2013/01/20

A grande mentira, a queda de um campeão

A assunção do uso do dopping como elemento fundamental para vencer as 7 voltas à França "matou" um dos grandes ídolos mundiais não só do ciclismo, mas do desporto em geral.

A minha geração habituou-se a seguir a Volta em França, em particular, como um dos momentos desportivos altos do ano. E foi com emoção que vimos Greg Lemond, Miguel Indurain e Lance Armstrong dominar o Tour anos a fio. Trepar os Alpes e os Pirinéus como nenhum outro o fazia.

A queda de Lance Armstrong
É certo que o dopping sempre foi falado nesse desporto, mas com o passar dos anos o cerco foi-se apertando e começaram a rarear os casos entre os grandes nomes. Sinal de que a modalidade estava a limpar-se e eram super-homens que pedalavam, assim pensei eu.

Afinal, agora percebemos que os super-homens eram artificiais. O homem que nunca havia acusado nada, revelou que sempre usou produtos para vencer - é certo e percebo que a coisa era generalizada e quem andava no pelotão (e pelo visto não era só no da frente) usava o dopping como forma de melhorar as suas performances. Mas mesmo assim, há aqui algo que morreu na forma como agora vejo os feitos que esses homens alcançaram.

E o pior, como bem coloca o Público, é a pergunta que fica: "E agora, Lance, como podemos voltar a acreditar num campeão"?

De facto, depois disto, não é só o ciclismo que sai abalado. Também o ténis, o andebol, o basquetebol e, porque não, o futebol, entre outros desportos, saem descredibilizados. Tantos controlos são feitos nestas modalidades, como eram no ciclismo, e descobre-se agora isto. E fica por isso a dúvida no ar... Lamentável!
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