2004/06/25

Durão Barroso na presidência da Comissão Europeia?

A TSF está a anunciar em cada noticiário que tal estará apenas a umas horas de ser anunciado.
Até há poucos dias atrás, apenas o Público anunciava tal facto. A maior parte dos outros meios de comunicação - e das próprias pessoas - riam-se da noticia!

Hoje, depois do insuspeito e prestigiado jornal inglês Fiantial Times ter insistido pelo segundo dia consecutivo tal hipótese, os jornais são quase unanimes... O Expresso e o Independente de hoje já dão a coisa quase como certa e até já adiantam cenários de substituição no Governo.

Pois bem, deixo aqui a minha opinião.

Estamos à beira de um facto histórico! Um pequeno país como Portugal ter acesso a um cargo de tão elevado prestigio e responsabilidade, um cargo executivo e com imensos poderes e que controla um orçamento (para um português) quase incalculável, é de facto histórico. Para além disso, é o reconhecimento internacional de que realmente aquilo que fez em Portugal, fez bem! Não passa pela cabeça de ninguém que a Alemanha, a França ou a Inglaterra fossem deixar alguém inapto dirigir os destinos da Comissão Europeia, agora alargada a 25 comissários, um de cada Estado-membro...

Por outro lado, poderá ser considerado uma fuga do primeiro-ministro, similar à do Eng. António Guterres em Dezembro de 2001? Penso que não, já que o então 1º Ministro demitiu-se após uma derrota estrondosa e fugiu daquilo que foi a pior recessão que o país sentiu nos últimos 20 ou 30 anos. Durão Barroso, se se demitir do cargo, não foge - vai ocupar um cargo executivo de grande prestigio internacional e que muito pode ajudar o país - talvez até mais do que como 1ª Ministro - e sai, apesar de ser a seguir a uma derrota eleitoral, num momento em que Portugal começa a recuperar economicamente (segundo todos os indicadores económicos nacionais e europeus) e em que as perspectivas são de melhorar mais no futuro.

E caso seja nomeado, o que se passará em Portugal?
Quanto a mim, e pelo que li nos jornais acima referidos, será nomeado um novo 1º Ministro que a maioria parlamentar indique. E acho que isso deverá passar por um Conselho Nacional do PSD que deverá indicar alguém para presidir o partido e para liderar um novo Governo.
À partida estão os nomes de Pedro Santana Lopes (porque é o 1º vice-Presidente do PSD) e de Manuel Dias Loureiro (presidente do Congresso do PSD). Mas para mim também não seria de descartar o nome de Marques Mendes. Julgo que o melhor nome possível seria o de Dias Loureiro - porque sempre o admirei e porque julgo que é um homem muito competente - mas a seguir gostava de ver o Ministro dos Assuntos Parlamentares, Marques Mendes, a chefiar um Governo. Porque tem uma vasta experiência governativa, desde adjunto do Governador Civil de Braga até diversos ministérios, passando ainda pelas secretarias de estado. Depois, porque é uma pessoa muito competente - aquilo que faz, faz muito bem - e que tem ideias para Portugal - como ficou provado no último Congresso do PSD onde o seu discurso foi, de muito longe, o melhor de todos os que ouvi - não só fazia diagnósticos como propunha diversas medidas para resolver "n" situações. Havia no seu discurso uma ideia de Portugal a construir e a cumprir...
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