. Maravilhada, perplexa e assustada, a jovem procura a ajuda de um professor, um velho anarquista angolano, com um passado sombrio, e os dois partem em busca de uma colecção de misteriosas palavras, que, a acreditar num documento do século XVII, teriam sido roubadas à "língua dos pássaros". Milagrário Pessoal é um romance de amor e, ao mesmo tempo, uma viagem através da história da língua portuguesa, das suas origens à actualidade, percorrendo os diferentes territórios aos quais a mesma se vem afeiçoando."

Críticas de imprensa
«Um romance fascinante.»
Carlos Câmara Leme, Ler

«Agualusa sabe que a poesia começou por ser uma linguagem prática, útil, ou mágica e xamânica. “Milagrário Pessoal” nunca esquece a dimensão política, nem a política da língua, mas o seu impulso é todo poético, adâmico. O milagre é que esta língua seja tantas línguas, que tantas línguas sejam uma só língua. Um enigma que Agualusa compara ao mais poético dos enigmas: a linguagem dos pássaros.»
Pedro Mexia, Público
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