2011/07/28

Plano de Promoção de Mobilidade em Guimarães

Ontem tive a oportunidade de assistir à apresentação do Plano Municipal de Promoção da Acessibilidade de Guimarães, que a Câmara contratou externamente.

Pareceu-me um documento interessante, bem construído, com muita informação relevante para melhorar e facilitar a circulação das pessoas com mobilidade reduzida - sendo que estas não são só os comummente aceites deficientes motores, mas também todos aqueles que por algum motivo não se podem deslocar normalmente num dado momento, e só quem já andou de muletas, por exemplo, sabe o que isso às vezes é difícil numa cidade cheia de obstáculos.

Estudos apontam que 55% da população tem problemas de mobilidade: dificuldade de visão, de locomoção, de audição - tudo isto pode dificultar a vida de cada pessoa numa cidade.

É por isso fundamental que as cidades se ajustem a toda a gente e este plano numa primeira fase faz uma análise bastante exaustiva a alguns edifícios públicos e, acima de tudo, a espaços públicos - 320 Km de espaços públicos na quase totalidade das freguesias do concelho. Só não foram algumas do centro da cidade, que não foi abrangido pelo estudo, não tendo eu percebido bem porquê, apesar de ter percebido que as obras em curso na cidade tiveram o apoio desta equipa.

Outra coisa que também não foi dita é quanto tempo será necessário para implementar as soluções apontadas por todo o concelho. Nem quem será responsável por isso - departamento de obras da Câmara?, delegação de competências nas Juntas de Freguesia?, concurso por "pacotes" de obras por zonas ou freguesias?

E, nesse seguimento, também não foi dito qual o valor previsto para essas obras, apesar de ter sido divulgado que o software utilizado permite dar uma estimativa orçamental dos trabalhos.

Aspecto positivo foi a execução deste plano, sem quaisquer dúvidas. Agora falta saber qual é o plano para implementar estas medidas, os custos das mesmas e como poderá ser executado isso. Bem como a duração deste plano - porque qualquer plano deste género tem um "prazo de validade" onde depois terá de ser analisado o que foi feito, o que falta fazer e novos problemas detectados.
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