2008/06/14

FC Porto com decisão anulada


"O Comité de Recursos da UEFA reuniu-se esta sexta-feira para decidir sobre o recurso apresentado pelo FC Porto contra a decisão tomada pelo Comité de Controlo e Disciplina da UEFA a 4 de Junho, na qual o clube português não foi admitido na edição 2008/09 da UEFA Champions League. O Comité de Recursos decidiu, no seguimento de novas provas submetidas relativamente aos procedimentos dos recursos em Portugal, devolver o assunto ao Comité de Controlo e Disciplina, para nova análise.

Nova análise
Tendo ouvido representantes do FC Porto, da Federação Portuguesa do Futebol, do Benfica e do Vitória de Guimarães, bem como a própria UEFA, o Comité de Recursos optou por anular a decisão anterior e devolver o assunto ao Comité de Controlo e Disciplina, onde será levada a cabo uma nova análise. O Comité de Controlo e Disciplina vai reunir-se na próxima semana para tomar uma decisão quanto à admissão do FC Porto na UEFA Champions League de 2008/09. A data da referida reunião será comunicada em devido tempo."


As palavras do titulo e entre aspas não são minhas, são da UEFA no seu site oficial. Para bom entendedor, está lá tudo! A decisão anterior de excluir o clube, foi ANULADA.

Porque foram apresentadas NOVAS PROVAS RELATIVAMENTO AOS RECURSOS DOS PROCESSOS EM PORTUGAL, o assunto foi devolvido à precedencia de forma a que seja, novamente, analisado e obviamente tomando em consideração estas novas provas.

Assim, nova análise deverá ser tomada na próxima semana, em reunião a anunciar.

Apenas três reflexões minhas.

A primeira, é que o FC Porto conseguiu o que nunca ninguém havia antes conseguido, que foi ver um recurso deferido, anulando (nas palavras do próprio organismo) a primeira sentença.

A segunda, é que os argumentos são válidos, pelo menos tão fortes que implicaram que o processo seja novamente avaliado levando-os em conta.

A terceira e última é que em nenhum dos locais deste comunicado se pode ler que há outros clubes que têm de ser ouvidos como partes do processo. Apenas diz que neste recurso foram ouvidos. E de facto, depois da primeira (disparatada) sentença eles passaram a ser partes interessadas em virtude de terem tido expectativas que sairam defraudadas. Mas a partir do momento em que o processo volta à estaca zero não vejo porque motivo eles têm de ser ouvidos.

Por último, um comentário final: que triste a figura que um determinado clube anda a fazer, nunca tão baixo havia descido uma direcção nesse clube que se pode orgulhar de ter tido um presidente do calibre de um Vale e Azevedo... Depois de mim virá quem de mim bom fará, lá diz o ditado!
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