2011/03/12

Eficiência no desempenho energético dos edíficios



Ontem começei uma formação na TecMinho para "projectistas e peritos qualificados em RCCTE", ou seja, no âmbito do desempenho energético dos edifícios de habitação, neste caso.

E logo ao primeiro dia, alguns números interessantes que mostram o enorme mercado que está à beira de se apresentar no sector das obras, assim que a economia portuguesa deixe de precisar de PEC's...

Assim, sabia que...

...mais de 80% dos edifícios em Portugal foram construídos antes de 1990 (ano em que entrou em vigor o primeiro regulamento sobre comportamento térmico) e que por isso têm fraco desempenho neste capítulo?

...o desperdício de energia no sector de edifícios em Portugal é de 1000 MILHÕES DE EUROS POR ANO? E que isso foi quanto custou a ponte Vasco da Gama?

...o crescimento do consumo de energia nos edifícios em Portugal tem sido de 7% ao ano, apesar da legislação ser cada vez mais restritiva quanto aos gastos energéticos?

...o sector dos edifícios é responsável pelo consumo de 60% da electricidade em Portugal e 50% das necessidades energéticas das habitações são para se ter água quente sanitária?

...Portugal assinou o protocolo de Quioto em 1997 mas que em 2002 já tinha ultrapassado as emissões de CO2 previstas para 2010?

...o país com maior área de painéis solares na Europa é a Alemanha que por acaso é dos países com menos horas de sol por ano, ao contrário de Portugal que é dos que mais horas anuais de sol tem?

...todos os edifícios usados em Portugal desde Janeiro de 2009 são obrigados a possuir um Certificado Energético quando vendidos ou arrendados e que todos os edifícios novos já o têm de ter desde 2008?


Há muito dinheiro a ser deitado pela janela fora todos os anos em Portugal e que, aplicado em programas de reabilitação energética dos edifícios poderia, a curto prazo, ser rentabilizado. Não nos podemos esquecer que muita da energia eléctrica produzida em Portugal depende do petróleo e do gás, pelo que não só se desperdiçaria menos dinheiro como ainda se importava menos matéria prima para fazer energia. Mas, como sempre, o Governo prefere aumentar impostos em vez de criar formas de poupar dinheiro...
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