2012/03/17

O Povo parece que não é tolo...

Sondagem Expresso de 16.3.2012
...e parece que os jornalistas e comentadores não são nada representativos do Povo!

Senão, como se explica os telejornais e jornais com pelas editoriais e comentadores a malharem consecutivamente no Governo e sempre "à cata" de "lapsos" e confusões e, afinal, depois publicam-se as sondagens e que temos nós? Os partidos que suportam o Governam continuam com votações na ordem da proximidade dos 50% (ou seja, continuam na maioria absoluta) e os partidos de esquerda e extrema esquerda continuam remetidos a valores semelhantes aos obtidos nas eleições de Junho de 2011.

Sendo que o principal partido da oposição continua remetido a valores inferiores a 30%, demonstrando cabalmente que não recuperou credibilidade nenhuma e que o "modus operandi" que tem tido é catastrófico (para o país e para o próprio partido em si mesmo) e diria que até irresponsável - mas também, que outra coisa seria de esperar de um partido que apenas teve coragem de colocar um rosto diferente no mesmo corpo do "socratismo"?

Em resumo, o Povo, na sua sabedoria, apesar de poder ser levado ao engano pelas greves que se querem fazer grandes, pelos protestos sempre dos mesmos que nunca estão satisfeitos com nada, pelos políticos que ontem estavam no Governo e hoje têm o descaramento e a lata de falarem como se não tivessem nada a ver com o momento que atravessámos hoje, o Povo percebe que é para cortar, para acabar com direitos que não podemos suportar e que é preciso criar um novo paradigma de Estado. E que isso é um processo doloroso. Mas que o Estado Social que na realidade nunca o foi (era próximo, isso sim, de um Estado Socialista, mas isso é outra conversa...) tem de o ser, de facto. E nunca, como neste momento, houve condições para o fazer, contra os situacionistas da esquerda e extrema-esquerda que não querem o progresso de uma sociedade - antes a querem matar a sociedade actual para criar a revolta e da luta, dessa luta "de classes", como é apanágio deles, conseguirem o poder pela força e pelo sangue, se preciso for! Mas, usando uma frase que lhes é carismática, para compreenderem melhor, só lhes digo: eles "no passarán"!

E só espero que o Governo actual tenha a coragem de concretizar algumas reformas que me parece começar a hesitar em fazer, nomeadamente a Reforma Administrativa em Portugal. Ainda ninguém me conseguiu convencer que um Portugal organizado no tempo dos carros de bois e coches do séc. XIX funciona melhor que qualquer outra organização que se possa fazer modernamente, pensada para os tempos do e-governo, do e-cidadão, do país com milhares de km's de estradas e autoestradas, do país com mais de um telemóvel por cidadão, do país onde a proximidade virtual nunca foi tão próxima da proximidade real como hoje.

Mudar Portugal. É o mote do Governo. E ainda bem... Que desta crise financeira, mas também de valores de Estado, saia um novo Portugal, moderno e com novas mentalidades. O Povo já está a mudar e está de parabéns. E tu, já estás a mudar?
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