2009/05/07

SAAL - Casas para o povo?

Foi um momento marcante da arquitectura em Portugal, pela simbologia do trabalho e das utopias de um novo país pós-revolução, com o envolvimento de um arquitecto como Secretário de Estado e a necessidade que o Portugal tinha de recuperar tempo perdido e dignidade na habitação.

A forma como o projecto se desenvolveu em vários pontos do país, com arquitectos (hoje de renome, na altura nem tanto) como Siza, Souto Moura ou Byrne a projectarem, o Estado a ceder os materiais e a população que vivia em barracas ou casas degradadas juntava-se para construir os novos bairros onde depois foram morar.

Um registo de como os arquitectos e a arquitectura podem, de facto, fazer coisas diferentes pela população que, por norma, as outras corporações não conseguem por não terem uma visão abrangente da sociedade como têm os arquitectos - a formação variada que recebemos, da Arte às Ciências Sociais e da Engenharia à Economia, passando pelo Direito e pela Informática, abrem novos horizontes aos arquitectos que mais se notam quando ocupam cargos políticos ou decisórios.
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