2004/03/10

Noticia do Guimarães Digital: Detido três dias seguidos a conduzir ilegalmente e embriagado

Há notícias que nem lidas nos podemos acreditar que isso é possível acontecer.
Esta é uma delas:

Um indivíduo de 45 anos, reformado e residente em Guimarães, foi identificado no passado sábado, por elementos da PSP de Guimarães, na Rua Condestável Nuno Álvares. O homem conduzia ilegalmente por não estar habilitado para o fazer e depois de ter feito o teste de álcool acusou 2,13 gramas/ por litro de sangue. Como este crime não é punido com pena superior a três anos, foi identificado e ficou com termo de identidade e residência tendo também sido notificado para se apresentar a Tribunal na segunda-feira.
No domingo, o mesmo indivíduo foi identificado por elementos da PSP de Guimarães, mais uma vez por condução ilegal e com 1,88 gramas/ litro de sangue.
Já na segunda-feira, cerca das 10 horas, não se apresentou perante o Juiz do Tribunal de Guimarães, mas por coincidência nessa mesma altura estava a circular na Praça da Mumadona, junto ao Tribunal, tendo sido identificado pelos elementos da PSP. Mais uma vez estava a conduzir ilegalmente.
Mas como se tudo isto não bastasse, na tarde desse mesmo dia, cerca das 14h35, o indivíduo foi, novamente, detido pela PSP por condução ilegal e mais uma vez com excesso de álcool.
Presente ao Tribunal o indivíduo saiu em liberdade, com termo de identidade e residência e apresentação semanal na esquadra da PSP.


Pergunto eu: e não se pode prendê-los e deitar a chave fora? É que está visto que este senhor, para além de bêbado profissional, não faz outra coisa que não seja andar a passear de carro pela cidade... E se tem um acidente? Quem paga? O juiz que o deixou em liberdade? Ou o autor da lei que permite que uma pessoa com este cadastro e condições se mantenha em liberdade? É que o seguro não vai pagar de certeza absoluta...

É claro que este paragrafo é um desabafo e sei que não se pode actuar desta forma, mas quando um cidadão demonstra tamanho acto de falta de civismo, de desrespeito pelas autoridades (policiais e judiciais) e por todos os outros que julgam andar descansados pelas ruas, não sei se são as leis que são brandas ou se são os portugueses que não sabem fazer leis...
Enviar um comentário