2011/01/10

Leituras [58] - Marina, de Carlos Ruiz Zafón

Fantástico.




Mais um livro, que embora tendo antecedido os dois best-sellers do autor (A Sombra do Vento e O Jogo do Anjo) em nada lhes fica dever.
Adoro a prosa quase poética, cantada, envolvente, deste escritor.
A sua descrição de Barcelona dos velhos tempos quase nos transporta até lá, nas suas palavras mágicas e nas suas histórias incriveis.
E que imaginação tem este escritor.
E sabe contar uma história, ou várias histórias dentro da mesma, sem perder o fio à meada e sem nos perder a nós, leitores.
Aconselho a leitura e, já agora, a visita a Barcelona, uma cidade de eleição! Nem que seja na nossa imaginação guiados pelas palavras de Carlos Ruiz Zafón, porque "às vezes, as coisas mais reais, só acontecem na nossa imaginação, só recordamos o que nunca aconteceu." (pág. 92)

Sinopse:
"A história inesquecível que precedeu “A Sombra do Vento”.
«Por qualquer estranha razão, sentimo-nos mais próximos de algumas das nossas criaturas sem sabermos explicar muito bem o porquê. De entre todos os livros que publiquei desde que comecei neste estranho ofício de romancista, lá por 1992, Marina é um dos meus favoritos.» «À medida que avançava na escrita, tudo naquela história começou a ter sabor a despedida e, quando a terminei, tive a impressão de que qualquer coisa dentro de mim, qualquer coisa que ainda hoje não sei muito bem o que era, mas de que sinto falta dia a dia, ficou ali para sempre.» Carlos Ruiz Zafón «Marina disse-me uma vez que apenas recordamos o que nunca aconteceu. Passaria uma eternidade antes que compreendesse aquelas palavras. Mas mais vale começar pelo princípio, que neste caso é o fim.» «Em Maio de 1980 desapareci do mundo durante uma semana. No espaço de sete dias e sete noites, ninguém soube do meu paradeiro.» «Não sabia então que oceano do tempo mais tarde ou mais cedo nos devolve as recordações que nele enterramos. Quinze anos mais tarde, a memória daquele dia voltou até mim. Vi aquele rapaz a vaguear por entre as brumas da estação de Francia e o nome de Marina tornou-se de novo incandescente como uma ferida fresca. «Todos temos um segredo fechado à chave nas águas-furtadas da alma. Este é o meu.»"
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