2012/04/25

25 Abril: em reconstrução

Imagem retirada do blog SVBARQ
Nos 38 anos da revolução do 25 de Abril, estamos a reconstruir o país. Uma nova geração de políticos (onde pontuam alguns ministros na casa dos trinta e pouco anos, nascidos depois desta Revolução) está a reconstruir o país depois do devaneio dos últimos anos.

E quando me refiro aos últimos anos, não é apenas ao espaço de tempo do anterior Governo, mas de facto, a todo o período em que, por causa dos ditos "direitos adquiridos" e por ninguém se lembrar dos "deveres consagrados" se destruiu um país fazendo do Estado o "pai" de tudo e de todos, sempre presente em todo o lado e sempre a dar todas as garantias a todos - e que apenas contribui com isso para se gastar mais do que aquilo que conseguia gerar de receitas e assim delapidar, grão a grão, direito adquirido a direito adquirido, as contas da Nação até quase à bancarrota.

O Portugal de hoje, 38 anos depois, é muito diferente daquele desse longínquo dia de 1974.

Está mais velho, com mais educação, com mais esperança de vida e com mais saúde. Com melhores índices em quase tudo. Um Portugal mais moderno, como bem mostrou hoje o Presidente no seu discurso. Mas é também um Portugal cheio de problemas que então não existiam e é por isso que esta nova geração de políticos está a reconstruir, a regenerar novamente o país. Porque nós, ao contrário da mais velha geração dos "direitos adquiridos", já percebemos (há muito tempo) que os direitos adquiridos só se podem manter em função da possibilidade do Estado os poder pagar! Sem dinheiro, não há festa (por mais que pense o contrário a ex-ministra Maria de Lurdes Rodrigues), isto é, sem dinheiro não se podem manter os "direitos adquiridos" tal como são hoje e têm, por isso mesmo e por mais que isso possa doer a muitos, ajustados à realidade do país tal como ele é hoje.

Reconstruir o país, reconstruir as finanças do país, é também celebrar o 25 de Abril e a liberdade.
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